Erro faz homem ficar preso por quase 500 dias após ordem de soltura em Irecê
Justiça apura falha que manteve detento no Conjunto Penal de Irecê por mais de um ano depois da expedição do alvará de soltura29 Jul 2026 / 14h30
Por: Cláudio Humberto
Foto: Heuler Andrey | AFP
O processo em que os ex-deputados federais Eduardo Cunha e Solange Almeida são acusados de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por propinas pagas na compra de navios-sonda pela Petrobras foi redistribuído para a 13ª Vara Federal de Curitiba. Desde que o mandato de Cunha foi cassado, em setembro, a ação penal estava no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), devido ao foro por prerrogativa de função de Solange Almeida, então prefeita de Rio Bonito (RJ). A redistribuição foi feita a pedido do Ministério Público Federal (MPF). A 13ª Vara Federal de Curitiba é base da Operação Lava Jato e do juiz Sérgio Moro. No processo, Cunha responde à acusação de ter pedido cerca de US$40 milhões ao empresário Júlio Camargo para viabilizar a contratação do estaleiro sul-coreano Samsung Heavy Industries como fornecedor de dois navios-sondas à Petrobras. As sondas foram usadas pela estatal para a perfuração em águas profundas na África e no Golfo do México. A Petrobras atua como assistente da acusação no caso. Além de Solange, Cunha contou com a participação do intermediário Fernando Soares, o Fernando Baiano, e do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Camargo, Soares e Cerveró já foram condenados pela 13ª Vara Federal de Curitiba pelos mesmos fatos.
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