PM apreende espingardas após disparo durante briga familiar em Tanque Novo
Confusão aconteceu na zona rural; dois homens foram levados para a delegacia09 Mar 2026 / 06h00

Gestor é acusado de improbidade administrativa, crime de responsabilidade e descumprimento de normas do TCU, após denúncia do Partido Verde sobre recursos não aplicados em obras previstas
Foto: Reprodução
O prefeito do município de Tanque Novo, Paulo Ricardo Bonfim Carneiro (PP), está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por possíveis irregularidades na gestão de R$ 32.017.723,33, valores repassados em junho de 2023 à Prefeitura, referentes a precatórios do extinto Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental). Segundo a denúncia formalizada pelo Partido Verde local, os recursos, que deveriam ser utilizados exclusivamente para ações de manutenção e desenvolvimento da educação básica, estariam sendo mal aplicados ou desviados. A acusação menciona o descumprimento de metas e a inexecução de obras previstas no Plano de Aplicação dos Recursos, divulgado pela própria gestão em dezembro de 2023. No plano, a Prefeitura previa investir R$ 4.144.095,84 (cerca de 40% do valor principal) em obras estruturantes nas escolas municipais. No entanto, conforme registros fotográficos e vistorias apresentadas à Procuradoria, diversas intervenções não foram realizadas, mesmo com o fim dos prazos estabelecidos. Entre os projetos não executados estão: Construção do CAEEM (R$ 500 mil); Reforma ou nova escola na comunidade de Jacaré (R$ 350 mil); Muro e pavimentação da Escola de Lagoa Nova (R$ 150 mil); Cobertura de quadras em Murici e Vereda Funda (R$ 200 mil cada); Troca de telhados em duas escolas (R$ 100 mil cada); Reforma da entrada e cobertura da Escola Raulindo Cardoso Pimenta (R$ 200 mil); Climatização das escolas municipais (R$ 300 mil). As fotos anexadas à denúncia demonstram o abandono das estruturas e a inexistência das melhorias previstas. Outro ponto levantado diz respeito à não destinação dos juros do precatório, no valor de R$ 14.067.290,60, que, segundo o MPF, deveriam ter sido parcialmente repassados aos professores, conforme determinações legais. Os denunciantes afirmam que 60% desse valor não foram rateados com os profissionais da educação e não houve prestação de contas clara à população. Além de apontar supostos atos de improbidade administrativa e crime de responsabilidade, a denúncia também destaca o descumprimento de normas do Tribunal de Contas da União (TCU) e de entendimentos firmados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os destaques da representação, está o fato de que o CAEEM continua funcionando em um imóvel alugado, e que nenhuma das coberturas de quadra, reformas ou climatizações foi realizada, conforme divulgado anteriormente pela própria gestão. O outro lado: O Sudoeste Bahia está a disposição para qualquer esclarecimento dos citados.
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