Nunes Marques determina análise de canal ‘Exército do Lula’ após guerra de decisões no TSE
Presidente da Corte Eleitoral pediu que área técnica averigue se há desinformação em canal do WhatsApp com mais de 3,7 milhões de usuários
Por: Vinícius Valfré e Carolina Brígido
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- O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a área técnica da Corte analise com urgência o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, que reúne mais de 3,7 milhões de usuários e é coordenado pelo deputado André Janones (Rede‑MG). A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acusou o canal de disseminar desinformação, citando oito publicações falsas, entre elas a alegação de que o senador pretendia retirar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, e solicitou sua remoção.
- A decisão de Nunes Marques foi parcialmente revertida pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que considerou insuficientes os elementos apresentados para suspender integralmente o canal. Paralelamente, o vice‑presidente do TSE, André Mendonça, ordenou que a campanha de Lula suspenda o impulsionamento pago de postagens nas redes sociais que advertiam que a vitória de Flávio Bolsonaro resultaria em perdas para os eleitores.
Foto: Reprodução | TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou, nesta segunda-feira (12), que área técnica da Corte faça uma análise do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, com “máxima urgência”. O canal, que reúne mais de 3,7 milhões de usuários, é coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), e foi acusado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, de disseminar desinformação. Ao apresentar motivos pelos quais o canal deveria ser derrubado, a campanha de Flávio citou oito publicações que repetiam conteúdos já proibidos pela TSE, com média de 1,1 milhão de visualizações cada. Entre elas, a informação falsa de que Flávio Bolsonaro pretendia tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Para os advogados de Flávio, a estrutura no WhatsApp reproduz uma “sistemática de desinformação” que foi atacada pelo TSE nas eleições de 2022. A determinação de Nunes Marques à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação é para que a unidade informe sobre conteúdos falsos já atacados pelo TSE e se identificou “eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação”. Na véspera da nova decisão de Nunes Marques, o caso “Exército do Lula” motivou uma guerra de decisões no TSE, com reclamações das duas campanhas. Primeiro, Nunes Marques, mandou tirar o canal do ar, atendendo a pedido da campanha de Flávio. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva reverteu a decisão do colega. Cueva considerou que os elementos apontados pela campanha de Flávio eram insuficientes para justificar a suspensão integral do canal. No mesmo dia, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou que a campanha de Lula suspendesse o impulsionamento pago de postagens no Instagram e no Facebook com a mensagem “se Flávio Bolsonaro vencer, você perde”.
Justiça condena João de Deus e centro espírita a pagar R$ 20 milhões
Justiça condena João de Deus e centro espírita a pagar R$ 20 milhões
Decisão responsabiliza médium e Centro Dom Inácio de Loyola por abusos ligados às atividades da instituição
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Justiça de Goiás condenou o médium João de Deus e o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola ao pagamento de R$ 20 milhões por danos morais coletivos, em razão de abusos sexuais ocorridos em Abadiânia. A decisão, divulgada nesta terça‑feira (6), autoriza que as vítimas comprovadas apresentem pedidos de indenização individual dentro do prazo de cinco anos.
- João de Deus já havia sido condenado criminalmente por estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude, cumprindo prisão domiciliar em Anápolis desde 2021, por motivos de idade e saúde.
Foto: Reprodução
A Justiça de Goiás condenou o médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, e o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola ao pagamento de R$ 20 milhões por danos morais coletivos relacionados a abusos sexuais praticados durante atividades da instituição, em Abadiânia, Goiás. A decisão, divulgada nesta terça-feira (6), reconheceu a responsabilidade dos réus pelos danos causados às vítimas e também permitiu que pessoas que comprovarem ter sido vítimas dos abusos busquem indenizações individuais. Os pedidos de reparação poderão ser apresentados no prazo de cinco anos. João de Deus foi condenado criminalmente por crimes como estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Desde 2021, ele cumpre prisão domiciliar em Anápolis, devido à idade e às condições de saúde.
Pastor Lucinho é condenado por falas sobre filha de 11 anos
Pastor Lucinho é condenado por falas sobre filha de 11 anos
Decisão da Justiça de Minas Gerais determina retratação pública e pagamento de R$ 150 mil por danos morais coletivos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Em primeira instância, a Justiça de Minas Gerais condenou o pastor Lúcio Barreto Júnior, conhecido como pastor Lucinho, e a Igreja Batista da Lagoinha por declarações sexistas e objetificadoras feitas durante uma pregação que envolveu sua filha de 11 anos. O caso, investigado após a divulgação do vídeo no YouTube, resultou em uma sentença que determina a realização de um novo sermão sobre “Educação de Filhos” e a publicação de retratação nas redes sociais.
- Além da obrigação de se retratar, o pastor e a igreja foram condenados ao pagamento de R$ 150 mil em danos morais coletivos, valores que serão destinados ao Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais. A decisão reforça que a liberdade religiosa e de expressão não protege manifestações que violam direitos fundamentais de mulheres e crianças.
Foto: Reprodução
A Justiça de Minas Gerais condenou, em primeira instância, o pastor Lúcio Barreto Júnior, conhecido como pastor Lucinho, e a Igreja Batista da Lagoinha por declarações feitas pelo religioso durante uma pregação envolvendo a própria filha, que tinha 11 anos na época. A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público de Minas Gerais após o vídeo da pregação, publicado no canal oficial da igreja no YouTube, viralizar nas redes sociais. Durante a fala, o pastor disse ter chamado a menina de "mulherão", afirmado "ai se eu te pego" e relatado que beijou a boca da criança. Na decisão, a juíza Miriam Vaz Chagas considerou que as declarações tinham conteúdo sexista e objetificavam o corpo feminino. Segundo a magistrada, a liberdade religiosa e de expressão não protege manifestações que violem direitos fundamentais de mulheres e crianças. Como parte da condenação, Lucinho deverá realizar um novo sermão com o tema "Educação de Filhos", no qual deverá se pronunciar publicamente sobre o caso e se retratar das acusações de violência contra mulheres e crianças. A medida deverá ser cumprida em até 30 dias após o trânsito em julgado da decisão. A Igreja Batista da Lagoinha também terá de publicar um vídeo de retratação no YouTube e nas redes sociais. O pastor e a instituição ainda foram condenados ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais coletivos. O valor será destinado ao Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais.
Falha cibernética provoca desvio de R$ 43 milhões em depósitos do TJ-BA
Falha cibernética provoca desvio de R$ 43 milhões em depósitos do TJ-BA
Tribunal afirma que incidente ocorreu em sistema externo administrado pelo BRB e diz que sistemas internos não foram invadidos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Uma falha de segurança cibernética na plataforma BRBJUS provocou o desvio de cerca de R$ 43 milhões em depósitos judiciais sob custódia do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ‑BA). O tribunal informou que o incidente ocorreu apenas no ambiente externo administrado pelo Banco de Brasília (BRB), sem invasão dos seus sistemas internos, e acionou a Procuradoria‑Geral do Estado para levar o caso ao STF.
- O BRB detectou comportamento atípico, está investigando a origem do problema e revisando as credenciais comprometidas, enquanto o TJ‑BA reforça o monitoramento e aguarda decisão judicial sobre a continuidade do contrato com o banco, após intervenção do ministro Luiz Fux que prorrogou o acordo por mais 90 dias.
Foto: Reprodução
Uma falha de segurança cibernética na plataforma BRBJUS resultou no desvio de cerca de R$ 43 milhões em depósitos judiciais sob custódia do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) na última semana. O caso levou a corte baiana a adotar medidas judiciais e administrativas contra o Banco de Brasília (BRB), responsável pelo ambiente tecnológico utilizado na gestão dos recursos. Em nota, a presidência do TJ-BA afirmou que o incidente ocorreu exclusivamente no ambiente externo administrado e custodiado pelo banco e que as credenciais e os usuários comprometidos estavam sob gestão da instituição financeira. Segundo o tribunal, não houve invasão de seus sistemas internos, que permanecem preservados e sob monitoramento preventivo reforçado. O BRB informou que identificou um “comportamento atípico” na plataforma utilizada para administrar os depósitos judiciais e mantém equipes técnicas trabalhando para identificar a origem do problema, reconstruir a sequência dos acontecimentos e revisar as credenciais de acesso. O episódio ocorre enquanto o contrato entre o TJ-BA e o banco passa por uma prorrogação determinada judicialmente. Em 21 de agosto, o tribunal havia anunciado o encerramento do contrato e a adoção de uma nova gestão para os depósitos judiciais. Cinco dias depois, porém, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a continuidade do acordo por mais 90 dias. Diante do incidente, a presidência do TJ-BA também acionou a Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), que deverá levar as informações ao processo em tramitação no Supremo. A apuração deverá esclarecer como ocorreu o acesso indevido, quais credenciais foram comprometidas e o destino dos valores movimentados. Até o momento, o tribunal sustenta que seus sistemas permaneceram intactos, enquanto o BRB investiga a causa e a extensão do incidente na plataforma utilizada para os depósitos judiciais.
AGU solicita ao STF perda do cargo do ministro Marco Buzzi
AGU solicita ao STF perda do cargo do ministro Marco Buzzi
Ministro foi condenado pelo STJ em processo disciplinar envolvendo acusações de assédio
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Advocacia‑Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a perda definitiva do cargo do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, condenado em processo disciplinar por assédio sexual. O pedido inclui ainda a suspensão do salário do magistrado até o julgamento final, após o STF ter revogado a aposentadoria compulsória como pena máxima para faltas graves.
- Buzzi foi acusado de tentar agarrar uma jovem durante um banho de mar em Balneário Camboriú, SC, e de assediar uma ex‑funcionária terceirizada do seu gabinete. Apesar da defesa afirmar que não houve conduta imprópria, o ministro permanece afastado e pode recorrer da decisão ao STF.
Foto: Reprodução
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (21), a perda definitiva do cargo do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, condenado em processo disciplinar relacionado a acusações de assédio sexual. Em agosto, o STJ decidiu pela perda do cargo após analisar o processo aberto para apurar as denúncias contra o magistrado. Na ação apresentada ao STF, a AGU também solicitou a suspensão do salário de Buzzi até o julgamento definitivo do caso. O pedido ocorre após o Supremo ter decidido, em maio, pelo fim da aposentadoria compulsória como pena máxima para magistrados condenados por faltas disciplinares graves, incluindo casos de venda de decisões e assédio sexual. Buzzi foi acusado de tentar agarrar uma jovem durante um banho de mar em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, em janeiro deste ano. Segundo a acusação, o episódio ocorreu durante um período de férias em que o ministro estava acompanhado da jovem e dos pais dela, que seriam amigos do magistrado. Depois que o caso veio a público, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Buzzi também relatou ter sido vítima de assédio sexual. Desde o início das acusações, a defesa do ministro afirma que ele não praticou qualquer ato impróprio. Buzzi permanece afastado do cargo e ainda poderá recorrer ao STF contra a decisão.
STF: entenda próximos passos do julgamento envolvendo ministros após pedido de vista
Ministro interrompeu julgamento que discute se os dois casos devem ser analisados em conjunto ou separadamente; placar estava em 4 a 3 pela separação
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta terça‑feira (15) a análise sobre a tramitação conjunta dos procedimentos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, após o ministro Dino solicitar vista. A votação provisória foi de 4 a 3 a favor da separação dos casos, com Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia apoiando a divisão, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defendiam a análise conjunta.
- O pedido de vista permite que o ministro tenha até 90 dias para estudar o processo antes de emitir voto, interrompendo temporariamente o julgamento. Quando o processo for devolvido, o STF retomará a votação para decidir se os procedimentos permanecem separados ou são reunidos, e só então avançará nas investigações relacionadas ao caso do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro e ao caso Banco Master.
Foto: Rosinei Coutinho | STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta terça-feira (15) a análise sobre como devem tramitar os procedimentos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A discussão foi interrompida depois que o , ou seja, solicitou mais tempo para analisar o processo antes de uma conclusão. A questão começou a ser discutida a partir de uma proposta do ministro Gilmar Mendes para que os procedimentos envolvendo Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente. O caso de Moraes trata de informações reunidas pela Polícia Federal a partir de dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Já o procedimento envolvendo Mendonça questiona a atuação do ministro na condução de apurações relacionadas ao caso Banco Master. A votação terminou, de forma provisória, em 4 votos a 3 pela manutenção dos casos separados. Votaram pela separação Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Pela análise conjunta, votaram Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Dino chegou a se manifestar a favor da análise conjunta, mas, antes da proclamação do resultado, pediu vista. Com isso, seu voto não foi contabilizado no placar provisório e a questão ficou sem uma decisão definitiva. O que significa o pedido de vista? O pedido de vista é um mecanismo que permite a um ministro ter mais tempo para estudar um processo antes de concluir sua manifestação. Na prática, a solicitação interrompe temporariamente o julgamento. Isso não significa, por si só, que Dino tenha mudado de posição. O ministro poderá apresentar seu voto quando o julgamento for retomado. O que acontece agora? - Com o pedido de vista, o julgamento fica suspenso. Dino tem até 90 dias para devolver o processo, conforme o prazo regimental. Depois da devolução, o caso deverá voltar à pauta do STF para que a Corte retome a votação. Quando o julgamento for retomado, os ministros deverão concluir primeiro a discussão sobre a reunião ou a separação dos procedimentos de Moraes e Mendonça. Só depois dessa definição é que a Corte poderá avançar nas questões relacionadas a cada procedimento. No caso de Moraes, por exemplo, ainda não houve decisão definitiva sobre o prosseguimento de uma eventual investigação. A sessão de terça-feira foi encerrada antes que o STF chegasse a essa etapa. Portanto, o placar de 4 a 3 não representa uma decisão final do STF. Trata-se do resultado parcial da votação sobre a forma de tramitação dos dois procedimentos, que poderá ser retomada após a devolução dos autos por Dino.
Fachin tira de Mendonça caso sobre Moraes e pode assumir inquéritos do Master e INSS
Decisão do presidente do Supremo ocorre em maio ao agravamento da crise causada por conflito interno entre ministros da Corte
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, retirou o ministro André Mendonça da relatoria do caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e passou a assumir também os inquéritos sobre o Banco Master e fraudes no INSS. A medida, anunciada neste sábado (12), busca garantir a imparcialidade diante da crescente disputa institucional entre Moraes e Mendonça, que já inclui a divulgação de mensagens trocadas entre os dois e pedidos de investigação cruzada.
- Fachin determinou que novas investigações envolvendo integrantes da Corte sejam previamente submetidas à Presidência do STF, suspendendo temporariamente os autos e encaminhando‑os para nova definição. O plenário analisará a questão das mensagens em 15 de setembro e o julgamento contra Mendonça está marcado para 23 de setembro, reforçando a estratégia de centralizar a arbitragem dos conflitos internos e evitar que ministros conduzam processos nos quais são partes interessadas.
Foto: Divulgação | STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu neste sábado (12) retirar do ministro André Mendonça a relatoria do caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. A decisão também abre caminho para que Fachin assuma a condução de outros dois processos de grande repercussão que estão sob responsabilidade de Mendonça: os inquéritos relacionados ao Banco Master e às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A mudança ocorre em meio ao agravamento da disputa entre Moraes e Mendonça. O primeiro havia pedido a abertura de uma investigação contra o colega por suposto abuso de autoridade na condução de processos relacionados ao Master e ao INSS. Mendonça, por sua vez, era o relator do procedimento que apura a existência de contatos e negócios envolvendo Moraes e Vorcaro. A crise escalou depois que Mendonça tornou públicas mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro no âmbito da investigação. A divulgação levou o caso para o centro da disputa interna do STF e aumentou a pressão sobre Moraes, ao mesmo tempo em que expôs o grau de confronto entre os dois ministros. A reação de Moraes, que pediu a investigação de Mendonça, aprofundou o embate e criou uma situação inédita: dois integrantes da mesma Corte passaram a protagonizar medidas judiciais com potencial de atingir diretamente um ao outro. Ao retirar o caso de Mendonça, Fachin considerou que a situação poderia comprometer a imparcialidade da análise, diante do conflito institucional entre os dois ministros e dos impactos claros sobre o processo eleitoral. O presidente do Supremo determinou ainda que novas investigações envolvendo integrantes da Corte deverão ser previamente submetidas à Presidência do tribunal. A decisão tem efeito imediato sobre os processos conduzidos por Mendonça. Os inquéritos relacionados ao Banco Master e ao INSS foram temporariamente suspensos e os autos serão encaminhados à Presidência do STF. Com isso, Fachin poderá assumir também a relatoria desses casos. A medida não significa o encerramento das investigações. Os processos continuam em tramitação, mas passam a ser submetidos a uma nova definição sobre quem deverá conduzi-los. Decisão ocorre em meio ao auge da crise no STF - O episódio expõe uma das mais delicadas crises internas do Supremo nos últimos anos. De um lado, está Moraes, um dos ministros mais influentes da Corte e responsável por investigações de grande impacto político. De outro, Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que passou a protagonizar decisões com potencial de atingir diretamente o colega. Fachin, que assumiu a Presidência do Supremo recentemente, tenta agora retirar os processos da esfera de influência direta dos dois ministros. A estratégia é concentrar na Presidência da Corte a análise de investigações que envolvam integrantes do próprio tribunal. O plenário do STF mantém para 15 de setembro a análise do caso envolvendo as mensagens entre Vorcaro e Moraes. Já o julgamento relacionado à investigação contra Mendonça está previsto para 23 de setembro. Na prática, a decisão de Fachin transforma a Presidência do STF em uma espécie de instância de arbitragem da crise. Mais do que uma simples troca de relatoria, a medida estabelece novas regras para evitar que investigações envolvendo ministros sejam conduzidas por integrantes da Corte diretamente envolvidos no conflito. O movimento também terá impacto sobre os casos Master e INSS, que estão entre as investigações mais sensíveis atualmente em tramitação no Supremo. A definição sobre quem ficará responsável por esses processos deverá ser tomada a partir das novas regras estabelecidas por Fachin.
Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre afastamento do chefe da PF
Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre afastamento do chefe da PF
Presidente do STF interrompe efeitos do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, determinada por André Mendonça, e da posterior reintegração determinada por Flávio Dino
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Edson Fachin, do STF, suspendeu nesta quarta‑feira (9) os efeitos das decisões que afastaram o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, bem como a posterior reintegração ordenada pelo ministro Flávio Dino. Fachin determinou ainda que Andrei se manifeste em até 48 horas, enquanto permanecem pendentes o julgamento da Segunda Turma do STF e o pedido de suspensão de liminar em análise pela Presidência da Corte.
- A disputa surge no contexto das investigações do caso Master, que já envolveu ministros como André Mendonça, Alexandre de Moraes e o procurador‑geral da República, Paulo Gonet. Após o afastamento preventivo decretado por Mendonça, Dino reintegrou os diretores, mas a nova decisão de Fachin deixa ambas as medidas sem efeito, ampliando a crise institucional entre os ministros e a condução das apurações na Polícia Federal.
Foto: Alejandro Zambrana | STF
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) os efeitos das decisões que alteraram o comando da Polícia Federal. A medida interrompe tanto o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, determinado por André Mendonça, quanto a decisão posterior de Flávio Dino que havia reintegrado os dois aos cargos. “É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”, escreveu Fachin. Na decisão, ele determinou o prazo de 48 horas para que Andrei se manifeste. Crise começou com investigações do caso Master - A disputa entre ministros do Supremo se intensificou a partir de decisões relacionadas às investigações sobre o Banco Master. O caso envolveu inicialmente Mendonça e Alexandre de Moraes e, posteriormente, passou a incluir Fachin, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a direção da PF e Dino. Antes da sequência de decisões, já havia divergências entre o gabinete de Mendonça e a direção da Polícia Federal sobre a condução das apurações do caso Master. O ministro era relator das investigações relacionadas ao banco e também de um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia orientado Andrei Rodrigues a procurar Mendonça para discutir a relação entre a Polícia Federal e o gabinete do relator. Afastamento, reintegração e nova suspensão - Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. A decisão também suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência e determinou a abertura de procedimentos criminais e administrativos na Corregedoria da PF. A medida foi questionada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que recorreu a Fachin. Nesta quarta, antes da decisão do presidente do STF, Flávio Dino havia determinado a reintegração dos dois diretores, suspendendo os efeitos do afastamento de Mendonça. Agora, Fachin suspendeu os efeitos das duas decisões, deixando sem efeito, neste momento, tanto o afastamento determinado por Mendonça quanto a reintegração ordenada por Dino. A decisão ocorre enquanto continuam pendentes outros procedimentos relacionados à disputa entre os ministros e à condução das investigações envolvendo a Polícia Federal.
STF marca sessão para analisar relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro
STF marca sessão para analisar relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro
Ministros vão avaliar validade de documento que aponta encontros e mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou sessão plenária para a próxima terça‑feira (15) a fim de analisar um relatório da Polícia Federal que aponta suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O documento, elaborado a pedido do ministro André Mendonça, baseia‑se em mensagens de WhatsApp apreendidas durante a Operação Compliance Zero, trocadas entre março de 2024 e agosto de 2025, e foi tornado público em 1º de setembro após a retirada do sigilo.
- A Corte avaliará a validade do relatório, decidirá se há elementos suficientes para abrir uma apuração contra Moraes ou se o caso deve ser arquivado, e considerará o pedido da Procuradoria‑Geral da República (PGR) para anular a investigação, argumentando que a iniciativa de Mendonça carece de autorização plenária.
Foto: Divulgação
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou uma sessão do plenário para a próxima terça-feira (15) para analisar um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne informações sobre uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os ministros deverão avaliar a validade do documento elaborado a pedido do ministro André Mendonça, relator do caso Master. Parte dos integrantes da Corte questionou a iniciativa de Mendonça de determinar a apuração envolvendo outro ministro do STF sem autorização do plenário. Também estará em discussão o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular a investigação. A Corte deverá decidir ainda se os elementos reunidos justificam a abertura de uma apuração contra Moraes ou se o caso deve ser arquivado. O relatório foi elaborado a partir de mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero. As conversas foram trocadas pelo WhatsApp entre março de 2024 e agosto de 2025 e incluem registros de contatos e encontros entre o ex-banqueiro e Moraes. O documento veio a público em 1º de setembro, depois que Mendonça retirou o sigilo do material. Na ocasião, a PGR defendeu a nulidade da investigação, sob o argumento de que Mendonça não poderia determinar, sem provocação do Ministério Público ou da PF, uma apuração sobre o destinatário das mensagens. Para a Procuradoria, uma eventual investigação contra Moraes deveria ser submetida ao plenário do STF.
Dino determina retorno de diretor-geral e chefe de Inteligência da PF
Dino determina retorno de diretor-geral e chefe de Inteligência da PF
Andrei Rodrigues e Leandro Almada haviam sido afastados por decisão de André Mendonça
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, reverteu nesta quarta‑feira (9) a decisão do ministro André Mendonça que afastava Andrei Passos Rodrigues da direção geral da Polícia Federal e Leandro Almada da Costa da chefia da Inteligência Policial. Ao analisar o recurso de Andrei, Dino considerou que a remoção dos dirigentes poderia comprometer investigações em curso, como a apuração de recursos de emendas parlamentares destinados ao filme "Dark Horse" e casos envolvendo o Banco Master e o INSS, e determinou a reintegração dos dois servidores.
- A medida também proibiu novas medidas cautelares contra os dois, salvo se houver evidências de atos fora do exercício regular de suas funções. A decisão foi encaminhada ao plenário do STF e à Procuradoria‑Geral da República, destacando a preocupação com a continuidade das atividades de inteligência e a prevenção de interferências políticas nas investigações da PF.
Foto: Victor Piemonte | STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) o retorno de Andrei Passos Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa à direção de Inteligência Policial. A decisão derruba, na prática, o afastamento determinado na terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça. A medida foi tomada após Andrei recorrer da decisão e alegar que sua saída poderia comprometer investigações em andamento, entre elas a apuração sobre recursos de emendas parlamentares destinados ao filme Dark Horse. Segundo ele, a mudança na direção da corporação poderia dificultar o trabalho da equipe responsável pelo caso, atrasar o acesso a materiais e prejudicar a condução das diligências. Dino considerou os argumentos e afirmou que o afastamento dos dirigentes e a suspensão da produção de relatórios de inteligência poderiam provocar prejuízos a investigações urgentes sob sua relatoria. O ministro classificou como inédita a paralisação das atividades de inteligência da PF determinada por outro integrante da Corte e criticou a possibilidade de decisões individuais interromperem trabalhos policiais em andamento. A determinação de Mendonça havia ocorrido após o ministro apontar indícios de direcionamento político na elaboração de relatórios da PF relacionados aos casos Banco Master e INSS. Ele também havia determinado investigações para apurar quem solicitou e produziu os documentos. Ao restabelecer os dois servidores nos cargos, Dino proibiu ainda que novas medidas cautelares contra Andrei e Almada sejam adotadas exclusivamente com base em atos praticados no exercício regular de suas funções e no cumprimento de ordens judiciais. A decisão foi encaminhada ao plenário do STF e à Procuradoria-Geral da República.
Fachin dá 72 horas para Mendonça responder sobre afastamento de diretores da PF
Fachin dá 72 horas para Mendonça responder sobre afastamento de diretores da PF
Presidente do STF vai analisar pedido da AGU para suspender decisão
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça apresente, em até 72 horas, sua posição sobre o recurso da Advocacia‑Geral da União que busca reverter a medida que afastou temporariamente o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
- A AGU argumenta que a decisão coloca em risco a organização administrativa da PF e que a nomeação e exoneração dos dirigentes cabe ao presidente da República. Mendonça, que alega ter sido monitorado ilegalmente por cerca de um mês, pediu que a Corregedoria investigue quem solicitou e produziu os relatórios de inteligência. Enquanto aguarda a manifestação de Mendonça, Fachin mantém os afastamentos em vigor.
Foto: Rômulo Serpa | STF
O afastamento dos principais dirigentes da Polícia Federal entrou em uma nova etapa nesta terça-feira (8). O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça apresente, em até 72 horas, sua posição sobre o recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para tentar derrubar a medida. A decisão de Mendonça retirou temporariamente dos cargos o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A AGU considera que a medida representa risco à organização administrativa e ao funcionamento das atividades de polícia judiciária. O órgão também defende que cabe ao presidente da República nomear e exonerar integrantes da direção da Polícia Federal. Outro ponto levantado pelo governo é que a produção e a divulgação dos relatórios de inteligência que deram origem ao afastamento já estão sendo examinadas em um procedimento sob responsabilidade de Fachin. Para a AGU, Mendonça adotou medidas cautelares antes da conclusão dessa análise e submeteu à Segunda Turma do STF uma questão que deveria ser apreciada pelo plenário. A decisão do ministro ocorreu após ele apontar possíveis irregularidades em documentos de inteligência da PF que trataram de sua atuação, decisões judiciais e contatos com outras autoridades. Mendonça afirma que sofreu um “monitoramento sistemático” e ilegal por aproximadamente um mês. Além de afastar os dois dirigentes, determinou que a Corregedoria da PF investigue, nas esferas penal e administrativo-disciplinar, quem solicitou e produziu os relatórios. Agora, Fachin aguarda a manifestação de Mendonça para decidir sobre o pedido da AGU. Até lá, os afastamentos de Andrei Rodrigues e Leandro Almada continuam valendo.
Fachin dá cinco dias para Mendonça responder a acusações feitas por Moraes
Fachin dá cinco dias para Mendonça responder a acusações feitas por Moraes
Presidente do STF também encaminhou o caso à PGR e retirou as imputações do inquérito das Fake News
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça se manifeste, em até cinco dias, sobre as acusações apresentadas por Alexandre de Moraes e enviou o caso à Procuradoria‑Geral da República (PGR) para parecer sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento. Fachin também retirou as acusações de Moraes do âmbito do inquérito das Fake News, mantendo a análise sob a presidência do STF.
- As denúncias apontam suposta improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade, alegando que Mendonça teria interferido em investigações ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ao Banco Master e a possíveis acordos de colaboração premiada, além de direcionar alvos como o próprio Moraes e o senador Davi Alcolumbre. A PGR deverá emitir seu parecer antes que o STF decida os próximos passos.
Foto: Luiz Silveira | STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as acusações apresentadas por Alexandre de Moraes. A decisão, tomada nesta sexta-feira (4), também prevê o envio do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá o mesmo prazo para apresentar um parecer sobre o procedimento. Fachin decidiu ainda retirar as acusações feitas por Moraes contra Mendonça do âmbito do inquérito das Fake News. A análise do caso ficará sob a responsabilidade da Presidência do STF. As (3), no qual o ministro apontou que Mendonça teria, em tese, adotado condutas que poderiam configurar improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade. Segundo Moraes, a atuação de Mendonça teria comprometido a imparcialidade judicial e beneficiado determinados grupos políticos. Entre os pontos citados estão decisões relacionadas às investigações sobre mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Moraes também acusa o colega de interferir na condução das investigações sob responsabilidade das autoridades policiais. No despacho, ele menciona ainda uma suposta atuação irregular nas tratativas sobre uma eventual colaboração premiada de Vorcaro. De acordo com as acusações, teria havido direcionamento de alvos de investigação, incluindo o próprio Alexandre de Moraes e o senador Davi Alcolumbre, por razões pessoais e políticas. O ministro também cita uma suposta indicação antecipada de medidas cautelares que seriam posteriormente solicitadas pela Polícia Federal. Com o envio do caso à PGR, o órgão deverá se pronunciar sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento e, caso considere necessário, sobre as acusações apresentadas. A análise sobre o prosseguimento do caso só ocorrerá após o fim dos prazos concedidos por Fachin.
Mendonça apresenta notas de R$ 26,4 mil após suspeita de que teve terno bancado por lobista do Master
Hipótese foi levantada depois da divulgação de conversas de uma tentativa de aproximação de Daniel Vorcaro com o ministro
Por: Constança Rezende
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- O ministro do STF André Mendonça divulgou notas fiscais de duas compras em uma alfaiataria de luxo, totalizando R$ 26.430, para rebater suspeitas de que teria recebido ternos como presente do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro. Os documentos, obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, mostram pagamentos feitos em nome da esposa Janey Nagliatti Mendonça e incluem camisas, ternos e blazers sob medida, após mensagens de um advogado ligado ao caso sugerirem uma tentativa de aproximação entre Mendonça e Vorcaro.
- A reportagem, baseada em áudios e mensagens capturadas pelo site ICL Notícias, também relata que Mendonça recebeu Vorcaro em março de 2025 fora da agenda oficial, no Instituto Iter, e que o ministro afirmou ter ouvido o empresário apenas por iniciativa própria. O caso ganhou destaque após a retirada de sigilo de um relatório da Polícia Federal que investigava a relação entre o magistrado Alexandre de Moraes e o ex‑banqueiro.
Foto: Gustavo Moreno | STF
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça apresentou duas notas de compra em uma alfaiataria de luxo. O jornal Folha de São Paulo teve acesso aos documentos, que juntos somam R$ 26.430. A divulgação das notas foi feita pelo magistrado para rebater a suspeita de que ele teria recebido ternos como presente de pessoas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A hipótese foi levantada após a divulgação de conversas, pelo site ICL Notícias, que revelaram uma tentativa de aproximação de Vorcaro com Mendonça. A ação foi articulada pelo advogado baiano Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo. Mensagens capturadas do celular do ex-banqueiro mostram que Ciro enviou a Vorcaro uma fotografia ao lado de Mendonça, na loja do alfaiate de luxo Vasco Vasconcellos, conhecido por vestir empresários, executivos e figuras públicas. "Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno", disse o advogado em áudio enviado em 8 de fevereiro de 2025. No mesmo dia, porém, Mendonça pagou, em nota registrada em nome de sua mulher, Janey Nagliatti Mendonça, R$ 16,5 mil, à loja de Vasco. O valor foi gasto em camisas, ternos e conjuntos feitos sob medida, diz o documento. Já em 28 de fevereiro, ele pagou mais R$ 9.900 ao alfaiate em blazers sob medida e acessórios. As notas foram juntadas pelo gabinete do ministro. A reportagem sobre o encontro com Vorcaro foi revelada após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que revela os detalhes da relação do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro. Mendonça também recebeu o ex-banqueiro para uma conversa em março de 2025. A reunião foi feita fora da agenda e do tribunal, no escritório do Instituto Iter, fundado pelo magistrado para ministrar cursos de formação, aperfeiçoamento e oratória. Em nota depois da divulgação da notícia, Mendonça disse que recebeu Vorcaro uma única vez, por iniciativa do próprio empresário, e que se limitou a ouvi-lo. No mesmo mês, ele afirmou que atendeu também o advogado do empresário e que mantém nos registros do gabinete os memoriais escritos sobre o encontro. Ainda segundo o ICL, Ciro e Cezinha conversaram previamente com Mendonça sobre uma situação relacionada aos problemas enfrentados pelo Master no Banco Central. Em outro áudio, o advogado disse ter deixado o ministro "balançado" com o assunto levado a ele e afirmou que Mendonça queria receber Vorcaro. "O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo", relatou Ciro. "Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha já tinha falado com ele".
Fachin cobra que Moraes, Mendonça e chefes da PGR e da PF esclareçam vazamentos
Fachin cobra que Moraes, Mendonça e chefes da PGR e da PF esclareçam vazamentos
Decisão do presidente do Supremo ocorre em meio ao agravamento da crise causada pela divulgação de dados do celular de Vorcaro e documentos sigilosos do Caso Master
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador‑geral da República Paulo Gonet e o diretor‑geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues apresentem, por escrito, esclarecimentos sobre o vazamento de conteúdos sigilosos obtidos a partir do celular do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro. Cada um tem cinco dias úteis para responder, conforme decisão divulgada na noite de 3 de junho.
- A medida surge no meio de uma crise institucional desencadeada por mensagens que apontam envolvimento dos ministros no caso Master e nas fraudes ao INSS, além de um pedido de investigação de Moraes contra Mendonça por supostos crimes de responsabilidade e abuso de autoridade. Fachin pretende mapear a cadeia de decisões que levou à apreensão do aparelho, ao relatório da PF e à divulgação dos documentos, atuando como árbitro para conter a turbulência no Supremo.
Foto: Nelson Jr. | STF
Em meio à escalada da crise que envolve integrantes do Supremo Tribunal Federal desde a revelação de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente da Corte, Edson Fachin, determinou na noite desta quinta-feira (3) que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, prestem informações por escrito sobre o vazamentos de conteúdos sigilosos. Segundo a decisão de Fachin, os quatro terão cinco dias úteis para apresentar os esclarecimentos. Fachin abriu o procedimento depois de receber manifestações relacionadas ao relatório da PF que reuniu mensagens extraídas do celular de Vorcaro e que mencionam Moraes, Gonet e Rodrigues. Somente após receber o posicionamento, o presidente do STF vai decidir sobre os próximos passos da crise, inclusive em relação ao pedido para que o plenário da Corte examine o caso. A decisão foi tomada poucas horas depois de Moraes encaminhar a Fachin um pedido de investigação contra Mendonça. No documento, Moraes aponta possíveis crimes de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa na condução de investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no INSS. Moraes acusa Mendonça de atuar de maneira parcial e de direcionar medidas contra ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). No centro do conflito entre os dois ministros, está o relatório produzido pela PF a partir dos dados apreendidos no celular de Vorcaro. Mendonça, relator do caso Master, determinou que a PF identificasse o interlocutor de mensagens enviadas pelo banqueiro. Posteriormente, Mendonça retirou o sigilo dos documentos e indicou que o material deveria ser submetido ao plenário do STF. Entre as mensagens estão conversas que a PF atribui a Moraes e pedidos de Vorcaro para que fossem acionados Gonet e Andrei Rodrigues com o objetivo de blindá-lo. A divulgação do material provocou forte reação na cúpula da PGR. Gonet pediu a anulação do relatório, argumentando que Mendonça teria ultrapassado os limites de sua competência ao determinar a investigação de elementos envolvendo outro ministro do Supremo sem provocação da PF ou do Ministério Público Federal. No material produzido pela PF, o procurador-geral também é citado pelos investigadores. Ofensiva do presidente do Supremo sinaliza pressão contra 'vale-tudo' - Ao pedir informações simultaneamente a dois ministros do Supremo diretamente envolvidos na crise e aos chefes da PGR e da Polícia Federal, Fachin deixa clara sua intenção: elencar a cadeia de decisões que levou à apreensão do celular de Vorcaro, à produção do relatório, à manutenção do sigilo e à consequente divulgação do material. Segundo as informações divulgadas na decisão, Fachin quer esclarecer, em especial, como se deu o acesso e a utilização dos dados e a atuação dos diferentes órgãos no episódio. Em resumo, não é uma simples ordem para que os quatro “expliquem vazamentos”. Como pano de fundo, está uma eventual apuração de maior amplitude sobre a condução do caso e a obediência às regras processuais. Com a ofensiva, Fachin assume o posto de "árbitro" de uma crise que coloca em xeque a própria credibilidade do Supremo. Antes de apertar o cerco para reduzir a temperatura interna, o presidente do STF já havia afirmado que os fatos eram de “especial gravidade” e que as circunstâncias exigiam da presidência do tribunal “serenidade, responsabilidade e firmeza”.
Moraes pede a Fachin investigação contra Mendonça por atuação no caso Master
Moraes pede a Fachin investigação contra Mendonça por atuação no caso Master
Pedido escancara de vez crise no Supremo, em meio à colisão entre dois ministros da Corte
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, enviou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, apontando fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade no âmbito do inquérito das fake news. Moraes acusa Mendonça de violar a imparcialidade nas investigações das operações Sem Desconto e Compliance Zero, além de interferir em acordos de delação premiada e na atuação da Polícia Federal.
- A medida surge dois dias após Mendonça ter retirado o sigilo de um relatório da PF que continha mensagens de Daniel Vorcaro, ex‑banqueiro do Banco Master, gerando uma crise institucional no Supremo. A disputa coloca Fachin no centro da decisão sobre os próximos passos, em meio a tensões que envolvem o STF, a Polícia Federal e a Procuradoria‑Geral da República.
Foto: Divulgação | STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta quinta-feira (3) ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de investigação contra André Mendonça. Moraes aponta “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação do colega. A iniciativa foi tomada no âmbito do inquérito das fake news, aberto em 2019. Segundo Moraes, Mendonça teria quebrado a imparcialidade na condução das investigações das operações Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, e Compliance Zero, relacionada ao Banco Master. Moraes acusa o colega de ter direcionado investigações por motivos pessoais e políticos, inclusive contra ele próprio e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Também afirma que Mendonça teria conduzido de forma irregular tratativas relacionadas a um possível acordo de delação premiada e interferido na atuação da Polícia Federal. A reação de Moraes ocorre dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master. O documento trouxe conversas atribuídas a Moraes e Vorcaro e provocou uma crise dentro do Supremo. Mendonça, por sua vez, havia defendido que os novos elementos fossem analisados pelo plenário do STF. O ministro considerou que a Corte deveria avaliar publicamente, em sessão presencial, os dados apresentados pela Polícia Federal. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia pedido a anulação do relatório da PF, sob o argumento de que Mendonça não poderia ter determinado a produção do documento sem provocação do Ministério Público. A disputa agora coloca Fachin no centro da crise, já que caberá a ele decidir os próximos passos dentro do tribunal. A troca de acusações entre os dois ministros amplia uma crise institucional que envolve o STF, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República e ocorre em meio à discussão sobre uma eventual investigação contra o próprio Moraes.
Homem é condenado a mais de 10 anos de prisão por compartilhar conteúdo de exploração infantil na Bahia
Sentença confirma participação do réu em rede criminosa que armazenava e compartilhava material de exploração sexual infantil.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um homem denunciado pelo Ministério Público da Bahia foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão pelos crimes de associação criminosa e armazenamento e compartilhamento de conteúdo de exploração sexual infantil na internet. A sentença, proferida na última sexta-feira (21), encerra uma das investigações da Operação Lobo Mau, realizada em outubro de 2024.
- A perícia técnica identificou que o réu mantinha arquivos de exploração sexual de crianças e adolescentes em seu celular e os compartilhava por meio de aplicativos de mensagens, evidenciando sua participação em uma rede criminosa. Com a condenação, o homem permanecerá à disposição da Justiça e cumprirá a maior parte da pena em regime fechado.
Foto: Reprodução
Um homem denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão pelos crimes de associação criminosa, armazenamento e compartilhamento de conteúdo de exploração sexual infantil na internet. A sentença foi proferida na última sexta-feira (21) e encerra uma das investigações da Operação Lobo Mau, realizada em outubro de 2024. Segundo o MP-BA, a perícia técnica identificou que o condenado mantinha, no telefone celular, arquivos de exploração sexual de crianças e adolescentes. O laudo também apontou que o material era compartilhado com terceiros por meio de aplicativos de mensagens, evidenciando sua participação em uma rede criminosa voltada à circulação desse tipo de conteúdo. A investigação resultou na prisão em flagrante de dois suspeitos durante a Operação Lobo Mau. A ação foi deflagrada simultaneamente em 20 estados brasileiros para combater organizações envolvidas na produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil. Na Bahia, as prisões ocorreram em Salvador e no município de Correntina, no oeste do estado. Com a condenação, o réu permanecerá à disposição da Justiça e cumprirá a maior parte da pena em regime fechado.
STF decide por unanimidade ampliar medidas protetivas da Lei Maria da Penha
STF decide por unanimidade ampliar medidas protetivas da Lei Maria da Penha
Decisão permite proteção em casos de violência de gênero mesmo sem vínculo doméstico, familiar ou afetivo entre vítima e agressor
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, ampliar a aplicação das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha para casos de violência de gênero fora do contexto doméstico, familiar ou afetivo, permitindo que sejam aplicadas em situações de assédio, perseguição e sequestro quando a violência for motivada pelo gênero da vítima, independentemente do vínculo com o agressor.
- A decisão, que seguirá a Justiça em casos semelhantes, obriga os juízes a analisar pedidos de proteção mesmo sem atuação em juizados especializados, e destaca que a violência contra a mulher não se limita ao ambiente doméstico. Relator Edson Fachin e ministra Cármen Lúcia enfatizaram a necessidade de proteger todas as mulheres, ressaltando que o feminicídio é um ato de poder e não de afeto, enquanto a medida ocorre no mês em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos.
Foto: Gustavo Moreno | STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (19), ampliar a aplicação das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha para casos de violência de gênero contra mulheres fora do contexto doméstico, familiar ou afetivo. Os dez ministros que participaram do julgamento acompanharam o entendimento, que deverá ser seguido pela Justiça em casos semelhantes. Com a decisão, as medidas poderão ser aplicadas em situações como assédio, perseguição e sequestro quando ficar caracterizado que a violência ocorreu em razão do gênero da vítima, independentemente do vínculo com o agressor. O principal critério passa a ser a motivação do ato e a condição feminina da vítima. Proteção não dependerá de vínculo com agressor - As medidas previstas na Lei Maria da Penha incluem afastamento do agressor, proibição de aproximação e de contato com a vítima, além de restrições de acesso a determinados locais. O STF também definiu que o juiz que receber um pedido de proteção deverá analisá-lo mesmo que não atue em um juizado especializado em violência doméstica. O julgamento teve origem em um caso de Minas Gerais. Uma mulher relatou ter sido ameaçada durante meses por um vizinho, que dizia que iria se casar com ela, levá-la para casa e matá-la. A Justiça mineira havia negado as medidas protetivas por entender que não existia relação doméstica, familiar ou afetiva entre os dois. Relator do processo, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a violência contra a mulher não se limita ao ambiente doméstico e pode reproduzir padrões de discriminação baseados no gênero. “Os dados empíricos que temos conhecimento mostram o que está estampado diariamente: o feminicídio é uma tragédia e chaga que desafia a sociedade brasileira e o estado brasileiro”, afirmou. Para Fachin, toda mulher tem direito a viver livre de violência tanto na esfera pública quanto na privada. A ministra Cármen Lúcia também defendeu a ampliação da proteção e afirmou que o feminicídio está relacionado a uma questão de poder, e não de afeto. “Quem ama não mata. O feminicídio é praticado, assassinato de mulher é praticado por uma questão de poder”, declarou. A decisão ocorre no mês em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos e considera também compromissos internacionais assumidos pelo Brasil para combater a violência de gênero.
Quase 26 mil juízes receberam mais de R$ 1 milhão em 2025, acima do teto constitucional
Dados do CNJ mostram que pagamentos acima do limite constitucional movimentaram R$ 12,63 bilhões entre magistrados no ano passado
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Em 2025, os juízes e pensionistas do Judiciário brasileiro receberam, em média, R$ 1,085 milhão ao longo do ano, enquanto a remuneração mensal média foi de R$ 90,4 mil. Isso representa quase o dobro do teto constitucional do funcionalismo público, que é de R$ 46,3 mil mensais.
- Um levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) e disponibilizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta que 86,3% dos magistrados receberam acima do teto constitucional, somando R$ 12,63 bilhões em 2025.
Foto: Divulgação | CNJ
Em 2025, os 25,9 mil juízes e pensionistas do Judiciário brasileiro receberam, em média, R$ 1,085 milhão ao longo do ano, o equivalente a aproximadamente R$ 90,4 mil por mês. O valor representa quase o dobro do teto constitucional do funcionalismo público, atualmente em R$ 46,3 mil mensais. Considerando apenas os 22.078 magistrados que tiveram pagamentos registrados durante os 12 meses do ano, a média anual foi ainda maior: R$ 1,148 milhão, ou cerca de R$ 95,7 mil por mês. O levantamento aponta ainda que 86,3% dos magistrados — aproximadamente nove em cada dez — receberam acima do teto constitucional. O limite corresponde à remuneração mensal de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Os números estão em uma nota técnica elaborada neste ano pelo pesquisador e auditor de finanças da Controladoria-Geral da União (CGU), Sérgio Guedes-Reis, para a ONG Republica.org. O estudo foi produzido a partir de dados disponibilizados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a análise, os pagamentos que ultrapassaram o teto constitucional somaram R$ 12,63 bilhões em 2025.
TJ-MG afasta juiz flagrado bebendo vinho e fumando em sessão
TJ-MG afasta juiz flagrado bebendo vinho e fumando em sessão
Magistrado foi flagrado durante uma sessão por videoconferência e também será alvo de sindicância para apurar a conduta.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) determinou o afastamento imediato do juiz Milton Lívio Lemos Salles após o magistrado ser flagrado consumindo vinho e fumando durante uma sessão de julgamento realizada por videoconferência. Além do afastamento provisório, que resultará na redistribuição dos seus processos, o tribunal instaurou uma sindicância para apurar a conduta ética do magistrado, que atua na segunda instância do órgão.
- Após a repercussão das imagens da sessão virtual, Salles publicou um vídeo nas redes sociais onde acusa o TJ-MG, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes de corrupção, sem apresentar qualquer prova que sustente as alegações. A conduta do juiz será investigada com base na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e nas resoluções do CNJ, que determinam que as sessões telepresenciais devem seguir a mesma liturgia e decoro dos atos presenciais.
Foto: Reprodução
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) determinou nesta terça-feira (11) o afastamento imediato do juiz de segundo grau Milton Lívio Lemos Salles, após ele ser flagrado bebendo vinho e fumando durante uma sessão de julgamento realizada por videoconferência na segunda-feira (10). Além do afastamento provisório, o tribunal abriu uma sindicância para apurar a conduta do magistrado. A decisão foi tomada pelo corregedor-geral de Justiça e ainda será analisada pelo Órgão Especial do TJ-MG, que poderá manter ou revogar a medida. Com o afastamento, os processos que estavam sob responsabilidade de Salles serão redistribuídos e um magistrado de primeiro grau deverá ser convocado para substituí-lo. Salles atua no 4º Núcleo de Justiça 4.0 Cível Família, na segunda instância do tribunal. Imagens da sessão, realizada pela plataforma Cisco Webex, mostram o juiz virando uma garrafa de vinho diante da câmera. Na sequência, ele acende um cigarro usando um maçarico e começa a fumar. Uma mulher também aparece passando atrás do magistrado durante a transmissão. A sessão foi interrompida depois que o consumo da bebida foi percebido. Segundo o TJ-MG, ainda faltavam três dos 15 processos previstos na pauta, todos sob relatoria de Salles. Após a repercussão do caso, um vídeo publicado pelo magistrado passou a circular nas redes sociais. Na gravação, Salles afirma ser vítima de difamação e faz acusações de corrupção contra o TJ-MG, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes e integrantes do Judiciário mineiro. O juiz também afirma ter conhecimento de supostos casos de corrupção dentro do tribunal e cita nominalmente desembargadores. No entanto, não apresenta documentos ou outras evidências que sustentem as acusações feitas no vídeo. Salles também não explica na gravação o motivo de ter consumido vinho ou fumado durante a sessão de julgamento. O TJ-MG informou que não forneceu o contato do magistrado ou de sua defesa. A reportagem também tentou localizá-lo por meio do Instagram, mas não obteve resposta. Não foi possível confirmar se ele possui advogado constituído. A conduta dos magistrados é regulamentada pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e pelo Código de Ética da Magistratura Nacional, que estabelecem deveres funcionais e regras de comportamento para integrantes do Judiciário. As sessões realizadas por videoconferência também seguem normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Resolução nº 354/2020 determina que atos processuais realizados de forma telepresencial devem observar a mesma liturgia das sessões presenciais, inclusive em relação às vestimentas. A norma também equipara os atos virtuais aos presenciais para fins legais. A sindicância aberta pelo TJ-MG deverá apurar as circunstâncias do episódio e poderá resultar em novas medidas administrativas contra o magistrado.
Operação da PF mira ex-secretário do Maranhão por suposto vazamento de informações sobre Flávio Dino
Investigação aponta que informações sigilosas teriam sido repassadas a um blogueiro para publicação de reportagens sobre o ministro Flávio Dino.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário do Maranhão, Raimundo Cutrim, sob a suspeita de vazar informações restritas ao blogueiro Luís Pablo. A investigação, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, apura se Cutrim acessou sistemas confidenciais para subsidiar reportagens que questionavam o uso de veículos oficiais pelo ministro Flávio Dino.
- Em resposta, o jornalista Luís Pablo criticou a ação, classificando-a como uma tentativa de criminalização do exercício profissional e violação do sigilo de fonte. Além deste caso, o ex-secretário Raimundo Cutrim já era investigado em outra frente ligada à obstrução de Justiça no caso do homicídio do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022.
Foto: Gustavo Moreno | STF
A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (11), um mandado de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do Governo do Maranhão, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura a suspeita de que Cutrim tenha obtido informações de acesso restrito e as repassado ao blogueiro Luís Pablo, responsável por publicações envolvendo o ministro Flávio Dino. Segundo a decisão de Moraes, o inquérito investiga a suposta obtenção e divulgação de informações relacionadas a Dino. A Polícia Federal afirma que a apuração começou em novembro do ano passado, após a divulgação de reportagens que questionavam o uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) e do Governo do Estado pelo ministro. De acordo com os investigadores, há indícios de que Raimundo Cutrim teria acessado sistemas restritos para obter os dados utilizados nas reportagens publicadas pelo blog, que se apresenta como um veículo de "jornalismo independente que incomoda o poder". Por meio da assessoria, Flávio Dino informou que solicitou o reforço das medidas de segurança para ele e seus familiares. O ministro também relatou a interlocutores ter sido alvo de perseguição no Maranhão. Em razão do sigilo do processo, a assessoria afirmou que não poderia comentar detalhes da investigação. Em nota, Luís Pablo declarou manifestar "profunda preocupação com os rumos da investigação conduzida pela Polícia Federal e, especialmente, com a tentativa de criminalizar o exercício da minha atividade jornalística". O blogueiro também afirmou causar "perplexidade que, após a identificação e violação do sigilo de uma fonte jornalística — garantia expressamente protegida pela Constituição Federal —, fatos e relações de natureza estritamente privada, sem qualquer vínculo com a produção ou publicação de conteúdo jornalístico, estejam sendo utilizados para tentar me atribuir uma conduta criminosa". Na mesma manifestação, o jornalista acrescentou que "criminalizar um jornalista, violar sua fonte e devassar relações privadas em razão do exercício de sua profissão representa uma grave ameaça às garantias asseguradas à imprensa e à própria sociedade". A defesa de Raimundo Cutrim foi procurada, mas não havia se pronunciado. O ex-secretário já havia sido alvo de outra decisão do ministro Flávio Dino em julho deste ano. Na ocasião, foram expedidos mandados de busca e apreensão, determinada sua prisão domiciliar e seu afastamento do cargo, sob suspeita de obstrução da Justiça. Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu 26 armas em endereços ligados a Cutrim. Essa investigação também está relacionada ao homicídio do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022. Um dos elementos analisados é um áudio em que Raimundo Cutrim é suspeito de orientar familiares de Gilbson Cutrim a alterarem depoimentos prestados à polícia sobre o caso. Gilbson Cutrim foi apontado pela Justiça do Maranhão como executor do crime e acabou condenado a 13 anos de prisão. O episódio ganhou repercussão política e passou a integrar as disputas entre grupos ligados ao cenário pré-eleitoral do Governo do Maranhão, intensificando a troca de acusações entre aliados, dissidentes e adversários políticos. Em nota, a assessoria de Flávio Dino também rebateu as acusações envolvendo o uso de veículos oficiais. Segundo o comunicado, "jamais houve uso irregular de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão. Um carro blindado foi cedido por solicitação da Secretaria de Segurança do STF, no âmbito de acordo de cooperação vigente com todos os tribunais do país".
CNJ aprova fim da aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes
CNJ aprova fim da aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes
Nova resolução prevê afastamento temporário ou demissão dos magistrados
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu a aposentadoria compulsória como punição para infrações graves cometidas por juízes, em consonância com o entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Com as mudanças, os magistrados estão sujeitos a advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade e perda do cargo.
- Além disso, o relator do processo Ulisses Rabaneda defendeu que as contribuições previdenciárias aos magistrados que sofrem perda do cargo devem ser garantidas.
Foto: Rafa Neddermeyer | Agência Brasil
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu, nesta terça-feira (4), a aposentadoria compulsória como punição para infrações graves cometidas por juízes. A resolução se adequa ao entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que concluiu que a última Reforma da Previdência revogou a medida. Em casos em que a aposentadoria compulsória é concedida, o juíz perde o cargo, mas continua recebendo salário proporcional ao tempo de serviço. Com as mudanças na resolução do CNJ, os magistrados estão sujeitos a: advertência; censura; remoção compulsória; disponibilidade (afastamento temporário); perda do cargo. O Conselho Nacional de Justiça é um órgão do Poder Judiciário responsável pelo controle e transparência administrativa e processual. No texto, o relator do processo Ulisses Rabaneda defendeu que as contribuições previdenciárias aos magistrados que sofrem perda do cargo devem ser garantidas.
Erro faz homem ficar preso por quase 500 dias após ordem de soltura em Irecê
Erro faz homem ficar preso por quase 500 dias após ordem de soltura em Irecê
Justiça apura falha que manteve detento no Conjunto Penal de Irecê por mais de um ano depois da expedição do alvará de soltura
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Um homem permaneceu preso por mais de um ano devido à não cumprimento de uma ordem judicial em um presídio da Bahia. O caso está sob investigação do Tribunal de Justiça da Bahia e o corregedor-geral pediu explicações sobre as responsabilidades envolvidas.
- A situação só veio à tona após a verificação do Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, que registrou o homem como "em liberdade" apesar de ele ainda estar preso.
Foto: Reprodução | Agência Brasil
Um grave erro no cumprimento de uma ordem judicial fez um homem permanecer preso por 1 ano, 4 meses e 12 dias além do tempo determinado pela Justiça. O caso aconteceu no Conjunto Penal de Irecê, na Bahia, e está sendo investigado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Segundo um despacho do corregedor-geral da Justiça, desembargador Emílio Salomão Resedá, o preso deu entrada na unidade prisional em 6 de outubro de 2023. Apenas duas semanas depois, em 20 de outubro, a 2ª Vara Judicial de Anicuns, em Goiás, expediu um alvará de soltura determinando sua liberdade. Apesar da decisão judicial, a ordem não foi cumprida. O homem continuou preso até o dia 7 de março de 2025, permanecendo quase 500 dias encarcerado de forma irregular. A situação só veio à tona durante uma audiência realizada pela Justiça de Goiás. Ao consultar o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), a juíza responsável verificou que o sistema registrava o homem como "em liberdade", embora ele ainda estivesse preso no Conjunto Penal de Irecê. Diante da descoberta, a Corregedoria do Tribunal de Justiça da Bahia abriu um procedimento para apurar as responsabilidades e pediu esclarecimentos à direção da unidade prisional, à Superintendência de Gestão Prisional e à Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap). De acordo com o documento, os responsáveis notificados não responderam aos pedidos de informação feitos pelo Judiciário. Por causa da falta de resposta, o corregedor determinou que o secretário estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização, José Carlos Souto de Castro Filho, apresente, no prazo de 30 dias, explicações sobre o caso e informe quais medidas administrativas e disciplinares serão adotadas para apurar a prisão ilegal e responsabilizar os envolvidos.
Ministério Público lança projeto para ampliar acesso de municípios aos recursos do Fundeb
Programa apresentado pelo Ministério Público Brasileiro pretende fortalecer a fiscalização e orientar estados e municípios para cumprir os critérios exigidos e acessar a complementação da União ao Fundeb.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério Público Brasileiro lançou o projeto 'Chama o VAAR' com o objetivo de auxiliar estados e municípios a cumprirem as exigências legais para o recebimento de recursos da complementação do Fundeb. Desenvolvida pelos Ministérios Públicos da Bahia e de Minas Gerais, a iniciativa busca mobilizar as gestões locais para que possam acessar os repasses federais destinados à melhoria da educação pública, uma vez que mais de 2,5 mil municípios ainda não atendem a todos os requisitos.
- Para garantir o acesso à complementação do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), que prevê a distribuição de aproximadamente R$ 7,5 bilhões em todo o país em 2026, as administrações precisam cumprir critérios específicos. Entre as exigências destacam-se a seleção técnica para diretores escolares, a redução de desigualdades educacionais, a participação de alunos em avaliações nacionais e o alinhamento dos currículos à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Foto: Reprodução
O Ministério Público Brasileiro lançou o projeto "Chama o VAAR", uma iniciativa que pretende ajudar estados e municípios a cumprir os critérios necessários para receber recursos da complementação da União ao Fundeb. O lançamento aconteceu durante reunião do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, com participação dos Ministérios Públicos da Bahia e de Minas Gerais, responsáveis pelo desenvolvimento da proposta. Segundo o procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, o objetivo é mobilizar os municípios para que possam acessar os recursos destinados à melhoria da qualidade da educação pública. Dados apresentados durante o evento mostram que 3.067 municípios brasileiros já estão habilitados a receber os recursos, enquanto 2.502 ainda não atendem todas as exigências legais. Na Bahia, 173 municípios seguem fora da habilitação. Para receber os recursos do VAAR, estados e municípios precisam cumprir critérios como adoção de seleção técnica para diretores escolares, participação dos alunos nas avaliações nacionais, redução das desigualdades educacionais, fortalecimento da colaboração entre redes de ensino e alinhamento dos currículos à Base Nacional Comum Curricular. A previsão é que a complementação da União ao VAAR distribua cerca de R$ 7,5 bilhões em todo o país em 2026.
STF determina início das penas no caso Marielle Franco
STF determina início das penas no caso Marielle Franco
Ministro considerou recursos protelatórios e determinou o cumprimento imediato das condenações dos envolvidos no assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou o início do cumprimento das penas de cinco pessoas condenadas pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada após o trânsito em julgado da ação penal, encerrando as possibilidades de novos recursos.
- A investigação concluiu que o assassinato foi motivado por interesses econômicos e disputas territoriais na Zona Oeste do Rio de Janeiro, contra os interesses do grupo criminoso responsável.
Foto: Divulgação | PSOL
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início imediato do cumprimento das penas dos cinco condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão foi tomada após o magistrado declarar o trânsito em julgado da ação penal, encerrando as possibilidades de novos recursos contra as condenações. Na decisão, Moraes afirmou que os últimos embargos apresentados pelas defesas tinham caráter meramente protelatório, com o objetivo de adiar a execução das penas impostas pelo Supremo. Entre os condenados estão os irmãos Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, apontados como os mandantes do crime. Ambos receberam pena de 76 anos e três meses de prisão. Também foram condenados o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, sentenciado a 18 anos de prisão; o ex-policial militar Ronald Paulo Alves Pereira, condenado a 56 anos; e Robson Calixto Fonseca, que recebeu pena de nove anos de reclusão. Os condenados iniciarão o cumprimento das penas em regime fechado. A única exceção é Chiquinho Brazão, que permanecerá em prisão domiciliar humanitária por 90 dias devido ao seu estado de saúde. Segundo a defesa, ele sofre de doença arterial coronariana crônica, diabetes tipo 2, nefropatia e hipertensão. Durante esse período, deverá usar tornozeleira eletrônica e cumprir medidas restritivas impostas pela Justiça. De acordo com a denúncia acolhida pelo STF, o assassinato de Marielle Franco foi motivado por interesses econômicos e disputas territoriais na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A investigação concluiu que a atuação da vereadora contra a regularização de áreas ocupadas ilegalmente contrariava os interesses do grupo criminoso responsável pela execução do crime, ocorrido em março de 2018.
Operação Sem Desconto da PF indicia 48 e o "Careca do INSS"
Operação Sem Desconto da PF indicia 48 e o "Careca do INSS"
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanuto e o empresário conhecido como "Careca do INSS"
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal concluiu a primeira investigação da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Ao todo, 48 pessoas foram indiciadas, incluindo o ex-presidente do INSS e o empresário conhecido como 'Careca do INSS'.A investigação foi deflagrada em abril de 2025 e apurou a possível perda de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. O indiciamento representa o encerramento da fase de investigação e caberá agora ao Ministério Público analisar o material reunido e decidir se oferece denúncia à Justiça.
Foto: Reprodução
A Polícia Federal concluiu nesta terça-feira (14) a primeira investigação da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao todo, 48 pessoas foram indiciadas. Entre os investigados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanuto, e o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Ambos são apontados pela Polícia Federal como integrantes do esquema investigado. De acordo com as apurações, o inquérito teve como foco descontos considerados irregulares em benefícios de segurados vinculados à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). O relatório final da investigação foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria do caso. Como o processo tramita sob segredo de Justiça, a Polícia Federal não divulgou os detalhes das conclusões nem os fundamentos dos indiciamentos. A Operação Sem Desconto foi deflagrada em abril de 2025 para investigar cobranças de mensalidades associativas supostamente realizadas sem autorização de aposentados e pensionistas. As investigações apontam que, entre 2019 e 2024, cerca de R$ 6,3 bilhões podem ter sido descontados dos benefícios previdenciários. O indiciamento representa o encerramento da fase de investigação desse inquérito específico e não significa condenação dos envolvidos. A partir de agora, caberá ao Ministério Público analisar o material reunido pela Polícia Federal e decidir se oferece denúncia à Justiça.
Ex-sargento da comitiva de Bolsonaro é condenado a prisão por tráfico
Ex-sargento da comitiva de Bolsonaro é condenado a prisão por tráfico
Ex-sargento transportou 37 quilos de cocaína em aeronave que apoiava a comitiva presidencial em 2019; outros dois militares também foram condenados.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Justiça Militar condenou o ex-sargento Manoel da Silva Rodrigues a três anos de reclusão, por associação para o tráfico de drogas.
- O ex-militar, juntamente com outros dois, foram condenados por participar de uma organização criminosa que utilizava missões oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar drogas até a Europa. Os militares foram presos após a descoberta de 37 quilos de cocaína em uma aeronave durante uma missão oficial em 2019, em apoio à comitiva do então presidente Jair Bolsonaro em viagem ao Japão.
Foto: Reprodução
A Justiça Militar condenou o ex-sargento da Aeronáutica Manoel da Silva Rodrigues a três anos de reclusão, em regime fechado, por associação para o tráfico de drogas. A decisão é mais um desdobramento do caso envolvendo o transporte de 37 quilos de cocaína em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), durante uma missão oficial que dava apoio à comitiva do então presidente Jair Bolsonaro em viagem ao Japão, em junho de 2019. O militar foi preso em flagrante durante uma escala da aeronave no aeroporto de Sevilha, na Espanha, após a droga ser localizada pelas autoridades locais. Em 2022, ele foi excluído da FAB e atualmente cumpre, na Espanha, uma pena de seis anos e um dia de prisão, em regime equivalente à liberdade condicional. Também há um pedido de extradição em tramitação. Manoel Rodrigues já havia sido condenado definitivamente, em 2024, a 17 anos e cinco dias de reclusão pelos crimes de tráfico internacional de drogas, com agravantes relacionadas ao uso de transporte oficial e à transnacionalidade do delito. Na nova decisão, a Justiça Militar entendeu que as investigações comprovaram a existência de uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de entorpecentes, que utilizava missões oficiais da FAB para transportar drogas até a Europa. Além do ex-sargento, outros dois militares foram condenados. Marcos Daniel Pena Borja Rodrigues Gama, apontado pelo Ministério Público Militar como líder do grupo, recebeu pena de 22 anos e oito meses de reclusão em regime fechado. Já o segundo-sargento da Aeronáutica Jorge Luiz da Cruz Silva foi condenado a 19 anos de prisão por, segundo a acusação, recrutar militares para integrar o esquema criminoso. A defesa de Manoel da Silva Rodrigues sustentou, durante o processo, que a denúncia se baseava em "meras ilações" e alegou ausência de justa causa. Até a publicação da decisão, os advogados dos condenados não haviam se manifestado sobre a sentença. O espaço permanece aberto para posicionamentos das defesas.
STF encerra julgamento e mantém decisão contra a revisão da vida toda do INSS; entenda
Por 7 votos a 3, ministros rejeitaram recursos apresentados por entidade de trabalhadores e finalizaram o processo sobre o recálculo das aposentadorias
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou recursos apresentados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) sobre a revisão da vida toda do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão definitiva torna a revisão inaplicável, e os aposentados não precisam devolver valores recebidos com base nessa regra. Além disso, a Corte definiu que não haverá cobrança de honorários advocatícios nem custas judiciais das ações ajuizadas até 5 de abril de 2024.
Foto: Antonio Augusto | STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quinta-feira (9) o julgamento sobre a chamada revisão da vida toda do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por 7 votos a 3, a Corte rejeitou recursos apresentados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e encerrou definitivamente o processo. Com o trânsito em julgado da ação, a decisão torna-se definitiva e o caso é oficialmente encerrado. A entidade buscava reverter a decisão que derrubou a tese da revisão da vida toda ou, ao menos, assegurar o recálculo das aposentadorias para parte dos segurados. Entenda a revisão da vida toda - A revisão da vida toda defendia que, no cálculo das aposentadorias do INSS, fossem considerados também os salários de contribuição anteriores a julho de 1994, antes da implantação do Plano Real. Em dezembro de 2022, o STF reconheceu o direito à revisão. No entanto, em abril de 2024, ao julgar outra ação sobre o fator previdenciário, a Corte mudou o entendimento e decidiu que a regra de transição prevista na legislação é obrigatória, impedindo que os aposentados escolham a forma de cálculo mais vantajosa. Segundo o governo federal, o reconhecimento da revisão da vida toda poderia gerar um impacto de até R$ 480 bilhões nas contas públicas. O que ficou definido - Além de rejeitar os recursos da CNTM, o Supremo manteve o entendimento de que os aposentados não precisarão devolver os valores recebidos com base na revisão da vida toda até 5 de abril de 2024, data em que a tese foi derrubada. A Corte também definiu que não poderão ser cobrados honorários advocatícios nem custas judiciais das ações ajuizadas até essa data.
Moraes mantém prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por questões de saúde
Moraes mantém prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por questões de saúde
Ministro do STF prorroga benefício por questões de saúde, determina entrega de 11 armas à PF e alerta que descumprimento das regras levará ex-presidente de volta ao regime fechado
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex‑presidente Jair Bolsonaro, revogando seu porte de arma e determinando a entrega de 11 armas de fogo ao poder público, além de novas restrições de monitoramento.
- A decisão, fundamentada na incompatibilidade da posse de armas com a situação jurídica de Bolsonaro, manteve a suspensão da prisão no regime fechado, mas alertou que qualquer descumprimento das condições pode levar ao retorno imediato ao sistema prisional. O ex‑presidente continua cumprindo pena de 27 anos por tentativa de golpe e permanece sob tornozeleira eletrônica.
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas determinou novas restrições. Na decisão, assinada nesta sexta-feira (3), o magistrado revogou o porte de arma do ex-presidente, cassou seu registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) e determinou que a defesa entregue à Polícia Federal, no prazo de 48 horas, as 11 armas de fogo registradas em nome de Bolsonaro. Ao analisar o caso, Moraes concluiu que Bolsonaro não cometeu falta grave em relação à arma apreendida durante uma blitz em Brasília, o que afastou a possibilidade de revogação da prisão domiciliar e o retorno imediato ao regime fechado. A investigação teve início após uma pistola registrada em nome do ex-presidente ser apreendida, em 15 de junho, com um de seus seguranças durante uma abordagem policial. O militar afirmou que transportava o armamento para manutenção. Moraes acompanhou o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, segundo o qual a investigação não apontou irregularidades praticadas por Bolsonaro. Apesar disso, o ministro entendeu que a manutenção da posse de armas é incompatível com a atual situação jurídica do ex-presidente. Além da pistola apreendida na blitz, Moraes determinou o recolhimento de outras dez armas, entre pistolas, carabinas, espingardas e fuzis registrados em nome de Bolsonaro, que deverão ser entregues à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Na decisão, o ministro também advertiu que o descumprimento de qualquer condição da prisão domiciliar poderá resultar no retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado. Prisão domiciliar - Moraes afirmou que as circunstâncias que anteriormente impediam a concessão do benefício deixaram de existir. Segundo a decisão, não houve registro de novas infrações durante o período de prisão domiciliar e os laudos médicos apresentados pela defesa apontaram melhora no quadro de saúde do ex-presidente. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 24 de março, quando recebeu autorização para deixar o Hospital DF Star, em Brasília, após tratamento de uma pneumonia. A medida foi concedida em caráter humanitário e temporário, considerando a idade e o estado de saúde do ex-presidente. O prazo inicial da domiciliar terminou em 25 de junho, quando a defesa pediu a prorrogação sob o argumento de que Bolsonaro ainda não apresentava condições de retornar ao sistema prisional. Condenado por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. Segundo a decisão judicial, ele permanece monitorado por tornozeleira eletrônica e continua sujeito às demais restrições impostas pelo STF.
Moraes arquiva inquéritos de deputados investigados pelo 8 de janeiro
Moraes arquiva inquéritos de deputados investigados pelo 8 de janeiro
Decisão atendeu a pedidos apresentados pela PGR.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento dos inquéritos que investigavam a ex-deputada federal Sílvia Waiãpi (PL-AP) e o deputado federal André Fernandes (PL-CE) por suposta incitação aos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão, tomada nesta segunda-feira (29), acolheu os pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver elementos suficientes para dar prosseguimento às investigações contra os parlamentares.
- As apurações haviam sido instauradas em 2023 para verificar se os deputados teriam incentivado ou convocado apoiadores aos ataques às sedes dos Três Poderes. No caso de Waiãpi, a PGR considerou que a publicação analisada ocorreu quando os atos já estavam em andamento, sem relação comprovada com os crimes, e não encontrou mensagens anteriores. Para Fernandes, apesar de publicações antes e durante os atos, a Procuradoria entendeu que não foi possível comprovar influência direta das mensagens nos ataques. Os inquéritos faziam parte do conjunto de investigações sobre a invasão e depredação das sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF em Brasília.
Foto: Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o arquivamento dos inquéritos que investigavam a ex-deputada federal Sílvia Waiãpi (PL-AP) e o deputado federal André Fernandes (PL-CE) por suposta incitação aos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (29) e atendeu a pedidos apresentados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver elementos suficientes para dar continuidade às investigações. Os inquéritos foram instaurados em 2023 para apurar se os parlamentares teriam incentivado ou convocado apoiadores a participarem dos ataques às sedes dos Três Poderes. No caso de Sílvia Waiãpi, a investigação analisou uma publicação compartilhada pela então deputada no dia dos ataques. Para a PGR, a postagem ocorreu quando os atos já estavam em andamento, não sendo possível estabelecer relação entre a publicação e os crimes cometidos. O órgão também informou que não encontrou mensagens anteriores ao dia 8 de janeiro que demonstrassem incentivo aos ataques. Já em relação a André Fernandes, a Polícia Federal apontou publicações feitas pelo deputado antes e durante os atos. No entanto, a Procuradoria entendeu que não foi possível comprovar que as mensagens tiveram influência direta na ocorrência dos ataques ou na participação dos envolvidos. Ao acolher os pareceres da PGR, Alexandre de Moraes determinou o encerramento das investigações contra os dois parlamentares. As apurações faziam parte do conjunto de investigações abertas após os ataques ocorridos em Brasília, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.
Justiça condena Amado Batista a indenizar família de criança que morreu em fazenda
Decisão também prevê pagamento de pensão por vários anos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O cantor Amado Batista foi condenado pela Justiça de Goiás a indenizar a família de uma criança de três anos que morreu em maio de 2022. O incidente fatal ocorreu em uma fazenda de propriedade do artista, localizada no município de Goianápolis. A decisão judicial estabelece o pagamento de R$ 226.940 a cada um dos responsáveis pela criança, a título de danos morais, além de uma pensão mensal à família.
- A pensão foi fixada em dois terços de 70% do salário mínimo vigente, com início do pagamento a partir da data em que a vítima completaria 14 anos e se estendendo até os 25 anos, com posterior redução. Os pais da criança, que atuavam como caseiros na propriedade, alegaram no processo que a piscina onde ocorreu o acidente não possuía proteção adequada, além de apontarem suposta negligência no atendimento e falta de assistência por parte do cantor após a tragédia. Cabe recurso da decisão judicial.
Foto: Reprodução
O cantor Amado Batista foi condenado pela Justiça de Goiás a indenizar a família de uma criança de três anos que morreu em maio de 2022, após um acidente ocorrido em uma fazenda de propriedade do artista, localizada no município de Goianápolis. De acordo com a decisão judicial, o sertanejo deverá pagar R$ 226.940 de indenização a cada um dos responsáveis pela criança, a título de danos morais. Além disso, a Justiça determinou o pagamento de uma pensão mensal à família.A pensão foi fixada em valor equivalente a dois terços de 70% do salário mínimo vigente. O pagamento deverá começar a partir da data em que a vítima completaria 14 anos e seguirá até os 25 anos. Após esse período, o valor será reduzido para um terço de 70% do salário mínimo. A decisão estabelece ainda que o benefício continuará sendo pago mensalmente até o limite da expectativa de vida divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de 2022 ou até a morte dos beneficiários, prevalecendo o que ocorrer primeiro. Os pais da criança trabalhavam como caseiros da propriedade. No processo, eles alegaram que a piscina onde ocorreu o acidente não possuía proteção adequada para impedir o acesso de crianças. A ação também apontou suposta negligência no atendimento prestado após o acidente e alegou falta de assistência por parte do cantor à família após a morte da criança. Cabe recurso da decisão.
























