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Central Ligue 180 recebeu mais de 16 mil denúncias entre janeiro e maio; aumento pode indicar redução da subnotificação.23 Jun 2026 / 06h00
Investigação aponta suspeitas de manipulação contábil e operações financeiras irregulares; Justiça autorizou bloqueio milionário de bens.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo a gestão do Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão em São Paulo. A Justiça Federal também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do bloqueio e sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões. Segundo a Polícia Federal, a investigação teve como base relatórios produzidos pelo Banco Central, que apontaram supostas irregularidades na administração da instituição financeira. As apurações indicam que teria havido manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis para ocultar a real situação econômico-financeira do banco e transmitir uma imagem de solvência aos órgãos de fiscalização. Ainda conforme a PF, o esquema teria permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas que somam centenas de milhões de reais. Os investigadores também apuram operações financeiras supostamente irregulares realizadas em benefício da empresa controladora do banco, além da possível inserção de informações falsas em sistemas oficiais de controle do órgão regulador. Edir Macedo aparece entre os investigados por ser proprietário da instituição financeira. Até a publicação desta reportagem, o Banco Digimais não havia se manifestado sobre a operação. Os envolvidos poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação do Sistema Financeiro Nacional. Fundado em 1981 como Banco Renner, em Porto Alegre (RS), o Digimais passou por mudanças de controle e adotou a atual marca em 2020, quando foi transformado em banco digital. Naquele ano, Edir Macedo assumiu o controle integral da instituição, da qual já era acionista desde 2009.
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