Wagner pede licença do cargo de líder do governo no Senado após ser alvo de operação da PF
Wagner afirmou em uma publicação nas redes sociais que decidiu se afastar da liderança no Senado
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou seu afastamento da liderança do governo no Senado Federal. A decisão ocorre poucos dias após o parlamentar ter sido incluído como alvo na 9ª fase da operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, impactando sua posição política.
- A medida foi comunicada por Wagner em suas redes sociais, afirmando que o afastamento foi um acordo mútuo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após uma reunião no Palácio da Alvorada. O senador petista declarou que sua prioridade imediata é comprovar sua inocência e dedicar-se às campanhas de reeleição do presidente Lula, do governador Jerônimo Rodrigues, e à sua própria reeleição ao Senado.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O senador Jaques Wagner (PT-BA) decidiu se afastar da liderança do governo no Senado poucos dias após passar a integrar a lista de alvos da 9ª fase da operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Depois da reunião, Wagner afirmou em publicação nas redes sociais que a decisão de se afastar do cargo foi tomada em comum acordo com o presidente da República. "Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal". "Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado", escreveu Wagner. Nesta quarta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o senador, que ocupa a função de líder do governo, no Palácio da Alvorada. O encontro durou cerca de duas horas.
ACM Neto defende investigação isenta sobre Jaques Wagner
ACM Neto defende investigação isenta sobre Jaques Wagner
Ex-prefeito de Salvador defendeu o direito de defesa do senador, mas afirmou que os fatos precisam ser apurados com rigor.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, defendeu investigação completa e isenta sobre o senador Jaques Wagner, alvo de operação da Polícia Federal. Neto evitou julgamento e pediu independência e transparência na apuração. A investigação ganhou repercussão nacional e precisa ser esclarecida pelas autoridades.
- Ele também disse que pretende concentrar sua campanha nos desafios enfrentados pela Bahia e na avaliação da gestão do governador Jerônimo Rodrigues.
Foto: Reprodução
O pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), defendeu uma investigação "completa, isenta e rigorosa" sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de uma operação da Polícia Federal no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master. A declaração foi dada durante agenda de São João em Cruz das Almas, no Recôncavo baiano, neste fim de semana. Ao comentar o caso, Neto evitou antecipar qualquer julgamento sobre o senador petista, mas afirmou que a apuração deve ocorrer com independência e transparência. "Sou uma pessoa que acredita na Justiça e espero que haja uma investigação completa, isenta, que elucide todos os fatos, que ele tenha o direito de se defender, mas que haja rigor na apuração da sua conduta e que, ao fim, seja pelo trabalho do Judiciário, do juiz, chegar à conclusão em relação à sua posição, à sua postura", declarou. O ex-prefeito de Salvador ressaltou que a investigação ganhou repercussão nacional e precisa ser esclarecida pelas autoridades. "São fatos que chamaram a atenção de todos, que precisam ser apurados de maneira plena, completa, e nós confiamos que a Justiça vai fazer isso", afirmou. As declarações ocorreram após questionamentos sobre a investigação que envolve Jaques Wagner e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Na última quinta-feira (18), o líder do governo no Senado foi um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de recebimento de propina do ex-sócio do banco, Augusto Lima. Ao abordar a disputa eleitoral de 2026, ACM Neto disse que pretende concentrar sua campanha nos desafios enfrentados pela Bahia e na avaliação da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). "Eu, honestamente, quero ganhar a eleição para governador discutindo a Bahia. Eu quero ganhar a eleição discutindo os problemas do nosso estado. Eu quero pensar no futuro da Bahia e do meu adversário, Jerônimo Rodrigues", afirmou. Apesar disso, o líder da oposição no estado avaliou que o episódio provoca desgaste político para o grupo governista. "Não há dúvida de que causa muita estranheza as declarações que eles deram há alguns meses atrás e que agora são pegos no contrapé", concluiu.
Jerônimo declara apoio a Wagner após operação da PF: "Não soltaremos sua mão"
Jerônimo declara apoio a Wagner após operação da PF: "Não soltaremos sua mão"
Governador da Bahia publicou mensagem de solidariedade ao senador petista no mesmo dia em que ele foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), manifestou publicamente seu apoio ao senador Jaques Wagner (PT) após a Polícia Federal cumprir um mandado de busca e apreensão contra o parlamentar, no âmbito da Operação Compliance Zero, ligada ao "Caso Master". Em redes sociais e em encontro pessoal, Jerônimo Rodrigues destacou a trajetória política e o legado de Wagner, reafirmando sua confiança no senador e sugerindo que ele é alvo de perseguições políticas, mas que a verdade prevalecerá.
- A declaração do governador ocorre em meio à intensa repercussão da operação, que investiga desdobramentos de um caso anterior, sem que haja, até o momento, qualquer acusação formal ou condenação contra Jaques Wagner. O senador é uma figura proeminente do PT na Bahia, tendo sido ex-governador e atualmente ocupando uma cadeira no Senado Federal, além de ser um importante aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aliados políticos do senador têm se unido em sua defesa, reforçando a presunção de inocência durante o curso das apurações federais.
Foto: Reprodução
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), manifestou apoio público ao senador Jaques Wagner (PT) nesta quarta-feira (18), por meio de uma publicação nas redes sociais. A declaração ocorreu no mesmo dia em que o parlamentar foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura desdobramentos do chamado "Caso Master". Na mensagem, Jerônimo destacou a trajetória política de Wagner e afirmou ter se encontrado com o senador para prestar solidariedade diante da situação. O governador também ressaltou a importância do petista para a política baiana e para o governo federal. "A Bahia conhece Wagner e sabe que sua história e legado são motivos de orgulho e inspiração. Reafirmo a confiança no senador que honra a Bahia e lidera com compromisso o governo do presidente Lula", escreveu o governador. Jerônimo ainda afirmou acreditar que o senador é alvo de perseguições políticas e demonstrou confiança de que os fatos serão esclarecidos ao longo das investigações. "Não é a primeira vez que o perseguem; a verdade há de vencer. E nós, seus verdadeiros companheiros, não soltaremos sua mão, Wagner!", declarou. A manifestação ocorre em meio à repercussão da operação da Polícia Federal, que cumpriu mandados relacionados às investigações do Caso Master. Até o momento, não há divulgação oficial de acusação formal ou condenação contra o senador. Jaques Wagner é uma das principais lideranças do Partido dos Trabalhadores na Bahia. Ex-governador do estado por dois mandatos, ele atualmente exerce mandato no Senado Federal e integra a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso segue sob investigação das autoridades federais. Enquanto isso, aliados políticos do senador têm se manifestado publicamente em defesa de sua trajetória e da presunção de inocência durante o andamento das apurações.
Jaques Wagner nega ter recebido dinheiro do Banco Master
Jaques Wagner nega ter recebido dinheiro do Banco Master
Senador afirma que recursos localizados pela Polícia Federal têm origem em diárias de viagens oficiais e nega qualquer benefício do Banco Master.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, negou nesta quinta-feira (18) ter recebido recursos do Banco Master ou do empresário Augusto Lima, alvos da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. Wagner esclareceu a origem de US$ 49 mil encontrados, afirmando que são diárias de viagens internacionais, e defendeu a regularidade da negociação de um apartamento em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, que nunca foi transferido para seu patrimônio.
- A Operação Compliance Zero investiga supostos favorecimentos e vantagens indevidas envolvendo o Banco Master e agentes públicos. Apesar da investigação em andamento e dos mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF, o senador Jaques Wagner não foi denunciado nem formalmente acusado até o momento. Ele sustenta que não cometeu irregularidades e se manifestou tranquilo para prestar todos os esclarecimentos às autoridades.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, negou nesta quinta-feira (18) ter recebido recursos do Banco Master ou do empresário Augusto Lima, alvo das investigações da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Em entrevista à TV Band, Wagner afirmou que os US$ 49 mil encontrados durante a operação têm origem em diárias recebidas ao longo de viagens internacionais realizadas no exercício de atividades parlamentares. "O dinheiro, várias vezes viajei pro exterior. Mandei até levantar: de diária eu recebi 70 mil dólares. Eu fui viajar e comprei via Banco do Brasil. Então não tenho nada para esconder desse dinheiro. Do ponto de vista do dinheiro, estou absolutamente tranquilo", declarou. O senador também se manifestou sobre as suspeitas envolvendo um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, localizado no bairro Horto Florestal, em Salvador. Segundo Wagner, o imóvel nunca foi transferido para seu patrimônio e a negociação ocorreu de forma regular. "Nunca recebi dinheiro do Master ou de Augusto Lima. Sobre o apartamento, eu tinha interesse de dar à minha filha um apartamento desse. Falei com o Guga: você pode comprar e depois eu recomprar? Não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim", afirmou. A Operação Compliance Zero investiga supostos favorecimentos ligados ao Banco Master e possíveis vantagens indevidas envolvendo agentes públicos e empresários. Na quinta fase da investigação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Até o momento, Wagner não foi denunciado nem formalmente acusado. A investigação segue em andamento e busca esclarecer a origem de movimentações financeiras e negociações imobiliárias apontadas pelos investigadores. O senador sustenta que não cometeu irregularidades e afirma estar tranquilo para prestar todos os esclarecimentos às autoridades.
PF aponta mensagens entre Jaques Wagner e investigado do Banco Master: "você faz parte disso"
Operação apura suposto favorecimento ao Banco Master e suspeitas de repasses milionários ligados a familiares do senador.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal identificou mensagens trocadas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, revelando suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão contra Wagner e Augusto Lima, após encontrar diálogos durante a Operação Compliance Zero.
- A investigação apura suspeitas de irregularidades, including vantagens indevidas e lavagem de dinheiro. A PF suspeita que famílias do senador receberam R$ 3,5 milhões e que um imóvel de luxo em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões foi utilizado como contrapartida por favorecimentos.
Augusto Lima, um dos investigados, teria trocado mensagens com Jaques Wagner - Foto: Reproduçã
A Polícia Federal identificou mensagens trocadas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Os diálogos foram encontrados durante a investigação da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo a instituição financeira. Nesta quinta-feira (18), agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão contra Wagner e Augusto Lima. Segundo os investigadores, as conversas indicam que o senador atuava como um interlocutor relevante em temas de interesse do Banco Master, especialmente durante as negociações para a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). De acordo com a investigação, em março de 2025 Augusto detalhou ao parlamentar aspectos da operação. Em uma das mensagens, o empresário afirmou: "Você mais do que ninguém sabe da minha história e faz parte disso!!". A Polícia Federal sustenta que Wagner acompanhava de perto as articulações relacionadas ao negócio. A tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, conhecida como "Projeto Vórtice", acabou rejeitada pelo Banco Central após análises sobre riscos financeiros da operação. Os investigadores também apuram suspeitas de vantagens indevidas. Segundo a PF, familiares do senador teriam recebido R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a Augusto Lima. Além disso, a corporação investiga a suposta aquisição de um imóvel de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, que teria sido utilizado como contrapartida por favorecimentos. Mensagens obtidas pela investigação mostram cobranças de pagamentos feitas por Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Wagner.
Senador já havia negado ligação com Vorcaro em discurso
Senador já havia negado ligação com Vorcaro em discurso
Líder do governo no Senado nega envolvimento em irregularidades e diz que conheceu Daniel Vorcaro apenas duas vezes.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero. Ele utilizou a tribuna do Senado para rebater suspeitas envolvendo seu nome nas investigações sobre supostas fraudes ligadas ao Banco Master.
- A investigação suspeita que Wagner recebeu um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões como contrapartida por supostas ações favoráveis aos interesses do Banco Master e do empresário Augusto Lima.
Foto: Reprodução
Dois dias antes de ser alvo de mandado de busca e apreensão da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner (PT-BA) utilizou a tribuna do Senado para rebater suspeitas envolvendo seu nome nas investigações sobre supostas fraudes ligadas ao Banco Master. Na ocasião, Wagner classificou como "leviana" uma reportagem da revista Veja que citava seu nome em uma proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira. Segundo o senador, não existe qualquer investigação que tenha apontado irregularidades em sua atuação ou na do ministro da Casa Civil, Rui Costa. "A capa da Veja fala que revelará os negócios do PT da Bahia. Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da Polícia Federal que encontrou algo sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa", afirmou. O parlamentar também criticou o modelo de delações realizadas por investigados presos e disse não possuir qualquer relação comercial com Vorcaro. "Eu estou muito à vontade porque conheci esse senhor duas vezes, uma vez em Salvador e uma vez em São Paulo. Não tenho nenhuma relação com ele, não tenho nenhum negócio. Aliás, eu não tenho nem CNPJ, eu só tenho CPF", declarou. Apesar da defesa pública, a Polícia Federal investiga a suspeita de que Wagner tenha recebido um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões como contrapartida por supostas ações favoráveis aos interesses do Banco Master e do empresário Augusto Lima, ex-sócio da instituição. A operação também cumpriu mandados em imóveis e empresas ligadas a Augusto Lima na Bahia, em Brasília e em São Paulo. A defesa do empresário afirmou que ele está à disposição das autoridades e considerou as buscas desnecessárias. Jaques Wagner ainda não comentou oficialmente a operação após o cumprimento dos mandados.
Apartamento, R$ 3,5 milhões e jatinhos: o que Jaques Wagner teria feito e recebido, segundo a PF
Relatório da Polícia Federal aponta atuação do líder do governo no Senado em pautas de interesse do Banco Master e cita imóvel no Horto Florestal, repasses por empresa ligada ao enteado e ingressos para shows no exterior
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, investigando o senador Jaques Wagner (PT-BA) por atuar em favor de interesses do Banco Master e receber vantagens em troca. De acordo com a PF, Wagner teria defendido a ampliação da margem consignável da remuneração disponível para trabalhadores regidos pela CLT e atuado em torno da chamada 'Emenda Master', que aumentaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).A investigação também aponta que o senador teria recebido uma série de vantagens, incluindo a aquisição de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões, o uso frequente de aeronaves particulares e o recebimento de ingressos para shows da cantora Taylor Swift. A PF buscou determinar se houve prestação efetiva de serviços ou se a operação foi utilizada para ocultar vantagens indevidas.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Polícia Federal colocou o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, no centro da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18). A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que o parlamentar teria atuado em favor de interesses do Banco Master e, em contrapartida, recebido vantagens que incluem um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, repasses milionários por meio de empresa ligada ao núcleo familiar, uso de aeronaves particulares e ingressos para shows no exterior. Segundo a PF, a relação entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, apontado como aliado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, era antiga e marcada por elevado grau de confiança. Os investigadores afirmam que mensagens, áudios, registros de chamadas, documentos, contratos e planilhas encontrados em celulares apreendidos em fases anteriores da operação permitiram reconstruir a dinâmica do suposto esquema. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços fica no Corredor da Vitória, em Salvador. Em Brasília, a PF apreendeu US$ 49 mil em espécie, cerca de R$ 250 mil na cotação atual, em um endereço ligado ao senador. "Emenda Master" - A investigação aponta que Jaques Wagner manteve interlocução direta com Augusto Lima em temas considerados estratégicos para o grupo financeiro. Segundo os documentos, o senador teria defendido a ampliação da margem consignável da remuneração disponível para trabalhadores regidos pela CLT, aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), medida que ampliaria a capacidade de concessão de crédito em um segmento em que o grupo possui forte atuação por meio do CredCesta. O tema foi transformado na emenda nº 30 da Medida Provisória 1.106/2022, posteriormente convertida em lei. A PF também afirma que Wagner atuou em torno da chamada "Emenda Master", apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), que aumentava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O líder do governo chegou a apresentar sugestões no texto. Os investigadores identificaram uma sequência de contatos entre Wagner, Augusto Lima, Guilherme Sodré e Daniel Vorcaro durante a tramitação da proposta. Em 13 de agosto de 2024, data em que a emenda nº 11 foi incluída na PEC 65/2023, houve uma ligação de nove minutos e 19 segundos entre Wagner e Augusto Lima. Em seguida, segundo a PF, foi enviado um link com a emenda. Dias depois, após um encontro presencial, Augusto Lima reenviou o material. Outro ponto sob investigação é a atuação parlamentar relacionada à fiscalização e ao controle da operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Apartamento no Horto e outras vantagens - Em troca da atuação parlamentar, a PF sustenta que o senador teria recebido uma série de vantagens. A principal delas seria a aquisição do apartamento 1702 do empreendimento Poème Horto, no Horto Florestal, em Salvador. Avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, o imóvel aparece identificado nas investigações com as iniciais "JW". Segundo os investigadores, os dados da unidade teriam sido repassados diretamente por Jaques Wagner a Augusto Lima. As tratativas para a compra teriam continuado mesmo após o início da Operação Compliance Zero, por meio de reuniões presenciais, videoconferências, ligações e troca de minutas contratuais. Além do imóvel, a PF menciona o uso frequente de aeronaves particulares e o recebimento de ingressos para shows da cantora Taylor Swift em Los Angeles e São Paulo, para filhas e neta de Wagner. Segundo os autos, João Carlos Mansur, da REAG Investimentos, teria custeado entradas no valor de R$ 63.339. Empresa ligada ao enteado - Outro eixo da investigação envolve a BN Financeira Ltda., empresa apontada pela PF como vinculada ao núcleo familiar do senador. Os investigadores afirmam que a companhia recebeu R$ 3,5 milhões da PKL One Participações S.A., empresa dirigida por Andréa Lima Novaes, prima de Augusto Lima. A PF busca determinar se houve prestação efetiva de serviços ou se a operação foi utilizada para ocultar vantagens indevidas. A BN Financeira tem como sócia Bonnie Bonilha, esposa de Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner e secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia. Segundo a PF, a empresa possui capital social reduzido e baixa capacidade operacional, o que reforçaria a necessidade de aprofundar as apurações. No despacho que autorizou a operação, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa. Mensagens e cobranças por pagamentos - Mensagens extraídas do celular de Augusto Lima mostram, segundo a PF, a participação ativa de Eduardo Sodré nas cobranças por pagamentos. Em uma conversa de 4 de setembro de 2025, reproduzida no relatório, o enteado do senador escreveu: "Amanhã vence os boletos e são altos". As mensagens fazem referência a notas fiscais, documentos pendentes de assinatura e providências necessárias para a formalização de pagamentos. De acordo com os investigadores, Augusto Lima chegou a atribuir atrasos nos repasses ao fracasso da negociação envolvendo a venda do Banco Master ao BRB. Em outra mensagem citada pela PF, Augusto Lima escreveu para Jaques Wagner: "Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!". Busca em gabinete foi negada - A Polícia Federal pediu autorização para cumprir mandados no gabinete de Jaques Wagner e em escritórios ligados ao mandato. O pedido, porém, foi rejeitado pelo ministro André Mendonça após manifestação contrária da Procuradoria-Geral da República. Na decisão, o magistrado afirmou que medidas em dependências do Poder Legislativo exigem fundamentação mais rigorosa e demonstração de que provas indispensáveis estariam nesses locais. O que diz a defesa - Até a última atualização, a defesa de Jaques Wagner não havia se pronunciado. Já a defesa de Augusto Lima afirmou que as diligências realizadas pela Polícia Federal eram "desnecessárias", uma vez que o empresário está "há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração". "As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública", diz a nota.
Conversas obtidas pela PF mostram Hugo Motta tratando de crédito com Daniel Vorcaro
Deputado também confirmou viagem a Portugal em aeronave de ex-banqueiro
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, está sob investigação após mensagens obtidas pela Polícia Federal revelarem seu suposto envolvimento na liberação de um financiamento de R$ 22 milhões do Banco Master para uma empresa ligada à sua família. As conversas, divulgadas por veículos de imprensa, indicam que Motta teria solicitado apoio do empresário Daniel Vorcaro para viabilizar a operação de crédito destinada à companhia da sua cunhada, Bianca Medeiros, em março de 2024. Questionado, o parlamentar limitou-se a afirmar que a operação ocorreu dentro da legalidade.
- O caso se aprofundou após Motta admitir ter viajado a Portugal em uma aeronave de Daniel Vorcaro e ter tido parte de sua hospedagem em Lisboa custeada pelo empresário, supostamente a convite do senador Ciro Nogueira. No entanto, o relatório da Polícia Federal aponta divergências sobre o período pago por Vorcaro, que atualmente está preso em Brasília. As informações fazem parte da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master, com documentos tornados públicos após decisão do Supremo Tribunal Federal.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom | Agência Brasil
O nome do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, aparece em mensagens obtidas pela Polícia Federal que tratam da liberação de um financiamento para uma empresa ligada à família de sua esposa. As conversas, reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmadas pelo g1, indicam que o parlamentar teria solicitado ao empresário Daniel Vorcaro apoio para viabilizar uma operação de crédito destinada à empresa de Bianca Medeiros, irmã de sua esposa, Luana Motta. De acordo com a investigação, os diálogos mencionam a liberação de pelo menos R$ 22 milhões por meio do Banco Master para a companhia da cunhada do deputado, em março de 2024. Questionado sobre o episódio, Hugo Motta não respondeu se atuou diretamente para viabilizar o empréstimo, limitando-se a afirmar que a operação financeira ocorreu dentro da legalidade. O caso ganhou novos desdobramentos após o parlamentar admitir, nesta quarta-feira (17), que participou de uma viagem a Portugal em uma aeronave de Daniel Vorcaro. Segundo Motta, o convite partiu do senador Ciro Nogueira. O presidente da Câmara também reconheceu que o então banqueiro custeou parte de sua hospedagem em Lisboa durante a viagem realizada em 2024. Segundo Motta, Vorcaro teria pago apenas duas diárias no hotel onde ficou hospedado. No entanto, informações reunidas pela Polícia Federal apontam divergências. O relatório da corporação indica que o ex-banqueiro arcou com cinco noites de hospedagem, enquanto documentos analisados pelos investigadores registram uma cobrança referente a sete dias de estadia. Os dados fazem parte do material tornado público após decisão do Supremo Tribunal Federal que retirou o sigilo de documentos encaminhados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master. Atualmente, Daniel Vorcaro está preso em Brasília. Entre os elementos analisados pelos investigadores estão mensagens atribuídas ao ex-banqueiro, nas quais ele menciona a necessidade de reservar dois quartos em Lisboa para "Ciro e Hugo", em referência ao senador Ciro Nogueira e ao presidente da Câmara.
Caso Master: PF mira Jaques Wagner e banqueiro em nova fase da operação Compliance Zero
Operação apura suspeitas de fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro; são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em três estados
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18), investigando um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master. A operação apura a participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições financeiras, tendo como alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Congresso, e o banqueiro Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno.
- As ações desta etapa incluem o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia e no Distrito Federal, expedidos pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares como a proibição de contato entre os investigados, suspensão de passaportes e monitoramento eletrônico, em apurações que podem configurar crimes de corrupção passiva e ativa, e lavagem de dinheiro.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga a participação de agentes públicos em um suposto esquema de irregularidades envolvendo instituições financeiras. A investigação aponta para um esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master. Entre os alvos desta etapa estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Congresso, e o banqueiro Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno. A operação também cumpre 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). As ordens são executadas no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. Além disso, foram determinadas medidas cautelares, como proibição de contato entre investigados, suspensão de passaportes e monitoramento eletrônico. Segundo a PF, os fatos sob apuração podem configurar crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. *Em atualização
PF decide não validar proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro
PF decide não validar proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro
Investigação apura supostas fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Master
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal recusou a proposta de colaboração premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, devido a inconsistências nas informações fornecidas. A decisão foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que é o responsável pelo inquérito. A investigação, iniciada em 2024, apura a emissão de títulos financeiros sem cobertura adequada, um esquema que teria gerado prejuízos bilionários ao Sistema Financeiro Nacional.
- Apesar da recusa inicial, a PF não descarta a possibilidade de novas negociações caso Vorcaro apresente dados mais relevantes, enquanto a Procuradoria-Geral da República segue avaliando a proposta de delação. Vorcaro foi preso preventivamente em novembro de 2025 durante a Operação Compliance Zero e novamente em março deste ano. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 2025, e a homologação ou rejeição do acordo de delação caberá, em última instância, ao ministro André Mendonça.
Foto: Divulgação | Banco Master
A Polícia Federal decidiu não validar a proposta de colaboração premiada negociada com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo informações da investigação, os agentes responsáveis consideraram inconsistentes as informações apresentadas pelo empresário durante as negociações do acordo. A apuração foi iniciada em 2024, após solicitação do Ministério Público Federal, e investiga a emissão de títulos financeiros sem cobertura adequada, em um esquema que pode ter causado prejuízos bilionários ao Sistema Financeiro Nacional. De acordo com fontes ligadas ao caso, a decisão da PF já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável pelo inquérito. Apesar da recusa, a polícia não descarta novas negociações caso Vorcaro apresente informações consideradas relevantes. A Procuradoria-Geral da República segue analisando a proposta de delação apresentada pela defesa do banqueiro. Vorcaro foi preso preventivamente durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. Ele chegou a ser liberado por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas voltou a ser preso em março deste ano, durante a terceira fase da operação. Segundo a investigação, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 2025. A decisão final sobre um eventual acordo de delação caberá ao ministro André Mendonça, responsável por homologar ou rejeitar a colaboração premiada.
Aliado de Flávio Bolsonaro pede ao STF investigação sobre vazamentos do caso Master
Reunião com André Mendonça ocorreu após divulgação de áudios sobre pedido de R$ 134 milhões para filme sobre Jair Bolsonaro
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, reuniu-se com o ministro do STF André Mendonça para pedir apuração sobre vazamentos da investigação do Banco Master. As informações são da CNN e do Estadão. O pedido ocorreu após o The Intercept Brasil divulgar conversas em que Flávio negocia com o banqueiro Daniel Vorcaro o pagamento de R$ 134 milhões para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
- A defesa de Flávio está preocupada com supostos "vazamentos seletivos" no caso, que reúne cerca de 7 terabytes de informações. O senador admitiu ter buscado patrocínio privado para a produção, mas negou qualquer irregularidade.
Foto: Waldemir Barreto | Agência Senado
O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, se reuniu nesta quinta-feira (14) com o ministro do STF André Mendonça para pedir apuração sobre vazamentos da investigação envolvendo o Banco Master. As informações são da CNN e do Estadão. O pedido ocorreu após o The Intercept Brasil divulgar conversas em que Flávio negocia com o banqueiro Daniel Vorcaro o pagamento de R$ 134 milhões para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo Marinho, a defesa está preocupada com supostos “vazamentos seletivos” no caso, que reúne cerca de 7 terabytes de informações. As mensagens divulgadas fazem parte do material apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero. Em um dos áudios, Flávio cobra recursos de Vorcaro para despesas do filme “Dark Horse”. Em nota, o senador admitiu ter buscado patrocínio privado para a produção, mas negou qualquer irregularidade.
























