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  • Varíola dos macacos: Veja os principais cuidados

    Foto: CDC | BRIAN W.J. MAHY Foto: CDC | BRIAN W.J. MAHY
    Por Leon Ferrari

    10/08/2022 - 08:00


    Como proceder em caso de diagnóstico positivo

    SAÚDE

    - A maioria das pessoas com a varíola dos macacos provavelmente vivenciará um quadro leve e poderá ser tratada em casa, conforme o Ministério da Saúde. No entanto, esses pacientes precisam ter alguns cuidados para evitar a propagação do vírus e também complicações do quadro. Isolar-se de familiares e pets, não coçar as erupções cutâneas e evitar o uso de lentes de contato são alguns deles. Não há um tratamento específico, mas alguns antivirais utilizados para tratar a varíola humana (smallpox) e outras doenças podem ser indicados para pacientes com quadros graves. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o período de incubação – intervalo entre a infecção e os sintomas – da varíola dos macacos é geralmente de 6 a 13 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias. A pessoa não pode transmitir a doença durante essa fase, segundo os Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos.

    Normalmente, a incubação é seguida de um período chamado de prodrômico, quando o paciente apresenta um conjunto precoce de sintomas, como febre, sudorese (suor), dor de cabeça, mialgia (dor muscular) e fadiga. Cerca de 1 a 3 dias após o aparecimento da febre, surgem as erupções cutâneas. A orientação dos especialistas é que, ao perceber uma erupção cutânea, a pessoa busque teste, em laboratórios privados ou em unidades de saúde públicas. Às vezes, as lesões lembram espinhas e pelos encravados. Conforme o Ministério da Saúde, o Brasil indica apenas testes de biologia molecular para diagnóstico da doença. A análise é feita de amostras das feridas coletadas por swab (bastão). Caso o resultado seja positivo, a recomendação do Ministério da Saúde é de que o paciente se mantenha em isolamento até o desaparecimento das lesões. A casca da ferida deve ter caído e a reepitelização (“nascimento” de pele “nova”), ocorrido. A principal forma de transmissão da doença no atual surto, por ora, parece ser o contato físico íntimo, pele com pele, com a lesão. De acordo com o CDC, os sintomas da doença podem incluir, além das erupções, febre, dor de cabeça, dores musculares e dores nas costas, linfonodos inchados, arrepios, exaustão e manifestações respiratórios (por exemplo, congestão nasal ou tosse). Na maioria dos casos, eles desaparecem por conta própria dentro de 2 a 4 semanas (doença autolimitada). Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos é leve e pode ser tratada em casa. Os especialistas ouvidos pelo Estadão indicam que essas pessoas precisam ser acompanhadas por profissionais de saúde e ter uma série de cuidados. Isolamento de pets e familiares - Quando tratada em casa, a indicação é de que a pessoa fique isolada de familiares e também de pets, especificamente mamíferos. O afastamento dos animais de estimação é uma precaução. Isso porque qualquer mamífero, conforme o CDC, pode ser infectado pela doença, no entanto, ainda não se sabe se humanos podem infectar animais. Os especialistas temem que a doença encontre um hospedeiro animal fora da África. “Se isso for possível, nós teremos grande dificuldade de controle”, alerta a infectologista Raquel Stucchi, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Cuidados com as lesões - Para evitar a propagação do vírus e o espalhamento das feridas alguns cuidados, como não coçar as lesões e não depilar as áreas do corpo cobertas por elas, são necessários. Por isso, a higienização frequente das mãos é recomendada. “Tem que manusear com cuidado e fazer uma boa higiene das mãos, das unhas, enfim, evitar que as lesões possam se espalhar ainda mais”, orienta Spilki.

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  • Saúde classifica varíola dos macacos como nível máximo de alerta

    Foto: Reprodução | Freepik Foto: Reprodução | Freepik
    09/08/2022 - 16:30


    SAÚDE

    - Após confirmar 2.293 casos de varíola dos macacos no país e investigar outros 2.363, o Centro de Operações de Emergência (COE Monkeypox), do Ministério da Saúde, classificou a situação da doença como nível máximo de emergência no território nacional. De acordo com o Plano de Contingência Nacional para Monkeypox, publicado pelo órgão no fim de semana, há três níveis classificação da emergência de saúde. A pasta adotou o último grau para classificar a varíola dos macacos no Brasil, determinada em cenários de “excepcional gravidade”. Nesta categoria, a doença é considerada uma “ameaça de relevância nacional com impacto sobre diferentes esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), exigindo uma ampla resposta governamental”. “Este evento constitui uma situação de excepcional gravidade, podendo culminar na declaração de emergência em saúde pública de importância nacional (Espin)”, informou o Ministério da Saúde no plano de contingência. O Plano tem 31 páginas e traz diretrizes a respeito do isolamento de casos suspeitos, identificação de sintomas, realização de campanhas de conscientização, testagem, e outros itens. “O SUS vem envidando esforços para aquisição desses insumos para a população brasileira, mas cabe destacar que, no momento, não há disponibilidade no mercado internacional de vacinas ou medicamentos para tratamento para aquisição pelo Brasil”, diz trecho do documento.

  • Bolsonaro sanciona piso salarial de R$ 4,7 mil para enfermeiros

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
    05/08/2022 - 08:00


    Texto fixou em R$ 4.750 o piso nacional de enfermeiros dos setores público e privado, o valor que serve de referência para o cálculo de outras categorias

    SAÚDE

    - O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou, na tarde de quinta-feira (4), o projeto de lei que fixa pisos salariais para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras. Aprovado pela Câmara e pelo Senado, o texto fixou em R$ 4.750 o piso nacional de enfermeiros dos setores público e privado. O valor que serve de referência para o cálculo do mínimo salarial de técnicos de enfermagem (70%), auxiliares de enfermagem (50%) e parteiras (50%). O presidente, no entanto, vetou o artigo 15-D, que previa reajuste anual do piso salarial com base no  índice medidor da inflação no país, o INPC. Em nota, o Palácio do Planalto justificou o veto alegando inconstitucionalidade do dispositivo. O piso salarial entra em vigor imediatamente após a publicação e será assegurada a manutenção das remunerações e salários vigentes que são superiores ao piso.

  • PEC do piso salarial da enfermagem é promulgada pelo Congresso

    Foto: Rovena Rosa | Agência Brasil Foto: Rovena Rosa | Agência Brasil
    15/07/2022 - 08:00


    Proposta foi aprovada, em segundo turno, na quarta (13), na Câmara dos Deputados

    SAÚDE

    - O Congresso Nacional promulgou, nesta quinta-feira (14), a Emenda Constitucional que garante o piso salarial nacional para enfermeiros no valor de R$ 4.750 mensais. A proposta foi aprovada, em segundo turno, nesta quarta (13), na Câmara dos Deputados. Antes, a matéria havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Avalizada pelos senadores no início deste mês, o texto busca aperfeiçoar o PL aprovado pelo Congresso Nacional, cuja votação foi concluída no início de maio. A proposta é de autoria da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) e foi relatada em plenário na ocasião pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP). O objetivo da PEC é constitucionalizar a instituição do piso para a categoria. Por meio da proposta, os parlamentares asseguram que o patamar mínimo remuneratório deverá ser observado por pessoas jurídicas de direito público e de direito privado.

  • Falta de insumos para exames preocupa hospitais no país

    Por Agência Brasil

    25/06/2022 - 06:00


    CNSaúde diz quadro vem se agravando nas últimas semanas

    SAÚDE

    - A Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) alertou nesta semana, em nota, sobre a possibilidade de faltar insumos médicos e materiais para exames nos hospitais do país. Segundo a entidade, o quadro vem se agravando nas últimas semanas. Além disso, a instituição citou descontinuidade do abastecimento de contrastes e a escassez no abastecimento de soro hospitalar e de soluções parenterais. “O aumento da demanda neste momento, reprimida por pedidos de exames de imagem durante a pandemia da Covid-19, é apontada como uma das causas. A CNSaúde entende que tal fator já deveria estar na previsão de todos os atores do setor”, afirmou a entidade. A confederação representa os estabelecimentos de serviços de saúde do país, como hospitais, clínicas, casas de saúde e laboratórios de análises clínicas. Segundo a CNSaúde, os procedimentos eletivos, como exames preventivos, foram adiados durante o ápice da pandemia e consultórios fecharam. Com a volta gradual à rotina, os exames represados devido ao adiamento demandaram uma grande quantidade de insumos. De acordo com entidade, a situação mais crítica é a dos soros hospitalares e contrastes radiológicos. E a escassez está presente tanto na rede pública quando em hospitais privados. As secretarias municipais de Saúde foram as primeiras a detectar o problema e reclamar à confederação.

    A CNSaúde cobra maior planejamento do setor privado, além de apoio do Ministério da Saúde para antecipar situações de falta de material e insumos. Segundo a instituição, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) entregou ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um ofício pedindo providências sobre o caso. À Agência Brasil, o ministério informou que tem trabalhado para manter a rede de saúde abastecida e inseriu medicamentos na lista de produtos com redução do imposto de importação sobre insumos. “O Ministério da Saúde trabalha sem medir esforços para manter a rede de saúde abastecida com todos os medicamentos ofertados pelos SUS”. Segundo o órgão, após análises feitas em conjunto com a Anvisa, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), conselhos estaduais e municipais de saúde e o setor farmacêutico, foram constatadas diversas causas globais que extrapolam competências do Ministério da Saúde. “Neste sentido, foi publicada a Resolução nº 7, de 1º de junho de 2022 da CMED, que libera critérios de estabelecimento ou de ajuste de preços em medicamentos com risco de desabastecimento no mercado brasileiro”. Outra medida, adotada pela pasta, foi a inserção de medicamentos na lista de produtos com redução do imposto de importação sobre insumos como: Amicacina Sulfato, Aminofilina, Cloridrato de Dopamina, Dipirona, Fludrocortisona, Leuprorrelina, Neostigmina, Oxitocina, Rivastigmina, Sulfato de Magnésio e Bolsas para soro fisiológico”, informou o Ministério da Saúde.

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  • Estamos vivendo uma nova onda da Covid, diz pesquisador da Fiocruz

    Foto: Reprodução | CNN Brasil Foto: Reprodução | CNN Brasil
    Por Juliana Rodrigues

    13/06/2022 - 17:00


    No entanto, o pesquisador avalia que esse aumento de casos não deve ter impacto no número de mortes

    SAÚDE

    - O infectologista e pesquisador da Fiocruz Julio Croda disse, em entrevista à CNN no último domingo (12), o que o Brasil está enfrentando uma nova onda de casos de Covid-19, ligada às subvariante da Ômicron. “A gente está vivendo uma nova onda muito associada às subvariantes da Ômicron BA.4 e BA., que são responsáveis por esse aumento no número de casos”, disse. A alta no índice de infecções aconteceu na semana epidemiológica iniciada no dia 5 de junho e encerrada no sábado (11). Essa foi a semana com o maior número de novas infecções pelo coronavírus desde o intervalo entre os dias 6 e 12 de março – quando foram contabilizadas 317.082 contaminações. No entanto, o pesquisador avalia que esse aumento de casos não deve ter impacto no número de mortes.

  • São Paulo confirma 1º caso de varíola dos macacos no Brasil

    Foto: Cynthia S. Goldsmith | Russell Regner Foto: Cynthia S. Goldsmith | Russell Regner
    08/06/2022 - 15:00


    Paciente é um homem de 41 anos que viajou à Espanha e está isolado; prefeitura investiga outra suspeita

    SAÚDE

    - O primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil foi confirmado nesta quarta-feira (8), na cidade de São Paulo. O paciente é um homem de 41 anos que viajou à Espanha. Ele está em isolamento no Hospital Emílio Ribas, na zona oeste da capital. Além deste caso, a Prefeitura de São Paulo também monitora o estado de saúde de uma mulher de 26 anos hospitalizada com suspeita de ter contraído varíola dos macacos. Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a paciente passa bem. Na noite de domingo (5), o Ministério da Saúde havia divulgado sete suspeitas de varíola dos macacos no Brasil. Até o fim de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia registrado mais de 300 casos confirmados ou suspeitos da varíola do macaco em 23 países onde o vírus não é endêmico. Não houve mortes relatadas.

  • Brasil tem sete casos suspeitos de varíola dos macacos, diz Ministério da Saúde

    Foto: Reprodução | iStock Foto: Reprodução | iStock
    06/06/2022 - 13:30


    OMS informou que 780 casos de varíola do macaco já foram confirmados no mundo desde 13 de maio

    SAÚDE

    - O Ministério da Saúde divulgou na noite de domingo (5) que há sete suspeitas de varíola dos macacos no Brasil, mas ainda não há casos confirmados. São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul têm um caso em investigação cada. Já Rondônia tem dois. Nesta segunda-feira (6), o ministro da Saúde Marcelo Queiroga afirmou que a suspeita gaúcha é a mais provável de ser confirmada. O paciente viajou a Portugal – país com 143 infectados. Também no domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que 780 casos de varíola do macaco já foram confirmados no mundo desde 13 de maio até a última quinta-feira (2). Os casos se distribuem em 27 países onde o vírus não é endêmico.

  • Moda entre os que querem emagrecer, caneta para diabéticos ameaça saúde por estética

    Foto: Tuned_In/iStock Foto: Tuned_In/iStock
    Por Jornal da Metropole

    02/06/2022 - 13:30


    Especialistas alertam para os efeitos colaterais deste uso apenas por fins estéticos

    SAÚDE

    - Na incansável busca pelo corpo magro, as conhecidas canetas aplicadoras de medicamentos, indicadas originalmente para o tratamento de diabetes tipo II, se tornam uma arma que coloca em risco a saúde de quem vê nelas uma saída para perder alguns quilos com facilidade. Sem exigência de receita médica e com efeito de até 15% na redução do peso, os medicamentos Ozempic (semaglutida), Trulicity (dulaglutida), Vitoza e a Saxenda (ambos da liraglutida) passaram a ser usados de forma indiscriminada para o emagrecimento. Especialistas, contudo, alertam para os efeitos colaterais deste uso apenas por fins estéticos. No Brasil, esses medicamentos são utilizados também no tratamento da obesidade. No entanto, com exceção do Saxena, todos são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas como antidiabéticos. A endocrinologista Viviane Melo acredita que, neste caso, o uso para emagrecer é seguro. Para ela, o alerta está em casos de pacientes que não têm obesidade ou sobrepeso com comorbidade. “Existe um exagero muito grande por fim estético. Muitas pessoas estão fazendo uso sem condição clínica para indicação. O perigo está aí. Em casos raros e extremos, pode causar até alterações no pâncreas”, alerta a endocrinologista. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia da Bahia, Joaquim Custódio Junior, relata que se tornou comum encontrar pacientes fazendo o uso sem indicação ou pedindo prescrição porque um amigo usa. Estimulados por uma indústria que só quer impulsionar as vendas, pacientes acabam fazendo o uso sem prescrição e, muitas vezes, com dosagens e frequências equivocadas. Os medicamentos da liraglutida, por exemplo, estão entre os dez mais vendidos no Brasil, segundo levantamento divulgado em 2021 pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). Uso sem prescrição e efeitos colaterais - Para o endocrinologista, ainda não existem dados que mostrem que o efeito em casos de pacientes sem obesidade é positivo quando comparado a outros parâmetros clínicos. Os diversos efeitos colaterais causados podem, inclusive, comprometer o equilíbrio corporal, segundo Custódio. Os medicamentos agem reduzindo a velocidade de esvaziamento do estômago e aumentando a sensação de saciedade, por isso acabam favorecendo a perda de peso. Mas a ação ocasiona também uma série de efeitos colaterais. São comuns episódios de náuseas, vômitos, diarreia ou constipação, dores abdominais e a queda da taxa de glicemia no sangue. Para quem sofre de esofagite, gastroenterite, problemas no pâncreas ou tumores no trato gastrointestinal o uso é contraindicado independente da finalidade. Reportagem publicada originalmente no Jornal da Metropole em 2 de junho de 2022.

  • Porto Alegre investiga primeiro caso suspeito de varíola dos macacos no Brasil

    Foto: Reprodução Foto: Reprodução
    30/05/2022 - 13:00


    O paciente chegou ao Brasil de Portugal no último dia 10

    SAÚDE

    - O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs Nacional) está monitorando o que pode ser o primeiro caso suspeito de varíola dos macacos identificado em um paciente de Porto Alegre (RS). A notificação foi obtida pelo jornal O Globo e mostra que o possível infectado é um homem que chegou ao Brasil de Portugal, no último dia 10. A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul informou, no entanto, que o caso ainda não pode ser chamado de suspeito. Isso porque, "a pessoa tem outro diagnóstico confirmado. Isso a princípio descartaria o caso. Então, não temos a definição se vai entrar como caso suspeito, pois ainda está em investigação. Os sintomas tiveram início no dia 13 e evoluíram para as lesões na pele características da doença no dia 20. Segundo a última atualização, feita no sábado (28), o paciente relatou uma melhora parcial das queixas. O paciente apresentou dores de cabeça, aumento dos gânglios linfáticos e febre no dia 13. Sete dias depois, passou a relatar calafrios, fraqueza física e o início das lesões cutâneas características da varíola dos macacos na face, tronco e membros. Ele afirmou não ter tido contato com pessoas que foram diagnosticadas ou consideradas com suspeita para a doença quando estava em Portugal.

  • OMS alerta que surto de varíola dos macacos pode ser ‘ponta do iceberg’

    Foto: Reprodução  Foto: Reprodução
    30/05/2022 - 07:47


    A diretora de Preparação Global para Riscos da OMS estima um avanço ainda maior no número de casos

    SAÚDE

    - O surto de varíola dos macacos pode ser a “ponta do iceberg”, segundo a diretora de Preparação Global para Riscos da Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com o Global.health Monkeypox, que monitora os números da doença em cada nação, já foram registrados 401 casos da doença em 21 países. A diretora estima um avanço ainda maior no número de casos nos próximos dias.“Ainda estamos no início deste evento”, disse. “Sabemos que haverá mais casos nos próximos dias”. Apesar do aumento, Briand diz que não há motivo para “pânico”. “Não é uma doença que deve preocupar o público geral. Não é a Covid nem outra doença que se expande rápido”, explicou. A diretora ainda avalia que o momento atual possibilita uma oportunidade maior de prevenção à disseminação. “Acreditamos que, se adotarmos as medidas corretas agora, podemos contê-la facilmente”, disse. Embora não exista vacina direcionada especificamente contra a variante, estudos clínicos demonstraram que o imunizante para a prevenção contra a varíola tem 85% de eficácia na prevenção contra o vírus causador da doença. Esse é o surto mais grave fora da África, local onde a doença já é considerada endêmica.  A maioria dos casos confirmados até agora não está ligada a viagens ao continente africano.

  • OMS: Covid matou quase 15 milhões de pessoas em todo o mundo

    Foto: Reprodução | AFP Foto: Reprodução | AFP
    05/05/2022 - 12:37


    De acordo com a estimativa, houve 14,9 milhões de óbitos em excesso

    SAÚDE

    - A pandemia da Covid-19 matou quase três vezes mais pessoas do que mostram os dados oficiais, diz um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta quinta-feira (5). De acordo com a estimativa, houve 14,9 milhões de óbitos em excesso, ou seja, causados direta ou indiretamente pela pandemia, até o final de 2021. Entre janeiro de 2020 e dezembro do ano passado, foram notificadas oficialmente 5,4 milhões de mortes por Covid-19 em todo o mundo. O “excesso de mortalidade” é um indicador que calcula o número de pessoas que morreram por complicações da infecção do coronavírus e aquelas que perderam a vida como resultado indireto à pandemia. Ou seja, pacientes de outras doenças que não puderam acessar o sistema de saúde para tratar suas condições devido à sobrecarga do sistema de saúde durante os picos da pandemia. De acordo com a OMS, os números também são muito maiores do que a contagem oficial devido à subnotificação em muitos países. Mesmo antes da pandemia, cerca de seis em cada 10 mortes em todo o mundo não eram registradas.

  • Diagnóstico de depressão cresce 40% durante a pandemia

    Foto: Reprodução Foto: Reprodução
    28/04/2022 - 08:00


    Prevalência da depressão é maior em mulheres, sendo 18,8% neste ano e 13,5% antes da pandemia

    SAÚDE

    - O percentual de pessoas diagnosticadas com depressão no Brasil aumentou mais de 40% durante a pandemia de Covid, passando de 9,6% no período anterior à crise sanitária, para 13,5% no primeiro trimestre deste ano. Os dados divulgados nesta quarta-feira (27) são do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel), trabalho desenvolvido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com a organização não governamental Vital Strategies. Para o estudo, foram feitas 9 mil entrevistas por telefone, sendo metade por aparelho fixo e metade por celular, no período de janeiro a março. A amostra abrange as cinco regiões do país, incluindo população das capitais e do interior. A prevalência da depressão é maior em mulheres, sendo 18,8% neste ano e 13,5% antes da pandemia. 

  • Votação do piso salarial da enfermagem na Câmara dos Deputados será no dia 4 de maio

    Foto: Paula Fróes | GOVBA Foto: Paula Fróes | GOVBA
    20/04/2022 - 08:30


    Projeto de Lei já foi aprovado no Senado e tramita em regime de urgência

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    - Foi definida para o dia 4 de maio a votação do PL 2564, que institui o piso salarial da enfermagem, na Câmara dos Deputados. A decisão foi anunciada na noite desta terça-feira (19),por parlamentares, após reunião com o presidente da Casa, Arthur Lira. “Até lá, a enfermagem continuará mobilizada, sensibilizando os parlamentares sobre a importância da aprovação deste projeto de lei para a valorização profissional da categoria, que segue na linha de frente do combate à Covid-19. O Coren-BA está nesta luta, junto com o Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem e outras instâncias representativas”, destacou a presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), Giszele Paixão. A proposta define salário inicial para os enfermeiros de R$4.750, a ser pago nacionalmente pelos serviços de saúde públicos e privados.Nos demais casos, haverá proporcionalidade: 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem; e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras. O texto prevê, ainda, a atualização monetária anual do piso da categoria com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e assegura a manutenção de salários eventualmente superiores ao valor inicial sugerido, independentemente da jornada de trabalho para a qual o profissional tenha sido contratado. O projeto foi aprovado no Senado em novembro de 2021, por unanimidade, após diversas audiências públicas e discussões. Na Câmara dos Deputados, o projeto tramita em regime de urgência.

  • Saúde alerta para aumento de 72% nos casos de dengue no país

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    05/04/2022 - 15:00


    Região Centro-Oeste foi a que apresentou a maior taxa incidência da doença

    SAÚDE

    - Entre janeiro e março deste ano, foram confirmados 233 casos de dengue grave (DG) e 2.435 casos de dengue com sinais de alarme (DSA) no Brasil. Ao todo, foram 258.917 casos prováveis de dengue. Em comparação com o mesmo período de 2021, houve um aumento de 72,1% no número de casos, conforme boletim publicado na última segunda-feira (4) pelo Ministério da Saúde. Segundo o documento, a região Centro-Oeste foi a que apresentou a maior taxa incidência da doença, com 561,3 casos/100 mil habitantes, seguida das regiões Sul (135,6 casos/100 mil), Norte (117/100 mil), Sudeste (81,6/100 mil) e Nordeste (49,6/100 mil). Os municípios que apresentaram os maiores registros de casos prováveis de dengue até o dia 26 de março foram Goiânia/GO, com 22.532 casos, Brasília/DF, com 15.850 casos, e Palmas/TO, com 7.087 casos.

  • Instituto Butantan produz vacina contra dengue que gera resposta imune em 90% dos voluntários

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    28/03/2022 - 18:00


    Achados referentes à fase 1 do ensaio clínico, realizada nos Estados Unidos, foram publicados no periódico científico Human Vaccines & Immunotherapeutics

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    - O Instituto Butantan está produzindo uma vacina contra a dengue em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID), e os resultados são promissores. De acordo com a CNN, os resultados de uma análise mostraram que a vacina induziu a geração de anticorpos em 100% dos indivíduos que já tiveram dengue e em mais de 90% naqueles que nunca haviam tido contato com o vírus. Os achados referentes à fase 1 do ensaio clínico, realizada nos Estados Unidos, foram publicados no periódico científico Human Vaccines & Immunotherapeutics por pesquisadores da farmacêutica Merck, também parceira do Butantan.

  • Aprovada urgência para projeto que cria o Piso Salarial da Enfermagem na Câmara dos Deputados

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    23/03/2022 - 11:56


    SAÚDE

    - A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (22), o regime de urgência para o Projeto de Lei 2564/2020, do Senado Federal, que trata sobre o piso salarial da Enfermagem. Com isso, o projeto será votado no Plenário, sem ter que passar pelas comissões da Casa. O mérito do texto deverá ser analisado em abril, conforme sinalizou o presidente da Câmara, Arthur Lira, ao estabelecer um cronograma de trabalho para que sejam encontradas as fontes de recursos para subsidiar o aumento salarial dos profissionais nas redes públicas e nos hospitais filantrópicos. “A aprovação do requerimento de urgência foi uma sinalização positiva para a votação do projeto diretamente no Plenário, mas é preciso dar celeridade a estas discussões que foram propostas pelos líderes partidários, pois a Enfermagem não aguenta mais esperar por esta necessária valorização da nossa profissão”, destacou a presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), Giszele Paixão, que passou o dia em Brasília percorrendo os gabinetes dos deputados para solicitar apoio pela aprovação da proposta. O PL 2564/2020 do Senado prevê piso de R$ 4.750 para enfermeiros e valores proporcionais de 70% para os técnicos e 50% auxiliares e parteiras. O projeto 2564/20 foi aprovado no Senado em novembro de 2021, por unanimidade, após diversas audiências públicas e discussões.

  • Baixa umidade e calor intenso: quais os cuidados que os sertanejos devem ter nesta época do ano?

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    Por Tiago Rego | Sudoeste Bahia

    10/02/2022 - 11:00


    Especialista recomenda a ingestão de pelo menos 200 ml de água a cada hora do dia nesta época do ano

    SAÚDE

    - Passadas as chuvas que assolaram a Região Sudoeste até o mês de janeiro, o Sudoeste baiano volta para sua realidade típica de verão — a de altas temperaturas mescladas com baixíssima umidade. — Neste período do ano, portanto, alguns cuidados devem ser adotados para se evitar complicações de origem respiratória. De acordo com o médico Roberto da Silveira, a recomendação é a mesma, ou seja, o consumo de muito líquido. “O verão do sertão requer bastante cuidado no que diz respeito à hidratação. E muitas pessoas têm o péssimo hábito de consumir pouca água. O consumo de uma quantidade ideal de líquido é muito importante para que se mantenha o bom funcionamento de nossas funções vitais, além de ajudar a prevenir doenças típicas desta época do ano, como resfriados, gripes e até mesmo o agravamento de quadro de asma. Por isso, eu recomendo, que a pessoa beba pelo menos 200 ml de água de duas em duas horas”, aconselhou Roberto. Silveira também enumerou alguns procedimentos que podem ajudar a diminuir a sensação de desconforto respiratório em virtude da baixa umidade, como ardor no nariz e nos olhos, além de irritação na garganta. “Em primeiro lugar, tudo começa pela escolha da alimentação. Opte por alimentos com pouco sal ou gordura. Por isso, as frutas são excelentes opções, principalmente no período da tarde. Além de uma melhor digestão, elas são ricas em água, o que é uma boa opção para quem tem dificuldade em consumir o líquido. Outro aspecto deve ser o ambiente na casa ou local de trabalho. É ideal que o local seja amplamente ventilado e, se possível, que haja presença de plantas, pois elas contribuem para a manutenção da umidade do lugar. No momento de dormir, coloque uma bacia ou balde com água no cômodo, pois a evaporação vai contribuir para deixar o lugar com partículas suspensas, o que vai ajudar no processo respiratório”, explicou Roberto. 

  • Em 2030, 68% dos brasileiros poderão estar com excesso de peso

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    26/01/2022 - 21:00


    Dados mostram que 26% das pessoas poderão estar obesas

    SAÚDE

    - O ano de 2030 parece estar longe, mas uma projeção com dados alarmantes mostram como poderão estar os brasileiros daqui a oito anos: a prevalência de excesso de peso pode chegar a 68%, ou seja, sete em cada 10 pessoas, e a de obesidade a 26%, ou uma a cada quatro. Os dados levantados são do estudo A Epidemia de Obesidade e as DCNT – Causas, custos e sobrecarga no SUS, realizado por uma equipe formada por 17 pesquisadores de diversas universidades do Brasil e uma do Chile. Os resultados do estudo podem ser acessados por meio de endereço eletrônico. O estudo, que foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mostra que, no Brasil, a prevalência do excesso de peso aumentou de 42,6% em 2006 para 55,4% em 2019. Já a obesidade saltou de 11,8% para 20,3% no mesmo período. Os dados revelam que o risco associado de diversas Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) é o mais preocupante e pode levar a consequências impactantes para o Sistema Único de Saúde (SUS). O acúmulo excessivo de gordura corporal está associado com o aumento no risco de mais de 30 DCNT, em maior ou menor grau. As DCNT são causadas por diversos fatores de risco, podem ficar um longo período ocultas e afetam pessoas por muitos anos, podendo resultar em incapacidades funcionais. As doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, as neoplasias (cânceres) e a diabetes mellitus são exemplos de DCNT. Na opinião do coordenador do estudo, professor e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Leandro Rezende, as causas populacionais podem ser o motivo para incentivar  o controle do sobrepeso e da obesidade. “O excesso de peso e obesidade vêm aumentando no mundo não por causas individuais, as causas populacionais da obesidade que vêm mudando. A gente define como causa populacional um conjunto de mudanças especialmente no sistema alimentar que foram ocorrendo a partir da década de 1970, 1980 e que notavelmente a partir de mudanças da legislação, mudanças nas leis agrícolas, mudanças na legislação quanto ao marketing e ao processamento dos alimentos. São essas questões que foram mudando e que tornaram o problema do excesso de peso e obesidade em uma epidemia”. As causas do excesso de peso e da obesidade devem ser combatidas no âmbito populacional ao invés do âmbito individual, para que sejam pensadas em estratégias de prevenção mais assertivas, ressaltou o professor. “Continuar focando no problema do excesso de peso e de obesidade, assim como para outros fatores de risco, como por exemplo, o tabagismo. Olhamos para o tabagismo como fenômenos populacionais e propomos estratégias de prevenção. Conseguimos sair de uma prevalência de 30%, 40% de tabagistas no Brasil para hoje menos de 10% . Notavelmente por conta das políticas públicas que foram feitas para que pudessem combater o cigarro como fenômeno populacional e não como escolha individual [como falta de vontade das pessoas pararem de fumar]”. Políticas públicas - Uma das estratégias sugeridas no estudo são a adoção de  políticas públicas e de ações voltadas à redução do consumo de alimentos ultraprocessados. A tributação desses tipos de alimentos, informação nutricional mais clara e simples no rótulo, restrição para marketing e publicidade desses produtos são exemplos dessas ações de âmbitos social e coletivo. Um exemplo é a campanha Tributo Saudável, que tem como causa aumentar o tributo de bebidas açucaradas para desestimular o consumo, ao mesmo tempo que traz impactos positivos para a economia. No Plano de Ações Estratégicas para enfrentamento das DCNT no Brasil (2021-2030), o Ministério da Saúde estipulou a meta de deter o crescimento da obesidade em adultos no país até 2030. Custo e sobrecarga no SUS - Estar com sobrepeso e obesidade não custa caro somente para a saúde do indivíduo, também para a saúde coletiva. O custo e a sobrecarga para o SUS também aumentou: somente em 2019 o gasto direto com DCNTs no país atingiu R$ 6,8 bilhões. O grupo de pesquisadores do estudo estimou que 22% desse valor (R$ 1,5 bilhão) podem ser atribuídos ao excesso de peso e à obesidade, com custos um pouco mais elevados em mulheres (R$ 762 milhões) do que nos homens (R$ 730 milhões). O levantamento mostrou que, além dos custos, foram 128,71 mil mortes, 495,99 mil hospitalizações e 31,72 milhões procedimentos ambulatoriais realizados pelo SUS, atribuíveis ao excesso de peso e obesidade. Guia Alimentar - Na visão dos pesquisadores, o Guia Alimentar para a População Brasileira também constitui uma das estratégias para implementação da diretriz de promoção da alimentação adequada e saudável que integra a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). Os guias alimentares contribuem para a melhora dos padrões de alimentação e nutrição e para a promoção da saúde das populações, já que os hábitos alimentares e as condições de saúde se modificam ao longo do tempo.

  • Bahia registra 2.184 casos de H3N2, com 100 óbitos, e 23 de Flurona

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    18/01/2022 - 17:30


    SAÚDE

    - De 1º de novembro de 2021 até 18 de janeiro deste ano, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) registrou 2.184 casos de Influenza A, do tipo H3N2, distribuídos em 193 municípios. Deste total, 1.104 (50,54%) são residentes em Salvador. Vale ressaltar que se trata de uma amostragem de casos de Síndrome Gripal (SG), pois nem todas as amostras coletadas são testadas para Influenza. De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia, dos 2.184 casos, 454 evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitaram de internação, com 100 pacientes evoluindo para óbito, o que caracteriza uma letalidade de 22,02%. Os óbitos foram registrados nos municípios de Salvador (58), Feira de Santana (6), Teixeira de Freitas (6), Canavieiras (2), Ilhéus (2), Mulungu do Morro (2), Jequié (2), São Sebastião do Passé (2), Simões Filho (2) , Valença (02) e 01 óbito para cada um dos seguintes municípios: Mairi, Cabaceiras do Paraguaçu, Camaçari, Candeias, Catu, Guanambi, Itagimirim, Ituberá, Laje, Maragogipe, Nazaré, Pojuca, Ribeira do Pombal, Sapeaçu, Tanquinho, Urandi e Jequiriçá. Do total de óbitos, 50 (50 %) ocorreram no sexo feminino e 50 (50%) no sexo masculino. A maioria ocorreu na faixa etária acima de 80 anos (53 óbitos; 53%). Os outros ocorreram nas faixas de 70 a 79 anos (17 óbitos), 60 a 69 anos (9 ), 50 a 59 anos (10), 40 a 49 anos (6), 30 a 39 anos (3) e 10 a 14 anos (2). Sobre o óbito de uma criança de 4 anos registrado anteriormente, após revisão da causa básica de morte, foi reclassificado para óbitos por outras causas. Quanto aos antecedentes vacinais, observou-se que apenas dez (10) casos que evoluíram a óbito foram vacinados contra Influenza, ou seja 10%. No que se refere ao tratamento com antiviral, 31 (31%) utilizaram o oseltamivir (Tamiflu). Verificou-se a presença de comorbidades e/ou condições de risco para agravamento da doença em 78 (78%) óbitos. Dados Flurona - O Laboratório Central de Saúde da Pública da Bahia e a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Sesab confirmaram 23 casos de infecção simultânea dos vírus da Influenza e Covid-19, denominada Flurona, notificados nos seguintes municípios: Alagoinhas (02), Camaçari (01), Feira de Santana (02), Juazeiro (01), Lauro de Freitas (01), Muniz Ferreira (01), Mutuípe (01), Salvador (13), Vitória da Conquista (01). São dez (10) pacientes do sexo masculino e treze (13) do sexo feminino, com idades entre 8 e 91 anos. Medidas de prevenção - Enquanto a vacina Influenza da campanha de 2022 está em fase de produção, a população pode e deve adotar as seguintes medidas de precaução: utilizar máscara e álcool em gel; lavar as mãos várias vezes ao dia, principalmente antes de consumir alimentos; evitar tocar a face e mucosas de olhos, nariz e boca; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; manter os ambientes bem ventilados; evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas de gripe; evitar aglomerações e ambientes fechados; e adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.