Jaques Wagner resiste a deixar liderança do governo no Senado
Senador afirma que só deixará o cargo se houver pedido do presidente Lula; encontro entre os dois é esperado para esta semana.22 Jun 2026 / 15h00

Ex-prefeito de Salvador defendeu o direito de defesa do senador, mas afirmou que os fatos precisam ser apurados com rigor.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Foto: Reprodução
O pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), defendeu uma investigação "completa, isenta e rigorosa" sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de uma operação da Polícia Federal no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master. A declaração foi dada durante agenda de São João em Cruz das Almas, no Recôncavo baiano, neste fim de semana. Ao comentar o caso, Neto evitou antecipar qualquer julgamento sobre o senador petista, mas afirmou que a apuração deve ocorrer com independência e transparência. "Sou uma pessoa que acredita na Justiça e espero que haja uma investigação completa, isenta, que elucide todos os fatos, que ele tenha o direito de se defender, mas que haja rigor na apuração da sua conduta e que, ao fim, seja pelo trabalho do Judiciário, do juiz, chegar à conclusão em relação à sua posição, à sua postura", declarou. O ex-prefeito de Salvador ressaltou que a investigação ganhou repercussão nacional e precisa ser esclarecida pelas autoridades. "São fatos que chamaram a atenção de todos, que precisam ser apurados de maneira plena, completa, e nós confiamos que a Justiça vai fazer isso", afirmou. As declarações ocorreram após questionamentos sobre a investigação que envolve Jaques Wagner e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Na última quinta-feira (18), o líder do governo no Senado foi um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de recebimento de propina do ex-sócio do banco, Augusto Lima. Ao abordar a disputa eleitoral de 2026, ACM Neto disse que pretende concentrar sua campanha nos desafios enfrentados pela Bahia e na avaliação da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). "Eu, honestamente, quero ganhar a eleição para governador discutindo a Bahia. Eu quero ganhar a eleição discutindo os problemas do nosso estado. Eu quero pensar no futuro da Bahia e do meu adversário, Jerônimo Rodrigues", afirmou. Apesar disso, o líder da oposição no estado avaliou que o episódio provoca desgaste político para o grupo governista. "Não há dúvida de que causa muita estranheza as declarações que eles deram há alguns meses atrás e que agora são pegos no contrapé", concluiu.
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