Pré-candidato, Caiado avalia governo Bolsonaro como fraco e o culpa por retorno de Lula
Governador de Goiás afirma que derrota eleitoral indica falhas na gestão federal
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teve um bom desempenho à frente do governo federal entre 2019 e 2022.Pré-candidato à Presidência da República, Caiado disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022 é um indicativo de falhas na gestão.Segundo ele, o resultado eleitoral abriu espaço para o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Partido dos Trabalhadores ao poder.“Se você está no mandato, perde a eleição e não faz o sucessor, é lógico que não pode se credenciar como bom gestor naquele momento”, afirmou.Caiado também declarou que, na avaliação dele, uma gestão considerada positiva teria dificultado a volta do PT ao Executivo federal.
Hugo Motta deve indicar relator moderado para PEC da jornada de trabalho
Comissão especial deve ser instalada nesta semana e marcará início do debate sobre o mérito da proposta
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve indicar um relator de perfil moderado para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da jornada de trabalho.A expectativa, segundo aliados, é que o nome escolhido seja de um parlamentar do centrão com posição favorável ao texto.O governo federal chegou a tentar influenciar a escolha, mas a avaliação dentro da Câmara é que a autoria da proposta já está alinhada à base governista, o que reduz o espaço para nova indicação do Planalto.A tendência é que a comissão especial que analisará a matéria seja instalada na quarta-feira (22), mesma data prevista para a votação da admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).O deputado Paulo Azi (União Brasil) apresentou parecer favorável à admissibilidade da PEC. No relatório, sugeriu medidas como regras de transição e possíveis compensações ao setor produtivo.A instalação da comissão especial marca o início da discussão de mérito da proposta, com debates previstos sobre impactos econômicos, diferenciação entre setores e eventuais ajustes tributários.Nos bastidores, bancadas e representantes de setores econômicos já se movimentam para influenciar a composição do colegiado.O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, também tem atuado nas articulações e já indicou posição contrária a alguns pontos em discussão.
Lula lidera cenários de segundo turno contra Flávio Bolsonaro e outros nomes, diz CNT
Petista aparece com 44,9% contra 40,2% de Flávio Bolsonaro; margem de erro é de dois pontos
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Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) nesta terça-feira (14) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera cenários de segundo turno para a Presidência da República. No principal recorte, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula aparece com 44,9% das intenções de voto, enquanto o adversário soma 40,2%. Outros 3,6% declararam voto nulo ou branco, e 11,3% disseram estar indecisos.Em comparação com levantamento anterior, divulgado em novembro, Lula apresentou queda de quatro pontos percentuais. Flávio Bolsonaro não havia sido incluído na rodada anterior. A pesquisa também simulou outros cenários de segundo turno. Contra Romeu Zema (Novo), Lula tem 45% das intenções, ante 31,6% do adversário. Nulos e brancos somam 15,9%, e 7,3% estão indecisos.No confronto com Ronaldo Caiado (PSD), o presidente registra 44,4%, contra 32,7% do adversário. Já contra Aldo Rebelo (DC), Lula aparece com 45,4%, enquanto o ex-ministro tem 29,1%. Em cenário com Renan Santos (Missão), Lula soma 45% das intenções de voto, frente a 28,3% do adversário.O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre os dias 8 e 12 de abril, em entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02847/2026.
Nova versão do Desenrola está em fase final e aguarda aval de Lula
Proposta prevê reduzir endividamento e pode incluir uso de FGTS para quitar dívidas
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O governo federal prepara uma nova versão do programa de renegociação de dívidas, nos moldes do Desenrola, que deve ser anunciada após a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa.A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o desenho final da proposta ainda está sendo concluído pela equipe econômica e será apresentado ao presidente nos próximos dias.O anúncio oficial ficará a cargo de Lula após o retorno ao Brasil. “Esperamos um impacto grande para que a população se desendivide ou diminua o endividamento”, afirmou Durigan, em São Paulo, após evento relacionado às obras do túnel Santos–Guarujá.Entre as medidas em estudo está a possibilidade de liberar recursos retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas. O valor pode chegar a cerca de R$ 7 bilhões, segundo estimativas preliminares.O programa tem como objetivo reduzir os níveis de inadimplência no país, em um cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda. O governo também avalia mecanismos para conter o uso excessivo de apostas, incluindo bets esportivas e plataformas digitais, como forma de diminuir o endividamento das famílias.De acordo com o ministro, a proposta deve contemplar tanto pessoas físicas quanto empresas, embora detalhes ainda não tenham sido divulgados.Durigan embarca nesta segunda-feira para compromissos nos Estados Unidos e na Europa, onde deve se encontrar com o presidente. A agenda internacional inclui discussões sobre governança financeira, transição energética e cooperação internacional, além do alinhamento final do programa.A expectativa é de que o anúncio seja feito após o retorno da comitiva ao país.
Avaliação negativa do governo Lula se mantém em 40%, indica pesquisa
Levantamento indica queda na aprovação e aumento de avaliações regulares; percepção varia entre grupos sociais.
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Pesquisa do Datafolha aponta que a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manteve estável em 40%, mesmo com a proximidade do período eleitoral. O levantamento mostra queda na avaliação positiva, que passou de 32% para 29%. Já a parcela que considera o governo regular subiu de 26% para 29%.Na avaliação pessoal do presidente no terceiro mandato, a reprovação variou de 49% para 51%, enquanto a aprovação recuou de 47% para 45%, dentro da margem de erro. A pesquisa também indica diferenças entre grupos. A avaliação positiva é mais presente entre pessoas mais velhas, com menor escolaridade e moradores do Nordeste. Já a avaliação negativa é maior entre entrevistados com maior nível de instrução, residentes do Sul, evangélicos e pessoas com renda acima de dez salários mínimos.O levantamento traz ainda comparação com o mesmo período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que registrava índices mais elevados de avaliação negativa e menor aprovação, segundo a série histórica.
Pesquisa aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula em cenário de 1º turno
Diferença entre os dois principais candidatos está dentro da margem de erro de 1 ponto percentual.
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Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Veritá aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança das intenções de voto para a Presidência da República em um cenário de primeiro turno. De acordo com o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 35,9% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma 33,2%. A diferença está dentro da margem de erro, que é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, o que configura empate técnico. Na sequência, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), tem 3%, mesmo após ter desistido da pré-candidatura. O empresário Pablo Marçal (União Brasil) aparece com 2,1%, seguido pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 1,9%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o integrante do MBL Renan Santos (Missão) registram 1,8% cada. Já o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) tem 0,4%. Segundo o instituto, 20% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo. A pesquisa ouviu 40.500 pessoas em todo o país entre os dias 13 de março e 4 de abril de 2026. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02476/2026.
Lula sanciona lei que prevê tornozeleira eletrônica para agressor de mulher
Pacote inclui monitoramento de agressores, tipificação de crime e criação de data nacional voltada a mulheres indígenas.
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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei que ampliam as medidas de combate à violência contra a mulher no país. Entre as novas normas, está a previsão de monitoramento eletrônico de agressores em casos de violência doméstica, como forma de reforçar o cumprimento de medidas protetivas.Outra lei sancionada tipifica o crime de vicaricídio — quando filhos ou familiares são assassinados com o objetivo de atingir emocionalmente a mulher. O pacote também institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas.Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que a legislação precisa acompanhar as diferentes formas de violência e destacou a necessidade de ações preventivas. Segundo Lula, apenas o endurecimento de penas não resolve o problema a longo prazo. Ele defendeu o investimento em educação como estratégia para evitar que os crimes aconteçam.O presidente também voltou a citar o papel das redes sociais, ao afirmar que a falta de controle sobre conteúdos pode contribuir para comportamentos violentos, especialmente entre jovens. As novas leis passam a valer após a sanção presidencial.
Lula anuncia Leonardo Barchini como novo ministro da Educação
Camilo Santana deixa o cargo para disputar eleições; governo destaca obras e avanço na conectividade escolar
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Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (30) que o atual secretário-executivo do Ministério da Educação, Leonardo Barchini, será o novo titular da pasta. Ele substituirá Camilo Santana, que deixará o cargo para participar da campanha eleitoral deste ano.O anúncio foi feito durante evento de balanço do MEC, em Brasília, onde também foram inauguradas simultaneamente 107 obras na área da educação. Segundo o governo federal, os investimentos somam R$ 413,49 milhões, com recursos do Novo PAC e do próprio ministério. Na mesma agenda, o governo informou que 99.005 escolas públicas já contam com conectividade adequada, o equivalente a 71,7% das unidades do país. A meta é atingir 100% das escolas da educação básica até o fim de 2026, beneficiando cerca de 24 milhões de estudantes.O Ministério das Comunicações anunciou ainda a contratação de serviços para ampliar o acesso à internet em mais 16,7 mil escolas. O avanço é mais expressivo em regiões como o Norte e em áreas rurais, além de comunidades indígenas e quilombolas. No balanço de obras, o MEC informou que há cerca de 9,7 mil intervenções em andamento ou concluídas em todo o país, incluindo creches, escolas e institutos federais, além de ampliações e melhorias em unidades já existentes.
Mais de 53% dizem que Lula não merece novo mandato, diz levantamento
Levantamento aponta aumento da rejeição e queda no apoio ao presidente; Sul lidera índice contrário
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Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (30) mostra que 53,3% dos eleitores brasileiros afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não merece ser reeleito. O índice era de 52,2% em fevereiro. O percentual representa crescimento em relação ao início do ano. Em janeiro, 51% dos entrevistados rejeitavam a possibilidade de um novo mandato do presidente.Na outra ponta, caiu a proporção dos que defendem a reeleição. O índice passou de 45,3% em janeiro para 43,9% em fevereiro e chegou a 43,7% em março. Outros 3% disseram não saber ou não opinaram. Por região, o Nordeste concentra o maior apoio à reeleição, com 54,8% dos entrevistados favoráveis. Já o Sul registra o maior índice de rejeição, com 66,1% afirmando que o presidente não merece novo mandato.A rejeição também predomina nas demais regiões: 59,5% no Norte e Centro-Oeste e 53,6% no Sudeste. No Nordeste, 42,6% se posicionaram contra a reeleição. A pesquisa ouviu 2.080 eleitores entre os dias 25 e 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-00873/2026.
Rui Costa diz que resultados superam governo Bolsonaro e deixa Casa Civil
Ministro afirma que obras e investimentos cresceram em relação ao governo anterior; saída está marcada para 30 de março
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que os resultados de sua gestão superam os registrados no governo de Jair Bolsonaro e confirmou que deixará o cargo no próximo dia 30 de março. A declaração foi feita em entrevista à Rádio Jequié FM. Segundo ele, os indicadores da atual administração são “n vezes maiores”, com avanços expressivos em áreas como infraestrutura e educação.“Tem número que é 10 vezes maior. A execução de estradas é quase 10 vezes maior, a construção de escolas e creches. Os números são muito maiores, infinitamente maiores do que o governo passado”, disse. Ex-governador da Bahia, Rui Costa afirmou que encerra o ciclo no ministério com “orgulho” e destacou a confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao delegar a função.A saída faz parte da estratégia do ministro para disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições.
Após pressão do Congresso, Planalto recua e reavalia articulação política
Aliados apontam falta de experiência política como entrave; Planalto avalia nomes mais fortes para negociar com o Congresso
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desistiu de indicar o secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto, para o comando do Ministério das Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo. O recuo ocorreu após líderes do Congresso manifestarem resistência ao nome. A avaliação entre parlamentares é que o cargo exige experiência direta na negociação com deputados e senadores, algo que Noleto não tem — ele nunca exerceu mandato eletivo.Com a saída iminente de Gleisi Hoffmann, que deixará o posto para disputar o Senado, o Planalto agora busca um perfil mais testado politicamente para a função. Dois nomes surgem como alternativas: o senador Otto Alencar (PSD) e o ministro Wellington Dias. Ambos, porém, enfrentam obstáculos.Alencar preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais influentes do Senado, e teria de deixar o cargo. Além disso, sua atuação é mais concentrada entre senadores, enquanto o governo enfrenta maior dificuldade de articulação na Câmara. O próprio senador negou qualquer negociação e ironizou a possibilidade ao mencionar que se recupera de uma cirurgia cardíaca. Já Wellington Dias comanda uma das pastas mais estratégicas do governo, responsável por programas sociais. Seu perfil conciliador também levanta dúvidas entre aliados, que veem o posto de articulador como uma função que exige, em momentos críticos, maior capacidade de enfrentamento político.Nos bastidores, congressistas alertaram o Planalto sobre a necessidade de um nome com força suficiente para garantir o cumprimento de acordos, especialmente na liberação de emendas parlamentares — tema sensível em ano eleitoral. Há expectativa de acelerar esses pagamentos até junho, o que depende diretamente da articulação entre ministérios e da relação com deputados e senadores. Parlamentares querem garantir que os recursos cheguem às bases antes das eleições.Outro fator de desgaste é a proximidade de Noleto com Alexandre Padilha, ex-titular da pasta, que enfrentou dificuldades na relação com o centrão, especialmente durante a gestão do então presidente da Câmara, Arthur Lira. A troca no comando da articulação ocorre em meio a votações estratégicas no Congresso, como propostas na área de segurança pública e discussões relacionadas aos desdobramentos dos ataques de 8 de janeiro de 2023.
PF investiga se dinheiro desviado do INSS bancou viagens de Lulinha
Relatório aponta movimentações financeiras suspeitas e uso de agência de viagens; defesa nega irregularidades e diz que não há ligação com desvios.
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A Polícia Federal investiga se recursos desviados de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social foram utilizados, de forma indireta, para custear despesas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.A apuração tem como base a análise de transferências bancárias do empresário Antônio Camilo Antunes, apontado como suspeito de liderar um esquema bilionário de desvios. Segundo a investigação, parte dos valores foi repassada à empresária Roberta Luchsinger, que, na sequência, realizou pagamentos a uma agência de viagens supostamente utilizada por Lulinha.De acordo com relatório obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo, a PF identificou que Roberta recebeu ao menos R$ 1,1 milhão do empresário investigado. No mesmo período, ela teria transferido cerca de R$ 640 mil para a agência Vulcano Viagens.Os investigadores apontam que o contato da empresa aparece vinculado ao cadastro de Lulinha em sistemas de controle de tráfego aéreo, indicando a emissão de passagens associadas ao seu nome.A PF avalia que a movimentação pode reforçar depoimento de Edson Claro, que afirmou ter ouvido que o empresário financiava despesas do filho do presidente, incluindo viagens.A defesa de Lulinha afirma que não há relação direta ou indireta com os desvios investigados no INSS e classificou as conclusões preliminares como tentativa indevida de envolvê-lo no caso.Os advogados também informaram que ele se colocou à disposição do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para prestar esclarecimentos.Já a defesa de Roberta Luchsinger declarou que a agência de viagens é utilizada por ela e sua família, e que eventuais emissões de passagens para Lulinha seriam circunstanciais. Segundo os advogados, os valores recebidos do empresário investigado não têm relação com repasses ao filho do presidente.A PF destaca que as informações são preliminares e derivam da quebra de sigilo bancário dos envolvidos. Até o momento, não há identificação do número de viagens eventualmente custeadas nem confirmação de datas.O inquérito busca esclarecer se houve triangulação de recursos para ocultar a origem do dinheiro desviado de aposentadorias.Lulinha passou a ser citado na investigação após menções em depoimentos e diálogos interceptados. Em uma das conversas analisadas, o empresário investigado teria indicado que um pagamento feito à empresa de Roberta teria como destino “o filho do rapaz”.A apuração segue em andamento e depende de novos elementos para confirmar ou descartar o envolvimento dos citados.
Refinadores privados defendem atualização diária de preços para aderir a subsídio
Entidade que representa refinadores privados afirma que pacote do governo é positivo, mas pode gerar distorções tributárias e desestimular adesão do setor.
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O presidente da Refina Brasil – Associação Brasileira dos Refinadores Privados, Evaristo Pinheiro, afirmou que as medidas anunciadas pelo governo federal para o setor de combustíveis são positivas, mas precisam de ajustes para evitar distorções no mercado.Em entrevista, Pinheiro disse que a subvenção prevista para refinarias privadas só deve atrair adesão se o preço de referência do diesel for atualizado diariamente, seguindo a política de paridade internacional.Segundo ele, sem essa atualização os agentes privados podem ser obrigados a vender combustível com prejuízo, já que o valor do barril de petróleo oscila diariamente no mercado global.“Sem um preço de referência atualizado diariamente, o risco é o refinador vender abaixo do custo, o que inviabiliza a adesão ao programa”, afirmou.O dirigente também criticou pontos do Decreto nº 12.875, que, segundo ele, pode provocar acúmulo de créditos de PIS e Cofins para refinarias que não são verticalizadas — ou seja, que não controlam todas as etapas da cadeia do petróleo.De acordo com Pinheiro, o problema poderia ser evitado caso o governo reduzisse, na mesma proporção, os tributos incidentes sobre o petróleo bruto. Sem esse ajuste, afirmou, as empresas tendem a acumular créditos tributários sem conseguir repassar redução de preços ao mercado.Outro ponto levantado pela entidade é a cobrança de imposto sobre a exportação de diesel. Para Pinheiro, a medida precisa especificar claramente qual tipo de combustível será atingido.Isso porque o Brasil tem superávit na produção de bunker oil, combustível marítimo que utiliza nomenclatura semelhante à do diesel em algumas classificações comerciais.Segundo o presidente da Refina Brasil, refinarias — tanto privadas quanto a Petrobras — vendem esse produto no mercado interno com operação equiparada à exportação. Caso o imposto incida sobre esse combustível, pode haver dificuldade para comercialização.A entidade defende que a regulamentação siga o mesmo critério adotado na medida provisória que trata do diesel rodoviário, diferenciando os tipos de produto para evitar impactos inesperados no mercado.
Senado aprova projeto que amplia licença-paternidade para 20 dias
Medida prevê ampliação gradual do benefício e criação do salário-paternidade como direito previdenciário.
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Foto: Roque de Sá | Agência Senado
O Senado Federal do Brasil aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto de lei que amplia a licença-paternidade para até 20 dias no país. A proposta, registrada como PL 5811/2025, agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tema é discutido no Congresso Nacional do Brasil há quase duas décadas. A proposta foi apresentada em 2007 pela ex-senadora Patrícia Saboya e teve relatoria da senadora Ana Paula Lobato. Além de ampliar o período de afastamento, o projeto cria o chamado salário-paternidade, que passa a ser reconhecido como benefício previdenciário. A proposta também permite que o período da licença seja dividido. Pelo texto aprovado, a ampliação da licença ocorrerá de forma gradual após a eventual sanção presidencial:10 dias nos dois primeiros anos de vigência da lei; 15 dias no terceiro ano; 20 dias a partir do quarto ano. Entre os argumentos favoráveis ao projeto está o incentivo à maior participação dos pais nos cuidados com filhos recém-nascidos ou adotados. O texto também prevê estabilidade no emprego durante e após o período de licença. A proposta também é defendida como mecanismo de incentivo à igualdade de gênero no mercado de trabalho, ao reconhecer a importância da presença paterna nos primeiros momentos de vida da criança. Quando o projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados do Brasil, em novembro do ano passado, o relator Pedro Campos afirmou que “nenhum direito é mais fundamental do que o de nascer cercado de cuidado”. O parlamentar lembrou ainda que o tema já era debatido desde a elaboração da Constituição Federal de 1988.
Lula lidera corrida presidencial na Bahia com 48,35%, aponta Séculus
Levantamento ouviu 1.535 pessoas em 72 municípios e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
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Um levantamento da Séculus Análise e Pesquisa, contratado pelo Bahia Notícias, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente das intenções de voto para a Presidência da República em cenário estimulado na Bahia. De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (4), Lula aparece com 48,35% das intenções de voto. Em segundo lugar está o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 21,87%.Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 2,14%; Ratinho Júnior, com 1,36%; Romeu Zema, com 1,04%; Eduardo Leite, com 0,58%; Renan Santos, com 0,32%; e Aldo Rebelo, com 0,13%. Ainda segundo o levantamento, 15,18% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 9,02% afirmaram não saber ou preferiram não opinar.O instituto também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, o presidente registra 49,12% das intenções de voto, contra 23,04% do senador. Brancos, nulos ou nenhum somam 16,55%, e 11,29% disseram não saber ou não opinar. A pesquisa ouviu 1.535 pessoas em 72 municípios baianos entre os dias 25 e 27 de fevereiro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-04320/2026, possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
ACM Neto confirma negociação com João Santana, mas diz que não há contrato
Pré-candidato ao governo da Bahia afirma que tratativas estão em curso e que eventual acordo será anunciado após formalização.
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O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), confirmou que está em conversas com o marqueteiro João Santana para integrar sua campanha nas eleições de outubro. Segundo ele, ainda não há contrato assinado. A declaração foi feita na noite de segunda-feira (2), durante entrevista a podcast. “Não, nós não temos contrato. É verdade que nós estamos conversando”, afirmou.Ex-prefeito de Salvador, Neto elogiou o histórico do publicitário, que atuou em campanhas presidenciais vitoriosas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele disse que há interesse mútuo, mas que o acordo depende de ajustes finais, envolvendo conteúdo da negociação e forma de contratação. “Só posso anunciar alguma coisa depois que estiver realmente fechado”, declarou.A possível consolidação da parceria tem gerado apreensão entre integrantes do PT na Bahia, segundo bastidores políticos. Neto afirmou ainda que não negará as tratativas e que as conversas já vinham ocorrendo antes de serem divulgadas pela imprensa.
Durante manifestações, Flávio diz que Bolsonaro subirá rampa em 2027
Senador discursou no ato “Acorda, Brasil”, na Avenida Paulista, e afirmou que ex-presidente retomará o Planalto.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (1º), durante o ato “Acorda, Brasil”, na Avenida Paulista, que o ex-presidente Jair Bolsonaro retornará ao Palácio do Planalto em 2027. “Eu disse ao meu pai que, em janeiro de 2027, ele irá pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro”, declarou o senador, ao relatar conversa com o ex-presidente na última quarta-feira.Bolsonaro está preso sob acusação de tentativa de golpe de Estado. Durante o discurso, Flávio associou o atual governo a escândalos como o mensalão e o petrolão e citou investigações sobre descontos indevidos em benefícios do INSS.Ao encerrar a fala, afirmou que “ninguém aguenta mais quatro anos de PT” e disse que o grupo político permanecerá mobilizado “até a vitória”.
André Mendonça autoriza quebra de sigilo de Lulinha
Decisão atende a pedido da PF em inquérito sobre fraudes no INSS; votação na CPMI provoca reação da base governista.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão atende a pedido da Polícia Federal no âmbito do inquérito que apura suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O processo tramita sob sigilo.O nome de Lulinha surgiu a partir de relatos de investigados. A PF apura eventual relação dele com Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador do suposto esquema. Apesar da autorização judicial, Lulinha não é formalmente investigado. A quebra de sigilo também foi aprovada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI), o que provocou reação da base governista no Congresso. A sessão terminou em tumulto e registro de agressão.Parlamentares aliados ao governo procuraram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pedir a anulação da sessão. Segundo integrantes da base, a votação teria ocorrido de forma irregular. Caso o pedido não seja acolhido, governistas articulam acionar o Conselho de Ética contra o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), sob acusação de fraude na condução da votação.O embate amplia a tensão política em torno das investigações sobre o INSS e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.
AtlasIntel mostra alta na desaprovação de Lula
Desaprovação cresce e vantagem diminui em regiões-chave
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A nova pesquisa da AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (25), mostra que, além de aparecer numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ter índice de rejeição superior ao do parlamentar. Segundo o levantamento, 48,2% dos entrevistados afirmaram que “não votariam de jeito nenhum” em Lula, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro é de 46,4%. Na sequência aparecem Jair Bolsonaro (44,2%), Renan Santos (43,9%) e Eduardo Leite (38,3%).Queda no Nordeste e no Sudeste: No principal cenário de primeiro turno, Lula tem 45% contra 37,9% de Flávio. No entanto, a vantagem diminuiu especialmente no Nordeste. Em janeiro, o presidente registrava 58,2% na região e caiu para 50,4% em fevereiro. Flávio subiu de 28,7% para 31,8%.No Sudeste, a distância também encolheu. Lula passou de 49,3% para 43,6%, enquanto Flávio avançou de 36,1% para 41,9%. Entre eleitores com até o ensino fundamental, a mudança foi ainda mais significativa: Lula caiu de 61,2% para 37,3%, enquanto Flávio subiu de 28% para 41,2%.Avaliação do governo: O levantamento aponta aumento na desaprovação do desempenho do presidente, que passou de 50,7% para 51,5%. Já a aprovação caiu de 48,7% para 46,6%. Os indecisos somam 1,8%.Na avaliação geral do governo, o percentual que considera a gestão ruim ou péssima permaneceu estável em 48,4%. A avaliação positiva (ótimo ou bom) caiu de 47,1% para 42,7%. Já os que classificam o governo como regular subiram de 4,4% para 8,9%. A pesquisa ouviu 4.986 pessoas entre os dias 19 e 24 de fevereiro, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07600/2026.
Lula lidera no 1º turno, mas empata no 2º com Flávio Bolsonaro
Presidente lidera no 1º turno, mas enfrenta cenário apertado no 2º
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para um eventual primeiro turno em todos os cenários testados, mas aparece numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno. Os dados são da pesquisa divulgada pela AtlasIntel nesta quarta-feira (25). No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, o senador teria 46,3% dos votos, contra 46,2% do presidente — configurando empate técnico dentro da margem de erro.Em outro cenário, contra Tarcísio de Freitas, Lula aparece com 45,9%, enquanto o governador de São Paulo marca 47,1%. Já contra Michelle Bolsonaro, o presidente registra 47,5%, ante 44,7% da ex-primeira-dama. Cenários de primeiro turno: No primeiro cenário estimulado, Lula soma 45,0%, à frente de Flávio Bolsonaro (37,9%), Ronaldo Caiado (4,9%), Romeu Zema (3,9%), Renan Santos (2,9%) e Aldo Rebelo (1,1%).No segundo cenário, com Ratinho Júnior no lugar de Caiado, Lula tem 45,1% e Flávio 39,5%. No terceiro, Lula marca 45,3% e Flávio 39,1%, enquanto Eduardo Leite aparece com 1,6%.Quando Tarcísio substitui Flávio, Lula registra 43,3% contra 36,2% do governador paulista. Em um cenário com Lula, Flávio e Tarcísio simultaneamente, o presidente amplia a vantagem e chega a 47,1%. Cenário sem Lula:Sem Lula na disputa e com Fernando Haddad como candidato governista, Haddad lidera com 39,1%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37,1%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07600/2026. O levantamento ouviu 4.986 pessoas entre 19 e 24 de fevereiro, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.
Lula diz que quer PF nos EUA para prender brasileiros
Em Nova Déli, presidente afirma que pretende obter aval de Trump para operações da Polícia Federal nos EUA contra crime organizado.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende realizar operações da Polícia Federal nos Estados Unidos, com autorização do governo de Donald Trump, para combater o crime organizado e prender brasileiros envolvidos em atividades criminosas em solo norte-americano. A declaração foi feita neste domingo (22), em Nova Déli, onde Lula participava de uma cúpula sobre inteligência artificial e uma visita de Estado convidado pelo primeiro-ministro Narendra Modi.“Eu não quero recebê-los, eu quero prendê-los”, afirmou o presidente ao se referir aos criminosos brasileiros nos EUA.A proposta surge em meio à intenção de aprofundar a cooperação bilateral no enfrentamento ao crime organizado, inspirada em parte pela invasão americana à Venezuela que resultou na prisão do ex-presidente Nicolás Maduro sob alegação de narcotráfico e crime organizado — ação que gerou preocupação no governo brasileiro sobre instabilidade regional.Lula afirmou que o governo dos EUA já recebeu informações, como nomes e documentos da Receita Federal do Brasil, sobre suspeitos que vivem nos Estados Unidos. Ele disse que o tema será um dos principais na reunião bilateral prevista com Trump em março — encontro que deve contar com ministros, incluindo o da Justiça e representantes da PF e da Receita.O presidente também afirmou que a PF terá representantes em comitiva oficial e poderá expandir sua atuação em outros países, desde que haja autorização dos governos locais.A iniciativa sinaliza uma tentativa de intensificar o combate ao crime transnacional, mas depende de interlocução diplomática com Washington e de acordos formais sobre jurisdição e cooperação entre as forças de segurança dos dois países.
Governo Lula tem 39% de reprovação
Levantamento indica 39% de avaliação negativa e 33% positiva; aprovação é de 45%.
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Foto: Adriano Machado | Reuters
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manteve estável, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14). O levantamento mostra que 39% dos entrevistados avaliam a gestão de forma negativa. Outros 33% classificam o governo como positivo, enquanto 26% consideram regular. Dois por cento não souberam ou não responderam.Em relação à pesquisa anterior, divulgada em janeiro, os índices variaram dentro da margem de erro. Na ocasião, 39% avaliavam o governo de forma negativa, 32% de maneira positiva e 27% como regular. A taxa de aprovação do governo é de 45%, enquanto 49% dizem desaprovar a gestão. Em janeiro, os percentuais eram 47% e 49%, respectivamente.No Nordeste, principal base eleitoral do presidente, a aprovação caiu seis pontos percentuais, passando de 67% para 61%. A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 5 e 9 de fevereiro. As entrevistas foram presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00249/2026
Pesquisa Genial/Quaest aponta Lula na frente em 2026
Levantamento Genial/Quaest mostra Lula à frente no 1º turno; no 2º, diferença para Flávio é de 5 pontos.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece como principal adversário e ocupa o segundo lugar em todas as simulações. Lula tem entre 35% e 39% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio varia de 29% a 33%, consolidando-se como principal nome da oposição.O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00249/2026. Foram testados sete cenários, incluindo os governadores Ratinho Jr. (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Eduardo Leite (PSD), além de Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e Renan Santos (Missão). Em todos, Lula aparece à frente.No segundo turno, Lula venceria Flávio por 43% a 38%, diferença de cinco pontos. Contra Ratinho, o placar é 43% a 35%. Diante de Caiado, 42% a 32%. Contra Zema, 43% a 32%. Já Eduardo Leite marca 28%, ante 42% do petista. Nos cenários contra Aldo Rebelo e Renan Santos, Lula tem 44%, enquanto ambos registram 25%.A pesquisa também mostra que Lula e Flávio concentram as maiores rejeições: 54% e 55%, respectivamente.
PSB pressiona Lula para manter Alckmin na vice
Presidente avalia ampliar aliança com MDB e discute composição da chapa
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Lula e o presidente do PSB João Campos - Foto: Reprodução
O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, afirmou nesta terça-feira (10) que o partido quer manter Geraldo Alckmin como vice na eventual candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).A declaração foi feita após reunião com Lula, no Palácio do Planalto. Segundo Campos, a manutenção da vice-presidência é prioridade da legenda. “Foi reafirmado ao presidente o desejo do PSB de manter a vice-presidência”, disse.A movimentação ocorre em meio à articulação do Planalto para ampliar a base aliada. Lula avalia oferecer a vaga de vice ao MDB, numa tentativa de consolidar uma frente mais ampla para a eleição de outubro e isolar adversários.A negociação, no entanto, enfrenta resistências internas no MDB, onde parte da legenda mantém distância do governo. Interlocutores do partido indicaram que a única possibilidade concreta de adesão à chapa seria com a oferta da vice.Nos bastidores, são citados como possíveis nomes do MDB para a composição o ministro dos Transportes, Renan Filho, o governador do Pará, Helder Barbalho, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.Lula e Alckmin se aproximaram politicamente em 2021, após anos de rivalidade. A aliança foi decisiva na formação da frente ampla que venceu a eleição presidencial seguinte.Apesar das especulações, Lula tem feito declarações públicas de apreço ao atual vice. Em evento recente do PT, afirmou que teve “sorte” com seus vices e chamou Alckmin de “homem extraordinário”.A definição da chapa, porém, depende do avanço das negociações políticas nas próximas semanas.
Governo Lula paga R$ 1,5 bi em emendas em ano eleitoral
Valor pago até início de fevereiro é o maior desde 2016 e ocorre em ano de eleições
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pagou R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro, o maior valor já liberado nesse período desde o início da série histórica, em 2016. O montante supera em mais do que o dobro os R$ 634,5 milhões pagos no mesmo intervalo do último ano, já corrigidos pela inflação. Até então, o maior volume havia sido registrado em 2021, com cerca de R$ 770 milhões.Os dados constam no painel Siga Brasil, da Consultoria de Orçamentos do Senado, e consideram pagamentos realizados entre 1º de janeiro e 6 de fevereiro. Todos os valores quitados no período referem-se a emendas apresentadas em anos anteriores, inscritas como restos a pagar. Integrantes do Planalto afirmam que a liberação recorde faz parte de um esforço para recompor a relação com o Congresso Nacional, após críticas, no ano passado, sobre a baixa execução das emendas indicadas por parlamentares da base aliada.A situação começou a se destravar após o governo se comprometer a executar as emendas de 2025 até dezembro, o que resultou no empenho de cerca de 97% do total previsto e acelerou os pagamentos neste início de 2026. O ritmo de liberação também depende do avanço físico de obras e de exigências de maior transparência, após decisões do STF que condicionaram o pagamento à apresentação de planos de trabalho e dados detalhados.Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) determina que o governo pague 65% das emendas individuais e de bancadas estaduais até o fim de junho, regra criada para garantir a irrigação das bases eleitorais antes das eleições de outubro. Embora o dispositivo tenha sido incluído no Orçamento contra a vontade do Planalto, o calendário foi mantido para evitar novos atritos com o Legislativo. Desde 2015, mudanças legais ampliaram o peso das emendas, que hoje são, em grande parte, impositivas, de pagamento obrigatório. Atualmente, o Orçamento de 2026 acumula mais de R$ 35,4 bilhões em restos a pagar. As emendas já consomem parcela significativa do orçamento discricionário federal e, em alguns ministérios, representam mais de dois terços dos recursos disponíveis para investimentos e custeio.























