Edson Gomes critica Bolsa Família e chama beneficiários de “escravos”
Declaração ocorreu durante show em distrito de Muritiba e repercutiu nas redes sociais
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O cantor Edson Gomes provocou repercussão nas redes sociais após criticar o programa Bolsa Família durante uma apresentação em São José do Itaporã, distrito de Muritiba, no Recôncavo Baiano. Em vídeo que circula online, o artista afirma que beneficiários do programa estariam submetidos a uma forma de “escravidão”. A declaração foi feita ao público durante o show e rapidamente ganhou alcance fora do evento.Ao comentar o tema, o cantor comparou a situação com experiências pessoais no mercado de trabalho formal, sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e disse que o valor do benefício não seria suficiente para garantir condições dignas. Na fala, Edson Gomes também sugeriu que o programa poderia ser usado como instrumento de influência política em períodos eleitorais, ao mencionar possíveis condicionamentos ligados à manutenção do benefício.As declarações geraram reações divergentes nas redes sociais, com críticas e apoios ao posicionamento do artista. Até o momento, não houve manifestação oficial do governo federal sobre o episódio.
Trabalhadores da Bahia são resgatados de trabalho análogo a escravidão no ES
Agora na Bahia, os trabalhadores passam por um fluxo de atendimento padrão da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo
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- Um grupo de 36 baianos foi resgatado em situação de trabalho análogo à escravidão, neste fim de semana, em uma fazenda de café, no município de Pancas, no Espírito Santo. A operação foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a partir de denúncias direcionadas a estes órgãos. Agora na Bahia, os trabalhadores passam por um fluxo de atendimento padrão da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae Bahia). Segundo informações da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), as vítimas vão passar por um diagnóstico socioeconômico que embasa os encaminhamentos para escolarização, nivelamento educacional, reinclusão social no mundo do trabalho e inclusão socioprodutiva. “Na Bahia, atuamos a partir do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Escravo da SJDH. Articulamos tanto os órgãos de governo quanto os órgãos parceiros da Coetrae para garantir o suporte intersetorializado que a vítima necessita ao sair do contexto de exploração. Mas precisamos ampliar as dimensões da nossa atuação no sentido de convencer a sociedade a contribuir para a erradicação desse crime perverso, que alicia as pessoas, a partir da sua fragilidade mais genuína, que é o sonho de uma vida melhor”, afirma o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas.
Mais de 2,8 mil pessoas deixam trabalho análogo à escravidão
Resgate foi feito por fiscais do Ministério do Trabalho neste ano
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- Um total de 2.847 trabalhadores foram resgatados entre janeiro e novembro deste ano de trabalho análogo à escravidão no Brasil. O número parcial de 2023 já é o maior em resgates dos últimos 14 anos e um recorde histórico em toda a série de pagamento de verbas rescisórias. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) fiscalizou no período 516 estabelecimentos urbanos e rurais, o que possibilitou o pagamento de mais de R$ 10,8 milhões em verbas salariais e rescisórias aos trabalhadores resgatados. O cultivo de café foi o setor com a maior quantidade de resgatados (300), e o setor da cana-de-açúcar, que liderava os dados até junho deste ano, teve 258 resgates. Segundo o MTE, o resultado se deve, principalmente, à atuação da fiscalização, que coordena as ações do Grupo Móvel em parceria com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Ministério Público do Trabalho, a Defensoria Pública da União e o Ministério Público Federal. A Região Sudeste foi a que registrou o maior número de ações e resgates, com 192 estabelecimentos fiscalizados e 1.043 trabalhadores resgatados, seguida do Centro-Oeste, com 103 fiscalizações e 720 resgates. O Sul teve 475 trabalhadores resgatados e 76 ações realizadas. No Nordeste, foram realizadas 83 ações e 450 resgates e no Norte, 159 resgatados e 62 ações realizadas pelo MTE. Entre os estados, os maiores resgates ocorreram em Goiás (640), Minas Gerais (571) e São Paulo (380). Minas teve o maior número de ações realizadas (102).
Bahia lidera ranking de empregadores condenados por trabalho análogo à escravidão no Nordeste
A “Lista Suja do Trabalho Escravo” é elaborada pelo MTE com registro de todos os empregadores que realizaram a prática do “trabalho escravo contemporâneo”
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- Entre 2021 e 2022, o número de trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão na Bahia aumentou em 17,14%. O estado desponta na liderança do ranking de empregadores condenados por trabalho escravo contemporâneo no Nordeste, segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre pessoas físicas e empresas, nove condenações são citadas pelo órgão federal. A “Lista Suja do Trabalho Escravo”, elaborada pelo MTE com o registro de todos os empregadores que realizaram o trabalho escravo contemporâneo, entre 2011 e 2022, também mostra a Bahia no sexto lugar da lista nacional. O estado está atrás apenas de Minas Gerais (55), Pará (14), Goiás (14), Mato Grosso do Sul (13) e São Paulo (11). No ranking da região Nordeste, depois da Bahia aparecem Piauí (8), Rio Grande do Norte (8), Maranhão (3), Ceará (2), Paraíba (1) e Pernambuco (1). Não houve registro em Alagoas e Sergipe. Durante o período do estudo, os nove empregadores condenados foram: Adilson Bona Vieira; Agropecuária Vallas Ltda.; Arlinda Pinheiro de Souza Santos; Construtora Almeida Pessoa Ltda.; Elza Duran Lourenço; Gilvandro Froes Marques Lobo; Henrique Rubim; José Ancelmo Pereira da Silva; e Marco Antonio da Silva Costa.
Governo da Bahia define ações de combate ao trabalho análogo à escravidão junto ao MPT
O tema ganhou destaque na pauta do governo após mais de 200 baianos terem sido encontrados trabalhando em condições precárias em Bento Gonçalves, cidade do Rio Grande do Sul
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- Nesta sexta-feira (10), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) esteve em uma reunião junto a representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) nacional e da Bahia para definir uma agenda de trabalho para prevenção e combate ao trabalho análogo à escravidão. O tema ganhou destaque na pauta do governo após mais de 200 baianos terem sido encontrados trabalhando em condições precárias em Bento Gonçalves, cidade do Rio Grande do Sul. A proposta do MPT inclui o compartilhamento de informações e de recursos humanos, dentro das atribuições de cada instituição, para o combate ao problema. O encontro do governador contou com a presença do procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos, e aconteceu na sede do governo, no Centro Administrativo. Secretários de estado, procuradores e conselheiros do Ministério Público também estiveram presentes. Também foram encaminhadas a realização de reuniões técnicas para que o governo estadual participe de modo mais ativo de ações e projetos voltados para este tema. O MPT ainda sinalizou como uma das pautas o informe do termo de ajuste de conduta que prevê a responsabilização das vinícolas Aurora Garibaldi e Salton. Na última quarta-feira (8), um documento com um mesmo tema foi apresentado pelo mesmo grupo ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).
Região: Homem é resgatado em situação semelhante à escravidão
Vítima trabalhava como vaqueiro e estava sem água encanada e energia há 8 meses
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Foto: Reprodução | Rede Bahia
- Um homem de 52 anos foi resgatado após viver por oito meses em situação de trabalho semelhante à escravidão, em uma fazenda, na zona rural de Riachão das Neves, no oeste da Bahia. O dono da propriedade, que também desenvolve trabalhos sociais na cidade, foi preso. Toda ação aconteceu nesta segunda-feira (20). O homem atuava como vaqueiro e recebia salário de R$ 1.250 mensais, contudo, morava na fazenda em condições subumanas. À vitima disse aos agentes que o libertaram que estava sozinho no local desde o mês de abril, sem banheiro, água encanada, nem energia elétrica. O homem, que não teve nome divulgado, contou que tomava banho em um rio e utilizava uma área de mata para fazer as necessidades fisiológicas. Com o salário que recebia, caminhava três quilômetros para pegar um veículo e fazer compras, na sede do município.























