Justiça Eleitoral inicia convocação de mesários para eleições de outubro
Convocados receberão carta com local de atuação, função e informações sobre treinamento07 Jul 2026 / 16h00
Vítima atuou para a mesma família durante três gerações e realizava jornadas diárias sem salário, segundo investigação.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Foto ilustrativa / reprodução
Uma mulher de 62 anos foi resgatada de uma situação de trabalho análogo à escravidão em uma residência localizada em um condomínio de alto padrão no município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. Embora a operação tenha sido realizada em junho, o caso só foi divulgado pelas autoridades na última semana. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), a vítima começou a trabalhar para a mesma família em 1971, quando tinha apenas sete anos de idade. Desde então, permaneceu prestando serviços ao mesmo núcleo familiar, atravessando três gerações sem receber salário mensal. As investigações apontam que a rotina da mulher começava por volta das 4h30. Ela preparava o café da manhã, ajudava na organização das crianças para a escola, fazia refeições, limpava a residência, organizava os ambientes e cuidava dos menores ao longo do dia. Durante a fiscalização, uma das empregadoras chegou a afirmar aos auditores que a trabalhadora "foi dada pela mãe", declaração que passou a integrar o relatório da investigação. Os auditores concluíram que a vítima permaneceu submetida, durante mais de cinco décadas, a uma relação marcada pela ausência de remuneração, dependência econômica, privação de acesso à educação e permanência contínua no ambiente familiar desde a infância. Para a equipe de fiscalização, as condições configuram uma grave violação da dignidade humana e caracterizam trabalho em condição análoga à escravidão. No momento do resgate, a mulher morava na residência da bisneta da primeira empregadora. Entre suas funções estavam os cuidados diários de duas crianças, de 7 e 11 anos, além do preparo das refeições e da execução de todos os serviços domésticos da casa. A investigação também revelou que, mesmo sendo hipertensa e apresentando episódios frequentes de mal-estar em situações de estresse, ela continuava desempenhando normalmente todas as atividades exigidas pelos empregadores. O caso segue sob acompanhamento das autoridades trabalhistas e dos órgãos responsáveis pela responsabilização dos envolvidos e pela garantia dos direitos da trabalhadora resgatada.
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