PF suspeita que R$ 750 mil usados em filme sobre Bolsonaro tenham origem em emendas parlamentares
Investigação autorizada pelo STF apura suposto desvio de recursos públicos; deputado Mário Frias é citado e Flávio Bolsonaro não é alvo deste inquérito.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal abriu a Operação Make Up para investigar suspeita de desvio de R$ 750 mil destinados ao filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex‑presidente Jair Bolsonaro, possivelmente provenientes de emendas parlamentares do deputado Mario Frias (PL‑SP). A apuração aponta movimentações entre o Instituto Conhecer Brasil, a produtora Go Up Entertainment e a NTT Brasil, além de pagamentos a hotel e empresa de alimentação durante as gravações.
- A PF indica a existência de uma organização criminosa que teria usado recursos públicos de forma irregular, cumprindo 49 mandados de busca em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A defesa de Frias não foi localizada, Karina Gama nega irregularidades e o senador Flávio Bolsonaro não é investigado neste caso.
Foto: Reprodução
A Polícia Federal (PF) investiga a suspeita de que R$ 750 mil destinados à produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenham origem em recursos públicos provenientes de emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias (PL-SP). A apuração embasou a Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10) por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é investigar um suposto esquema de desvio de verbas públicas repassadas por meio de emendas parlamentares a uma organização da sociedade civil. Segundo a PF, a investigação identificou movimentações financeiras envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, que também é proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme. As apurações apontam que duas empresas receberam R$ 700 mil do ICB entre fevereiro e março de 2025. Posteriormente, entre novembro e dezembro do mesmo ano, a NTT Brasil, pertencente ao mesmo grupo empresarial, transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment. A Polícia Federal afirma que ainda não é possível concluir que os recursos tenham origem direta nas verbas públicas, mas destaca a coincidência entre os valores movimentados e o período das transferências. Durante a investigação, também foram identificados pagamentos de aproximadamente R$ 906,7 mil a um hotel e outros R$ 653 mil a uma empresa de alimentação durante as gravações do filme, realizadas entre outubro e dezembro de 2025. Outro ponto destacado pela PF é a transferência de R$ 645,4 mil feita por Mário Frias à Go Up Entertainment em menos de 60 dias. Conforme a corporação, o montante seria incompatível com os rendimentos mensais de um deputado federal, estimados em cerca de R$ 44 mil. A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Em nota, a Polícia Federal informou que as investigações apontam para a atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar recursos de emendas parlamentares para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da prestação dos serviços. Segundo a corporação, as tentativas de ocultar os desvios teriam ocorrido até julho deste ano. A defesa de Mário Frias não foi localizada até a publicação desta reportagem. Já Karina Gama negou irregularidades em declaração à coluna da jornalista Mônica Bergamo, afirmando que se sente ameaçada e que não tem informações a delatar caso venha a ser presa. O senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, não é investigado neste inquérito. Ele responde a uma investigação distinta relacionada ao filme, sob relatoria do ministro André Mendonça, e sempre afirmou que a produção não utilizou recursos públicos.
Proposta de delação aponta supostos repasses milionários a ACM Neto e Antônio Rueda
Documento apresentado por Daniel Vorcaro foi rejeitado pela PF e pela PGR por falta de elementos considerados suficientes.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Uma proposta de delação premiada apresentada pelo ex‑banqueiro Daniel Vorcaro acusa o candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, de atuarem em um suposto esquema de captação de recursos para o Banco Master junto a institutos de previdência estaduais, resultando em cerca de R$ 2 bilhões captados e uma comissão estimada em R$ 200 milhões. O documento menciona ainda pagamentos a escritórios ligados a Rueda e a uma consultoria de ACM Neto, além de uma reunião em junho de 2024 em Brasília envolvendo representantes do Banco de Brasília (BRB) para discutir novas captações.
- As propostas de colaboração premiada foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria‑Geral da República por falta de informações inéditas, e tanto Rueda quanto ACM Neto negam as acusações, classificando‑as como falsas. O caso destaca investigações sobre possíveis esquemas de corrupção envolvendo políticos, bancos e fundos de previdência, com valores totais de investimentos que chegam a R$ 3,62 bilhões entre 2023 e 2025.
Foto: Reprodução
Uma proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro coloca o candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, no centro de um suposto esquema de captação de recursos para o Banco Master junto a institutos de previdência estaduais. Segundo o documento, Vorcaro afirma que ACM Neto e Rueda teriam atuado para facilitar investimentos de fundos do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Como resultado dessa articulação, o Banco Master teria captado cerca de R$ 2 bilhões. O ex-banqueiro sustenta que havia um acordo para pagamento de uma comissão equivalente a 10% dos valores captados, o que representaria uma obrigação de aproximadamente R$ 200 milhões. No entanto, a proposta não informa quanto desse montante teria sido efetivamente pago. Vorcaro também afirma que os repasses ocorreriam por diferentes meios, incluindo contratos de consultoria, pagamentos em espécie e contratos com empresas ligadas aos investigados. Segundo o relato, o Banco Master mantinha uma espécie de controle interno dos valores destinados a ACM Neto e Antônio Rueda. A delação ainda cita uma reunião realizada em junho de 2024, em Brasília, envolvendo Vorcaro, Rueda e o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. De acordo com o documento, teria sido discutida a captação de recursos para um aumento de capital do BRB, com previsão de pagamento de comissões sobre operações envolvendo ativos do Banco Master. Dados mencionados na reportagem apontam que quatro instituições aplicaram cerca de R$ 3,62 bilhões no Banco Master entre 2023 e 2025. O valor é superior aos R$ 2 bilhões citados por Vorcaro, diferença que não é explicada na proposta. O documento também não apresenta valores individualizados supostamente recebidos por ACM Neto e Rueda, nem descreve atos específicos praticados por eles junto aos fundos de previdência. Entre os registros citados estão pagamentos de R$ 6,4 milhões para escritórios ligados a Rueda entre 2022 e 2025 e R$ 5,4 milhões para uma empresa de consultoria de ACM Neto no mesmo período, conforme dados de investigações e relatórios do Coaf. As propostas de colaboração premiada apresentadas por Daniel Vorcaro foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Os órgãos entenderam que o material não apresentava informações inéditas nem garantias suficientes para a recuperação de valores relacionados às investigações. O ex-banqueiro tenta reabrir as negociações para firmar um acordo de delação. Em nota, Antônio Rueda afirmou que não teve acesso ao documento e negou qualquer irregularidade. Já ACM Neto classificou as acusações como "absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas", negando envolvimento em qualquer esquema ilícito.
Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre afastamento do chefe da PF
Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre afastamento do chefe da PF
Presidente do STF interrompe efeitos do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, determinada por André Mendonça, e da posterior reintegração determinada por Flávio Dino
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Edson Fachin, do STF, suspendeu nesta quarta‑feira (9) os efeitos das decisões que afastaram o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, bem como a posterior reintegração ordenada pelo ministro Flávio Dino. Fachin determinou ainda que Andrei se manifeste em até 48 horas, enquanto permanecem pendentes o julgamento da Segunda Turma do STF e o pedido de suspensão de liminar em análise pela Presidência da Corte.
- A disputa surge no contexto das investigações do caso Master, que já envolveu ministros como André Mendonça, Alexandre de Moraes e o procurador‑geral da República, Paulo Gonet. Após o afastamento preventivo decretado por Mendonça, Dino reintegrou os diretores, mas a nova decisão de Fachin deixa ambas as medidas sem efeito, ampliando a crise institucional entre os ministros e a condução das apurações na Polícia Federal.
Foto: Alejandro Zambrana | STF
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) os efeitos das decisões que alteraram o comando da Polícia Federal. A medida interrompe tanto o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, determinado por André Mendonça, quanto a decisão posterior de Flávio Dino que havia reintegrado os dois aos cargos. “É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”, escreveu Fachin. Na decisão, ele determinou o prazo de 48 horas para que Andrei se manifeste. Crise começou com investigações do caso Master - A disputa entre ministros do Supremo se intensificou a partir de decisões relacionadas às investigações sobre o Banco Master. O caso envolveu inicialmente Mendonça e Alexandre de Moraes e, posteriormente, passou a incluir Fachin, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a direção da PF e Dino. Antes da sequência de decisões, já havia divergências entre o gabinete de Mendonça e a direção da Polícia Federal sobre a condução das apurações do caso Master. O ministro era relator das investigações relacionadas ao banco e também de um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia orientado Andrei Rodrigues a procurar Mendonça para discutir a relação entre a Polícia Federal e o gabinete do relator. Afastamento, reintegração e nova suspensão - Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. A decisão também suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência e determinou a abertura de procedimentos criminais e administrativos na Corregedoria da PF. A medida foi questionada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que recorreu a Fachin. Nesta quarta, antes da decisão do presidente do STF, Flávio Dino havia determinado a reintegração dos dois diretores, suspendendo os efeitos do afastamento de Mendonça. Agora, Fachin suspendeu os efeitos das duas decisões, deixando sem efeito, neste momento, tanto o afastamento determinado por Mendonça quanto a reintegração ordenada por Dino. A decisão ocorre enquanto continuam pendentes outros procedimentos relacionados à disputa entre os ministros e à condução das investigações envolvendo a Polícia Federal.
STF marca sessão para analisar relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro
STF marca sessão para analisar relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro
Ministros vão avaliar validade de documento que aponta encontros e mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou sessão plenária para a próxima terça‑feira (15) a fim de analisar um relatório da Polícia Federal que aponta suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O documento, elaborado a pedido do ministro André Mendonça, baseia‑se em mensagens de WhatsApp apreendidas durante a Operação Compliance Zero, trocadas entre março de 2024 e agosto de 2025, e foi tornado público em 1º de setembro após a retirada do sigilo.
- A Corte avaliará a validade do relatório, decidirá se há elementos suficientes para abrir uma apuração contra Moraes ou se o caso deve ser arquivado, e considerará o pedido da Procuradoria‑Geral da República (PGR) para anular a investigação, argumentando que a iniciativa de Mendonça carece de autorização plenária.
Foto: Divulgação
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou uma sessão do plenário para a próxima terça-feira (15) para analisar um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne informações sobre uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os ministros deverão avaliar a validade do documento elaborado a pedido do ministro André Mendonça, relator do caso Master. Parte dos integrantes da Corte questionou a iniciativa de Mendonça de determinar a apuração envolvendo outro ministro do STF sem autorização do plenário. Também estará em discussão o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular a investigação. A Corte deverá decidir ainda se os elementos reunidos justificam a abertura de uma apuração contra Moraes ou se o caso deve ser arquivado. O relatório foi elaborado a partir de mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero. As conversas foram trocadas pelo WhatsApp entre março de 2024 e agosto de 2025 e incluem registros de contatos e encontros entre o ex-banqueiro e Moraes. O documento veio a público em 1º de setembro, depois que Mendonça retirou o sigilo do material. Na ocasião, a PGR defendeu a nulidade da investigação, sob o argumento de que Mendonça não poderia determinar, sem provocação do Ministério Público ou da PF, uma apuração sobre o destinatário das mensagens. Para a Procuradoria, uma eventual investigação contra Moraes deveria ser submetida ao plenário do STF.
Alexandre de Moraes manda PF investigar deputado baiano após denúncia contra Flávio Dino
Deputado Leandro de Jesus terá 15 dias para prestar depoimento após decisão do ministro do STF.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou a notícia‑crime apresentada pelo deputado estadual baiano Leandro de Jesus (PL) contra o ex‑ministro da Justiça Flávio Dino e o ex‑chefe do GSI Gonçalves Dias, por falta de justa causa e ausência de indícios concretos. Moraes determinou que a Polícia Federal ouça o parlamentar em até 15 dias e encaminhe os autos à Procuradoria‑Geral da República, sinalizando a possibilidade de investigação por comunicação falsa de crime, prevista no art. 340 do Código Penal.
- A decisão, proferida em 21 de agosto na Petição 11.228, destaca que a representação não trouxe elementos mínimos para abrir investigação contra Dino e Dias, mas abre caminho para apurar a conduta de Leandro de Jesus, que poderá responder por tentativa de imputar crimes como golpe de Estado e terrorismo. O caso segue agora sob análise da PGR após a oitiva do deputado pela PF.
Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a notícia-crime apresentada pelo deputado estadual baiano Leandro de Jesus (PL) contra o ministro Flávio Dino e o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, e determinou que a Polícia Federal investigue a conduta do próprio parlamentar por suspeita de comunicação falsa de crime. A decisão foi proferida no último dia 21 de agosto, no âmbito da Petição 11.228. Moraes determinou que Leandro de Jesus seja ouvido pela Polícia Federal no prazo de 15 dias. Após a oitiva, os autos deverão ser encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR). Na representação, o deputado atribuía a Flávio Dino, então ministro da Justiça à época dos atos de 8 de janeiro de 2023, e a Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI, suposta omissão diante das invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília. O parlamentar pediu que ambos fossem investigados por crimes como golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano e terrorismo. Ao analisar o caso, Alexandre de Moraes concluiu que a notícia-crime não apresentou elementos mínimos capazes de justificar a abertura de investigação. Segundo o ministro, houve "ausência de justa causa" e não foram apresentados indícios concretos da prática de ilícitos penais pelos citados. Além de arquivar a representação, Moraes determinou o envio dos autos à Polícia Federal para apuração da conduta de Leandro de Jesus. Na decisão, o ministro afirma que, em tese, o deputado pode ter incorrido no crime de comunicação falsa de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal. A investigação terá início com o depoimento do parlamentar e, posteriormente, o caso será submetido à análise da Procuradoria-Geral da República.
Dino determina retorno de diretor-geral e chefe de Inteligência da PF
Dino determina retorno de diretor-geral e chefe de Inteligência da PF
Andrei Rodrigues e Leandro Almada haviam sido afastados por decisão de André Mendonça
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, reverteu nesta quarta‑feira (9) a decisão do ministro André Mendonça que afastava Andrei Passos Rodrigues da direção geral da Polícia Federal e Leandro Almada da Costa da chefia da Inteligência Policial. Ao analisar o recurso de Andrei, Dino considerou que a remoção dos dirigentes poderia comprometer investigações em curso, como a apuração de recursos de emendas parlamentares destinados ao filme "Dark Horse" e casos envolvendo o Banco Master e o INSS, e determinou a reintegração dos dois servidores.
- A medida também proibiu novas medidas cautelares contra os dois, salvo se houver evidências de atos fora do exercício regular de suas funções. A decisão foi encaminhada ao plenário do STF e à Procuradoria‑Geral da República, destacando a preocupação com a continuidade das atividades de inteligência e a prevenção de interferências políticas nas investigações da PF.
Foto: Victor Piemonte | STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) o retorno de Andrei Passos Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa à direção de Inteligência Policial. A decisão derruba, na prática, o afastamento determinado na terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça. A medida foi tomada após Andrei recorrer da decisão e alegar que sua saída poderia comprometer investigações em andamento, entre elas a apuração sobre recursos de emendas parlamentares destinados ao filme Dark Horse. Segundo ele, a mudança na direção da corporação poderia dificultar o trabalho da equipe responsável pelo caso, atrasar o acesso a materiais e prejudicar a condução das diligências. Dino considerou os argumentos e afirmou que o afastamento dos dirigentes e a suspensão da produção de relatórios de inteligência poderiam provocar prejuízos a investigações urgentes sob sua relatoria. O ministro classificou como inédita a paralisação das atividades de inteligência da PF determinada por outro integrante da Corte e criticou a possibilidade de decisões individuais interromperem trabalhos policiais em andamento. A determinação de Mendonça havia ocorrido após o ministro apontar indícios de direcionamento político na elaboração de relatórios da PF relacionados aos casos Banco Master e INSS. Ele também havia determinado investigações para apurar quem solicitou e produziu os documentos. Ao restabelecer os dois servidores nos cargos, Dino proibiu ainda que novas medidas cautelares contra Andrei e Almada sejam adotadas exclusivamente com base em atos praticados no exercício regular de suas funções e no cumprimento de ordens judiciais. A decisão foi encaminhada ao plenário do STF e à Procuradoria-Geral da República.
Fachin dá 72 horas para Mendonça responder sobre afastamento de diretores da PF
Fachin dá 72 horas para Mendonça responder sobre afastamento de diretores da PF
Presidente do STF vai analisar pedido da AGU para suspender decisão
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça apresente, em até 72 horas, sua posição sobre o recurso da Advocacia‑Geral da União que busca reverter a medida que afastou temporariamente o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
- A AGU argumenta que a decisão coloca em risco a organização administrativa da PF e que a nomeação e exoneração dos dirigentes cabe ao presidente da República. Mendonça, que alega ter sido monitorado ilegalmente por cerca de um mês, pediu que a Corregedoria investigue quem solicitou e produziu os relatórios de inteligência. Enquanto aguarda a manifestação de Mendonça, Fachin mantém os afastamentos em vigor.
Foto: Rômulo Serpa | STF
O afastamento dos principais dirigentes da Polícia Federal entrou em uma nova etapa nesta terça-feira (8). O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça apresente, em até 72 horas, sua posição sobre o recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para tentar derrubar a medida. A decisão de Mendonça retirou temporariamente dos cargos o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A AGU considera que a medida representa risco à organização administrativa e ao funcionamento das atividades de polícia judiciária. O órgão também defende que cabe ao presidente da República nomear e exonerar integrantes da direção da Polícia Federal. Outro ponto levantado pelo governo é que a produção e a divulgação dos relatórios de inteligência que deram origem ao afastamento já estão sendo examinadas em um procedimento sob responsabilidade de Fachin. Para a AGU, Mendonça adotou medidas cautelares antes da conclusão dessa análise e submeteu à Segunda Turma do STF uma questão que deveria ser apreciada pelo plenário. A decisão do ministro ocorreu após ele apontar possíveis irregularidades em documentos de inteligência da PF que trataram de sua atuação, decisões judiciais e contatos com outras autoridades. Mendonça afirma que sofreu um “monitoramento sistemático” e ilegal por aproximadamente um mês. Além de afastar os dois dirigentes, determinou que a Corregedoria da PF investigue, nas esferas penal e administrativo-disciplinar, quem solicitou e produziu os relatórios. Agora, Fachin aguarda a manifestação de Mendonça para decidir sobre o pedido da AGU. Até lá, os afastamentos de Andrei Rodrigues e Leandro Almada continuam valendo.
Diretor-geral da PF é afastado por decisão de André Mendonça
Diretor-geral da PF é afastado por decisão de André Mendonça
Ministro do STF aponta indícios de monitoramento de magistrados e determina apuração na Corregedoria da Polícia Federal.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro André Mendonça, do STF, determinou o afastamento preventivo do diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada da Costa, e ordenou a abertura de investigações criminais e administrativas sobre relatórios de inteligência que monitoravam autoridades.
- A decisão, que será analisada pela Segunda Turma do STF, também proibiu a elaboração e o compartilhamento de novos relatórios sobre magistrados, a AGU e a polícia judiciária, apontando falta de assinatura, identificação formal e valor probatório nos documentos.
Foto: Reprodução
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa. A decisão também determina a abertura de investigações criminais e administrativas para apurar a produção de relatórios de inteligência que, segundo o ministro, monitoravam autoridades. Mendonça ainda proibiu a elaboração e o compartilhamento de novos relatórios com análises sobre a atuação de magistrados, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da polícia judiciária. A decisão será analisada pela Segunda Turma do STF. Na decisão, o ministro afirma que documentos produzidos pela inteligência da PF continham análises sobre integrantes do Supremo e outras autoridades. Ele também apontou irregularidades na elaboração dos relatórios, que, segundo destacou, não possuíam assinatura, identificação formal ou valor probatório.
André Mendonça libera relatório da PF sobre Alexandre de Moraes para julgamento no STF
Presidente do STF definirá quando o caso será levado à análise da Corte.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro André Mendonça, do STF, autorizou o julgamento do relatório da Polícia Federal que aponta supostos vínculos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. A decisão sobre levar o processo ao plenário ou ao órgão competente ficará a cargo do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e ainda não há data prevista para o julgamento.
- O documento, tornado público após a retirada de sigilo, traz diálogos atribuídos a Moraes e Vorcaro, além de um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro, aprofundando a crise institucional no STF. Em resposta, Moraes solicitou investigação contra Mendonça por supostos abusos de autoridade e improbidade, enquanto Fachin exigiu esclarecimentos de diversas autoridades, e a ADPF pediu impedimento do procurador‑geral da República, Paulo Gonet, nos procedimentos relacionados ao caso.
Foto: Reprodução
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento o relatório da Polícia Federal que aponta supostos vínculos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master. Com a decisão, caberá ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, definir quando o processo será levado ao plenário ou ao órgão competente para análise. A liberação foi publicada neste domingo (6), mas ainda não há previsão para o julgamento. O relatório tornou-se público após Mendonça retirar o sigilo do documento na última semana. Entre os elementos apresentados pela Polícia Federal estão diálogos atribuídos a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, incluindo mensagens trocadas antes da prisão do empresário em 2025. O documento também cita informações relacionadas a um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes. A divulgação do relatório aprofundou a crise institucional dentro do STF. Em resposta, Alexandre de Moraes pediu a abertura de investigação contra André Mendonça, alegando supostos crimes como abuso de autoridade e improbidade administrativa. Posteriormente, Edson Fachin retirou esse pedido do inquérito das fake news e determinou que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestassem esclarecimentos sobre o caso. Enquanto isso, Paulo Gonet manifestou-se pela nulidade do relatório produzido pela Polícia Federal, sustentando que a investigação teria extrapolado os limites legais. Já a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) solicitou que o procurador-geral se declarasse impedido de atuar nos procedimentos relacionados ao Banco Master por também ser mencionado nas conversas analisadas.
PF desmente relatório falso compartilhado por Nikolas Ferreira sobre caso Banco Master
Deputado afirma que apenas republicou publicação no X e apagou o conteúdo após a exclusão do perfil de origem.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Polícia Federal desmentiu a autenticidade de um relatório divulgado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que alegava inexistência de indícios de crime nas conversas com o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Segundo a PF, o documento é falso e apresenta erros de datas, transcrições e divergências com registros oficiais.
- Após a repercussão, Nikolas afirmou ter apenas republicado a postagem e a retirou quando a origem foi removida, negando receber recursos de Vorcaro e ironizando as denúncias. O parlamentar anunciou que divulgará vídeos contra Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e confirmou presença nos atos de 7 de Setembro em Belo Horizonte e São Paulo.
Foto: reprodução
A Polícia Federal (PF) desmentiu a autenticidade de um relatório compartilhado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que apontava inexistência de indícios de crime nas conversas entre o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Segundo a PF, o documento é falso. Após a repercussão, Nikolas afirmou que apenas republicou uma postagem de um perfil na rede social X e que apagou o conteúdo logo depois que a publicação original foi removida. O suposto relatório afirmava que as mensagens entre o deputado e Vorcaro representavam apenas um contato de natureza pessoal e profissional, sem elementos para justificar uma investigação. No entanto, plataformas de checagem identificaram diversas inconsistências, como erros em datas, transcrições e divergências em relação aos documentos oficiais da Polícia Federal. As conversas entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro vieram a público na quinta-feira (3). Em um dos diálogos divulgados, o deputado chama o empresário de "Dani" e manifesta interesse em estreitar a relação entre os dois. Em outra mensagem, solicita apoio para uma demanda relacionada à liberação de um ativo minerário. Nesta sexta-feira (4), Nikolas voltou a comentar o caso nas redes sociais, negou ter recebido recursos de Vorcaro, ironizou as denúncias e anunciou que publicará, no domingo (6), uma série de vídeos com acusações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O parlamentar também confirmou participação nos atos marcados para 7 de Setembro em Belo Horizonte e São Paulo.
André Mendonça pede afastamento de Alexandre de Moraes do STF
André Mendonça pede afastamento de Alexandre de Moraes do STF
Pedido foi encaminhado ao presidente do STF após novos desdobramentos do caso Banco Master.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro do STF André Mendonça solicitou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, em meio à escalada da crise envolvendo as investigações do Banco Master. O pedido surge após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que aponta mensagens entre Moraes e o ex‑controlador Daniel Vorcaro, levando a Corte a abrir novo processo de análise.
- Em retaliação, Moraes encaminhou um pedido para que Mendonça seja investigado por supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político nos casos Banco Master e INSS. Fachin concedeu prazo de cinco dias para que os envolvidos – incluindo o procurador‑geral da República e o diretor da Polícia Federal – apresentem esclarecimentos, mantendo o foco nas investigações em curso.
Foto: Antônio Augusto | STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, o afastamento do ministro Alexandre de Moraes das funções no Supremo. O pedido foi apresentado em meio ao agravamento da crise envolvendo as investigações relacionadas ao Banco Master. A solicitação ocorreu após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que cita mensagens e contatos entre Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em resposta, Alexandre de Moraes encaminhou a Fachin um pedido para que André Mendonça seja investigado por supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político na condução de investigações ligadas aos casos Banco Master e INSS. Os dois pedidos agora estão sob análise da Presidência do STF. Edson Fachin determinou prazo de cinco dias para que André Mendonça, Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem esclarecimentos sobre os fatos investigados.
Mendonça apresenta notas de R$ 26,4 mil após suspeita de que teve terno bancado por lobista do Master
Hipótese foi levantada depois da divulgação de conversas de uma tentativa de aproximação de Daniel Vorcaro com o ministro
Por: Constança Rezende
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- O ministro do STF André Mendonça divulgou notas fiscais de duas compras em uma alfaiataria de luxo, totalizando R$ 26.430, para rebater suspeitas de que teria recebido ternos como presente do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro. Os documentos, obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, mostram pagamentos feitos em nome da esposa Janey Nagliatti Mendonça e incluem camisas, ternos e blazers sob medida, após mensagens de um advogado ligado ao caso sugerirem uma tentativa de aproximação entre Mendonça e Vorcaro.
- A reportagem, baseada em áudios e mensagens capturadas pelo site ICL Notícias, também relata que Mendonça recebeu Vorcaro em março de 2025 fora da agenda oficial, no Instituto Iter, e que o ministro afirmou ter ouvido o empresário apenas por iniciativa própria. O caso ganhou destaque após a retirada de sigilo de um relatório da Polícia Federal que investigava a relação entre o magistrado Alexandre de Moraes e o ex‑banqueiro.
Foto: Gustavo Moreno | STF
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça apresentou duas notas de compra em uma alfaiataria de luxo. O jornal Folha de São Paulo teve acesso aos documentos, que juntos somam R$ 26.430. A divulgação das notas foi feita pelo magistrado para rebater a suspeita de que ele teria recebido ternos como presente de pessoas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A hipótese foi levantada após a divulgação de conversas, pelo site ICL Notícias, que revelaram uma tentativa de aproximação de Vorcaro com Mendonça. A ação foi articulada pelo advogado baiano Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo. Mensagens capturadas do celular do ex-banqueiro mostram que Ciro enviou a Vorcaro uma fotografia ao lado de Mendonça, na loja do alfaiate de luxo Vasco Vasconcellos, conhecido por vestir empresários, executivos e figuras públicas. "Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno", disse o advogado em áudio enviado em 8 de fevereiro de 2025. No mesmo dia, porém, Mendonça pagou, em nota registrada em nome de sua mulher, Janey Nagliatti Mendonça, R$ 16,5 mil, à loja de Vasco. O valor foi gasto em camisas, ternos e conjuntos feitos sob medida, diz o documento. Já em 28 de fevereiro, ele pagou mais R$ 9.900 ao alfaiate em blazers sob medida e acessórios. As notas foram juntadas pelo gabinete do ministro. A reportagem sobre o encontro com Vorcaro foi revelada após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que revela os detalhes da relação do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro. Mendonça também recebeu o ex-banqueiro para uma conversa em março de 2025. A reunião foi feita fora da agenda e do tribunal, no escritório do Instituto Iter, fundado pelo magistrado para ministrar cursos de formação, aperfeiçoamento e oratória. Em nota depois da divulgação da notícia, Mendonça disse que recebeu Vorcaro uma única vez, por iniciativa do próprio empresário, e que se limitou a ouvi-lo. No mesmo mês, ele afirmou que atendeu também o advogado do empresário e que mantém nos registros do gabinete os memoriais escritos sobre o encontro. Ainda segundo o ICL, Ciro e Cezinha conversaram previamente com Mendonça sobre uma situação relacionada aos problemas enfrentados pelo Master no Banco Central. Em outro áudio, o advogado disse ter deixado o ministro "balançado" com o assunto levado a ele e afirmou que Mendonça queria receber Vorcaro. "O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo", relatou Ciro. "Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha já tinha falado com ele".
Fachin cobra que Moraes, Mendonça e chefes da PGR e da PF esclareçam vazamentos
Fachin cobra que Moraes, Mendonça e chefes da PGR e da PF esclareçam vazamentos
Decisão do presidente do Supremo ocorre em meio ao agravamento da crise causada pela divulgação de dados do celular de Vorcaro e documentos sigilosos do Caso Master
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador‑geral da República Paulo Gonet e o diretor‑geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues apresentem, por escrito, esclarecimentos sobre o vazamento de conteúdos sigilosos obtidos a partir do celular do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro. Cada um tem cinco dias úteis para responder, conforme decisão divulgada na noite de 3 de junho.
- A medida surge no meio de uma crise institucional desencadeada por mensagens que apontam envolvimento dos ministros no caso Master e nas fraudes ao INSS, além de um pedido de investigação de Moraes contra Mendonça por supostos crimes de responsabilidade e abuso de autoridade. Fachin pretende mapear a cadeia de decisões que levou à apreensão do aparelho, ao relatório da PF e à divulgação dos documentos, atuando como árbitro para conter a turbulência no Supremo.
Foto: Nelson Jr. | STF
Em meio à escalada da crise que envolve integrantes do Supremo Tribunal Federal desde a revelação de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente da Corte, Edson Fachin, determinou na noite desta quinta-feira (3) que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, prestem informações por escrito sobre o vazamentos de conteúdos sigilosos. Segundo a decisão de Fachin, os quatro terão cinco dias úteis para apresentar os esclarecimentos. Fachin abriu o procedimento depois de receber manifestações relacionadas ao relatório da PF que reuniu mensagens extraídas do celular de Vorcaro e que mencionam Moraes, Gonet e Rodrigues. Somente após receber o posicionamento, o presidente do STF vai decidir sobre os próximos passos da crise, inclusive em relação ao pedido para que o plenário da Corte examine o caso. A decisão foi tomada poucas horas depois de Moraes encaminhar a Fachin um pedido de investigação contra Mendonça. No documento, Moraes aponta possíveis crimes de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa na condução de investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no INSS. Moraes acusa Mendonça de atuar de maneira parcial e de direcionar medidas contra ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). No centro do conflito entre os dois ministros, está o relatório produzido pela PF a partir dos dados apreendidos no celular de Vorcaro. Mendonça, relator do caso Master, determinou que a PF identificasse o interlocutor de mensagens enviadas pelo banqueiro. Posteriormente, Mendonça retirou o sigilo dos documentos e indicou que o material deveria ser submetido ao plenário do STF. Entre as mensagens estão conversas que a PF atribui a Moraes e pedidos de Vorcaro para que fossem acionados Gonet e Andrei Rodrigues com o objetivo de blindá-lo. A divulgação do material provocou forte reação na cúpula da PGR. Gonet pediu a anulação do relatório, argumentando que Mendonça teria ultrapassado os limites de sua competência ao determinar a investigação de elementos envolvendo outro ministro do Supremo sem provocação da PF ou do Ministério Público Federal. No material produzido pela PF, o procurador-geral também é citado pelos investigadores. Ofensiva do presidente do Supremo sinaliza pressão contra 'vale-tudo' - Ao pedir informações simultaneamente a dois ministros do Supremo diretamente envolvidos na crise e aos chefes da PGR e da Polícia Federal, Fachin deixa clara sua intenção: elencar a cadeia de decisões que levou à apreensão do celular de Vorcaro, à produção do relatório, à manutenção do sigilo e à consequente divulgação do material. Segundo as informações divulgadas na decisão, Fachin quer esclarecer, em especial, como se deu o acesso e a utilização dos dados e a atuação dos diferentes órgãos no episódio. Em resumo, não é uma simples ordem para que os quatro “expliquem vazamentos”. Como pano de fundo, está uma eventual apuração de maior amplitude sobre a condução do caso e a obediência às regras processuais. Com a ofensiva, Fachin assume o posto de "árbitro" de uma crise que coloca em xeque a própria credibilidade do Supremo. Antes de apertar o cerco para reduzir a temperatura interna, o presidente do STF já havia afirmado que os fatos eram de “especial gravidade” e que as circunstâncias exigiam da presidência do tribunal “serenidade, responsabilidade e firmeza”.
Vorcaro afirma em delação que R$ 5 milhões em doações a Bolsonaro e Tarcísio eram propina
Ex-banqueiro afirmou que valores seriam contrapartida para manter contrato do Credcesta em São Paulo.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ex‑banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada, que R$ 5 milhões doados às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2022 fariam parte de um suposto esquema de propina ligado ao programa Credcesta e a negociações envolvendo o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Segundo Vorcaro, parte dos recursos teria sido paga em dinheiro e outra parte encaminhada como doações oficiais às campanhas e partidos aliados.
- A colaboração premiada foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria‑Geral da República. Gilberto Kassab e a defesa de Tarcísio de Freitas negaram qualquer participação nas tratativas, ressaltando que a campanha de 2022 recebeu mais de 600 doadores, cumpriu a legislação eleitoral e teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Foto: Reprodução
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada, que R$ 5 milhões doados às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), nas eleições de 2022, fariam parte de um suposto esquema de propina. As informações foram divulgadas pelo UOL nesta quinta-feira (3). Segundo o relato, R$ 3 milhões teriam sido destinados à campanha de Bolsonaro e R$ 2 milhões à de Tarcísio. Vorcaro alegou que os repasses seriam uma contrapartida para garantir a permanência do programa Credcesta no Governo de São Paulo, em uma suposta negociação envolvendo o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O ex-banqueiro afirmou ainda que o pagamento seria feito inicialmente em dinheiro, mas que interlocutores ligados a Kassab teriam solicitado que parte dos valores fosse repassada por meio de doações oficiais às campanhas e partidos aliados. A proposta de colaboração premiada, no entanto, foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em nota, Gilberto Kassab negou qualquer participação nas tratativas e afirmou que nunca discutiu doações com Daniel Vorcaro ou Augusto Lima. A defesa do governador Tarcísio de Freitas também negou qualquer vínculo com o ex-banqueiro e informou que a campanha de 2022 recebeu mais de 600 doadores, cumpriu a legislação eleitoral e teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.
PF aponta tratamento diferente de André Mendonça em casos de ACM Neto e Lulinha
PF aponta tratamento diferente de André Mendonça em casos de ACM Neto e Lulinha
Documento citado por Alexandre de Moraes afirma que situações investigadas apresentam semelhanças.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um relatório da Polícia Federal, citado pelo ministro Alexandre de Moraes no STF, aponta suposta diferença de tratamento nas investigações conduzidas pelo ministro André Mendonça envolvendo o ex‑prefeito de Salvador ACM Neto e Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente. Apesar de casos semelhantes, os inquéritos teriam recebido avaliações distintas, sugerindo critérios políticos.
- O documento destaca que Mendonça teria proposto separar as apurações de ACM Neto e Antonio Rueda, presidente do União Brasil, mesmo havendo possível conexão. A investigação de Lulinha está ligada à Operação Sem Desconto, enquanto ACM Neto figura na Operação Compliance Zero, ambas sob análise no STF.
Foto: Reprodução
Um relatório da Polícia Federal, citado em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta uma suposta diferença de tratamento adotada pelo ministro André Mendonça na condução de investigações envolvendo o ex-prefeito de Salvador ACM Neto e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o documento, as situações investigadas apresentam características semelhantes, mas teriam recebido avaliações diferentes durante a tramitação dos inquéritos. A PF afirma que essa atuação pode indicar a adoção de critérios distintos na análise dos casos, conforme o perfil político dos investigados. O relatório também destaca que André Mendonça teria sugerido a separação das apurações envolvendo ACM Neto e Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, apesar da possível conexão entre os fatos. Para os investigadores, a medida representaria uma assimetria na condução das investigações. A investigação contra Lulinha teve origem na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Durante a apuração, a Polícia Federal passou a investigar uma suposta atuação do empresário em negociações envolvendo a Dataprev e o Ministério da Saúde, sob suspeita de tráfico de influência. Já ACM Neto é citado na Operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master. O caso envolve análises sobre movimentações financeiras e empresas ligadas ao ex-prefeito, além de discussões no STF sobre a condução e o desmembramento das investigações.
Moraes pede a Fachin investigação contra Mendonça por atuação no caso Master
Moraes pede a Fachin investigação contra Mendonça por atuação no caso Master
Pedido escancara de vez crise no Supremo, em meio à colisão entre dois ministros da Corte
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, enviou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, apontando fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade no âmbito do inquérito das fake news. Moraes acusa Mendonça de violar a imparcialidade nas investigações das operações Sem Desconto e Compliance Zero, além de interferir em acordos de delação premiada e na atuação da Polícia Federal.
- A medida surge dois dias após Mendonça ter retirado o sigilo de um relatório da PF que continha mensagens de Daniel Vorcaro, ex‑banqueiro do Banco Master, gerando uma crise institucional no Supremo. A disputa coloca Fachin no centro da decisão sobre os próximos passos, em meio a tensões que envolvem o STF, a Polícia Federal e a Procuradoria‑Geral da República.
Foto: Divulgação | STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta quinta-feira (3) ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de investigação contra André Mendonça. Moraes aponta “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação do colega. A iniciativa foi tomada no âmbito do inquérito das fake news, aberto em 2019. Segundo Moraes, Mendonça teria quebrado a imparcialidade na condução das investigações das operações Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, e Compliance Zero, relacionada ao Banco Master. Moraes acusa o colega de ter direcionado investigações por motivos pessoais e políticos, inclusive contra ele próprio e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Também afirma que Mendonça teria conduzido de forma irregular tratativas relacionadas a um possível acordo de delação premiada e interferido na atuação da Polícia Federal. A reação de Moraes ocorre dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master. O documento trouxe conversas atribuídas a Moraes e Vorcaro e provocou uma crise dentro do Supremo. Mendonça, por sua vez, havia defendido que os novos elementos fossem analisados pelo plenário do STF. O ministro considerou que a Corte deveria avaliar publicamente, em sessão presencial, os dados apresentados pela Polícia Federal. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia pedido a anulação do relatório da PF, sob o argumento de que Mendonça não poderia ter determinado a produção do documento sem provocação do Ministério Público. A disputa agora coloca Fachin no centro da crise, já que caberá a ele decidir os próximos passos dentro do tribunal. A troca de acusações entre os dois ministros amplia uma crise institucional que envolve o STF, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República e ocorre em meio à discussão sobre uma eventual investigação contra o próprio Moraes.
PF faz buscas em escritório de advocacia em Teixeira de Freitas durante operação contra litigância abusiva
Ação ocorreu nesta quinta-feira (3), no Centro de Teixeira de Freitas; investigação apura possível uso de documentos falsificados ou reutilizados.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal realizou nesta quinta‑feira (3) dois mandados de busca e apreensão em um escritório de advocacia no Centro de Teixeira de Freitas, Bahia, como parte da Operação Litigância Predatória, que investiga supostas práticas abusivas em processos previdenciários no âmbito do TRF‑1.
- A ação, autorizada pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia, surgiu a partir de relatórios da Advocacia‑Geral da União e análises do Núcleo de Inteligência Previdenciária (CGINP/MPS), buscando identificar documentos falsificados, adulterados ou reutilizados e possíveis fraudes sistemáticas em demandas previdenciárias.
Foto: Reprodução
A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (3) em um escritório de advocacia localizado no Centro de Teixeira de Freitas, no Extremo Sul da Bahia. A ação faz parte da Operação Litigância Predatória, que investiga suspeitas de práticas abusivas em processos previdenciários apresentados no âmbito do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura indícios de que ações judiciais possam ter sido ajuizadas com documentos falsificados, adulterados ou reutilizados em diferentes processos. As medidas foram autorizadas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia. As apurações começaram a partir de informações reunidas em relatórios da Advocacia-Geral da União (AGU) e de análises realizadas pelo Núcleo de Inteligência Previdenciária (CGINP/MPS). A investigação busca identificar a origem das possíveis irregularidades e verificar se houve uso sistemático de documentos ou outros mecanismos para sustentar ações previdenciárias consideradas abusivas.
Mais de 250 kg de cocaína, maconha e haxixe são apreendidos em Vitória da Conquista
Entorpecentes estavam escondidos em uma carga transportada por caminhão; motorista foi detido durante abordagem.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Mais de 250 kg de entorpecentes, incluindo cocaína, maconha e haxixe, foram apreendidos na manhã desta quinta‑feira (3) em uma operação integrada em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. A carga, que partiu de São Paulo, teria destino a integrantes de uma facção criminosa local e foi descoberta durante uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal, que vistoriou um caminhão no posto da PRF.
- O motorista foi detido e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal, enquanto os entorpecentes seguem para perícia. A ação contou com a participação da Polícia Federal, da PRF, das polícias Militar e Civil da Bahia e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que investigam possíveis envolvidos e a origem da remessa.
Foto: Divulgação - PRF
Mais de 250 quilos de drogas foram apreendidos na manhã desta quinta-feira (3) durante uma operação integrada em Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia. A carga, que saiu de São Paulo, teria como destino integrantes de uma facção criminosa que atua no município, segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A abordagem ocorreu em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante uma fiscalização de rotina. Os agentes vistoriaram um caminhão e encontraram tabletes de cocaína, maconha e haxixe escondidos em meio à carga transportada pelo veículo. O motorista foi detido no local e levado, junto com os entorpecentes apreendidos, para a Delegacia da Polícia Federal em Vitória da Conquista. O material deverá passar por perícia, enquanto as circunstâncias do transporte e o possível envolvimento de outros suspeitos serão investigados. A operação contou com a participação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, das polícias Militar e Civil da Bahia e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco).
Lula busca se distanciar de Moraes após novas revelações e adota discurso de que 'ninguém está acima da lei'
Presidente conversou com Edson Fachin, discutiu estratégia com aliados e pretende evitar que crise no STF tenha impacto na campanha pela reeleição
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a se distanciar do ministro do STF Alexandre de Moraes após a divulgação de mensagens que ligam o magistrado ao ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Em reunião com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, Lula reforçou a necessidade de que todos respondam perante a lei, sem que o Executivo assuma protagonismo no debate judicial.
- O governo busca impedir que a crise no Supremo influencie a campanha de reeleição, enquanto o ministro Gilmar Mendes manifesta preocupação com a falta de apoio institucional à Polícia Federal. O senador Flávio Bolsonaro intensifica pedidos de impeachment contra Moraes. Uma pesquisa da Quaest indica empate técnico entre Lula (42%) e Bolsonaro (41%) para o segundo turno.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a adotar uma estratégia de distanciamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após a divulgação de novas informações envolvendo o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Na terça-feira (1º), Lula conversou com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, em meio à repercussão das mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro. O episódio aumentou a pressão sobre a Corte e levou o Palácio do Planalto a discutir os possíveis reflexos políticos do caso. Na manhã desta quarta-feira (2), o presidente reuniu aliados para definir a posição pública da campanha. A orientação é defender que todos devem responder perante a lei, independentemente do cargo ocupado, sem que o governo assuma protagonismo no debate sobre o Supremo. O posicionamento foi antecipado pelo presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que "ninguém está acima da lei" e defendeu mudanças no sistema político e judicial, incluindo a criação de um código de ética para integrantes do Judiciário e do Ministério Público, além do fim dos supersalários. Enquanto isso, Lula deve evitar declarações espontâneas sobre o assunto e só pretende comentar o caso se for questionado durante entrevistas. Integrantes do governo avaliam que a investigação não deve ser tratada como pauta do Executivo e buscam impedir que a crise envolvendo o STF tenha impacto direto na campanha pela reeleição. Também na terça-feira, o ministro Gilmar Mendes procurou Lula para manifestar preocupação com o que considera falta de apoio institucional à cúpula da Polícia Federal, em meio ao embate entre o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o ministro André Mendonça sobre as investigações relacionadas ao Banco Master. As revelações envolvendo Alexandre de Moraes também foram exploradas por aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na disputa presidencial. O grupo voltou a defender o impeachment do ministro e intensificou as críticas ao Supremo. Nos bastidores do governo, a avaliação é de que o desgaste da Corte pode influenciar o cenário eleitoral, já que Lula e ministros do STF mantiveram forte aproximação política nos últimos anos. A preocupação ganhou força após a divulgação de uma pesquisa Quaest, nesta quarta-feira, que apontou Lula com 42% das intenções de voto no segundo turno, contra 41% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
Moraes confronta Mendonça após investigação sigilosa chegar a conversa com Vorcaro
Segundo coluna do Metrópoles, encontro no STF teve clima tenso e quase terminou em agressão física.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram uma discussão acalorada após a Polícia Federal apontar Moraes como interlocutor do empresário Daniel Vorcaro, conforme apurou a coluna de Andreza Matais no Metrópoles.
- O encontro, que ocorreu na segunda‑feira (31), terminou em clima de forte tensão, com troca de acusações e risco de agressão física. Mendonça havia solicitado à PF a identificação de quem conversava com Vorcaro, citando o procurador‑geral Paulo Gonet e o diretor‑geral da PF Andrei Rodrigues; Moraes respondeu que tem suas fontes e acusou o colega de direcionar a investigação contra ele, prometendo reagir nos próximos dias.
Foto: Reprodução
Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tiveram uma discussão acalorada após uma investigação da Polícia Federal identificar Moraes como interlocutor do empresário Daniel Vorcaro. As informações são da Coluna Andreza Matais, do Metrópoles. Segundo a publicação, Moraes procurou Mendonça na segunda-feira (31) e foi recebido no gabinete do colega. O encontro, porém, teria terminado em clima de forte tensão, com troca de acusações e uma discussão que, de acordo com a coluna, quase chegou a uma agressão física. Mendonça havia determinado à PF que identificasse quem conversava com Vorcaro em um diálogo no qual eram citados o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A apuração apontou que o interlocutor era Moraes. Na conversa, Vorcaro teria pedido a Moraes “proteção” de Gonet e Andrei Rodrigues. Durante o encontro, Mendonça questionou como Moraes havia tomado conhecimento de uma investigação sigilosa que está sob sua relatoria. Conforme o relato publicado pelo Metrópoles, Moraes respondeu: “Eu tenho minhas fontes. Fui ministro da Justiça”. Ainda segundo a coluna, Moraes acusou Mendonça de direcionar a investigação contra ele. O ministro também estaria se preparando para reagir ao colega nos próximos dias.
Gonet pede anulação de relatório da PF sobre conversas entre Vorcaro e Moraes
Gonet pede anulação de relatório da PF sobre conversas entre Vorcaro e Moraes
Paulo Gonet afirma que ministro André Mendonça excedeu suas competências ao determinar análise do material apreendido no celular do ex-banqueiro
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O procurador‑geral da República, Paulo Gonet, solicitou a anulação do relatório da Polícia Federal que compilou conversas entre o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro e um interlocutor identificado como o ministro Alexandre de Moraes, alegando que o ministro André Mendonça, relator do caso, extrapolou suas atribuições ao determinar que a PF analisasse especificamente o material. Gonet sustenta que um ministro do STF só pode ser investigado mediante autorização do próprio tribunal e que cabe ao juiz apenas decidir sobre processos, não conduzir investigações pré‑processuais.
- O relatório foi elaborado após Mendonça exigir que a PF examinasse, em 72 horas, diálogos extraídos do celular de Vorcaro. O procurador‑geral pede que o plenário do STF analise o pedido de anulação, enquanto Mendonça pretende que o processo seja incluído na pauta a partir da próxima semana, com a data do julgamento a ser definida pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Os defensores de Mendonça afirmam que a investigação não tem como alvo direto o ministro Moraes, mas busca mapear a rede de influência do ex‑banqueiro.
Foto: Edilson Rodrigues | Agência Senado
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação do relatório da Polícia Federal que reúne conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e um interlocutor apontado como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi apresentado nesta terça-feira (1º). Gonet argumenta que o ministro André Mendonça, relator do caso, teria extrapolado suas atribuições ao determinar que a PF analisasse especificamente o material. Segundo o procurador-geral, um ministro do STF só pode ser investigado após autorização do próprio tribunal. “Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais”, afirmou. O relatório foi produzido após Mendonça determinar que a Polícia Federal analisasse, em 72 horas, diálogos encontrados no celular de Vorcaro. Para Gonet, a ordem para investigar pessoas específicas, sem solicitação do Ministério Público ou iniciativa da própria PF, deve ser considerada nula. Mendonça quer que o pedido da PGR seja analisado pelo plenário do STF e deve liberar o processo para pauta a partir da próxima semana. A definição da data do julgamento caberá ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Interlocutores de Mendonça sustentam que Moraes não foi diretamente investigado e que a análise buscava identificar a rede de influência do ex-banqueiro.
Mendonça leva ao plenário investigação da PF sobre suposta rede de influência no STF
Segundo a Polícia Federal, mensagens indicam possível acesso antecipado a informações sigilosas sobre investigações e procedimentos no Banco Central.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o levantamento do sigilo dos autos da Petição 16.662 e enviou o caso para julgamento presencial no plenário da Corte. O processo reúne novas informações da Polícia Federal obtidas na Operação Compliance Zero, que investiga uma suposta rede de influência ligada ao empresário Daniel Vorcaro.
- A apuração teve início a partir da perícia no celular de Vorcaro, apontando o vazamento prévio de informações sigilosas de investigações penais e do Banco Central. O relatório da PF também detalha interações entre o empresário e um membro do STF, além de um contrato milionário envolvendo o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do referido magistrado.
Foto: Marcello Casal Jr | Agencia Brasil
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o fim do sigilo dos autos da Petição 16.662, que tramita de forma autônoma na Corte e reúne novas informações encaminhadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação busca identificar integrantes de uma suposta rede de influência que, segundo a PF, seria coordenada pelo empresário Daniel Vorcaro. Com a decisão, os documentos do processo passam a ser públicos, e Mendonça também determinou que o caso seja levado ao plenário do STF para julgamento. Na decisão, o ministro afirmou que a análise das questões jurídicas deve ocorrer de maneira pública e transparente, em sessão presencial, em respeito ao princípio constitucional da publicidade dos atos do Poder Judiciário. A investigação teve origem na análise de dados extraídos do celular apreendido com Vorcaro. De acordo com a Polícia Federal, mensagens encontradas no aparelho indicam que o empresário teria recebido antecipadamente informações sigilosas relacionadas a procedimentos penais e a apurações em andamento no Banco Central. O relatório da corporação também analisa mensagens e interações atribuídas ao empresário e a um integrante do STF que teria sido identificado durante as investigações. O material inclui ainda informações sobre um contrato de valor milionário firmado entre o banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro. As circunstâncias e o conteúdo das relações mencionadas são alvo de apuração pelas autoridades.
Moraes e Mendonça têm bate-boca e quase chegam às vias de fato no STF, afirma colunista
Discussão teria ocorrido após Moraes descobrir o aprofundamento das investigações que identificaram o ministro como suposto destinatário de mensagens de Daniel Vorcaro
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Uma discussão entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e André Mendonça quase resultou em agressão física após Moraes confrontar o colega sobre o avanço de investigações sigilosas no caso Master. Relatada por Mendonça, a apuração da Polícia Federal identificou Moraes como o suposto destinatário de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, nas quais era solicitada proteção em relação ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
- O episódio expôs uma crise interna que divide grupos na Corte e no comando da PF sobre os rumos do inquérito e o risco de vazamentos. Enquanto aliados de Moraes articulam questionar Mendonça por suposto desvio de finalidade e tentar retirá-lo da relatoria, o entorno de Mendonça aponta tentativas de blindagem e teme interferências em eventuais negociações de delação premiada de Vorcaro.
Foto: Antônio Augusto | STF
Uma discussão entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), quase terminou em agressão física, segundo informações da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. O confronto teria acontecido depois de Moraes tomar conhecimento de que Mendonça havia determinado o aprofundamento das investigações que acabaram identificando o ministro como o suposto destinatário de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Moraes teria pedido uma conversa com Mendonça para tratar do assunto, mas o encontro acabou em bate-boca. A discussão ficou acalorada e, segundo a apuração, por pouco não evoluiu para agressões físicas. A investigação, que tramita sob sigilo e está sob relatoria de Mendonça, buscou identificar o interlocutor de Vorcaro em mensagens nas quais eram citados o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Após o aprofundamento das apurações, a Polícia Federal concluiu que as mensagens teriam sido enviadas a Moraes. Nos textos, Vorcaro pede suposta “proteção” em relação a Gonet e Andrei Rodrigues. Mendonça também teria questionado como Moraes tomou conhecimento do avanço de uma investigação sigilosa. Já Moraes teria acusado o colega de direcionar as apurações contra ele. Disputa deixa os bastidores - A jornalista Andréia Sadi avalia que o novo pedido de Mendonça no caso Master tornou explícita uma disputa que vinha sendo travada nos bastidores do Supremo. A crise passou a envolver diferentes grupos dentro da Corte e uma disputa sobre os rumos das investigações. No entorno de Mendonça, há a avaliação de que existiram movimentos para limitar o alcance das apurações e impedir que elas avançassem sobre as relações de Vorcaro com políticos e integrantes do Judiciário. Do outro lado, aliados de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues reagiram à atuação do relator. Nos bastidores, há quem defenda questionar Mendonça por suposto desvio de finalidade e abuso de autoridade. Também é discutida a possibilidade de tentar retirar Mendonça da relatoria do caso Master. A disputa também chegou ao comando da Polícia Federal. Entre investigadores, há preocupação de que a atuação de Mendonça possa provocar uma crise envolvendo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Também há preocupação com possíveis vazamentos de informações sigilosas. A possibilidade de uma colaboração premiada de Daniel Vorcaro é outro ponto de tensão no caso. No entorno de Mendonça, existe desconfiança sobre a resistência enfrentada em negociações anteriores e a avaliação de que uma eventual delação mais ampla poderia revelar relações de Vorcaro com personagens influentes da política e do Judiciário.
Contrato de R$ 3,3 milhões para eventos chama atenção em Riacho de Santana
Contrato de R$ 3,3 milhões para eventos chama atenção em Riacho de Santana
Prefeitura firmou acordo para organização de feiras, festas e programações oficiais; contrato foi prorrogado até junho de 2027
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um contrato de R$ 3,3 milhões firmado entre a Prefeitura de Riacho de Santana e a SMC Serviços e Eventos Ltda, destinado à organização de eventos municipais, foi alvo de questionamentos após denúncia enviada à redação do Sudoeste Bahia. O documento, originalmente assinado em 2025 e prorrogado em 06/06/2026, prevê a realização de feiras, exposições e festas, com estrutura, equipamentos e mão de obra especializada, mas o valor global representa apenas o teto contratual, não o montante desembolsado.
- A denúncia destaca a necessidade de detalhamento dos valores efetivamente pagos para comparar com preços de mercado e identificar possíveis superfaturamentos. O caso ocorre em meio a investigações da Polícia Federal sob a Operação Overclean, que investiga fraudes em licitações, desvio de recursos e lavagem de dinheiro, envolvendo contratos ligados a emendas parlamentares e ao DNOCS. A prefeitura ainda não se pronunciou, enquanto a prorrogação do contrato até 06/06/2027 aumenta a pressão por transparência e esclarecimentos sobre serviços prestados e valores empenhados.
Foto: Reprodução | Redes Sociais
Um contrato de R$ 3.325.999,99 firmado pela Prefeitura de Riacho de Santana, no sudoeste da Bahia, com a empresa SMC Serviços e Eventos Ltda, para execução de serviços ligados à realização de eventos no município, passou a ser alvo de questionamentos após uma denúncia enviada à redação do Sudoeste Bahia na última sexta‑feira (28). O documento, originalmente firmado em 2025, foi prorrogado em 3 de junho de 2026, com nova vigência entre 06/06/2026 e 06/06/2027. O contrato, registrado como nº 048/2025, decorre do Pregão Eletrônico nº 008/2025 e prevê a organização de feiras, exposições, festas, conferências e eventos oficiais, além da disponibilização de estrutura, equipamentos e mão de obra especializada para programações promovidas pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer e outras pastas. Valor global é teto contratual, não pagamento efetivo - O valor de R$ 3,3 milhões representa o limite máximo previsto, não significando que toda a quantia foi desembolsada. A execução financeira depende de empenhos, liquidações e pagamentos realizados ao longo da vigência — agora estendida até 2027. A denúncia recebida pela redação destaca que o detalhamento dos valores efetivamente pagos é fundamental para permitir uma comparação com preços praticados normalmente pelo mercado, especialmente em serviços de montagem de estruturas, sonorização, iluminação, palcos, tendas e contratação de mão de obra especializada. Essa comparação é considerada indispensável para esclarecer se há ou não superfaturamento, já que contratos de grande porte exigem compatibilidade entre valores empenhados e serviços entregues. Gestão municipal é alvo de investigações da Polícia Federal - A divulgação tardia do contrato ocorre em um contexto de desgaste político na administração municipal. O prefeito João Vítor Martins Laranjeira (PSD) foi afastado do cargo em outubro de 2025 durante a 7ª fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal com ordens expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A operação investiga um esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro, com foco em contratos ligados a emendas parlamentares e ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). João Vítor permaneceu afastado por cerca de 110 dias, período em que o município foi administrado pelo vice‑prefeito Tito Eugênio Cardoso de Castro (Podemos). O prefeito reassumiu o cargo em fevereiro de 2026, após decisão do STF que revogou as medidas cautelares. A investigação, porém, segue em andamento sob sigilo judicial. Transparência e esclarecimentos - Com a prorrogação do contrato até 2027, cresce a pressão por esclarecimentos sobre: quais serviços foram prestados, quais valores foram empenhados e pagos, se os preços cobrados são compatíveis com o mercado, se a prorrogação atende critérios legais de interesse público. Até o momento, a Prefeitura de Riacho de Santana e a SMC Serviços e Eventos Ltda não se pronunciaram sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestações, caso desejem apresentar documentos ou esclarecimentos sobre a execução e a prorrogação contratual.
Polícia Federal apreende R$ 510 mil em espécie com advogada em Congonhas
Polícia Federal apreende R$ 510 mil em espécie com advogada em Congonhas
Polícia Federal apura a procedência dos recursos e não descarta investigar lavagem de dinheiro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal (PF) investigou a origem de R$510 mil encontrados na bagagem da advogada Valéria Rodrigues Linhares, ex-candidata a deputada distrital pelo PSD, durante uma fiscalização no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A passageira havia declarado transportar R$400 mil, mas os agentes descobriram R$510 mil em espécie, sem documentação que comprovasse a origem dos recursos, resultando na apreensão do dinheiro e na sua detenção para esclarecimentos.
- O inquérito, aberto pela PF, visa apurar a procedência da quantia e pode incluir crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro, caso sejam identificados indícios. Valéria afirmou que os valores estão declarados no Imposto de Renda e se comprometeu a apresentar a documentação comprobatória em até 48 horas. Ela foi candidata a deputada distrital pelo PSD nas eleições de 2018, recebendo 1.904 votos, e permanece filiada ao partido.
Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) investiga a origem de R$ 510 mil em dinheiro apreendidos na bagagem da advogada Valéria Rodrigues Linhares, ex-candidata a deputada distrital pelo PSD no Distrito Federal. A apreensão ocorreu na última terça-feira (25), durante uma fiscalização no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Segundo a PF, Valéria embarcaria para Brasília e informou inicialmente que transportava R$ 400 mil. Durante a conferência da bagagem, os agentes encontraram R$ 510 mil em espécie. Como a passageira não apresentou documentação que comprovasse a origem dos recursos no momento da abordagem, o dinheiro foi apreendido e ela foi levada para prestar esclarecimentos. A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar a procedência da quantia e informou que também poderá investigar a existência de crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro, caso sejam identificados indícios. Durante o depoimento, a advogada afirmou que os valores estão declarados no Imposto de Renda e se comprometeu a apresentar a documentação comprobatória no prazo de 48 horas. Valéria Rodrigues Linhares foi candidata a deputada distrital pelo PSD nas eleições de 2018, quando recebeu 1.904 votos, e permanece filiada ao partido.
Flávio Bolsonaro diz que Lula é seu único adversário e critica governo durante debate da Band
Candidato do PL não participou do debate da Band e divulgou vídeo nas redes sociais durante a transmissão.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais durante o primeiro debate presidencial de 2026, promovido pela TV Band, em que afirmou que os candidatos presentes no estúdio não são seus adversários e direcionou as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio não participou do debate, assim como Lula, e o governador Romeu Zema (Novo) desistiu da participação pouco antes do início do programa.
- No vídeo, Flávio concentrou as críticas na economia e no aumento do custo de vida, citando a redução de produtos nas embalagens, o endividamento de famílias e empresas e a suposta elevação de impostos pelo governo federal. Ele também mencionou investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por supostos crimes de tráfico de influência e corrupção.
Foto: Reprodução
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais durante o primeiro debate presidencial de 2026, promovido pela TV Band neste domingo (23). Na gravação, ele afirmou que os candidatos presentes no estúdio não são seus adversários e direcionou as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio não participou do debate, assim como Lula (PT). O governador Romeu Zema (Novo), que também estava previsto para o encontro, desistiu da participação pouco antes do início do programa. No vídeo, o candidato declarou que Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) não representam seus principais adversários na disputa. "Os que vão debater hoje não são meus adversários. Eu respeito todos eles, mas eles definitivamente não são meus adversários. O meu adversário é quem tá no poder e tá destruindo o Brasil", afirmou. Ao longo da gravação, Flávio concentrou as críticas na economia e no aumento do custo de vida. Ele citou a redução da quantidade de produtos nas embalagens, o endividamento de famílias e empresas e afirmou que o governo federal estaria elevando impostos para ampliar a arrecadação. O presidenciável também mencionou investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, relacionadas a supostos crimes de tráfico de influência e corrupção.
Lula diz que filho terá direito de provar inocência em investigação da PF
Lula diz que filho terá direito de provar inocência em investigação da PF
Presidente afirmou que não interfere no trabalho da Polícia Federal e defendeu o direito à ampla defesa.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Lula afirmou que "todo mundo tem o direito de provar ser inocente" ao comentar a investigação da Polícia Federal que envolve seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção em favor de empresas junto ao governo federal. Ele destacou que não interfere no trabalho dos órgãos de investigação e defendeu a ampla defesa.
- O presidente também alertou para a cautela diante das informações divulgadas durante as investigações, ressaltando que a mesma lógica se aplica a qualquer pessoa, inclusive membros da família, e que ninguém está impune se cometer erro.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que "todo mundo tem o direito de provar ser inocente" ao comentar a investigação da Polícia Federal que envolve seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção em favor de empresas junto ao governo federal. A declaração foi dada em entrevista à Record, na noite deste domingo (23). Durante a conversa, Lula afirmou que não interfere no trabalho dos órgãos de investigação e defendeu que todos tenham direito à ampla defesa. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora, eu não ameaço delegado. Todo mundo tem o direito de provar ser inocente. Se isso acontecer, eles serão perdoados, mas se alguém cometeu erro, e esse erro for ser prejuízo aos quais todos essas pessoas terão que pagar", declarou. O presidente também disse que é preciso cautela diante das informações divulgadas durante as investigações e afirmou que o mesmo entendimento vale para qualquer pessoa, inclusive integrantes de sua família. "Olha, eu acho que há muita ilação e nós temos que tomar muito cuidado com isso. Quando começa a vazar [informações] você pode perder o equilíbrio. [...] Eu tenho dito para pessoas que são inocentes: 'provem, não tem coragem de ser investigado, de participar de inquérito'. Isso vale pro meu filho, vale pra qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro", acrescentou.
Otto Alencar e Alcolumbre definem relatores de PECs do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública
Omar Aziz será responsável pela proposta que reduz a jornada de trabalho, enquanto Rogério Carvalho relatará o texto que amplia a atuação federal no combate ao crime organizado
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar, definiu com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, os relatores das PECs que tratam do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública, nomeando Omar Aziz e Rogério Carvalho, respectivamente. As propostas foram encaminhadas à CCJ na última sexta-feira e são consideradas estratégicas pelo presidente Lula no contexto eleitoral, com a expectativa de votação no próximo esforço concentrado do Senado.
- A PEC do fim da escala 6x1 reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com transição gradual, enquanto a PEC de Segurança Pública cria um sistema único de segurança na Constituição, amplia as atribuições da Polícia Federal, constitucionaliza fundos de Segurança Pública e Penitenciário, e prevê mecanismos de combate a facções e milícias de alta periculosidade.
Foto: Reprodução | Agência Senado
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), definiu com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), os relatores das PECs que tratam do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública. O senador Omar Aziz (PSD-AM) ficará responsável pela relatoria da proposta que prevê o fim da escala 6x1. Já Rogério Carvalho (PT-SE) será o relator da PEC da Segurança Pública. As duas propostas foram encaminhadas à CCJ nesta sexta-feira (21) e são consideradas estratégicas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no contexto eleitoral. Segundo Otto Alencar, os relatores agora devem definir o cronograma de análise das matérias. A partir disso, será avaliada a possibilidade de votação durante o próximo esforço concentrado do Senado, previsto para o fim de agosto e o início de setembro. PECs - A PEC do fim da escala 6x1 reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. A transição prevê redução para 42 horas nos primeiros dois meses e, depois, mais 12 meses para chegar às 40 horas. A mudança poderá ser aplicada a empresas que funcionam todos os dias, desde que sejam respeitados os limites de jornada e folgas. Já a PEC da Segurança Pública cria um sistema único de segurança pública na Constituição, com responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. O texto amplia as atribuições da Polícia Federal para combater organizações criminosas e milícias com atuação interestadual ou internacional e permite que a PRF atue também em ferrovias e hidrovias. A proposta ainda constitucionaliza os fundos nacionais de Segurança Pública e Penitenciário. A PEC também prevê mecanismos de combate a facções e milícias de alta periculosidade. A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, que chegou a ser incluída em uma versão anterior, foi retirada antes da votação e deverá ser discutida separadamente.
Lula quer investigação sobre vazamentos de informações de caso envolvendo filho
Lula quer investigação sobre vazamentos de informações de caso envolvendo filho
Presidente também defende que Lulinha preste depoimento à Polícia Federal para esclarecer suspeitas levantadas na investigação
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Lula defende apuração do vazamento de informações sigilosas sobre seu filho, Fábio Luís Lula, e exige que o Lulinha preste depoimento à Polícia Federal para esclarecer suspeitas.
- O caso, que já tramita no STF sob o ministro Flávio Dino, envolve mensagens trocadas com a lobista Roberta Luchsinger e conversas com ex-chefe de gabinete, levantando questões sobre possíveis intermediações e a origem dos vazamentos.
Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a defender a apuração do vazamento de informações sigilosas relacionadas à investigação que envolve seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ao mesmo tempo, o presidente quer que o filho preste depoimento à Polícia Federal o quanto antes para esclarecer as suspeitas levantadas no caso. Entre os dados que vieram a público estão mensagens trocadas entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de intermediar negócios junto ao governo. Conversas envolvendo um ex-chefe de gabinete também aparecem entre os elementos relacionados à apuração. Lula questiona a divulgação de informações que estavam sob sigilo e defende que seja investigada a origem dos vazamentos. O caso ocorre em meio a uma apuração que já tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a divulgação de dados protegidos por sigilo de investigações em andamento. O inquérito no STF é relatado pelo ministro Flávio Dino. Lula defende depoimento do filho - Além da apuração sobre os vazamentos, Lula quer que Lulinha seja ouvido pela Polícia Federal. A intenção é que o filho do presidente apresente esclarecimentos sobre as relações e conversas que passaram a integrar a investigação. Lula também tem defendido que, até o momento, não foi identificado nenhum “ato de ofício” que demonstre que Lulinha tenha atuado para viabilizar negócios dentro do governo em benefício de Roberta Luchsinger. As suspeitas envolvendo o filho do presidente ainda são objeto de investigação. A apuração busca esclarecer o conteúdo das relações mencionadas e eventual participação em negócios ou intermediações junto ao governo federal.
Operação da PF prende 13 suspeitos de tráfico de maconha na Bahia, Pernambuco e Alagoas
Justiça autorizou prisões, buscas, bloqueio de contas e o sequestro de cinco imóveis.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Treze pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (18) durante a Operação Colheita Proibida, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para combater uma organização criminosa suspeita de atuar no cultivo, beneficiamento, transporte e distribuição interestadual de maconha. A ação ocorreu na Bahia, Pernambuco e Alagoas, cumprindo 13 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão, além do sequestro de cinco imóveis e bloqueio de até R$ 50 milhões em contas bancárias ligadas a 36 pessoas físicas e jurídicas.
- A investigação revelou duas plantações de maconha, uma em Caraúbas, Paraíba, e outra em Águas Belas, Pernambuco, ambas destruídas. A PF indica que o grupo também opera em outros estados do Nordeste e Minas Gerais, podendo responder por organização criminosa, financiamento do cultivo ilegal, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, com apoio de equipes da Cipe Caatinga, Cipe Sudoeste, CPR-L, Bepi, COPES-Caatinga e 1ª Companhia Independente da Polícia Militar de Belém do São Francisco (PE).
Foto: Divulgação | Polícia Civil
Treze pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (18) durante a Operação Colheita Proibida, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para combater uma organização criminosa suspeita de atuar no cultivo, beneficiamento, transporte e distribuição interestadual de maconha. A ação ocorreu na Bahia, Pernambuco e Alagoas. A operação cumpriu 13 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Juazeiro, no norte da Bahia. A Justiça também determinou o sequestro de cinco imóveis e o bloqueio de até R$ 50 milhões em contas bancárias ligadas a 36 pessoas físicas e jurídicas. Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram duas plantações de maconha, posteriormente destruídas. A primeira foi localizada em fevereiro deste ano, no município de Caraúbas, na Paraíba. A segunda foi encontrada em maio, em Águas Belas, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a PF, as apurações indicam que o grupo criminoso também mantinha atuação em outros estados do Nordeste e em Minas Gerais. Os investigados poderão responder por organização criminosa, financiamento do cultivo ilegal de maconha, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A Operação Colheita Proibida contou com o apoio de equipes da Cipe Caatinga, Cipe Sudoeste e CPR-L, da Bahia, além do Bepi de Pernambuco, da COPES-Caatinga de Alagoas e da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar de Belém do São Francisco (PE).
























