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  • Senado aprova amplo atendimento a autistas pelo SUS

    Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil
    07/10/2021 - 07:21


    Projeto de Lei garante atenção integral a necessidades de saúde da pessoa com TEA

    SAÚDE

    - O Senado aprovou hoje (6) um projeto de lei (PL) que torna obrigatória a criação de centros de assistência integral ao paciente com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa obrigação se dá em virtude da criação da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA, prevista no projeto. O texto segue para a Câmara dos Deputados. O projeto de lei determina que o SUS ofereça atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com TEA. A atenção integral inclui diagnóstico precoce, atendimento multiprofissional e acesso a medicamentos e nutrientes. Os centros de assistência para pessoas com TEA facilitarão o acesso desses pacientes ao SUS e deverão contribuir para aumentar os serviços prestados, segundo avaliação da Comissão de Direitos Humanos do Senado. O projeto foi originário de uma sugestão recebida pela ferramenta e-cidadania, de participação popular no Senado. A autora da sugestão, a cidadã Irene Jucá, é mãe de uma pessoa com TEA. “Isso é uma demonstração de que ser cidadão não é apenas viver em sociedade, mas transformar essa sociedade. E você transforma a sociedade quando luta, quando cobra dos seus políticos, dos seus governantes a efetivação de seus direitos. Parabéns a essa sugestão e a essa mãe”, disse o relator do projeto, senador Fabiano Contarato (Rede-ES).

  • Mais de 4 mil baianos tomaram vacinas interditadas pela Anvisa

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    Por Juliana Rodrigues

    24/09/2021 - 13:00


    Órgão de vigilância identificou irregularidades no envase dos imunizantes

    SAÚDE

    - Cerca de 4 mil baianos receberam doses de Coronavac provenientes de lotes interditados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão de vigilância identificou irregularidades no envase dos imunizantes. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), 4.161 pessoas receberam doses de lotes que estão proibidos de serem utilizados. A pasta ainda não concluiu um levantamento de quantas e quais prefeituras imunizaram baianos com as doses e está oficiando os municípios que receberam os lotes interditados para fazerem a devolução.No total, a Bahia recebeu 575.980? doses da vacina interditada, sendo 571.280 em 1º de setembro e 4.700 em 27 de julho. Estão inclusos nas restrições lotes 202107101H, 202107102H e L202106038. É possível conferir no seu cartão de vacinação ou na plataforma do Conecte SUS quem recebeu imunizantes destes lotes. Das vacinas recebidas na Bahia, 234.380? foram entregues a 294 municípios. Todos já foram comunicados para interromper a vacinação dos lotes específicos. Em todo Brasil, o Ministério da Saúde distribuiu 25 lotes de 42 que estão comprometidos. No total, são 12 milhões de doses que foram distribuídas no país e não puderam ser utilizadas. O Instituto Butantan afirma que as doses irregulares têm segurança e qualidade. 

  • Novo coronavírus afeta testículos, reduzindo hormônios e a qualidade dos espermatozoides

    Foto: Reprodução | Pixabay Foto: Reprodução | Pixabay
    Por Elton Alisson / Agência Fapesp

    08/09/2021 - 10:10


    É o que apontam os estudos realizados por especialistas da USP com pacientes homens que tiveram Covid-19

    SAÚDE

    - Ao acompanhar, desde o início do ano passado, pacientes homens que tiveram Covid-19, o andrologista Jorge Hallak, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e coodernador do Grupo de Estudos em Saúde do Homem do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP), começou a observar que os resultados de exames de fertilidade e hormonais deles permanecem alterados mesmo meses após se recuperarem da doença. Apesar de ser um teste inicial e não ter condições de diagnosticar fertilidade ou infertilidade, o espermograma de vários pacientes tem indicado, por exemplo, que a motilidade espermática – a capacidade de os espermatozoides se moverem e fertilizarem o óvulo, cujo índice normal é acima de 50% – caiu para entre 8% e 12% e permaneceu nesse patamar quase um ano após terem sido infectados pelo SARS-CoV-2. Já os testes hormonais apontam que os níveis de testosterona de muitos deles também despencaram após a doença. Enquanto o nível normal desse hormônio é de 300 a 500 nanogramas por decilitro de sangue (ng/dL), em pacientes que tiveram Covid-19 esse índice chegou a variar abaixo de 200 e, muitas vezes, ficou entre 70 e 80 ng/dL “Temos visto, cada vez mais, alterações prolongadas na qualidade do sêmen e dos hormônios de pacientes que tiveram a doença, mesmo naqueles que apresentaram quadro leve ou assintomático”, diz Hallak à Agência Fapesp.

    Alguns estudos feitos pelo pesquisador em colaboração com colegas do Departamento de Patologia da FM-USP, publicados nos últimos meses, têm ajudado a elucidar essas observações feitas na prática clínica. Os pesquisadores constataram que o SARS-CoV-2 também infecta os testículos, prejudicando a capacidade das gônadas masculinas de produzir espermatozoides e hormônios. “É muito preocupante como o novo coronavírus afeta os testículos, mesmo nos casos assintomáticos ou pouco sintomáticos da doença. Entre todos os agentes prejudiciais aos testículos que estudei até hoje, o SARS-CoV-2 parece ser muito atuante. Cada patologia tem particularidades que a prática e a experiência nos demonstram. O SARS-CoV-2 tem a característica de afetar a espermatogênese. Estamos descobrindo os mecanismos envolvidos, como motilidade progressiva persistentemente muito baixa e morfologia bem alterada, sem mudança da concentração espermática significativa”, afirma Hallak. Em um estudo com 26 pacientes que tiveram Covid-19, os pesquisadores verificaram por meio de exames de ultrassom que mais da metade deles apresenta inflamação no epidídimo – estrutura responsável pelo armazenamento dos espermatozoides e onde eles adquirem a capacidade de locomoção. Os pacientes têm idade média de 33 anos e foram atendidos no Hospital das Clínicas da FM-USP e no Instituto Androscience de Ciência e Inovação em Andrologia. Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram publicados na revista Andrology. “Ao contrário de uma infecção bacteriana clássica ou por outros vírus, como o da caxumba, que causa inchaço e comumente desconforto ou dor nos testículos em um terço dos acometidos, a epididimite causada pelo novo coronavírus é indolor e não é possível de ser diagnosticada por apalpamento [exame físico] ou a olho nu”, explica Hallak. Por isso, segundo ele, seria interessante ensinar o autoexame dos testículos como política de saúde pública no pós-pandemia. “É ideal que os adolescentes, adultos jovens e homens em idade ou com desejo reprodutivo, após serem infectados pelo SARS-CoV-2, procurem um urologista ou andrologista e façam uma consulta com mensuração do volume testicular, dosagem de testosterona e de outros hormônios, além de análises do sêmen com testes de função espermática, seguidos de um exame de ultrassom com Doppler colorido, para verificar se apresentam algum tipo de acometimento testicular que pode afetar a fertilidade e a produção hormonal. Esses indivíduos devem ser acompanhados por um a dois anos após a infecção, pelo menos, pois ainda não sabemos como a doença evolui”, aponta. Invasão de células testiculares - Outro estudo recém-publicado pelo mesmo grupo de pesquisadores e também apoiado pela FAPESP indicou que o SARS-CoV-2 invade todos os tipos de células testiculares, causando lesões que podem prejudicar a função hormonal e a fertilidade masculina. Por meio de um projeto coordenado pelos professores da FM-USP Paulo Saldiva e Marisa Dolhnikoff, foram empregadas técnicas de autópsia minimamente invasivas para extrair amostras de tecidos testiculares de 11 homens, com idade entre 32 e 88 anos, que morreram no HC-FM-USP em decorrência da doença em estado grave. Os resultados das análises indicaram uma série de lesões testiculares que podem ser atribuídas a alterações inflamatórias que diminuem a produção de espermatozoides (espermatogênese) e hormonal. “O que nos chamou a atenção de imediato nesses pacientes que morreram em decorrência da Covid-19 foi a diminuição drástica da espermatogênese. Mesmo os mais jovens, em idade fértil, praticamente não tinham espermatozoides”, conta Amaro Nunes Duarte Neto, infectologista e patologista da FM-USP e do Instituto Adolfo Lutz e coordenador do estudo. Segundo o pesquisador, algumas das prováveis causas da diminuição da espermatogênese nesses pacientes foram lesões causadas pelo vírus nos vasos do parênquima testicular, com a presença de trombos, que levaram à hipóxia – ausência de oxigenação nos tecidos –, além de fibroses que obstruem os túbulos seminíferos, onde os espermatozoides são produzidos. Uma das razões prováveis para a diminuição hormonal é a perda de células de Leydig, que se encontram entre os túbulos seminíferos e produzem testosterona. “As funções dos testículos de produzir espermatozoides e hormônios sexuais masculinos são independentes, mas há uma interconexão entre elas. Se a produção de hormônios pelas células de Leydig estiver prejudicada, a fertilidade também será diminuída”, afirma Duarte Neto. Alguns dos sintomas da deficiência de testosterona (hipogonadismo) são perda muscular, cansaço, irritabilidade, perda de memória e ganho de peso, que podem ser confundidos como efeitos de longo prazo da Covid-19. “Uma parte importante desse quadro clínico seguramente está relacionada a uma baixa função testicular. Mas isso ainda não tem sido abordado porque os pacientes não têm dor e não se costuma dosar os hormônios e nem fazer análise dos espermatozoides após eles se recuperarem da Covid-19”, alerta Hallak. Os pesquisadores pretendem realizar um estudo de acompanhamento de pacientes homens que tiveram a doença com o objetivo de avaliar em quanto tempo as lesões testiculares causadas pelo SARS-CoV-2 podem ser revertidas naturalmente ou por meio da administração de medicamentos. “Ainda não sabemos se essas lesões testiculares poderão ser revertidas e quanto tempo levará para isso acontecer”, afirma Hallak. As principais preocupações do pesquisador são em relação a homens em idade reprodutiva, adolescentes e pré-púberes, sobre os quais ainda não há dados sobre lesões testiculares causadas pela doença. Não se sabe quais serão os impactos na puberdade em relação à capacidade fértil, se a produção de hormônios será afetada de forma transitória, prolongada ou definitiva e qual o grau de lesão residual irreversível. Como não há dados de pré-infecção pelo SARS-CoV-2 de cada indivíduo, os estudos prospectivos deverão incluir um grupo controle para efeitos de comparação, sugere Hallak. “Esses indivíduos podem ter problemas de infertilidade e alterações hormonais no futuro e não saberem que isso pode ter sido causado pela infecção pela Covid-19, porque apresentaram sintomas leves ou foram assintomáticos”, pondera. Aumento da infertilidade masculina - O pesquisador estima que a Covid-19 poderá causar um aumento na infertilidade masculina. Atualmente, entre 15% e 18% dos casais enfrentam dificuldades para conceber – por problemas masculinos em 52% dos casos. Esse cenário pode desencadear uma busca maior por técnicas de reprodução assistida que, de acordo com ele, é realizada por vezes de forma apressada no Brasil para causas masculinas, sem avaliação inicial adequada e padronizada e, muitas vezes, sem que seja estabelecido o diagnóstico causador inicial e sem tempo hábil para se propor condutas com base em melhor custo-benefício e a aplicação de tratamentos específicos que podem curar a causa ou restabelecer a capacidade fértil natural. “Será preciso tomar muito cuidado com a reprodução assistida pós-pandemia de Covid-19, pois não se sabe as consequências disso nos meses subsequentes à infecção”, ressalta Hallak. Uma vez que o SARS-CoV-2 tem sido detectado em todos os tipos de células dos testículos, que participam de todas as etapas da espermatogênese, não se sabe se o vírus também pode estar presente em espermatozoides de pacientes que tiveram a doença e se permanecem quiescentes nos tecidos meses depois de terem se recuperado da doença. “Esses espermatozoides podem ter sido afetados pelo vírus e, idealmente, deveria preventivamente se esperar, no mínimo, um ciclo de espermatogênese – ao redor de 90 dias – antes de prosseguir com técnicas de reprodução artificial, em que a seleção dos espermermatozoides é feita por análises por microscopia e não pelo processo de seleção natural testado ao longo de milhões de anos”, avalia Hallak. “Temos visto lesões de DNA causadas pelo novo coronavírus muito elevadas, ao redor de 60% a 80%, enquanto o normal é de até 25% e, o aceitável, até 30%”, compara. Outra preocupação do pesquisador é com a reposição de testosterona nesses pacientes que tiveram Covid-19 e queda hormonal, que, segundo ele, é uma medida desnecessária no período imediato pós-Covid, principalmente para adultos jovens e em idade reprodutiva. “A reposição de testosterona em um paciente já afetado vai inibir ainda mais a função testicular. Os testículos têm mecanismos de reparação para voltar a produzir hormônios e existem tratamentos medicamentosos que aumentam a produção natural dos hormônios esteroidais, restabelecendo progressivamente a função testicular intrínseca do indivíduo. Isso também vai depender se houve lesão às células de Leydig e em qual grau, que é algo que não sabemos ainda”, pondera. “Na Faculdade de Medicina da USP, estamos reunindo especialistas de diversas especialidades médicas para estudar um grupo de 749 pacientes homens que tiveram Covid-19 que serão submetidos a uma primeira avaliação ao longo dos próximos quatro anos com o objetivo de obtermos mais conhecimento sobre a síndrome pós-Covid-19”, diz Hallak.

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  • Em falta na Bahia, governo Bolsonaro deixa vencer R$ 243 milhões em medicamentos

    Foto: Isac Nóbrega | PR Foto: Isac Nóbrega | PR
    Por Juliana Rodrigues

    06/09/2021 - 08:00


    Entre os itens que o governo federal deixou vencer, 24 mil ampolas de metotrexato, em falta nos postos baianos

    SAÚDE

    - O Ministério da Saúde deverá incinerar cerca de R$ 240 milhões em medicamentos, vacinas, testes de diagnóstico, todos com validade vencida. Os insumos estão no centro de distribuição logística da pasta, em Guarulhos (SP). De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, no local estão 3,7 milhões de itens que começaram a vencer há mais de três anos. Quase todos expiraram durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Entre os medicamentos que serão descartados, há 24 mil frascos-ampola vencidos de metotrexato, medicamento usado para alguns tipos de câncer. No final de agosto, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que 24 medicamentos estavam com estoque zerado ou inferior a 30 dias, entre eles o metotrexato, o que prejudicava o tratamentos de milhares de pacientes baianos com diversas doenças, dentre elas, câncer, HIV/Aids, diabetes, anemia falciforme e alzheimer. De acordo com a Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde (Saftec) da Sesab, a irregularidade no abastecimento dos estoques de diversos medicamentos é frequente. O governo da Bahia informou que tem notificado, de modo reiterado, o Ministério da Saúde, o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Ainda conforme reportagem do diário paulista, todo o estoque é mantido em sigilo pelo Ministério da Saúde. A pasta usa documento interno de 2018 para negar pedidos de acesso aos dados sobre produtos armazenados ou vencidos, argumento já apontado como inadequado pela Controladoria-Geral da União (CGU). O jornal teve acesso a tabelas do ministério com dados sobre os itens, número de lote, data de validade e valor pago pelo governo federal. A lista de produtos vencidos inclui, por exemplo, 820 mil canetas de insulina, suficientes para 235 mil pacientes com diabetes durante um mês. Valor: R$ 10 milhões. O governo Bolsonaro também perdeu frascos para aplicação de 12 milhões de vacinas para gripe, BCG, hepatite B (quase 6 milhões de doses), varicela, entre outras doenças, no momento em que despencam as taxas de cobertura vacinal no Brasil. Só esse lote é avaliado em R$ 50 milhões. Os produtos vencidos também seriam destinados a pacientes do SUS com hepatite C, câncer, Parkinson, Alzheimer, tuberculose, doenças raras, esquizofrenia, artrite reumatoide, transplantados e problemas renais, entre outras situações.

  • Setembro Amarelo: a importância de falar sobre prevenção de suicídio

    Foto: Reprodução | Pixabay Foto: Reprodução | Pixabay
    Por Juliana Battistelli

    02/09/2021 - 11:00


    A grande maioria das mortes por suicídios podem ser evitadas e o diálogo sobre o assunto é o melhor jeito de fazer isso. Se você ou alguém que você conhece possui pensamentos suicidas, peça ajuda

    SAÚDE

    - O Setembro Amarelo é uma campanha criada com o intuito de informar as pessoas sobre o suicídio, uma prática normalmente motivada pela depressão. Mesmo com tantos casos notórios, crescentes a cada ano, ainda existe uma expressiva barreira para falar sobre o problema. Segundo dados recolhidos em 2012 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos, sendo 75% destes indivíduos moradores de países de baixa e média renda. Estima-se que no mundo acontece um suicídio a cada 40 segundos. Atualmente, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos. Todos os dias, pelo menos 32 brasileiros tiram suas próprias vidas. Todos esses números poderiam ser evitados ou reduzidos consideravelmente se existissem políticas eficazes de prevenção do suicídio. Como o Setembro Amarelo começou? A campanha teve início no Brasil, em 2015, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). As primeiras atividades realizadas pelo Setembro Amarelo aconteceram na capital do país, Brasília. Entretanto, já no ano seguinte várias regiões de todo o país aderiram ao movimento e também participaram. A Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP) estimula a divulgação da causa em todo o mundo no dia 10 de setembro, data na qual é comemorado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Esta data foi criada em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de prevenir o ato do suicídio, por meio da adoção de estratégias pelos governos dos países. Neste dia, realizam-se cerca de 600 atividades em 70 países do mundo para salvar vidas. Objetivos do Setembro Amarelo - O principal objetivo da campanha Setembro Amarelo é a conscientização sobre a prevenção do suicídio, buscando alertar a população a respeito da realidade da prática no Brasil e no mundo. Para o Setembro Amarelo, a melhor forma de se evitar um suicídio é através de diálogos e discussões que abordem o problema. Suicídio é o ato de tirar a própria vida intencionalmente. Também fazem parte deste comportamento os pensamentos suicidas, planos e tentativas de morte, assim como os transtornos relacionados ao problema. Durante todo o mês de setembro, ações são realizadas a fim de sensibilizar a população e os profissionais da área para os sintomas desse problema e para a saúde mental. Assim, fazendo-os entender que isso também é uma questão de saúde pública. Infelizmente para muitos, o suicídio ainda não é visto como um problema de saúde pública, mas sim uma espécie de fraqueza de conduta ou personalidade. Como identificar alguém que precisa de ajuda e corre risco de suicídio? Pessoas sob risco de suicídio podem: apresentar comportamento retraído, dificuldades para se relacionar com família e amigos; ter casos de doenças psiquiátricas como: transtornos mentais, transtornos de humor (depressão, bipolaridade), transtornos de comportamento pelo uso de substâncias psicoativas (álcool e drogas), transtornos de personalidade, esquizofrenia e ansiedade generalizada; apresentar irritabilidade, pessimismo ou apatia; sofrer mudanças nos hábitos alimentares ou de sono; odiar-se, apresentar sentimento de culpa, sentir-se sem valor ou com vergonha por algo; ter um desejo súbito de concluir afazeres pessoais, organizar documentos, escrever um testamento; apresentar sentimentos de solidão, impotência e desesperança; escrever cartas de despedida; falar repentinamente sobre morte ou suicídio; apresentar um convívio social conturbado; ter doenças físicas crônicas, limitantes e dolorosas, doenças orgânicas incapacitantes como dores, lesões, epilepsia, câncer ou AIDS; apresentar personalidade impulsiva, agressiva ou humor instável.  Quais os sintomas de depressão que levam ao suicídio? Se você está deprimido ou angustiado, sem vontade de viver, é fundamental buscar ajuda o mais rápido possível. Existem alternativas ao suicídio e buscar o auxílio adequado é o primeiro passo. Os acompanhamentos médicos e psicológicos são as maneiras mais eficazes de tratamento. As pessoas que pensam em suicídio normalmente estão tentando fugir de uma situação da vida que lhes parece insuportável, buscando o alívio por: sentirem-se envergonhadas, culpadas ou por se acharem um peso para os demais; sentirem-se vítimas; sentimentos de rejeição, perda ou solidão. O que leva a comportamentos suicidas? Detectar o potencial de comportamentos suicidas é muito importante para a prevenção. Eles são causados por situações que as pessoas encaram como devastadoras. Por exemplo: depressão ou transtorno bipolar; morte de uma pessoa querida; trauma emocional; desemprego ou problemas financeiros; algum membro da família que cometeu suicídio; histórico de negligência ou abuso na infância; não aceitação do envelhecimento; término de relacionamentos; não aceitação da orientação sexual ou identidade de gênero; dependência de drogas ou álcool. Como ajudar? Para ajudar uma pessoa com comportamentos suicidas, algumas ações são fundamentais, como: ouvir, demonstrar empatia e ficar calmo; ser afetuoso e dar o apoio necessário; levar a situação a sério e verificar o grau de risco; perguntar sobre tentativas de suicídio ou pensamentos anteriores; explorar outras saídas para além do suicídio, identificando outras formas de apoio emocional; conversar com a família e amigos imediatamente; remover os meios para o suicídio em casos de grande risco; contar a outras pessoas, conseguir ajuda; permanecer ao lado da pessoa com o transtorno; procurar entender os sentimentos da pessoa sem diminuir a importância deles; aceitar a queixa da pessoa e ter respeito por seu sofrimento; demonstrar preocupação e cuidado constante. O que não fazer: Jamais ignore a situação de uma pessoa com comportamentos e pensamentos suicidas. Não entre em choque, fique envergonhado ou demonstre pânico. Não tente dizer que tudo vai ficar bem, diminuindo a dor da pessoa, sem agir para que isso aconteça. A principal medida é não fazer com que o problema pareça uma bobagem ou algo trivial. Não dê falsas garantias nem jure segredo, procure ajuda imediatamente. Principalmente, não deixe a pessoa sozinha em momentos de crise nem a julgue por seus atos. Recursos da comunidade e fontes de apoio - Para pessoas com pensamentos suicidas, os primeiras recursos ou fontes de apoio são: família; amigos e colegas; unidades de saúde: CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), Unidades de Saúde da Família, clínicas, consultórios psicológicos, urgências psiquiátricas. profissionais de saúde: médicos, psicólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, agentes de saúde. Centros de apoio emocional: CVV (Centro de Valorização da Vida), ligue para o 188. grupos de apoio. A grande maioria das mortes por suicídios podem ser evitadas e o diálogo sobre o assunto é o melhor jeito de fazer isso. Se você ou alguém que você conhece possui pensamentos suicidas, peça ajuda.

  • Homens são os principais transmissores do coronavírus, aponta estudo

    Foto: Reprodução | Getty Images Foto: Reprodução | Getty Images
    Por Luciane Freire

    02/09/2021 - 09:30


    Foi detectado ainda que eles apresentam uma carga do vírus no fluido cerca de dez vezes maior do que mulheres

    SAÚDE

    - Além da maior suscetibilidade a apresentar quadros graves de Covid e a morrer em decorrência da doença, os homens também são mais primeiramente infectados e, consequentemente, podem ser os principais transmissores do vírus. Isso é o que aponta um estudo feito por pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEGH-CEL) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão financiados pela Fapesp – com base em um levantamento epidemiológico que envolveu 1.744 casais brasileiros. Os resultados do trabalho foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares. Um estudo publicado no início de agosto por pesquisadores do Centro na revista Diagnostics, com base em um exame de detecção do Sars-CoV-2 pela saliva desenvolvido no CEGH-CEL, apontou que os homens apresentam uma carga do vírus no fluido cerca de dez vezes maior do que mulheres, particularmente até os 48 anos de idade. “Essa constatação corrobora e está em consonância com descobertas feitas em estudos recentes que realizamos, que já indicavam que homens podem transmitir mais o novo coronavírus”, diz a professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e coordenadora do CEGH-CEL, Mayana Zatz, à Agência Fapesp.

  • Orçamento previsto para compra de vacinas em 2022 tem queda de 85%

    Foto: Reprodução | PMG Foto: Reprodução | PMG
    Por Luciane Freire

    02/09/2021 - 08:00


    Gasto do Ministério da Saúde com enfrentamento da pandemia foi de R$ 70,8 bilhões em 2020 e está previsto em R$ 53,7 bilhões neste ano

    SAÚDE

    - O Orçamento de 2022, enviado pelo governo nesta terça-feira (31) ao Congresso Nacional, reserva R$ 3,943 bilhões para a compra de vacinas contra a Covid-19. Embora isso represente uma queda de 85% em comparação ao autorizado para este ano (R$ 27,8 bilhões), a equipe econômica diz que não faltarão recursos para a compra do imunizante no próximo ano. O valor foi estabelecido considerando um plano enviado pelo Ministério da Saúde. Esse plano não deixa claro a necessidade de uma revacinação de toda a população no próximo ano, de acordo com integrantes do Ministério da Economia. Por isso, a opção foi estabelecer esse montante, que ainda tem uma destinação incerta. O gasto do Ministério da Saúde com enfrentamento da pandemia foi de R$ 70,8 bilhões em 2020 e está previsto em R$ 53,7 bilhões neste ano.

  • Vacinados com CoronaVac têm 74% menos chance de morte, diz estudo

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    Por Luciane Freire

    29/08/2021 - 18:30


    Pesquisa tem como base dados de 60 milhões de brasileiros vacinados entre 18 de janeiro e 30 de junho

    SAÚDE

    - Um estudo, com dados de 60 milhões de brasileiros vacinados entre 18 de janeiro e 30 de junho, avaliou a efetividade das vacinas CoronaVac e AstraZeneca para prevenir casos graves de covid-19, hospitalizações, admissão em UTIs e mortes. No caso da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, a CoronaVac, com o esquema vacinal completo, a pessoa imunizada tem 74% menos risco de morte. A autoria do trabalho publicado na plataforma medRxiv e ainda em processo de revisão, segundo publicação da Agência Brasil, é de pesquisadores das universidades federais da Bahia e de Ouro Preto, da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e da London School of Hygiene & Tropical Medicine e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com a AstraZeneca, os que completaram a imunização com duas doses apresentaram 70% menos risco de infecção, 86,8% menos risco de internação, 88,1% menos risco de admissão na UTI e 90,2% menos risco de morte. Entre os que tomaram uma dose, foi observado um risco 32,7% menor de infecção, risco de hospitalização caiu pela metade, 53,6% menos risco de admissão em UTI e 49,3% menos risco de morte. Os pesquisadores destacam que o levantamento é importante não apenas pelo grande número de pessoas analisadas, mas porque se trata do primeiro levantamento nacional para verificar a efetividade vacinal. Esse dado é diferente da eficácia vacinal, que se dá em um ambiente de condições controladas e ideais.

  • Atividade física ajuda a amenizar os sintomas da menopausa

    Foto: Reprodução  Foto: Reprodução
    Por Juliana Rodrigues

    27/08/2021 - 12:00


    O exercício alivia os sintomas dessa fase e previne problemas de saúde comuns no período.

    SAÚDE

    - A menopausa é um processo natural e inevitável na vida das mulheres. A chegada dessa fase, marcada pela última menstruação e interrupção da produção dos hormônios femininos, é motivo de preocupação para as mulheres, pois o corpo sofre várias mudanças hormonais que causam desconfortos. Quando as mulheres chegam perto dos 50 anos, em média, o corpo delas vivencia um movimento típico da menopausa: a queda de dois hormônios importantes. O estrogênio, que regula a menstruação, promove a fixação do cálcio nos ossos e está por trás das características do corpo da mulher; e a progesterona, que é quem preparava o terreno para a gravidez. Essas mudanças provocam alguns efeitos colaterais, como redução do metabolismo, oscilação do humor, ganho de peso e maior risco de osteoporose. Para amenizar a baixa na produção desses hormônios, especialistas recomendam a prática de algum tipo de atividade física. O exercício alivia os sintomas dessa fase e previne problemas de saúde comuns no período. “A recomendação é realizar pelo menos 30 minutos de exercícios aeróbicos por dia. Ande de bicicleta, use a máquina do elíptico na academia, faça natação, pilates, ou caminhe, desde que a atividade física não fique de lado”, explica Danillo Santana, Coordenador Geral da Rede Alpha Fitness. Levando em conta que muitas mulheres não podem ou não querem realizar terapia hormonal como saída para controlar os sintomas da menopausa, o exercício físico é excelente para aliviar a pressão dos desconfortos. Acredita-se que o ideal seja a associação de exercícios resistidos (musculação) com exercícios de impacto para obter o benefício. “Todo exercício é válido para manter a saúde e a densidade da massa óssea. A prática frequente de exercícios físicos minimiza o envelhecimento arterial, diminui o risco de hipertensão, melhora o colesterol e diminui o tecido adiposo (gordura)”, finaliza Danillo.

  • Senado aprova projeto que prevê atendimento integral no SUS a pacientes com câncer

    Foto: Reprodução Foto: Reprodução
    Por Juliana Rodrigues

    20/08/2021 - 09:33


    Texto retorna para votação na Câmara dos Deputados

    SAÚDE

    - O Senado aprovou nesta quinta-feira (19) o projeto que cria a Política Nacional do Câncer, que prevê o atendimento integral dos pacientes com a doença no SUS (Sistema Único de Saúde) e lista os direitos fundamentais dessas pessoas. O texto, que foi modificado, retorna para a Câmara dos Deputados. A matéria define atendimento integral como aquele realizado nos diversos níveis de complexidade e hierarquia, nas diversas especialidades médicas, assistência psicológica, atendimentos especializados e internação domiciliar nos casos em que houver indicação. A proposta também estabelece que quem for diagnosticado com qualquer tipo de câncer deverá ter assegurado a obtenção de diagnóstico precoce; o acesso a tratamento universal, equânime, adequado e menos nocivo; acesso a informações transparentes e objetivas relativas à doença e assistência social e jurídica. Uma das mudanças feitas pelos senadores garante o acesso aos medicamentos mais efetivos e o atendimento na modalidade domiciliar para os pacientes. Eles também alteraram o nome da lei, que originalmente seria Estatuto da Pessoa com Câncer.

  • Anvisa aprova uso emergencial do regdanvimabe, remédio para tratamento da Covid

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    Por Luciane Freire

    11/08/2021 - 14:00


    SAÚDE

    - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta (11) o uso emergencial do medicamento regdanvimabe para o tratamento da Covid-19. Trata-se de um anticorpo para o tratamento de casos leves a moderados em pacientes adultos que não necessitam de suplementação de oxigênio. O medicamento passou por unanimidade no crivo da agência. De acordo com a gerência-geral de medicamentos da agência, "o regdanvimabe deve ser administrado assim que possível após teste viral positivo para Sars-CoV-2 e dentro de 7 dias após o início dos sintomas”. Isso porque fármacos do tipo podem colaborar com a piora do quadro clínico de pacientes que necessitam de suplementação de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica, informou o Gustavo Mendes, gerente do departamento. Ele disse que o medicamento seria como uma “prevenção” para o agravamento da doença. O uso deverá ser direcionado a pacientes com fatores de alto risco para a evolução do quadro da doença.

  • Consórcio Nordeste anuncia a suspensão da compra de doses da vacina Sputnik V

    Foto: Divulgação Foto: Divulgação
    Por Luciane Freire

    05/08/2021 - 17:00


    Bahia receberia 300 mil doses do imunizante

    SAÚDE

    - O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias (PT), anunciou nesta quinta (5) a suspensão da importação da vacina russa contra Covid, Sputnik-V. O comunicado aconteceu após a reunião entre o consórcio e o Fundo Soberano Russo. Dias explicou que o acordo foi suspenso pelo Governo da Rússia, porque a vacina não obteve uma licença excepcional de importação e a Sputnik V não foi incluída no Plano Nacional de Imunização, além das novas limitações impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O consórcio pretendia comprar de 37 milhões de doses da Sputnik-V. A Bahia receberia 300 mil doses. Há dois dias, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou durante o Papo Correria que com o avanço da vacinação, a compra da vacina russa perdeu importância.

  • Fiocruz libera mais 3,8 milhões de vacinas contra covid-19

    Foto: Reprodução | GOV/BA Foto: Reprodução | GOV/BA
    Por Rodrigo Meneses

    24/07/2021 - 10:00


    Com nova remessa, Fiocruz entregou ao governo 74,2 milhões de doses

    SAÚDE

    - O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) entrega hoje (23) mais 3,8 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19 ao Programa Nacional de Imunização (PNI). Com a nova remessa, o total de doses liberadas pela fundação chega a 74,2 milhões. O montante sobe para 78,2 milhões com as 4 milhões de doses produzidas pelo Instituto Serum, da Índia. Essas doses foram importadas prontas do país asiático, mas tiveram que passar pela Fiocruz para checagem e rotulagem em português. Com sede no Rio de Janeiro, Bio-Manguinhos vai liberar 197 mil doses da entrega desta semana diretamente para o governo fluminense, enquanto as demais seguem para o almoxarifado do Ministério da Saúde. O total de vacinas já liberado pela Fiocruz se aproxima de 75% das 100,4 milhões de doses previstas no acordo de encomenda tecnológica assinado com a farmacêutica anglo-sueca. Segundo o contrato, Bio-Manguinhos receberá ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado para produzir as doses. Outro acordo assinado com a empresa europeia prevê a transferência de tecnologia para que Bio-Manguinhos possa produzir o IFA no Brasil, tornando-se autossuficiente na produção da vacina. Pesquisadores da Fiocruz já estão conduzindo esse processo, que será certificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e deve gerar as primeiras entregas a partir de outubro. O Brasil recebeu nesta semana mais 1 milhão de doses da vacina Oxford/AstraZeneca entregues pelo consórcio Covax Facility, iniciativa global que o país integra com quase 200 nações. Até o fim do ano, o Covax deve enviar 42,5 milhões de doses ao Brasil. Dessas, já chegaram ao país cerca de 6 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca e 842 mil da Pfizer/BioNtech.

  • Butantan entrega mais 1 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde

    Foto: Reprodução | GOV/SP Foto: Reprodução | GOV/SP
    Por Juliana Rodrigues

    23/07/2021 - 15:00


    Remessa será distribuída para todo o país por meio do Programa Nacional de Imunizações

    SAÚDE

    - O Instituto Butantan entregou nesta sexta-feira (23) ao Ministério da Saúde mais 1 milhão de doses da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus. A remessa será distribuída para todo o país por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Até o momento, já foram disponibilizadas 58,6 milhões de doses do imunizante desenvolvido em parceria com o laboratório chinês Sinovac. No último dia 13 de julho, o Butantan recebeu mais 12 mil litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) que permitirão a produção de mais 20 milhões de doses da vacina CoronaVac. A previsão é que, até o fim de agosto, o instituto conclua a entrega de 100 milhões de doses de vacina referentes aos dois contratos assinados com o Ministério da Saúde. Se cumprida, a estimativa antecipa em um mês o prazo estipulado pelos termos para conclusão das entregas.

  • Tratamento pode fazer câncer de mama regredir seis vezes mais rápido

    Foto: Divulgação | Sociedade Brasileira de Mastologia Foto: Divulgação | Sociedade Brasileira de Mastologia
    Por Agência Brasil

    20/07/2021 - 08:57


    Novidade inclui uma etapa antes da quimioterapia com o uso de droga identificada, a qual enfraquece as células tumorais

    SAÚDE

    - Um composto encontrado por pesquisadores da Universidade de São Paulo e de Harvard, nos Estados Unidos, pode acelerar em até seis vezes a regressão do tipo mais agressivo do câncer de mama. O tratamento inclui uma etapa antes da quimioterapia com o uso de droga identificada, a qual enfraquece as células tumorais. O trabalho foi publicado na Science Signaling, revista científica distribuída pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS). “Nós levantamos 192 compostos, que estavam em uma biblioteca de compostos, de drogas, do laboratório. A gente já sabia onde esses compostos iam operar no metabolismo da célula. Testamos para verificar qual deles atingia a célula especificamente do triplo-negativo”, disse Vinícius Guimarães Ferreira, pós-doutorando do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) e um dos autores da pesquisa. Triplo-negativo é como se chama o tipo mais severo de câncer de mama. Na universidade norte-americana, Ferreira foi supervisionado pelo professor Anthony Letai, especialista na avaliação de mecanismos que levam as células tumorais à morte. “Eu não quero necessariamente encontrar um composto que sozinho mata a célula, mas eu quero buscar um composto que deixa a célula mais próxima de morrer”, explicou. De acordo com os pesquisadores, ao deixar o tratamento contra o tumor mais eficiente, reduz-se o tempo que o paciente estará sujeito aos efeitos colaterais dos medicamentos tóxicos utilizados na quimioterapia. “É como se fosse um barranco, você empurra a célula perto do barranco para entrar o quimioterápico e dar aquele último empurrão”, comparou Ferreira. Molécula ideal - A primeira parte do estudo analisou os compostos disponíveis para encontrar a molécula ideal. “No final, a gente encontrou alguns que eram os mais promissores e fomos para o modelo animal”, indicou o pesquisador. As drogas que deixaram os tumores mais vulneráveis foram testadas em camundongos com câncer de mama. O teste durou 21 dias e mostrou resultados animadores: usando apenas quimioterápico, houve regressão de 10%. No tratamento combinado, o tumor diminuiu 60%. “A terapia foi 500% mais eficaz.” Os pesquisadores destacam que, conforme dados da Sociedade Americana de Câncer, o câncer de mama triplo-negativo é responsável por cerca de 10% a 15% dos cânceres de mama e é mais comum em mulheres com menos de 40 anos. É um tipo de câncer que cresce mais rápido, tendo opções de tratamento limitado.

  • Cirurgias eletivas são retomadas na Bahia depois de mais de um ano suspensas

    Foto: Divulgação | Sesab Foto: Divulgação | Sesab
    Por Gabriel Amorim

    20/07/2021 - 07:30


    Procedimentos serão realizados de forma escalonada

    SAÚDE

    - Suspensas desde março de 2020 em razão da pandemia, as cirurgias eletivas foram retomadas nesta segunda-feira (19) na rede pública estadual. O retorno, no entanto, é gradativo e deve  observar o "uso racional de medicamentos, como sedativos e bloqueadores musculares, atualmente com risco de desabastecimento no mercado". No primeiro momento, as unidades poderão realizar todos os procedimentos ambulatoriais de pequenas cirurgias, sob anestesia local; cirurgias com anestesia locorregional; e procedimentos com bloqueio de plexo, raqui e peridural. Já as cirurgias com indicação de anestesia geral estão limitadas a 25% da capacidade operacional mensal de cada unidade. A referência para o cálculo desta capacidade deve ser  o ano de 2019. A exceção são para os casos em que possa haver prejuízo aos pacientes pela questão tempo-dependente, como em cirurgias oncológicas e cardíacas. Outra recomendação da retomada é que os pacientes internados não recebam visitas, mesmo que em leitos de enfermaria. Os acompanhantes estão liberados em unidades de internação abertas apenas para pacientes que necessitem de cuidado durante o período de internamento, conforme avaliação das equipes de cuidado multiprofissional e médica, com exceção dos casos previstos em lei.

  • Bahia vai retomar cirurgias eletivas de forma gradativa, diz Sesab

    Foto: Divulgação Foto: Divulgação
    Por Geovana Oliveira

    15/07/2021 - 19:36


    Cirurgias com indicação de anestesia geral vão se limitar a 25% da capacidade operacional mensal da unidade

    SAÚDE

    - O Centro de Operações de Emergência em Saúde da Bahia (Coes) autorizou nesta quinta-feira (15) o retorno gradativo das cirurgias eletivas em todo o estado, suspensas desde o ano passado em virtude da pandemia da Covid-19. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). “Decidimos liberar as cirurgias eletivas, pois sabemos da demanda reprimida e da necessidade da população, mas é preciso entender que os mercados baiano e brasileiro não estão conseguindo atender de forma plena a demanda por medicamentos sedativos, limitando assim os estoques e, consequentemente, os procedimentos. Por isso, é necessário que as unidades atuem de forma racional e consciente no uso desses recursos, também utilizados no tratamento da Covid-19”, comenta o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas. Para a retomada, as unidades poderão relizar na totalidade os procedimentos ambulatoriais de pequenas cirurgias, sob anestesia local; cirurgias com anestesia locorregional; e procedimentos com bloqueio de plexo, raqui e peridural. Já as cirurgias com indicação de anestesia geral se limitar a 25% da capacidade operacional mensal da unidade, tendo como base de referência o ano de 2019. A exceção são os casos em que possa haver prejuízo aos pacientes pela questão tempo-dependente, tais como, cirurgias oncológicas e cardíacas. Visitas e acompanhantes - Dentre outras recomendações, a nota técnica sugere que os pacientes internados não recebam visitas, mesmo que em leitos de enfermaria, e que sejam incentivadas as visitas virtuais, por meio de vídeo-chamadas ou ligações. Acompanhantes estão liberados em unidades de internação tidas como abertas apenas para pacientes que necessitem de cuidado durante o período de internamento, conforme avaliação das equipes de cuidado multiprofissional e médica, com exceção dos casos previstos em lei.

  • Pesquisa da Fiocruz comprova efetividade das vacinas em idosos

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    Por Cristiele França

    10/07/2021 - 15:00


    Estudo considerou os imunizados com Coronavac e AstraZeneca e foi feito com base em registros de hospitalização e morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

    SAÚDE

    - Uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constatou que o esquema vacinal completo contra covid-19 (duas doses) garante taxas de efetividade médias de 79,8% em pessoas com 60 a 80 anos e de 70,3% em idosos com mais de 80 anos. Considerando-se uma média daqueles que receberam o esquema vacinal completo e aqueles que tomaram apenas a primeira dose, as taxas de efetividade ficam em 73,7% em idosos com até 79 anos e de 63% em pessoas com 80 anos ou mais. O estudo considerou os imunizados com Coronavac e AstraZeneca e foi feito com base em registros de hospitalização e morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o que permitiu avaliar a efetividade em relação à redução de casos graves e óbitos.De acordo com a Agência Brasil, as duas vacinas têm, no entanto, taxas diferentes. Na Coronavac, por exemplo, a taxa de efetividade para pessoas com esquema vacinal completo é de 79,6% para pessoas com 60 a 79 anos e de 68,8% em idosos com 80 anos ou mais. Se forem considerados todos os imunizados, ou seja, aqueles com esquema vacinal completo e os que tomaram apenas a primeira dose, as taxas são de 70,3% em pessoas com 60 a 79 anos e de 62,9% em idosos com 80 anos ou mais, no caso da Coronavac. Para a AstraZeneca, no entanto, não foi possível avaliar a efetividade com o esquema vacinal completo, já que a segunda dose só é aplicada três meses depois da primeira. Portanto, a Fiocruz trabalhou com estimativas.

  • Câmara aprova projeto que obriga cobertura de tratamento de câncer em casa

    Foto: Reprodução  Foto: Reprodução
    Por Luciana Freire

    02/07/2021 - 10:30


    Medicamentos devem ser fornecidos, por planos de saúde, em até 48 horas após a prescrição médica; o mesmo se aplica aos tratamentos

    SAÚDE

    - A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (1º) o projeto que torna obrigatória a cobertura, pelos planos privados de saúde, de tratamentos domiciliares de uso oral contra o câncer, inclusive medicamentos para o controle de efeitos adversos relacionados ao tratamento. A obrigatoriedade se aplica também aos procedimentos radioterápicos e de hemoterapia. A matéria, que segue para sanção presidencial, define ainda que os medicamentos devem ser fornecidos em até 48 horas após a prescrição médica e estarem registrados na Anvisa. O mesmo prazo vale para os tratamentos, sendo obrigatória ainda a comprovação de que o paciente ou seu representante legal receba as devidas orientações sobre a utilização, a conservação e o eventual descarte do medicamento, que pode ser fornecido de maneira fracionada conforme o ciclo adotado.

  • Uma a cada 4 crianças sofrem com Dermatite Atópica

    Foto: Reprodução Foto: Reprodução
    28/06/2021 - 22:18


    Problema também atinge adultos. Há opções seguras e eficazes para tratamento.

    SAÚDE

    - A dermatite atópica está presente em uma em cada quatro crianças. Porém, adultos também podem sofrer com a enfermidade – estima-se que entre 2% e 9% tenham os sintomas. Os sintomas mais conhecidos e recorrentes para quem tem essa condição são: coceira excessiva, vermelhidão e lesões na pele. “A dermatite atópica é uma doença crônica, provocada por desequilíbrio do sistema imunológico, o que gera resposta inflamatória exagerada e quebra da barreira da pele. Trata-se de uma manifestação alérgica, assim como diarreias e vômitos. Só que nesse caso ela ocorre na pele. Como as demais patologias crônicas, não existe remédio que elimine o problema, mas é possível controlar. As causas do desequilíbrio que gera essa condição não são claras. Mas sabemos que o fator genético influencia bastante. Em famílias com histórico de alergias, como asma ou rinite, há maior probabilidade de ocorrer o problema”, explica o pediatra e nutrólogo, Dr. Fábio Ancona. Normalmente a dermatite aparece na primeira infância. Nessa faixa etária, são poucas as opções de tratamento para minimizar os sintomas. Porém, opções seguras podem ser encontradas em produtos à base da substância atípica pimecrolimo, anti inflamatório tópico. “Os pais precisam ficar muito atentos ao tipo de tratamento oferecido às crianças. É preciso falar com o pediatra, pois o nível de toxidade da maioria dos medicamentos (como corticoides) é elevada para expor os jovens. Mas isso não significa que o paciente ficará sem tratamento, pois existem opções adequadas e seguras, principalmente os produtos à base de pimecrolimo, que podem ser utilizados a partir dos três meses de vida, reduzindo as crises de dermatite. Pacientes adultos também precisam ter essa atenção”, explica o Dr. Fábio Ancona, que ressalta ainda que as fórmulas em creme são melhor absorvidas. “É possível viver sem coceiras, dormir bem e ter pele saudável com a doença, mas também é necessário buscar indicação de um médico para o melhor tratamento. A palavra-chave é controlar”, conclui o especialista.