Flávio diz ao TSE aceitar abrir sigilo de 20 anos, mas cria lista de condições de divulgação de Lula
Senador responde a desafio feito pelo presidente petista21 Out 2026 / 18h00
Ação ao TSE reúne denúncias de irregularidades que teriam sido cometidas pela plataforma digital a favor do senador
Por: Redação Sudoeste Bahia
Foto: Vitor Sales | Ricardo Stuckert
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a investigação de uma fórmula usada pela empresa Meta que, de acordo com a denúncia, tem como objetivo manipular algoritmos e favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. A ação reúne denúncias de irregularidades, entre as quais o bloqueio do impulsionamento do perfil @lulaoficial, às vésperas do primeiro turno, e o alcance médio do Reel quase três vezes maior para Flávio. Munida de fatos que indicam manipulação algorítmica por parte das plataformas da Meta (Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI), a coligação de Lula solicita ao TSE a cassação da chapa liderada pelo senador. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral também atinge o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), vice de Flávio na chapa, o influenciador Pablo Marçal e o empresário Tallis Gomes. Marçal e Tallis atuam na campanha do candidato do PL como conselheiros. Ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, em 2024, Marçal age sobretudo nas redes sociais. Tallis, por sua vez, faz articulações com empresários conservadores, contrários à reeleição de Lula. O argumento central da ação produzida por advogados da campanha petista é que Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI deram tratamento desigual a Lula e a Flávio e, com isso, beneficiaram a chapa do adversário. O pedido do comitê de Lula mostra, por exemplo, que o alcance médio por Reel foi quase três vezes maior para Flávio, mesmo com menos seguidores. Além disso, a Meta AI gerou peças com “Vote 22” e recusou pedidos equivalentes com o número 13. O ação também aponta falhas contra uma rede de 255 perfis de conteúdo sintético e 1.613 anúncios políticos pagos em moeda estrangeira. Cita, ainda, impulsionamento de anúncios pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) entre os últimos dias 7 e 9 e acusa a Meta de descumprir ordens judiciais. O pagamento de anúncios por pessoa jurídica é vedado pela Lei Eleitoral. Cobrada pela campanha de Lula em outras ocasiões, a Meta já admitiu problemas de moderação nas redes sociais e falhas técnicas. A empresa negou, porém, que tenha intenção de beneficiar Flávio na disputa presidencial. Nesta quarta-feira 21, o QG do presidente também divulgou um documento, produzido por especialistas independentes da ONU, cobrando da Meta tratamento equânime aos candidatos nas eleições brasileiras e a correção de problemas verificados. “Perder alcance pode significar perder voz no debate público e a capacidade de mobilizar comunidades”, diz um trecho do documento. “Algoritmos, sistemas de IA e decisões de moderação de conteúdo não devem se tornar árbitros invisíveis da discussão política”. Na semana passada, a campanha de Flávio Bolsonaro também pediu a cassação da chapa de Lula sob acusação de que estruturas sindicais estariam destinando recursos para o campanha do petista.
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