Brasil é surpreendido por pacto de aliados de Trump contra PCC e CV
Brasil é surpreendido por pacto de aliados de Trump contra PCC e CV
Governo Lula diz desconhecer comunicado assinado por 14 países ao lado dos EUA.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo brasileiro está analisando a declaração divulgada nesta terça‑feira (22) pelo Escudo das Américas, aliança liderada pelos Estados Unidos que reúne 14 países latino‑americanos. O documento classifica o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como “narcoterroristas” e propõe medidas como congelamento de bens, restrição de vistos e responsabilização de quem ofereça apoio logístico às organizações.
- Embora o Brasil não faça parte da coalizão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na ONU, defendeu a cooperação internacional como caminho para combater o crime organizado, rejeitando a necessidade de presença militar como porta‑aviões, e ressaltou a importância de impedir o fluxo de armas e dinheiro que alimenta esses grupos.
Foto: Reprodução
O governo brasileiro avalia a declaração divulgada nesta terça-feira (22) pelo Escudo das Américas, aliança liderada pelos Estados Unidos que reúne 14 países latino-americanos. O documento inclui o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho entre 24 organizações classificadas pelo grupo como “narcoterroristas” e prevê medidas como congelamento de bens, restrições de vistos e responsabilização de pessoas que ofereçam apoio material ou logístico às organizações, conforme as leis de cada país. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o governo brasileiro não tinha conhecimento prévio do comunicado, anunciado em Nova York durante a Assembleia Geral da ONU. O Brasil não integra a coalizão. A declaração ocorre em meio ao aumento das cobranças do governo Donald Trump para que países da região adotem medidas mais duras contra o crime organizado. Em seu discurso na ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o combate ao crime deve ocorrer por meio de cooperação internacional e afirmou: “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime”.
Lula defende soberania do Brasil e diz na ONU: “não cabe no quintal de ninguém”
Lula defende soberania do Brasil e diz na ONU: “não cabe no quintal de ninguém”
Presidente afirmou que países da América Latina enfrentam pressões externas e defendeu respeito à autodeterminação dos povos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU para reafirmar a soberania do Brasil e condenar a interferência externa em processos políticos, citando casos na Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba e alertando sobre tentativas de ingerência em eleições na América Latina e Caribe. Lula destacou a necessidade de integração regional, respeito à autodeterminação dos povos e a importância de parceiros com agenda de desenvolvimento, ao mesmo tempo em que denunciou a divisão do mundo em zonas de influência e o neocolonialismo.
- Além da política externa, o discurso abordou a luta contra a desinformação, especialmente sobre vacinas, e reforçou o apoio à Organização Mundial da Saúde. O presidente também chamou atenção para o negacionismo climático, a necessidade de ação conjunta contra o crime organizado, tráfico de armas e lavagem de dinheiro, apresentando ao Estados Unidos uma proposta de cooperação para proteger as fronteiras brasileiras.
Foto: Reuters /Brendan McDermid
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania dos países e criticou o que classificou como interferência externa em processos políticos durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), em Nova York. Ao abordar a situação da América Latina e do Caribe, Lula afirmou que a proximidade da região com grandes potências traz pressões e disse que o Brasil não aceitará interferências em seus assuntos internos. “Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou. O presidente também criticou a ingerência estrangeira em processos eleitorais e citou situações envolvendo Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba. “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais com recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, disse. Lula defendeu a integração entre os países latino-americanos e o respeito à autodeterminação dos povos. “Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para uma maior integração entre vizinhos. Os países da região reconheceram os horrores dos regimes de exceção. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular”, afirmou. Ao tratar da democracia, Lula declarou que “a democracia está novamente em xeque” e voltou a mencionar a influência externa em processos eleitorais e a divisão do mundo em zonas de influência. O presidente também citou as redes de desinformação e afirmou que o governo brasileiro estará atento a possíveis tentativas de interferência durante a campanha eleitoral. “Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem contaminar o debate público durante a campanha”, disse. Em seguida, afirmou: “Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos ou externos, atentem contra a vontade popular. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho”. O discurso também abordou saúde, ciência e mudanças climáticas. Lula criticou a disseminação de informações falsas sobre vacinas e defendeu o fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Nunca esqueceremos das milhões de vidas perdidas pelo descaso no enfrentamento à covid-19. Campanhas contra vacinas estão trazendo de volta doenças que julgávamos estar erradicadas. Enfraquecer a Organização Mundial da Saúde (OMS) torna todos mais vulneráveis.” Sobre o clima, o presidente afirmou que o tema perdeu espaço em debates internacionais e defendeu uma nova mobilização contra o negacionismo. “É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo.” Na área de segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado dentro do território brasileiro e defendeu ações conjuntas entre países para combater o tráfico de armas e a lavagem de dinheiro. “Não vamos transferir a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo”, afirmou. O presidente acrescentou: “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas; precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado”. Segundo Lula, o Brasil apresentou aos Estados Unidos uma proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro realizada por organizações criminosas brasileiras no exterior. O presidente também afirmou que o país vem ampliando a coordenação entre os estados para enfrentar organizações criminosas. O discurso ocorreu no tradicional início dos debates de alto nível da Assembleia Geral da ONU, função que cabe ao Brasil na abertura do encontro.
Lula e Trump conversam por mais de uma hora e defendem retomada do diálogo entre Brasil e EUA
Presidentes discutiram tarifas comerciais, combate ao crime organizado e conflitos internacionais durante ligação.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com Donald Trump, abordando relações comerciais, combate ao crime organizado e conflitos internacionais. A ligação, de cerca de 1h20, destacou a oposição de Lula às novas tarifas norte‑americanas e a necessidade de diálogo contínuo.
- Na esfera de segurança, Lula reforçou a cooperação bilateral, citando a Lei Antifacção e o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, enquanto Trump propôs novas negociações. Ambos discutiram a Ucrânia, o Oriente Médio e criticaram a atuação do Conselho de Segurança da ONU, defendendo soluções diplomáticas.
Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, na manhã desta sexta-feira (21), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ligação durou cerca de 1 hora e 20 minutos e teve como principais temas as relações comerciais entre os dois países, o combate ao crime organizado e os conflitos internacionais. Durante a conversa, Lula contestou os argumentos usados pelo governo norte-americano para impor novas tarifas sobre produtos brasileiros e afirmou que as medidas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos. Trump concordou com a necessidade de manter o diálogo e propôs um novo encontro entre as equipes diplomáticas dos dois países. Na área da segurança, Lula defendeu o fortalecimento da cooperação bilateral no combate ao crime organizado. O presidente destacou ações como a Lei Antifacção, a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia e informou que o bloqueio de recursos de organizações criminosas já alcançou cerca de R$ 17 bilhões. Trump afirmou que indicará representantes de alto escalão para dar continuidade às negociações. Os dois líderes também discutiram os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio e defenderam soluções por meio da diplomacia. Lula ainda criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das guerras e afirmou que "os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos".
Mortes por terremotos na Venezuela sobem para 1.430; mais de 50 mil seguem desaparecidos
Novo balanço do governo aponta mais de 3 mil feridos e 3,1 mil desabrigados após os tremores que atingiram a região de Caracas
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.430, de acordo com o balanço divulgado pelo governo no sábado (27). Os dados também indicam mais de 3 mil feridos e 3,1 mil pessoas desabrigadas. Os dois fortes tremores, considerados os mais intensos em mais de um século na região norte do país, incluindo a capital Caracas, provocaram o desabamento de edifícios e um rastro significativo de destruição.
- As autoridades venezuelanas, através do presidente da Assembleia Nacional Jorge Rodríguez, ressaltaram que os números são provisórios, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avaliam que o total de vítimas pode ser ainda maior. Mais de 50 mil pessoas seguem desaparecidas, e 172 permanecem presas sob escombros. Em resposta à crise, o estado de La Guaira, um dos mais afetados, será militarizado, enquanto as equipes de resgate continuam incansavelmente as buscas por sobreviventes.
Foto: Agência Efe | Folhapress
O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.430, segundo balanço divulgado pelo governo neste sábado (27). Os dados também apontam mais de 3 mil feridos e 3,1 mil pessoas desabrigadas. Os dois terremotos, registrados em sequência, atingiram a região norte do país, onde está localizada a capital Caracas. Considerados os mais fortes em mais de um século na Venezuela, os tremores provocaram o desabamento de prédios e deixaram um rastro de destruição. O balanço foi apresentado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que ressaltou que os números ainda são provisórios. A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avaliam que o total de vítimas pode ser significativamente maior, em razão da intensidade dos sismos, da vulnerabilidade da infraestrutura e da alta densidade populacional das áreas atingidas. Segundo o Escritório de Ajuda Humanitária da ONU, mais de 50 mil pessoas seguem desaparecidas. Rodríguez informou ainda que 172 pessoas permanecem presas sob os escombros e que 383 edifícios foram destruídos ou sofreram danos estruturais. Área afetada será militarizada - A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou que o estado de La Guaira, um dos mais atingidos pelos terremotos e localizado na região metropolitana de Caracas, será militarizado. A área integra a zona de desastre decretada pelo governo venezuelano. Enquanto isso, equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes e desaparecidos em meio aos escombros deixados pelos terremotos.
























