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  • Após 27 anos no ar, Globo decreta fim de Malhação; novelinha das cinco lançou uma série de atores e embalou romances inesquecíveis na telinha

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    Por Tiago Rego | Sudoeste Bahia

    22/10/2021 - 17:00


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    - Acreditem se quiser, mas houve um tempo no Brasil que as novelas eram consideradas atrações essencialmente destinadas ao público feminino, além de ser um programa mais voltado para o público adulto. Para atrair um público mais jovial, a principal produtora de telenovelas brasileira, a Rede Globo, lança no dia 24 de abril de 1995, o seriado chamado Malhação, em que a trama ficcional era ambientada em uma academia de ginástica, daí o nome da atração. Com uma linguagem jovem e repleta de nomes que até então eram desconhecidos do grande público, a série que logo foi elevada a status de ‘novelinha’ das cinco, por conta da duração de cada episódio, que durava em média 30 minutos, se tornou uma verdadeira febre entre os adolescentes dos anos 90. Em sua temática, Malhação abordou temas sensíveis, como gravidez na adolescência, drogas, homossexualidade, Aids, dentre tantos outros, mas sem perder a essência de folhetim, pois toda temporada girava em torno de um casal. A fórmula era quase sempre a mesma: dois jovens de universos totalmente diferentes, que no início se odiavam, mas depois se apaixonavam, porém, para viver o romance, eles tinham que enfrentar uma série de obstáculos, e era exatamente o desdobrar dos percalços do enlace que mantinha a audiência do seriado juvenil. E com o passar dos anos, depois de cumprir o propósito de ser uma atração jovem, Malhação começou a funcionar como uma verdadeira vitrine de revelação de atores; muitos nomes consagrados nacionalmente nas telenovelas estrearam em Malhação. A lista é grande — André Marques, Nathália Dill, Thiago Lacerda, Samara Felippo, Marjorie Estiano, Cauã Reymond, Caio Castro, José Loreto, Sophia Abrahão, Agatha Moreira — entre tantos outros. Além de novos rostos para TV brasileira, a novelinha teen lançava também tendências musicais. Foram inúmeras as bandas e artistas que alcançaram as paradas de sucesso após colocar uma música no seriado. Comprar um CD Malhação Nacional ou Internacional era ter uma verdadeira coletânea de hits que estavam fazendo a cabeça da moçada. Por tudo isso, Malhação pode até ter saído do ar, afinal a TV aberta perde cada vez mais força para o streaming, mas não é exagero dizer que a novelinha serviu para moldar o caráter de várias gerações. 

  • Há 25 anos a Aids interrompia a poesia de Renato Russo, mas versos do artista parecem que foram feitos para estes tempos

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    Por Tiago Rego | Sudoeste Bahia

    11/10/2021 - 12:30


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    - Ao ser colocado em contato com uma música de Renato Russo, um adolescente da chamada geração Tik Tok, que ainda não tem familiaridade com a obra do vocalista do Legião Urbana, não terá nenhuma estranheza cronológica com os versos de “Que País é Este?”, “Geração Coca-Cola”, “Química” ou a icônica “Pais e Filhos”, que é um verdadeiro hino de uma geração, dentre tantas outras. Isso porque, mesmo depois de um quarto de século de sua morte, as letras de Renato Russo continuam sendo uma verdadeira radiografia do Brasil, dada a atemporalidade lírica e temática pela qual o roqueiro de voz grave e marcante compunha.  Renato Manfredini Júnior nasceu no dia 27 de março de 1960, na cidade do Rio de Janeiro, mas boa parte de sua vida foi vivida na recém inaugurada cidade de Brasília, onde começou a se interessar por música, em especial o punk, cinema e literatura. No fim da década de 70, mais precisamente em 1978, Renato Russo ajuda a fundar a banda Punk “Aborto Elétrico”, que tempos mais tarde originaria o Capital Inicial e a Legião Urbana. À frente da Legião, Russo pode explanar toda a angústia de sua geração. Ao contrário de bandas como Kid Abelha, Blitz, Magazine, dentre outras, que falavam essencialmente de amores agridoces,  o líder da Legião escrevia sobre adolescência conturbada, sobre política e questionava o status quo, como na emblemática Geração Coca-Cola: “Quando nascemos fomos programados a receber o que vocês nos empurraram com os enlatados dos U.S.A., de nove às seis. Desde pequenos nós comemos lixo comercial e industrial, mas agora chegou nossa vez vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês. Somos os filhos da revolução, somos burgueses sem religião, somos o futuro da nação; Geração Coca-Cola.”  Com tanto talento e originalidade, não demorou muito tempo para que Renato Russo fosse alçado a líder de uma geração, o que de acordo com amigos próximos, chegou a incomodar o cantor, pois o legionário alegava ser uma grande responsabilidade e que não estava à altura de tal posto. À medida que a Legião Urbana se tornava a banda de rock mais importante do país, Renato Russo mergulhava em um inferno astral, momento em que passa a ter problemas com drogas, principalmente o álcool, o que teria gerado uma tentativa de suicídio, quando cortou os próprios pulsos, passagem que é retratada na letra de “Índios” — Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda. — No entanto, o capítulo mais triste da vida de Renato foi o vírus HIV, que vitimou fatalmente o poeta no dia 11 de outubro de 1996. Apesar da Aids ter silenciado a voz do cantor nos palcos, a obra de Renato Russo nunca esteve tão viva. Ao passar os olhos na letra da canção “Imperfeição” [Vamos celebrar a fome, não ter a quem ouvir, não se ter a quem amar, vamos alimentar o que é maldade, vamos machucar um coração, vamos celebrar nossa bandeira, nosso passado de absurdos gloriosos tudo o que é gratuito e feio tudo que é normal vamos cantar juntos o Hino Nacional, a lágrima é verdadeira] tem-se a impressão que ela foi escrita o mês passado. Por isso, enquanto houver senso crítico e indignação, apelo poético, Renato Russo será lembrado e rememorado. 

  • Morre Orlando Drumond aos 101 anos, o "Seu Peru" da Escolinha

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    Por Luciane Freire

    28/07/2021 - 11:00


    Em maio, o artista foi internado para tratar uma infecção urinária; ele passou dois meses em hospital na Zona Norte do Rio de Janeiro

    CULTURA

    - O ator, humorista e dublador Orlando Drummond, que ficou famoso pelo personagem "Seu Peru", na Escolinha do Professor Raimundo, faleceu nesta terça-feira (27). Ele tinha 101 anos e deixa dois filhos, cinco netos e três bisnetos. A informação foi divulgada por coluna do Jornal O Globo. Em maio, o artista foi internado para tratar uma infecção urinária. Ele passou dois meses no hospital Quinta D’Or, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O carioca de Vila Isabel entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes, por dublar o personagem Scooby Doo por mais de 35 anos.