Campanha de Lula acusa Meta de beneficiar Flávio com manipulação e pede cassação da chapa do PL
Ação ao TSE reúne denúncias de irregularidades que teriam sido cometidas pela plataforma digital a favor do senador
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com pedido ao Tribunal Superior Eleitoral para investigar suposta manipulação algorítmica da Meta que, segundo a denúncia, teria favorecido a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A ação aponta bloqueio de impulsionamento do perfil @lulaoficial, alcance médio de Reels quase três vezes maior para Flávio, uso de IA da Meta para gerar peças “Vote 22” e cita 255 perfis sintéticos e 1.613 anúncios políticos pagos em moeda estrangeira.
- Além de Flávio, a investigação inclui o deputado Alfredo Gaspar, o influenciador Pablo Marçal e o empresário Tallis Gomes, que atuam como conselheiros da chapa. A denúncia também acusa a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) de impulsionar anúncios entre 7 e 9 de julho e destaca que a Meta violou ordens judiciais, apesar de negar intenção de favorecer o candidato. Um documento de especialistas da ONU, divulgado pelo QG presidencial, reforça a necessidade de tratamento equânime das plataformas nas eleições brasileiras.
Foto: Vitor Sales | Ricardo Stuckert
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a investigação de uma fórmula usada pela empresa Meta que, de acordo com a denúncia, tem como objetivo manipular algoritmos e favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. A ação reúne denúncias de irregularidades, entre as quais o bloqueio do impulsionamento do perfil @lulaoficial, às vésperas do primeiro turno, e o alcance médio do Reel quase três vezes maior para Flávio. Munida de fatos que indicam manipulação algorítmica por parte das plataformas da Meta (Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI), a coligação de Lula solicita ao TSE a cassação da chapa liderada pelo senador. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral também atinge o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), vice de Flávio na chapa, o influenciador Pablo Marçal e o empresário Tallis Gomes. Marçal e Tallis atuam na campanha do candidato do PL como conselheiros. Ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, em 2024, Marçal age sobretudo nas redes sociais. Tallis, por sua vez, faz articulações com empresários conservadores, contrários à reeleição de Lula. O argumento central da ação produzida por advogados da campanha petista é que Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI deram tratamento desigual a Lula e a Flávio e, com isso, beneficiaram a chapa do adversário. O pedido do comitê de Lula mostra, por exemplo, que o alcance médio por Reel foi quase três vezes maior para Flávio, mesmo com menos seguidores. Além disso, a Meta AI gerou peças com “Vote 22” e recusou pedidos equivalentes com o número 13. O ação também aponta falhas contra uma rede de 255 perfis de conteúdo sintético e 1.613 anúncios políticos pagos em moeda estrangeira. Cita, ainda, impulsionamento de anúncios pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) entre os últimos dias 7 e 9 e acusa a Meta de descumprir ordens judiciais. O pagamento de anúncios por pessoa jurídica é vedado pela Lei Eleitoral. Cobrada pela campanha de Lula em outras ocasiões, a Meta já admitiu problemas de moderação nas redes sociais e falhas técnicas. A empresa negou, porém, que tenha intenção de beneficiar Flávio na disputa presidencial. Nesta quarta-feira 21, o QG do presidente também divulgou um documento, produzido por especialistas independentes da ONU, cobrando da Meta tratamento equânime aos candidatos nas eleições brasileiras e a correção de problemas verificados. “Perder alcance pode significar perder voz no debate público e a capacidade de mobilizar comunidades”, diz um trecho do documento. “Algoritmos, sistemas de IA e decisões de moderação de conteúdo não devem se tornar árbitros invisíveis da discussão política”. Na semana passada, a campanha de Flávio Bolsonaro também pediu a cassação da chapa de Lula sob acusação de que estruturas sindicais estariam destinando recursos para o campanha do petista.
Nunes Marques determina análise de canal ‘Exército do Lula’ após guerra de decisões no TSE
Presidente da Corte Eleitoral pediu que área técnica averigue se há desinformação em canal do WhatsApp com mais de 3,7 milhões de usuários
Por: Vinícius Valfré e Carolina Brígido
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- O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a área técnica da Corte analise com urgência o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, que reúne mais de 3,7 milhões de usuários e é coordenado pelo deputado André Janones (Rede‑MG). A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acusou o canal de disseminar desinformação, citando oito publicações falsas, entre elas a alegação de que o senador pretendia retirar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, e solicitou sua remoção.
- A decisão de Nunes Marques foi parcialmente revertida pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que considerou insuficientes os elementos apresentados para suspender integralmente o canal. Paralelamente, o vice‑presidente do TSE, André Mendonça, ordenou que a campanha de Lula suspenda o impulsionamento pago de postagens nas redes sociais que advertiam que a vitória de Flávio Bolsonaro resultaria em perdas para os eleitores.
Foto: Reprodução | TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou, nesta segunda-feira (12), que área técnica da Corte faça uma análise do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, com “máxima urgência”. O canal, que reúne mais de 3,7 milhões de usuários, é coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), e foi acusado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, de disseminar desinformação. Ao apresentar motivos pelos quais o canal deveria ser derrubado, a campanha de Flávio citou oito publicações que repetiam conteúdos já proibidos pela TSE, com média de 1,1 milhão de visualizações cada. Entre elas, a informação falsa de que Flávio Bolsonaro pretendia tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Para os advogados de Flávio, a estrutura no WhatsApp reproduz uma “sistemática de desinformação” que foi atacada pelo TSE nas eleições de 2022. A determinação de Nunes Marques à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação é para que a unidade informe sobre conteúdos falsos já atacados pelo TSE e se identificou “eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação”. Na véspera da nova decisão de Nunes Marques, o caso “Exército do Lula” motivou uma guerra de decisões no TSE, com reclamações das duas campanhas. Primeiro, Nunes Marques, mandou tirar o canal do ar, atendendo a pedido da campanha de Flávio. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva reverteu a decisão do colega. Cueva considerou que os elementos apontados pela campanha de Flávio eram insuficientes para justificar a suspensão integral do canal. No mesmo dia, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou que a campanha de Lula suspendesse o impulsionamento pago de postagens no Instagram e no Facebook com a mensagem “se Flávio Bolsonaro vencer, você perde”.
TSE: Corregedor derruba decisão de Kassio e libera canal "Exército do Lula"
TSE: Corregedor derruba decisão de Kassio e libera canal "Exército do Lula"
Ricardo Villas Bôas Cueva anulou a suspensão determinada pelo presidente do tribunal e submeteu a decisão final ao plenário do TSE.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O corregedor‑geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, revogou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, medida que havia sido determinada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) por suposta desinformação.
- Cueva destacou a apresentação tardia de documentos, enfatizando a necessidade de harmonia entre as decisões da presidência e a jurisdição do tribunal para evitar contradições institucionais. A decisão foi criticada por André Janones e pelo próprio Lula, e o caso será encaminhado ao plenário do TSE para deliberação definitiva.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que havia determinado a suspensão do canal "Exército do Lula" no WhatsApp. Horas antes, Kassio atendeu a um pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) para bloquear o canal com mais de 3,4 milhões de membros sob a alegação de propagação de desinformação, ato que gerou críticas do deputado federal André Janones (Rede-MG) e do próprio candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao revogar a medida, Cueva apontou que a campanha do adversário acionou a presidência do tribunal apenas 41 minutos após uma decisão anterior da própria corregedoria, apresentando documentos que não constavam no processo original sob sua relatoria. O corregedor ressaltou a necessidade de harmonia entre as decisões administrativas da presidência e a jurisdição do tribunal para evitar contradições institucionais e insegurança jurídica, decidindo encaminhar o caso para deliberação definitiva do plenário do TSE em data a ser definida.
OEA aponta insegurança jurídica e influência externa na eleição brasileira
OEA aponta insegurança jurídica e influência externa na eleição brasileira
Relatório preliminar cita decisões do STF e TSE e preocupações com manifestações de autoridades estrangeiras.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A OEA divulgou um relatório preliminar sobre a eleição brasileira, apontando preocupações com a influência política internacional e a insegurança jurídica, embora não tenha concluído que houve interferência estrangeira comprovada. Observadores registraram insultos de autoridades estrangeiras e possíveis impactos de decisões de ministros do STF e do TSE na equidade da disputa.
- O documento também destaca o “protagonismo judicial” das duas cortes, decisões relacionadas à desinformação e aos debates eleitorais que geraram incerteza jurídica, e informa que a temporária interrupção do portal de resultados não comprometeu a totalização dos votos. A OEA continuará monitorando o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Foto: Reprodução | Agência Brasil
A Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou, em relatório preliminar divulgado nesta terça-feira (6), preocupações com a influência política internacional e a insegurança jurídica durante a eleição brasileira. O documento não conclui, porém, que houve interferência estrangeira comprovada no processo.Segundo a missão de observação eleitoral, manifestações de autoridades estrangeiras chegaram “ao extremo de se proferirem insultos contra uma das candidaturas”. A OEA também registrou preocupações com decisões individuais de ministros do STF e do TSE, que, segundo relatos recebidos pelos observadores, “puderam afetar a equidade em alguns momentos da disputa”. O relatório cita ainda o chamado “protagonismo judicial” das duas cortes e decisões relacionadas à desinformação e aos debates eleitorais, apontando que elas teriam provocado “incerteza jurídica”. A missão também informou que uma interrupção temporária na atualização do portal de resultados não afetou a totalização dos votos. A OEA acompanhará o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Fux suspende decisão de Dino sobre fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro
Ministro restabeleceu determinação do TSE cassada pelo colega no domingo, 27. X, Meta, TikTok e Google têm 24 horas para cumprir a nova decisão
Por: Redação
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- O ministro Luiz Fux, do STF, suspendeu nesta segunda‑feira a decisão do ministro Flávio Dino que havia derrubado a ordem do TSE para remover publicações contendo a falsa informação de que Flávio Bolsonaro pretende retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
- Fux restabeleceu as publicações retiradas e deu 24 horas para que plataformas como X, Meta, TikTok e Google cumpram a nova determinação, ressaltando que a medida é provisória e visa evitar efeitos conflitantes antes do julgamento definitivo no plenário da Corte, em meio à proximidade das eleições.
Foto: Wilton Junior | Estadão
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, no final da noite desta segunda-feira, 28, a decisão do ministro Flávio Dino que derrubava a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a ordem de remoção das publicações com a falsa informação de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende retirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de padroeira do Brasil caso seja eleito. Fux também determinou o restabelecimento das publicações que haviam sido retiradas com base na decisão de Dino e estabeleceu prazo de 24 horas para que X, Meta, TikTok e Google cumpram a nova decisão. Ainda segundo Fux, a medida é provisória e não encerra a discussão de mérito. Para ele, a suspensão é necessária diante da proximidade das eleições e do risco de que decisões sucessivas sobre o mesmo conteúdo produzam efeitos antes da análise definitiva do caso pelo colegiado. A decisão vem após recurso apresentado pelo candidato à Presidência da República pelo PL. Além de solicitar a suspensão dos efeitos da medida tomada por Dino no último domingo, 27, Flávio pediu para o caso ser submetido ao plenário da Corte. Dino justificou a cassação alegando que, com ela, “ficam preservadas a liberdade de expressão e a liberdade religiosa dos que defendem a manutenção da lei que transformou Nossa Senhora de Aparecida em ‘Padroeira do Brasil’”.
Flávio Bolsonaro ergue imagem de Nossa Senhora em ato em SP
Flávio Bolsonaro ergue imagem de Nossa Senhora em ato em SP
Candidato havia acusado pessoas ligadas à entidade de ajudar na disseminação do boato; CNBB negou participação.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) agradeceu à CNBB após a entidade negar a divulgação de informações falsas sobre a suposta retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil. Em campanha no Mercado Municipal de São Paulo, ele afirmou que o boato foi disseminado pelo PT, mas a CNBB contestou, reforçando que “a mentira não se combate com outra mentira”. A polêmica se estendeu ao Judiciário, onde a decisão de retirar uma publicação sobre o caso foi revertida por Flávio Dino, que citou liberdade de expressão.
Foto: Reprodução
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) agradeceu à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nesta segunda-feira (28), após a entidade negar participação na divulgação de informações falsas envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Durante ato de campanha no Mercado Municipal de São Paulo, Flávio afirmou que a nota da CNBB confirmou que era falsa a informação de que ele pretendia retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. No domingo (27), porém, o candidato havia dito que o PT teria conseguido disseminar o boato com ajuda de “gente de dentro” da entidade. A CNBB negou a acusação e afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas às eleições, acrescentando que “a mentira não se combate com outra mentira”. Na manhã desta segunda, durante uma caminhada pelo bairro do Brás, Flávio recebeu e ergueu uma imagem de Nossa Senhora. O candidato estava acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). A polêmica também chegou ao Judiciário: na sexta-feira (25), André Mendonça havia determinado a retirada de uma publicação sobre o caso, mas, no domingo, Flávio Dino derrubou a decisão e autorizou a restauração do conteúdo, citando a liberdade de expressão e o fato de a postagem não mencionar nominalmente Flávio Bolsonaro.
IA e vídeos falsos viram ameaça às eleições, alerta CGI.br
IA e vídeos falsos viram ameaça às eleições, alerta CGI.br
Guia aponta mudança no modo de circulação de conteúdos falsos na internet.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Vídeos falsos gerados por inteligência artificial e conteúdos de baixa qualidade foram apontados como uma das principais ameaças digitais às eleições e à democracia, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O alerta vem na segunda edição do Guia Internet, Democracia e Eleições, divulgado em 22 de março, e destaca o aumento da desinformação desde 2018, agora distribuída em múltiplas plataformas, com destaque para redes restritas como o WhatsApp.
- O guia enfatiza o avanço dos deepfakes, cada vez mais realistas, que dificultam a identificação de materiais manipulados e podem gerar desconfiança nas informações verdadeiras. Também traz orientações práticas para que usuários reconheçam e evitem a disseminação de conteúdos falsos ou enganosos.
Foto: Reprodução | Agencia Brasil
Vídeos falsos produzidos por inteligência artificial e conteúdos de baixa qualidade se tornaram uma das principais ameaças digitais às eleições e à democracia, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O alerta está na segunda edição do Guia Internet, Democracia e Eleições, divulgado nesta terça-feira (22). De acordo com o estudo, a desinformação mudou desde 2018 e passou a circular de forma mais distribuída entre diferentes plataformas, com destaque para redes de comunicação mais restritas, como o WhatsApp. Os vídeos são apontados como um dos principais formatos utilizados, geralmente acompanhados de textos curtos para reforçar narrativas falsas. O guia também alerta para o avanço das chamadas deepfakes, que estão cada vez mais realistas e podem dificultar a identificação de conteúdos manipulados. Segundo o CGI.br, esse cenário pode aumentar a desconfiança em informações verdadeiras e reforçar a circulação de conteúdos que apenas confirmam opiniões já existentes. A publicação reúne ainda orientações para ajudar usuários a identificar e evitar a disseminação de conteúdos falsos ou enganosos.
Lula defende soberania do Brasil e diz na ONU: “não cabe no quintal de ninguém”
Lula defende soberania do Brasil e diz na ONU: “não cabe no quintal de ninguém”
Presidente afirmou que países da América Latina enfrentam pressões externas e defendeu respeito à autodeterminação dos povos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU para reafirmar a soberania do Brasil e condenar a interferência externa em processos políticos, citando casos na Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba e alertando sobre tentativas de ingerência em eleições na América Latina e Caribe. Lula destacou a necessidade de integração regional, respeito à autodeterminação dos povos e a importância de parceiros com agenda de desenvolvimento, ao mesmo tempo em que denunciou a divisão do mundo em zonas de influência e o neocolonialismo.
- Além da política externa, o discurso abordou a luta contra a desinformação, especialmente sobre vacinas, e reforçou o apoio à Organização Mundial da Saúde. O presidente também chamou atenção para o negacionismo climático, a necessidade de ação conjunta contra o crime organizado, tráfico de armas e lavagem de dinheiro, apresentando ao Estados Unidos uma proposta de cooperação para proteger as fronteiras brasileiras.
Foto: Reuters /Brendan McDermid
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania dos países e criticou o que classificou como interferência externa em processos políticos durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), em Nova York. Ao abordar a situação da América Latina e do Caribe, Lula afirmou que a proximidade da região com grandes potências traz pressões e disse que o Brasil não aceitará interferências em seus assuntos internos. “Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou. O presidente também criticou a ingerência estrangeira em processos eleitorais e citou situações envolvendo Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba. “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais com recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, disse. Lula defendeu a integração entre os países latino-americanos e o respeito à autodeterminação dos povos. “Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para uma maior integração entre vizinhos. Os países da região reconheceram os horrores dos regimes de exceção. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular”, afirmou. Ao tratar da democracia, Lula declarou que “a democracia está novamente em xeque” e voltou a mencionar a influência externa em processos eleitorais e a divisão do mundo em zonas de influência. O presidente também citou as redes de desinformação e afirmou que o governo brasileiro estará atento a possíveis tentativas de interferência durante a campanha eleitoral. “Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem contaminar o debate público durante a campanha”, disse. Em seguida, afirmou: “Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos ou externos, atentem contra a vontade popular. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho”. O discurso também abordou saúde, ciência e mudanças climáticas. Lula criticou a disseminação de informações falsas sobre vacinas e defendeu o fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Nunca esqueceremos das milhões de vidas perdidas pelo descaso no enfrentamento à covid-19. Campanhas contra vacinas estão trazendo de volta doenças que julgávamos estar erradicadas. Enfraquecer a Organização Mundial da Saúde (OMS) torna todos mais vulneráveis.” Sobre o clima, o presidente afirmou que o tema perdeu espaço em debates internacionais e defendeu uma nova mobilização contra o negacionismo. “É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo.” Na área de segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado dentro do território brasileiro e defendeu ações conjuntas entre países para combater o tráfico de armas e a lavagem de dinheiro. “Não vamos transferir a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo”, afirmou. O presidente acrescentou: “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas; precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado”. Segundo Lula, o Brasil apresentou aos Estados Unidos uma proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro realizada por organizações criminosas brasileiras no exterior. O presidente também afirmou que o país vem ampliando a coordenação entre os estados para enfrentar organizações criminosas. O discurso ocorreu no tradicional início dos debates de alto nível da Assembleia Geral da ONU, função que cabe ao Brasil na abertura do encontro.
Governo identifica 97 perfis no YouTube que usam IA para simular médicos
Governo identifica 97 perfis no YouTube que usam IA para simular médicos
AGU notificou o Google e deu prazo de 72 horas para remoção ou identificação clara dos conteúdos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Uma força‑tarefa do governo federal identificou 97 perfis no YouTube que utilizam avatares de Inteligência Artificial para se apresentar como médicos e outros profissionais de saúde, divulgando informações falsas, promessas de cura e recomendações sem comprovação científica, sobretudo para o público idoso. Os vídeos, produzidos pelo programa Saúde com Ciência, ainda promovem produtos, livros digitais e serviços pagos, usando linguagem alarmista para ganhar credibilidade.
- A Advocacia‑Geral da União notificou o Google, exigindo a remoção dos conteúdos em até 72 horas ou a clara rotulagem dos personagens como artificiais, e pediu a avaliação de outros canais apontados pelo Ministério da Saúde. A iniciativa conta com a participação da Secom, dos ministérios da Justiça, Segurança Pública e da Ciência e Tecnologia, reforçando o combate à desinformação na área da saúde.
Foto: Reprodução
Uma força-tarefa do governo federal identificou 97 perfis no YouTube que utilizam Inteligência Artificial (IA) para criar personagens que se apresentam como médicos e outros profissionais de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, os conteúdos divulgados por esses canais espalham informações falsas, incluindo promessas de cura e recomendações de tratamentos sem comprovação científica. A identificação dos perfis ocorreu por meio do programa Saúde com Ciência, iniciativa do Ministério da Saúde voltada ao monitoramento de desinformação relacionada à saúde na internet. De acordo com a pasta, os vídeos utilizam avatares com aparência humana, apresentados como especialistas, além de atribuir qualificações profissionais que não existem aos personagens. A estratégia também inclui linguagem alarmista para tentar transmitir credibilidade às informações divulgadas. O Ministério da Saúde informou ainda que parte dos perfis é direcionada principalmente ao público idoso. Em alguns casos, os personagens criados por IA são utilizados para promover produtos, livros digitais e serviços pagos com base na aparente autoridade de um profissional de saúde. Diante do levantamento, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o Google, responsável pelo YouTube, na terça-feira (9), solicitando a retirada dos conteúdos identificados. A plataforma foi orientada a remover os materiais no prazo de 72 horas ou adotar medidas para identificar claramente que os personagens apresentados nos vídeos são artificiais, além de contextualizar os riscos envolvidos. A AGU também pediu que o YouTube avalie outros canais e vídeos apontados no relatório do Ministério da Saúde, considerando as próprias regras da plataforma para conteúdos sintéticos e desinformação na área da saúde. A iniciativa reúne, além do Ministério da Saúde e da AGU, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Ciência e Tecnologia.
Alexandre de Moraes diz que candidatos podem perder mandato por uso de IA em fake news
Ministro defendeu punição rigorosa para quem utilizar inteligência artificial na disseminação de desinformação eleitoral.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro do STF, Alexandre de Moraes, alertou que candidatos que utilizarem inteligência artificial para disseminar desinformação nas eleições podem ter o registro ou mandato cassados, afirmando que a cassação é a única forma eficaz de impedir a manipulação do eleitorado.
- Na mesma ocasião, a ministra Cármen Lúcia destacou que a tecnologia deve servir à sociedade, mas alertou para o risco de plataformas digitais influenciarem o comportamento das pessoas, chamando o cenário de uma possível "tecnoditadura".
Foto: Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou nesta sexta-feira (21) que candidatos que utilizarem inteligência artificial para disseminar desinformação durante as eleições poderão ter o registro ou o mandato cassados. Durante um evento na Faculdade de Direito da USP, Moraes disse que a perda do cargo é a principal forma de impedir o uso da tecnologia para manipular o eleitorado. "Todos os candidatos têm que ter absoluta consciência de que, se na véspera quiserem utilizar mecanismos de desinformação anabolizados pela inteligência artificial, isso vai dar cassação." O ministro classificou a inteligência artificial como um "anabolizante" da desinformação e alertou para a facilidade de criação de vídeos e áudios falsos capazes de reproduzir imagem, voz e movimentos de qualquer pessoa. "Não adianta depois de uma semana vir aquilo: 'pô, realmente aquilo era falso'. A eleição acabou." Segundo Moraes, multas não seriam suficientes para inibir esse tipo de prática. "Só sobra o quê? Cassar o registro ou cassar o mandato." Também presente ao evento, a ministra Cármen Lúcia afirmou que a tecnologia deve servir à sociedade, mas alertou para o risco de as plataformas digitais influenciarem o comportamento das pessoas. Ela classificou esse cenário como uma possível "tecnoditadura".
Flávio Dino participa de aula especial na Ufba sobre processo eleitoral
Flávio Dino participa de aula especial na Ufba sobre processo eleitoral
Encontro reunirá estudantes, profissionais e a comunidade para debate sobre democracia e Constituição em Salvador
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, ministrará uma aula especial na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador, na próxima sexta-feira (28). O evento tem como tema "Desinformação e Processo Eleitoral: limites constitucionais" e visa promover um debate crucial sobre os desafios da desinformação nas eleições, bem como os limites impostos pela Constituição para proteger o processo democrático.
- Aberto ao público e com inscrições gratuitas realizadas por meio da plataforma Sympla, o encontro é uma iniciativa da Faculdade de Direito da Ufba. Flávio Dino, ministro do STF desde 2024, traz sua vasta experiência, que inclui passagens como governador do Maranhão, deputado federal, juiz federal e professor licenciado de Direito Constitucional, enriquecendo o debate com sua trajetória nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Foto: Gustavo Moreno | STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, ministrará uma aula especial na próxima sexta-feira (28), na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador. O tema será "Desinformação e Processo Eleitoral: limites constitucionais". Aberto ao público, o evento pretende promover um debate sobre os desafios da desinformação nas eleições e os limites impostos pela Constituição na proteção do processo democrático. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio da plataforma Sympla. Flávio Dino é ministro do STF desde 2024 e acumula trajetória nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Foi deputado federal, governador do Maranhão por dois mandatos, presidente do Consórcio da Amazônia Legal e juiz federal por 12 anos. Também presidiu a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), atuou como secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e é professor licenciado de Direito Constitucional da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O encontro é promovido pela Faculdade de Direito da Ufba e será aberto à participação da comunidade acadêmica e do público em geral.
Pesquisa: 84% dos brasileiros defendem controle sobre uso de IA nas eleições de 2026
Levantamento CNT/MDA mostra que 49,8% querem proibir qualquer propaganda eleitoral feita com inteligência artificial
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA revelou que 84,1% dos brasileiros defendem algum tipo de restrição ao uso de inteligência artificial (IA) em propagandas eleitorais para o pleito de 2026. Do total de entrevistados, 49,8% são favoráveis à proibição total de vídeos produzidos com a tecnologia, enquanto 34,3% defendem o veto apenas aos conteúdos que apresentem informações falsas sobre os candidatos.
- O debate ganha relevância no momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa diretrizes para o uso de IA nas campanhas, incluindo o julgamento de um vídeo com a imagem virtual de Jair Bolsonaro em uma convenção do PL. Para mitigar riscos e combater a desinformação, a Corte Eleitoral firmou parcerias tecnológicas, como o acordo com a ElevenLabs para monitorar o uso de vozes artificiais, e criou um conselho consultivo voltado para acompanhar os impactos das novas tecnologias nas eleições de 2026.
Foto: Reprodução | TSE
Uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, mostra que 84,1% dos brasileiros defendem algum tipo de restrição ao uso de inteligência artificial (IA) em vídeos e propagandas eleitorais nas eleições de 2026. Segundo o levantamento, 49,8% dos entrevistados consideram que nenhum vídeo ou propaganda de candidato produzido com inteligência artificial deveria ser permitido durante a campanha. Outros 34,3% defendem a proibição apenas de conteúdos gerados por IA que contenham informações falsas sobre candidatos. A liberação de qualquer tipo de material eleitoral produzido com inteligência artificial é defendida por 8,9% dos entrevistados. Outros 7% não souberam responder ou não responderam à pergunta. O resultado da pesquisa ocorre em meio à discussão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as regras para o uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais deste ano. Entre os casos que devem ser analisados pela Corte está um vídeo exibido durante a convenção do PL, em julho, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece virtualmente para declarar apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O PT acionou o TSE contra a utilização do vídeo. A defesa de Flávio Bolsonaro afirma que o material foi exibido em uma convenção partidária e que não houve intenção de induzir o público ao erro sobre o conteúdo ter sido produzido com inteligência artificial. O caso deverá ser discutido pelos ministros do TSE antes de chegar ao plenário. A análise pode contribuir para definir o entendimento da Corte sobre o uso de deepfakes e outros conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial durante a campanha. O TSE também adotou outras medidas relacionadas ao uso da tecnologia. A Corte firmou parceria com a ElevenLabs, empresa especializada em geração de vozes artificiais, para dificultar a reprodução digital de vozes consideradas sensíveis para o processo eleitoral. A Justiça Eleitoral poderá solicitar providências contra o uso indevido dessas vozes na plataforma. Além disso, o tribunal criou um conselho consultivo para acompanhar os riscos relacionados à inteligência artificial e à desinformação nas eleições de 2026. O grupo reúne especialistas e deverá auxiliar a presidência do TSE no monitoramento dos impactos dessas tecnologias durante o processo eleitoral. A Pesquisa CNT de Opinião foi realizada entre os dias 5 e 8 de agosto, com entrevistas presenciais em municípios de todas as regiões do país. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-06935/2026.
Deputado dos EUA publica montagem de Lula como Maduro
Deputado dos EUA publica montagem de Lula como Maduro
Imagem publicada por deputado republicano dos Estados Unidos mostra presidente brasileiro com aparência do ex-presidente venezuelano.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O deputado norte-americano Carlos Gimenez publicou nas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial que retrata o presidente Luiz Inácio Lula da Silva caracterizado como o líder venezuelano Nicolás Maduro, segurando uma garrafa de cachaça. A montagem, compartilhada com a legenda "o que o espera", foi repercutida no Brasil pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo, provocando forte debate online.
- Como reação, apoiadores do presidente brasileiro criaram e compartilharam montagens satíricas envolvendo o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, associando-o ao criminoso sexual Jeffrey Epstein e a elementos humorísticos. O caso ilustra o crescimento do uso de ferramentas de inteligência artificial na criação de conteúdos políticos satíricos e potencialmente enganosos que circulam nas plataformas digitais.
Foto: Reprodução
Uma imagem gerada e editada com recursos de inteligência artificial que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como se fosse o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi publicada nas redes sociais pelo deputado norte-americano Carlos Gimenez, do Partido Republicano. Na montagem, Lula aparece caracterizado como Maduro e segurando uma garrafa de 51, marca brasileira de cachaça. A publicação foi acompanhada da frase “o que o espera”, em referência ao destino de Maduro. Gimenez é deputado pela Flórida e integra o Partido Republicano. O parlamentar é conhecido pelo apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A imagem também foi compartilhada nas redes sociais pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo, ampliando a circulação da montagem entre usuários brasileiros. A publicação provocou reação de apoiadores de Lula. Nas redes sociais, usuários passaram a reproduzir a montagem original e substituir a imagem de Maduro pela de Trump, acrescentando outros elementos. Em uma das versões, Trump aparece segurando uma fotografia do criminoso sexual Jeffrey Epstein, em referência à relação entre os dois. Outra montagem mostra o presidente norte-americano segurando um pacote de Cheetos, salgadinho conhecido nos Estados Unidos. As imagens que circulam nas redes são montagens digitais e não representam fotografias reais dos políticos. O episódio ocorre em meio à crescente utilização de ferramentas de inteligência artificial para produção e alteração de imagens com conteúdo político, aumentando também a circulação de peças satíricas e potencialmente enganosas nas redes sociais.
Propaganda eleitoral começa em 16 de agosto; veja regras
Propaganda eleitoral começa em 16 de agosto; veja regras
Justiça Eleitoral atualizou regras sobre inteligência artificial, deepfakes e combate à desinformação.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A propaganda eleitoral para as Eleições Gerais de 2026 terá início oficial em 16 de agosto, permitindo que candidatos e partidos realizem campanhas nas ruas, internet e outros meios regulamentados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Antes desse período, a legislação autoriza apenas atividades de pré-campanha, como debates e divulgação de propostas, mantendo-se a proibição estrita de pedidos explícitos de voto. O pleito também contará com o tradicional horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão nos 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno.
- Uma das principais novidades para o pleito de 2026 é o endurecimento das regras contra a desinformação e a regulamentação do uso de inteligência artificial, exigindo a identificação de conteúdos manipulados por IA e proibindo terminantemente o uso de deepfakes. Para coibir irregularidades, os eleitores poderão utilizar canais de denúncia como o aplicativo Pardal, voltado para propaganda física irregular, e o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), focado em combater conteúdos falsos na internet.
Foto: Reprodução | Agência Brasil
A propaganda eleitoral das Eleições Gerais de 2026 começa oficialmente no dia 16 de agosto. A partir dessa data, candidatos, partidos, federações e coligações poderão intensificar a campanha nas ruas, na internet e em outros meios permitidos pela legislação eleitoral.As regras estão previstas na Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada por normas posteriores. Para 2026, a regulamentação ganhou novas regras relacionadas ao combate à desinformação e ao uso da inteligência artificial durante o processo eleitoral.Na internet, a propaganda poderá ser feita em sites oficiais de candidatos e partidos, além de blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais, desde que sejam respeitadas as normas da Justiça Eleitoral.Antes de 16 de agosto, a legislação permite atividades de pré-campanha. Pré-candidatos podem participar de entrevistas, debates, seminários e encontros, divulgar propostas, projetos políticos e pedir apoio. O que continua proibido é o pedido explícito de voto antes do início oficial da campanha.A campanha também contará com horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. A programação será exibida nos 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno, em datas e horários definidos pela Justiça Eleitoral. Além dos programas em rede, as emissoras deverão reservar 70 minutos diários para inserções de 30 e 60 segundos.As eleições de 2026 terão ainda regras específicas para o uso da inteligência artificial. A Justiça Eleitoral prevê a identificação de conteúdos produzidos ou manipulados por IA e proíbe o uso de deepfakes na propaganda eleitoral. As normas também reforçam o combate à divulgação de conteúdos falsos ou gravemente descontextualizados que possam prejudicar a integridade das eleições.Eleitores que identificarem propaganda irregular nas ruas poderão fazer denúncias pelo aplicativo Pardal, disponibilizado gratuitamente para celulares Android e iOS a partir do início oficial da campanha.Já denúncias sobre conteúdos falsos ou descontextualizados na internet poderão ser encaminhadas pelo Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral.A orientação é que candidatos, partidos e eleitores fiquem atentos às regras, já que irregularidades podem resultar em retirada de conteúdo, aplicação de multas e outras sanções previstas na legislação eleitoral.
TRE-BA manda suspender novo perfil acusado de espalhar fake news contra Jerônimo Rodrigues
Decisão do TRE-BA também determina identificação do responsável pelo perfil e prevê multa à Meta em caso de descumprimento.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ordenou a suspensão de um perfil nas redes sociais que vinha sendo investigado por disseminar desinformação e ataques virtuais contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT). A investigação aponta que o endereço de IP associado à administração da página falsa estava vinculado à Secretaria Municipal de Educação de Salvador, o que levou a Justiça a exigir a identificação do usuário responsável no prazo de dois dias.
- A decisão liminar atende a um pedido da Federação Brasil da Esperança e constatou que a exclusão de postagens individuais não era suficiente, visto que novos perfis eram criados para dar continuidade aos ataques. Em caso de descumprimento da ordem de bloqueio da conta, a empresa controladora Meta estará sujeita a uma multa diária de R$ 1 mil, com teto estipulado em R$ 200 mil.
Foto: Divulgação
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a suspensão de mais um perfil nas redes sociais investigado por divulgar conteúdos considerados desinformativos contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT). A decisão foi publicada nesta segunda-feira (27) e atende a um pedido da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que acusa a página de utilizar montagens digitais e conteúdos falsos para atacar o chefe do Executivo estadual. De acordo com o despacho do desembargador eleitoral Isaías Vinícius de Castro Simões, as investigações avançaram após a análise de informações fornecidas por provedores de internet e pela Companhia Salvador Cidade Inteligente. Os dados permitiram o rastreamento do endereço de IP utilizado para administrar o perfil investigado. Segundo a decisão, o IP estava vinculado à Secretaria Municipal de Educação de Salvador. A Justiça determinou que o órgão apresente, no prazo de dois dias, os dados cadastrais e o endereço do usuário identificado como Marcos Moraes, para que ele seja notificado e possa prestar esclarecimentos no processo. O magistrado também apontou que o perfil @jerolandiareserva teria sido criado após a suspensão da conta @jerolandiabahia, dando continuidade à divulgação do mesmo tipo de conteúdo. Na decisão, o desembargador afirma que a simples remoção de publicações específicas não foi suficiente para impedir a propagação das mensagens e classificou a página como um canal voltado exclusivamente à produção e disseminação de desinformação. Além da suspensão do perfil, o TRE-BA fixou multa diária de R$ 1 mil à Meta em caso de descumprimento da ordem judicial, limitada ao valor de R$ 200 mil. A investigação segue em andamento para identificar os responsáveis pelas publicações e apurar eventual responsabilidade eleitoral.
Brasil terá Dia Nacional das Vítimas da Covid-19
Brasil terá Dia Nacional das Vítimas da Covid-19
Data será celebrada em 12 de março, em homenagem à primeira vítima registrada no país.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, estabelece 12 de março como a data da homenagem, em referência à primeira vítima oficial da doença no país, a técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano. O objetivo principal da medida é preservar a memória das mais de 716 mil pessoas que morreram em decorrência da covid-19 no Brasil e incentivar a reflexão sobre os impactos da crise sanitária.
- Durante o evento, Lula criticou a condução da pandemia pelo governo anterior, mencionando a disseminação de desinformação e declarações contrárias às vacinas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que a nova data servirá como momento permanente de reflexão sobre os impactos da pandemia e a preparação para futuras emergências, além de buscar fortalecer políticas públicas de prevenção e assistência. Padilha também destacou o recente crescimento dos índices de vacinação infantil, que voltaram a superar 90% em diversas campanhas.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto e reuniu autoridades, profissionais da saúde e familiares de vítimas da pandemia. A data escolhida para a homenagem será 12 de março, em referência à morte da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, considerada a primeira vítima da doença registrada oficialmente no país. O projeto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado. Segundo o governo federal, o objetivo é preservar a memória das mais de 716 mil pessoas que morreram em decorrência da covid-19 no Brasil. Durante o evento, Lula voltou a criticar a condução da pandemia pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente afirmou que houve disseminação de desinformação durante o período mais crítico da crise sanitária e citou declarações contrárias às vacinas e ao isolamento social. “Temos que dizer em alto e bom som a quantidade de médicos que receitavam cloroquina”, afirmou Lula durante o discurso. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a nova data servirá como momento permanente de reflexão sobre os impactos da pandemia e a preparação do país para futuras emergências sanitárias. Segundo Padilha, o governo também busca ampliar o debate sobre assistência às famílias afetadas pela covid-19 e fortalecer políticas públicas de prevenção. No mês passado, o Ministério da Saúde inaugurou o Memorial da Pandemia no Centro Cultural do Ministério da Saúde. O espaço homenageia as vítimas da doença e foi reaberto após obras de recuperação. Durante a cerimônia, Padilha também afirmou que os índices de vacinação infantil voltaram a crescer nos últimos anos. De acordo com o ministro, a cobertura vacinal no país ultrapassou 90% em diversas campanhas após queda registrada durante o governo anterior.
Anvisa desmente boatos e reforça segurança da vacina da gripe
Anvisa desmente boatos e reforça segurança da vacina da gripe
Órgão afirma que imunizante é seguro e destaca risco real da doença, como internações e mortes
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Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária reforçou a segurança da vacina contra a gripe após a circulação de informações falsas durante a campanha nacional de imunização, iniciada no último sábado (28). Segundo o órgão, o imunizante aplicado pelo Sistema Único de Saúde é seguro, eficaz e passa por rigorosos testes antes de ser disponibilizado à população. A agência destacou que a desinformação pode comprometer a adesão à campanha, considerada essencial para reduzir internações e mortes, sobretudo entre idosos, crianças e gestantes.Entre os principais boatos, está a alegação de que o timerosal — composto que contém mercúrio — seria prejudicial à saúde. A Anvisa esclarece que a substância é utilizada em quantidades mínimas como conservante e é eliminada rapidamente pelo organismo, sem causar danos. Outro ponto abordado envolve o uso do octoxinol-10 (Triton X-100), apontado falsamente como causador de doenças graves. De acordo com a agência, a substância é empregada no processo de fabricação para inativar o vírus e permanece apenas em níveis residuais, sem risco à saúde.Também foram desmentidas informações sobre o formaldeído. A Anvisa explica que o corpo humano já produz naturalmente essa substância e que, nas vacinas, ela está presente em quantidades muito inferiores às consideradas nocivas. O órgão reforça que o principal risco está na própria gripe, que pode evoluir para quadros graves, como pneumonia, e levar à morte. A recomendação é que a população procure os postos de saúde e se imunize.
























