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  • Região: Sesab confirma quarta morte por dengue no estado

    Foto: Sesab Foto: Sesab
    26/02/2024 - 12:30


    Vítima é um idoso de 87 anos em Ibiassucê, no sudoeste da Bahia

    SAÚDE

    - A Secretaria de Saúde da Bshia (Sesab) confirmou a quarta morte por dengue no estado nesta segunda-feira (26). A vítima era um idoso de 87 anos morador de Ibiassucê, no sudoeste da Bahia.  Ele faleceu no dia 13 de fevereiro. Em agenda na Espanha, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues lamentou a morte. "Quero pedir a colaboração de cada pessoa para nos ajudar nessa guerra contra a dengue e quero deixar aqui os meus sentimentos à família da última vítima da doença na Bahia. Tenham certeza que nós não estamos parados". O último boletim epidemiológico divulgado pela secretária foi em 23 de fevereiro e 8.674 casos de dengue entre 1º de janeiro a 17 de fevereiro. Atualmente, 38 municípios estão em epidemia: Anagé; Barra do Choça; Barra do Mendes; Barro Alto; Belo Campo;Bonito; Brejões; Canarana; Caturama; Condeúba; Encruzilhada, Feira da Mata, Ibiassucê; Ibicoara; Ibipitanga; Ibitiara; Igaporã; Ipiaú; Iramaia; Irecê; Iuiú; Jaborandi; Jacaraci; Lajedão; Macaúbas; Manoel Vitorino; Matina; Morro do Chapéu; Mortugaba; Mucugê;Novo Horizonte;Piripá; Presidente Jânio Quadros; Quixabeira; Serrolândia;Tanque Novo;Uruçuca e Vitória da Conquista.

  • Governo vai enviar vacinas contra dengue para mais 29 municípios

    Foto: Ministério da Saúde Foto: Ministério da Saúde
    Por André Richter

    26/02/2024 - 10:00


    Novo lote completa lista de 521 cidades que receberão o imunizante

    SAÚDE

    - O Ministério da Saúde informou que vai enviar doses de vacinas contra dengue para mais 29 municípios nos próximos dias. O novo lote vai completar a lista de 521 municípios selecionados para receber as doses até a primeira quinzena de março. Até o momento, 492 cidades já receberam os imunizantes. A vacinação contra a dengue começou neste mês e é destinada à aplicação em crianças de 10 e 11 anos. Até o fim deste ano, a vacinação com a Qdenga, nome comercial do imunizante, será ampliada para adolescentes de 12,13 e 14 anos que moram nos 521 municípios. Os municípios foram escolhidos para receber os primeiros lotes das vacinas por estarem localizados em áreas de com alta incidência da dengue tipo 2 (Sorotipo 2), que provoca infecção mais grave da doença. A restrição de regiões que vão receber a vacinação foi feita diante das dificuldades apresentadas para produção e oferta da vacina, elaborada pelo laboratório Takeda. A partir da entrega de mais carregamentos, a vacinação será ampliada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, foram compradas 5,2 milhões de vacinas neste ano. Em 2025, serão mais 9 milhões. A vacina Qdenga teve o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. Em dezembro do ano passado, a pasta anunciou a incorporação do insumo no SUS. Pelo menos seis estados já declararam situação de emergência devido aos casos registrados de dengue na população. Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Acre, Goiás e o Distrito Federal estão na lista.

  • Pico da dengue deve ocorrer até maio, alerta consultor da OMS

    Foto: Divulgação | Fiocruz Foto: Divulgação | Fiocruz
    24/02/2024 - 17:00


    Para Kleber Luz será muito difícil reverter a explosão de casos no país

    SAÚDE

    - O Brasil pode chegar a 4,2 milhões de casos de dengue em 2024, segundo estimativas do Ministério da Saúde, quase o triplo do que foi registrado ano passado, cerca de 1,6 milhão. Para Kleber Luz, infectologista da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a elaboração de diretrizes estratégicas para prevenção e controle das arboviroses, será muito difícil reverter a explosão de casos no país. "Isso vai acontecer, é pouco provável que o governo consiga conter [a alta nos casos]. Mas é preciso mitigar o problema. Capacitar médicos, enfermeiros, equipes de saúde para tratar a dengue de forma adequada, disponibilizar insumos, como soro, para que as pessoas sejam tratadas. O que devemos fazer é evitar as mortes", alerta o consultor da OMS ao portal G1.

  • Brasil registra 94 mortes e mais de 550 mil casos prováveis de dengue

    Foto: Bruno Concha / Secom Foto: Bruno Concha / Secom
    18/02/2024 - 07:00


    De acordo com o Ministério da Saúde, outras 381 mortes estão sob investigação para saber se há relação com a doença

    SAÚDE

    - O Ministério da Saúde divulgou, nesta sexta-feira (16), que o Brasil registrou 555.583 casos prováveis de dengue, com 94 mortes confirmadas pela doença. De acordo com a pasta, outras 381 mortes estão sob investigação para saber se há relação com a doença. Segundo os dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses, Minas Gerais é o estado com o maior número de casos prováveis, com 192.258 casos. Na sequência estão São Paulo (90.408); Distrito Federal (67.768); Paraná (58.660) e Rio de Janeiro (41.435). Ainda de acordo com o ministério, a maioria dos casos prováveis são mulheres com 54,9%, contra 45,1% dos homens. A faixa etária mais atingida são adultos entre 30 e 39 anos, como 59.097 casos em mulheres e 49.526 casos em homens. Na última semana também cresceram o número de doentes entre os adultos de 40 e 49 anos, com 51.756 casos em mulheres e 40.369 em homens. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se reuniu na manhã deste sábado (17) com prefeitos e representantes de 43 municípios baianos afetados pela epidemia de dengue para definir estratégias de combate à doença. Dados da Secretaria de Saúde apontam  6,3 mil casos prováveis de dengue no estado, entre 31 de dezembro do ano passado e o último dia 14 de fevereiro. Durante a reunião, foi discutida a necessidade de ampliar o atendimento aos municípios em situação crítica, além de promover orientações à população sobre a importância da prevenção e os sintomas da dengue.

  • Brasil atinge 408 mil casos de dengue, aponta Ministério da Saúde

    Foto: Reprodução      Foto: Reprodução
    12/02/2024 - 07:00


    Mulheres representam 54,9% dos casos e homens 45,1%

    SAÚDE

    - O número de casos possíveis de dengue no país alcançou os 408 mil, de acordo aos dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, atualizados na sexta-feira (9). Até o momento 62 morters por dengue já foram confirmadas no Brasil e outras 279 estão em investigação. Os dados do painel ainda apontam que o coeficiente de incidência da dengue está em 201 casos de dengue a cada 100 mil habitantes. Os casos prováveis se concentram entre os brasileiros entre 30 a 39 anos, seguidos daqueles entre 40 a 49 e os de 50 a 59 anos. As mulheres são as mais afetadas, com 54,9% dos casos. Os homens em 45,1%. Entre os estados maiores números de casos estão Minas Gerais, com 143 mil pessoas com dengue; São Paulo com 63 mil; Distrito Federal com 49 mil. 

  • Bahia tem 13 cidades em situação de epidemia de dengue, revela secretária

    Foto: Fernanda Vilas Foto: Fernanda Vilas
    08/02/2024 - 11:00


    Durante entrevista, a secretária de Saúde do Estado, Roberta Santana, explicou como será o esquema de imunização contra a dengue na Bahia

    SAÚDE

    - Em entrevista para a Rádio Metrópole nesta quinta-feira (8), a secretária de Saúde do Estado (Sesab), Roberta Santana, revelou que a Bahia tem 13 municípios em situação de epidemia de dengue e 21 em condições de risco. Os números aumentaram durante o período de uma semana. De acordo com a secretária, o governo federal tem feito um plano de estratégia juntamente com os estados. "Apesar de a maior incidência dos casos ser na região sudeste do país, a região do nordeste precisa ficar em alerta", explicou Roberta. Além disso, a secretária explica que, apesar da compra da vacina Qdenga, um imunizante contra a dengue desenvolvido pelo laboratório japonês Takeda Pharma, a capacidade de produção ainda é pequena para atender à demanda. A vacinação chegará nos próximos dias, porém não é uma solução imediata, já que o imunizante tem efeito de médio a longo prazo, precisando de duas doses. O esquema de imunização deverá priorizar crianças e jovens de 6 a 16 anos. De acordo com a Anvisa, a Qdenga é indicada para pessoas de 4 a 60 anos. Não foram feitos estudos para avaliar a eficácia da vacina em pessoas com mais de 60 anos. A secretária ainda ressalta que o estado vem atuando com os municípios e prefeitos no combate à dengue. Além disso, é necessário o engajamento individual de cada cidadão para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. "Essa é a nossa preocupação, o combate à dengue depende de cada um", ressaltou.

  • Na contramão de outros estados, Bahia tem queda em 63,2% em casos de dengue

    Foto: Reprodução      Foto: Reprodução
    07/02/2024 - 14:00


    Bahia vai na contra mão enquanto estados ao longo do país declaram emergência em saúde pública

    SAÚDE

    - Na contramão de outros estados, a Bahia tem redução no número de casos de dengue nos primeiros dois meses de 2024, se comparado com o mesmo período que o do ano passado. Os dados apontam que houve uma queda de 63,2% nos casos de dengue, 58,5% nos casos de chikungunya e 80,6% nos casos de zika. No ano passado, o  quantitativo de casos suspeitos da dengue foram de 617, já neste ano caíram para 227. Chikungunya foi de 41 para 17 e Zika de 31 para 6. Apesar da situação na Bahia estar em índices baixos, diversos estados do país já declararam emergência em saúde pública por conta da doença como o Acre, Minas Gerais e Goiás, além do Distrito Federal. A vacina Qdenga, da farmacêutica Takeda, tem como meta atingir 100 milhões de doses até o ano de 2030. Na Bahia, a Secretaria de Saúde (Sesab) afirmou ao site Metro1, de Salvador, que o o Ministério da Saúde ainda não informou a programação de entrega das doses. Assim que os imunizantes chegarem, serão distribuídos para os municípios.

  • Sesab diz que nova variante da Covid-19 circula em Salvador e outras 16 cidades baianas

    Foto: Lacen - AC Foto: Lacen - AC
    03/02/2024 - 10:00


    As amostras das cepas JN.1 e JN.1.1 foram coletadas entre 24 de dezembro de 2023 e 11 de janeiro de 2024

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    - A Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) divulgou nesta sexta-feira (2) que uma nova variante da Covid-19 está em circulação em Salvador e outras 16 cidades da Bahia. De acordo com o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen), o vírus possui duas novas sublinhagens da variante Ômicron. As amostras das cepas JN.1 e JN.1.1 foram coletadas entre 24 de dezembro de 2023 e 11 de janeiro de 2024. Os municípios com a variante em circulação são: Adustina; Alagoinhas; Amélia Rodrigues; Barrocas; Camaçari; Catu; Conceição da Feira; Conceição do Coité; Feira de Santana; Paripiranga; Piatã; Pintadas; Pojuca; Salvador; Santa Bárbara; Santo Antônio de Jesus e Vitória da Conquista. A Sesab recomenda que os municípios em que as cepas foram identificadas intensifiquem a vacinação contra a Covid-19. Roberta Santana, secretária da Saúde do Estado, fez uma alerta para que a população mantenha o esquema vacinal atualizado por causa das grandes aglomerações nas festas de verão.

  • Vacina contra dengue será distribuída para 521 cidades a partir da próxima semana

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    01/02/2024 - 13:00


    O anúncio foi feita nesta quinta-feira (1°), pelo diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eder Gatti

    SAÚDE

    - A vacina contra a dengue, Qdenga, deve começar a ser distribuída para 521 cidades escolhidas pelo governo federal a partir da próxima semana. A liberação ocorreu após a fabricante do imunizante traduzir a bula dele para o português, uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A informação foi divulgada nesta quinta-feira (1°), pelo diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eder Gatti. O anúncio ocorreu durante uma reunião na sede da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), em Brasília. O esquema de vacinação deverá priorizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, devido a quantidade restrita de doses que chegarão no Brasil inicialmente. A decisão foi tomada porque jovens desta faixa etária representam um dos maiores números de pessoas hospitalizadas por conta da doença.

  • Ministra da Saúde espera pela "tradução da bula" para iniciar a vacinação da dengue

    Foto: Reprodução      Foto: Reprodução
    31/01/2024 - 07:00


    Para dar inicio as vacinações em fevereiro, é necessário o cumprimento da norma da Anvisa

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    - Nísia Trindade, ministra da saúde, informou nesta terça-feira (30) que o governo aguarda a impressão da bula traduzida para a língua portuguesa para dar início a vacinação contra a dengue no Brasil. O Ministério da Saúde idealiza iniciar a imunização no mês de fevereiro, entretanto, para elaborar um calendário é preciso cumprir esta norma exigida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “Nós ainda não iniciamos a distribuição porque há uma exigência que tem de ser cumprida pelo laboratório produtor, exigência regulatória da Anvisa de que a bula esteja em português, então o laboratório está finalizando esse processo”, disse Nísia em declaração. A declaração da ministra foi feita após reunião com Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) para discutir as ações de prevenção e controle da dengue no país. O painel de monitoramento de arboviroses do governo contabilizou 15 mortes pela doença somente neste ano. Outros 149 óbitos seguem em investigação. Em 2023, 41 mortes foram registradas pelas doenças. 

  • SUS: vacinação contra a dengue começa em fevereiro, em 521 municípios

    Foto: TV Brasil Foto: TV Brasil
    Por Paula Laboissière

    25/01/2024 - 10:30


    São 37 regiões de saúde consideradas endêmicas

    SAÚDE

    - O Ministério da Saúde informou que 521 municípios brasileiros foram selecionados para iniciar a vacinação contra a dengue via Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de fevereiro. As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença. (Veja lista aqui). As regiões selecionadas atendem a três critérios: são formadas por municípios de grande porte, com mais de 100 mil habitantes; registram alta transmissão de dengue no período 2023-2024; e têm maior predominância do sorotipo DENV-2. Conforme a lista, 16 estados e o Distrito Federal têm cidades que preenchem os requisitos. A pasta confirmou ainda que serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue. Os números mostram que, de janeiro de 2019 a novembro de 2023, o grupo respondeu por 16,4 mil hospitalizações, atrás apenas dos idosos, grupo para o qual a vacina não foi autorizada. “A definição de um público-alvo e regiões prioritárias para a imunização foi necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante da vacina. A primeira remessa com cerca de 757 mil doses chegou ao Brasil no último sábado. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas pela farmacêutica.” “Outra remessa, com mais de 568 mil doses, está com entrega prevista para fevereiro. Além dessas, o Ministério da Saúde adquiriu o quantitativo total disponível pelo fabricante para 2024: 5,2 milhões de doses. De acordo com a empresa, a previsão é que sejam entregues ao longo do ano, até dezembro. Para 2025, a pasta já contratou 9 milhões de doses.” O esquema vacinal será composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público. A Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, foi incorporada ao SUS em dezembro do ano passado, após análise da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).

  • Casos de dengue explodem em 2024 e dobram em relação ao mesmo período de 2023

    Foto: Divulgação | Fiocruz Foto: Divulgação | Fiocruz
    21/01/2024 - 08:00


    Os dados são do Ministério da Saúde, que registrou 55.859 casos prováveis de dengue no país somente nas duas primeiras semanas deste ano.

    SAÚDE

    - O número de casos de dengue explodiu no país e, somente nas duas primeiras semanas de 2024, foi mais do que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. Os dados são do Ministério da Saúde, que registrou 55.859 casos prováveis de dengue no país, nas duas primeiras semanas de 2023. Seis mortes foram confirmadas por complicações da doença. No mesmo período de 2023, haviam sido registrados 26.801 casos, com 17 mortes. O aumento de casos ocorre em meio ao anúncio do governo de que o número de doses da vacina de dengue só dará para imunizar no máximo 3 milhões de pessoas este ano. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante na rede pública.

  • Ministério da Saúde planeja reestruturar estoques após perder R$ 1,2 bi em vacinas e medicamentos

    Foto: Reprodução      Foto: Reprodução
    03/01/2024 - 14:30


    As perdas foram registradas em 2023, que também registrou o desperdício de medicamentos do chamado "kit intubação"

    SAÚDE

    - Em 2023, o Ministério da Saúde descartou cerca de R$ 1,2 bilhão em produtos vencidos. Para evitar que a situação se repita um ano depois, a pasta tem estudado novas formas de preservar e monitorar medicamentos e vacinas. O ministério também registrou perdas de R$ 150 milhões em medicamentos do chamado “kit intubação”, composto por analgésicos e bloqueadores musculares. As informações sobre os produtos vencidos foram divulgadas pela Folha de S.Paulo, com dados solicitados pela Lei de Acesso à Informação. Além de reorganizar a pasta em 2024, a gestão da ministra Nísia Trindade também planeja investir no repasse de recursos para que seja possível ampliar os estoques, de maneira que os produtos não sejam desperdiçados.

  • Número de profissionais que atuam no Mais Médicos aumenta 105% em 2023

    Foto: Alejandro Zambrana Foto: Alejandro Zambrana
    Por Paula Laboissière

    03/01/2024 - 10:00


    Mais 744 municípios passaram a ser atendidos pelo programa

    SAÚDE

    - Balanço do Ministério da Saúde indica que o programa Mais Médicos registrou aumento de 105% no número de profissionais atuando em 2023. Com 28,2 mil vagas preenchidas em 82% do território nacional, 86 milhões de pessoas, segundo a pasta, foram beneficiadas pelo programa. Ao longo desse período, 744 novos municípios passaram a ser atendidos. Os números mostram ainda que todos os 34 distritos sanitários indígenas foram integrados ao Mais Médicos. “Um avanço importante diante da desassistência enfrentada por essa população nos últimos anos”, avaliou o ministério. No território Yanomami, o número de profissionais passou de nove para 28. Ao todo, 977 novos profissionais atuam na saúde indígena. Ainda segundo a pasta, 41% dos participantes desistiram do programa em edições anteriores, “por falta de perspectiva profissional”. “A partir da retomada, em 2023, o Mais Médicos trouxe aos profissionais oportunidade de qualificação e aperfeiçoamento, além de incentivos e benefícios”. O Mais Médicos é classificado pelo governo federal como uma grande estratégia nacional para a formação de especialistas. A expectativa é que, nos próximos anos, cada equipe de saúde da família passe a contar com um especialista. Atualmente, o país registra mais de 50 mil equipes de saúde da família e mais de 10 mil médicos de família e comunidade.

  • Vacina contra a Covid-19 entra para o calendário infantil do Ministério da Saúde

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    01/01/2024 - 09:00


    A medida começa a valer neste 1º de janeiro

    SAÚDE

    - A partir de 1º de janeiro, a vacinação contra a Covid-19 para criançar de seis meses a menores de cinco anos passará a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação. Outros públicos prioritários também serão contemplados. Hoje, a recomendação do Ministério da Saúde é que a primeira dose da vacina seja aplicada aos seis meses de idade, a segunda aos sete meses e a terceira aos nove meses. A vacina utilizada nas crianças será a Pfizer pediátrica de tampa vinho. Para crianças de 5 a 11 anos, a vacina será a de tampa laranja, indicada para a faixa etária. Para aquelas com mais de 12 anos, será a Pfizer bivalente. 

  • Brasil bate recorde de mortes por dengue em 2023

    Foto: Pixabay | Pexels Foto: Pixabay | Pexels
    29/12/2023 - 13:00


    Dados são painel de monitoramento das arboviroses do Ministério da Saúde

    SAÚDE

    - O Brasil bateu recorde em 2023 em número de mortes causadas pela dengue. Os dados foram divulgados através do painel de monitoramento das arboviroses do Ministério da Saúde. Neste ano, foram 1.079 falecimentos até o dia 27 de dezembro. Outros 211 casos estão em investigação. O painel ainda aponta que foram 1.641.278 diagnósticos prováveis de infecção, nos quais cerca de 52 mil tiveram evolução para a hospitalização. O quantitativo de 2023 é 17,8% mais alto que o registrado em 2022, que atingiu 1.393.684 casos. Antes, 2022 ocupava o posto como o ano mais mortal para vítimas da dengue, em que 1.053 pessoas tiveram suas vidas perdidas pela comorbidade.

  • 'Síndrome do final de ano': casos de depressão e ansiedade crescem perto da virada

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    Por Eduardo F. Filho

    06/12/2023 - 10:00


    Entenda os sintomas e como se prevenir da condição que afeta as pessoas nos últimos dias de dezembro

    SAÚDE

    - Os psiquiatras advertem: dezembro é um dos meses do ano em que eles mais trabalham. São inúmeros novos casos de pacientes com crises de ansiedade e depressão. E, nas pessoas já diagnosticadas com problemas de saúde mental, há um aumento de crises severas. O crescimento ocorre principalmente depois do Natal e perdura até o início de janeiro. No meio médico essa condição é chamada de “dezembrite”, ou doença de dezembro, conhecida popularmente como a “Síndrome do final de ano”. Ela acontece porque dezembro é conhecido como o mês de despedida e renovação. Em geral, as pessoas estão felizes, celebram as festas, reavaliam o ano que passou, estabelecem novas metas para o novo ciclo, e fazem uma reflexão pessoal do que querem e precisam mudar,e sobre quem querem ao lado. Porém, nem todo mundo se identifica com essa felicidade. Para muitos, esse período pode ser emocionalmente difícil, especialmente se não tiveram um ano muito bom, seja no âmbito pessoal ou no profissional. São pessoas que perderam entes queridos, passaram por rompimentos, doenças, dificuldades econômicas ou, simplesmente, não realizaram seus sonhos e acabam relembrando experiências que queriam ter esquecido. Criam-se camadas de angústias e ansiedade que, quando não tratadas, podem levar a quadros mais graves de depressão. — O ciclo anual é arbitrário. Os últimos dias de dezembro são aqueles em que as pessoas refletem sobre a vida delas e isso gera angústia. É como uma casa que passa o ano inteiro sem uma limpeza e, quando você estimula essa limpeza, a poeira levanta — explica o psiquiatra Arthur Danila, coordenador do Programa de Mudança de Hábito e Estilo de Vida do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Segundo o médico, é uma convocação feita pela própria sociedade: — As pessoas publicam nas redes sociais o quanto estão felizes, começam a fazer uma retrospectiva das coisas boas que aconteceram e quem já está fragilizado, quem não teve um bom ano por inúmeros fatores, acaba se espelhando no que vê e começa a rever o que houve de errado na sua vida, gerando uma crise de ansiedade — completa. Outro fator para o aumento de crises de depressão, ansiedade e angústia nessa época do ano são os encontros familiares. Com um ano marcado por opiniões exacerbadas no campo político, com a eleição, e no esportivo, com a Copa do Mundo, laços entre membros da mesma família foram quebrados e interrompidos. Ter que permanecer ao lado dessa pessoa, mesmo que por algumas horas, pode libertar sentimentos ruins guardados há tempos, se transformando em raiva, agressividade e aversão. — Este ritual, estar ao lado de pessoas que você não queria, ofende o emocional das pessoas. Ela ainda não elaborou esses laços, ainda há um rancor, um desrespeito. Isso tudo, somado a essa felicidade que precisa ser demonstrada muitas vezes de forma que não é real, faz a pessoa ficar mais irritada, reativa, violenta e desconfortável. Ano novo você é obrigado a olhar para o que estar por vir, para o futuro, ao mesmo tempo que olha o passado. Isso pode não trazer felicidade nenhuma, sendo inclusive muito dolorido para muitas pessoas — afirma a psiquiatra Camila Magalhães, especialista em transtornos do humor, além de fundadora da clínica Caliandra Saúde Mental. Os especialistas ainda explicam que pacientes já diagnosticados com depressão e ansiedade acabam se transformando em grupos de risco nessa época do ano em razão do aumento de chances de recaídas. Mesmo com apoio ao longo do ano, por conta do clima geral da população em festa, aliado ao consumo de bebidas alcoólicas, esses pacientes não conseguem acessar suas emoções e sentimentos de forma tranquila. Costumam ter insônia, ansiedade incontrolável, um aparente véu de tristeza muito forte, não conseguem elaborar de forma lúcida o que está acontecendo com a sua mente e começam a lidar muito mal com esse período específico. Prevenção — O primeiro passo é desmistificar essa felicidade, muitas vezes falsa, imposta pela sociedade no ano novo. É entender que ninguém consegue ser feliz 24 horas por dia e que é normal ter seus altos e baixos. A tristeza, a angústia, fazem parte da vida, assim como os momentos felizes. O mundo não é perfeito. O problema é como lidar com isso, como encarar os gatilhos que a vida pode trazer para avaliar o ano e não ficar frustrado ou chateado com o que conseguiu ou não conseguiu ao longo daquele período — explica a psicóloga e especialista em felicidade corporativa, Renata Rivetti. Ela afirma que a competição e comparação imposta pelas redes sociais podem ser prejudiciais para quem está passando pela “Síndrome do final de ano”, bem como as famosas metas na noite da virada. — Ter metas e objetivos é importante, claro, mas as pessoas precisam ter pé no chão. Não dá para criar metas inalcançáveis. Tem que começar com pequenos passos para não abandoná-las em fevereiro ou março. Tem que celebrar as pequenas conquistas ao longo do ano. Não adianta pensar que vai mudar toda a vida da noite para o dia. As pessoas não precisam resolver tudo nos últimos dias de dezembro, porque não vão. É uma mudança no hábito e na rotina diária ao longo dos 365 dias do ano e não nos últimos 31 — diz Rivetti. Autoavaliação - Exercícios físicos, uma alimentação mais saudável, impor horários para trabalho e lazer, ter hobbies, dar mais importância para pequenas metas realizadas, estar ao lado de quem você gosta e quer bem são alguns dos primeiros passos que podem e devem ser dados. Outro ponto que os especialistas levantam é não tentar camuflar o que o ano foi. Se ele foi triste, desafiador, com pontos a melhorar, ou decepcionante, esteja ciente disso e não tente transformá-lo em algo positivo nos últimos minutos apenas para passar uma mensagem positiva, pois isso pode desencadear sentimentos ruins em outras pessoas. — Precisamos parar de romantizar as metas e tê-las como algo inalcançável. É parar de depositar os nossos desejos nos outros e não se comparar com o próximo — diz Arthur Guerra, professor titular de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC. Bebeu demais? Como saber se sua ressaca é por excesso de bebida ou intolerância ao álcool. O cofundador da Caliandra Saúde Mental sugere um olhar para dentro: — Não culpar pessoas, como a mãe, o filho, ou o parceiro se o ano não tiver sido favorável. Existe uma tendência natural de terceirizar essa culpa, mas assumir as responsabilidades é algo primordial para quem quer se autoconhecer e não cair nas tentações dessa falsa felicidade. Confie no seu limite e até onde você pode chegar. Quanto antes entender que tudo isso depende apenas de você, menos frustração terá. A autoavaliação é tida como a atitude mais importante contra a “Síndrome do final de ano”. Ouvir os próprios sentimentos e angústias. Será que eu quero ir e participar dessa festa de final de ano com a minha família, prefiro passar com meus amigos, ou ainda prefiro passar sozinho? Será saudável eu ter contato com essa pessoa que não me acrescenta ou me agrega valores? — É necessário ouvir essas angústias. Saber o motivo pelo qual você está irritado, agressivo. É se colocar em primeiro lugar. O que eu gosto de fazer, com quem eu quero estar, isso me faz bem ou mal? Eu estou feliz ou estou anestesiado pelo sentimento coletivo de festa? Além das metas, é necessário fazer essas indagações para todas as áreas da vida. Tem muita gente que se anestesia, não dorme bem, gasta energia em redes sociais e fortalece este véu invisível da tristeza — completa Camila Magalhães.

  • EUA aprovam primeira vacina contra chikungunya

    Foto: Reprodução      Foto: Reprodução
    10/11/2023 - 15:00


    Imunizante será comercializado com o nome Ixchiq e é autorizada para pessoas com mais de 18 anos

    SAÚDE

    - A primeira vacina contra chikungunya foi aprovada pela agência regulatória norte-americana Food and Drug Administration, nesta sexta-feira (10). De dose única, o imunizante poderá ser aplicado em pessoas com 18 anos ou mais em regiões expostas ao vírus - como o Brasil - e comercializada com o nome Ixchiq. A vacina aprovada é do grupo Vanlneva, uma produtora de vacinas da Áustria. No Brasil, o Instituto Butantan tem parceria com a produtora. A vacina contém uma versão viva e enfraquecida do vírus chikungunya. A segurança foi avaliada em dois estudos clínicos realizados na América do Norte, nos quais cerca de 3,5 mil participantes com 18 anos de idade ou mais receberam uma dose da vacina. O nível de anticorpos avaliado nos participantes do estudo baseou-se em um nível que demonstrou ser protetor em primatas não humanos que receberam sangue de pessoas vacinadas. Quase todos os participantes do estudo da vacina atingiram este nível de anticorpos. Desde o surgimento da doença no Brasil, há dez anos, o país já registrou sete surtos. A chikungunya é transmitida pelo mosquito aedes aegypti, mesmo vetor da dengue e do zika vírus. Segundo o Ministério da Saúde, o país já registrou mais de 1,1 milhão de casos com 909 mortes.

  • Governo da Bahia anuncia repasse de R$ 40 milhões para pagamento do piso nacional de enfermagem

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    Por Juliana Rodrigues

    05/10/2023 - 08:30


    Destinação será para organizações sociais

    SAÚDE

    - A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) anunciou, nesta quinta-feira (5), que começará o repasse de R$ 40 milhões para organizações sociais implementarem o piso nacional de enfermagem. O encaminhamento será ainda nesta semana. Segundo a Sesab, o montante se refere ao período de maio a agosto de 2023 e será destinado a 15.895 profissionais. De acordo com a Lei nº 14.434/2022, que institui o piso, sancionada em agosto de 2022, cada uma dessas modalidades profissionais receberá um valor mínimo único em todo o país. Para os enfermeiros, o valor do piso é R$ 4.750, para os técnicos de enfermagem, é de R$ 3.325, e para os auxiliares de enfermagem e parteiras, de R$ 2.375 por 44 horas de trabalho semanais. A determinação do repasse foi possível após serem assinados os instrumentos contratuais que o viabilizaram, na forma orientada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE).

  • Número de casos de câncer entre jovens cresce 79% em 30 anos

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    Por Juliana Rodrigues

    08/09/2023 - 07:00


    Após o câncer de mama, os tipos que mais causaram mortes foram os de traqueia, pulmão, estômago e intestino

    SAÚDE

    - O número de casos de câncer entre pessoas com menos de 50 anos aumentou 79% nas últimas três décadas. Isso é o que revela um estudo publicado na revista científica "BMJ Oncology" nesta semana. O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, e da Universidade de Zhejiang, na China, analisou dados de 29 tipos de câncer em 204 países e regiões, incluindo o Brasil. De acordo com os dados, em 2019 foram registrados um total de 3,26 milhões de novos casos de câncer em pessoas com menos de 50 anos. Já em 1990, essa taxa estava próxima de 1,8 milhão de casos. Após o câncer de mama, os tipos que mais causaram mortes e impactaram negativamente a saúde foram os de traqueia, pulmão, estômago e intestino, com os maiores aumentos nas taxas de morte entre pessoas com câncer de rim ou ovário. Os pesquisadores atribuem o aumento do número de casos de câncer entre jovens a uma combinação de fatores, incluindo obesidade, álcool e tabagismo.