Caravana Bahia Sem Fogo leva prevenção a mais de 2,5 mil pessoas na Chapada Diamantina
11 municípios da Chapada Diamantina e mais de 2,5 mil pessoas participaram das atividades voltadas à prevenção aos incêndios florestais e adoção de práticas sustentáveis
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Divulgação
- O Governo do Estado apresentou nesta sexta-feira (26), na cidade de Ibicoara (459 km de Salvador), os resultados alcançados durante a primeira jornada de mobilização e educação ambiental realizada pela Caravana Bahia Sem Fogo. Ao todo, 11 municípios da Chapada Diamantina e mais de 2,5 mil pessoas participaram das atividades voltadas à prevenção aos incêndios florestais e adoção de práticas sustentáveis. Na oportunidade, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e as instituições que compõem a Caravana realizaram a entrega de 110 kits com equipamentos essenciais para atuação das brigadas voluntárias, contemplando itens de proteção individual e coletiva. Os brigadistas receberam cantil, bataclava, enxada, facão, luva, pá, mochila, abafador, apito, lanterna de cabeça, coturno, gandola, calça, máscara, foice, rastelo, bloqueador solar e soprador. Durante a apresentação, a diretora-geral da Sema e coordenadora do Programa Bahia Sem Fogo, Daniella Fernandes, ressaltou o número expressivo de moradores que participaram das ações propostas pela Caravana: “foi surpreendente a adesão e o engajamento das pessoas em todas as cidades em que a Caravana passou, com representatividade de vários segmentos sociais, muitos brigadistas, gestores públicos, educadores, agricultores e a comunidade em geral. A entrega dos equipamentos mostra o compromisso permanente do Governo em fortalecer este trabalho de referência realizado pelas brigadas voluntárias, na prevenção e combate aos incêndios florestais”. A diretora complementou que a educação ambiental foi um dos pilares da Caravana: “foram visitadas 15 escolas, tanto municipais quanto estaduais, incentivando os estudantes a se tornarem protetores do meio ambiente. Além da distribuição de materiais socioeducativos, realizamos uma atividade em que as crianças e jovens receberam um crachá e o título de Agentes Ambientais Mirins, uma nova abordagem adotada pelo Programa Bahia Sem Fogo”. O projeto iniciou no dia 11de abril, em Andaraí, e, durante 15 dias, levou para os municípios atividades planejadas, a exemplo de rodas de conversas, sensibilização nas escolas e brigadas voluntárias, encontros nas prefeituras, sindicatos e demais entidades envolvidas. “Esta nova fase do Programa Bahia Sem Fogo antecede o período de seca, que é o mais crítico, justamente por entender que era necessário promover estratégias eficazes de prevenção e fortalecer as parcerias entre os órgãos estaduais, as brigadas voluntárias, os municípios e a sociedade em geral. A Caravana Bahia Sem Fogo representa um passo significativo na luta contra os incêndios florestais, demonstrando que a educação e a prevenção são as chaves para um futuro mais verde”, disse a diretora-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Maria Amélia Lins. A Caravana Bahia Sem Fogo se tornou um exemplo de como ações coordenadas e o envolvimento comunitário podem fazer uma diferença significativa na gestão sustentável dos recursos naturais. Em maio, a Caravana vai seguir para o oeste da Bahia, visitando municípios que tiveram ocorrências de incêndios nos últimos anos. Anfitrião do evento, o prefeito de Ibicoara, Gilmadson Melo, agradeceu a toda estrutura do Estado: “em nome do nosso povo ibicoarense, parabenizo ao Governo do Estado pela iniciativa que muito nos fortalece, considerando nosso forte a cultura de turismo ecológico. Aos brigadistas municipais e voluntários todo o respeito e gratidão, o trabalho de vocês fez Ibicoara ser escolhida para fechar, com chave de ouro, este projeto na região da Chapada Diamantina”. O projeto conta com a coordenação da Sema, em parceria com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), as secretarias de Segurança Pública (SSP) e Saúde (Sesab), o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), a Casa Civil, Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec) e a Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa).
Programa do governo de prevenção ao uso de drogas vai para Feira de Santana e Vitória da Conquista
Ampliação do programa 'Corra pro Abraço' foi assinada nesta quinta-feira (16)
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- O governador Jerônimo Rodrigues participou do ato de assinatura para a ampliação do Programa Corra pro Abraço, campanha de governo do estado de prevenção ao uso abusivo de drogas para as cidades de Vitória da Conquista e Feira de Santana. O evento aconteceu na manhã desta quinta-feira (16) no auditório da da Secretaria da Saúde (Sesab), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Em razão do tamanho da população, o programa começou a atuar nos dois municípios. A iniciativa é voltada também para a inclusão social e atenção a grupos vulneráveis, recebendo investimento de cerca de R$ 13 milhões para assegurar serviços e práticas de redução de danos. O programa conta com unidades de apoio na rua, ações voltadas à juventude e acesso à Justiça em Salvador, além de ações específicas em Feira de Santana e Vitória da Conquista. Além do governador, participaram do evento o vice-governador Geraldo Júnior, a secretária da Seades, Fabya Reis, entre outras autoridades, beneficiários e parceiros do programa, além de representantes dos movimentos sociais da população de rua. Dentre as novidades do programa, está a implantação do Observatório de Políticas sobre Drogas da Bahia e do Centro de Referência Maria Lúcia Pereira e a execução do Núcleo de Inclusão Social (NIS), voltado para pessoas usuárias de drogas em tratamento. São mais de 30 mil atendimentos. O Corra pro Abraço passa a ser executado pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado (Seades), em parceria com organizações sociais. Entre os anos de 2017 e 2022, foram realizados 259.426 atendimentos terapêuticos na reabilitação de usuários. Ao longo deste período, o montante do investimento foi de R$ 29 milhões.
Setembro Amarelo: a importância de falar sobre prevenção de suicídio
A grande maioria das mortes por suicídios podem ser evitadas e o diálogo sobre o assunto é o melhor jeito de fazer isso. Se você ou alguém que você conhece possui pensamentos suicidas, peça ajuda
Por: Juliana Battistelli
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Foto: Reprodução | Pixabay
- O Setembro Amarelo é uma campanha criada com o intuito de informar as pessoas sobre o suicídio, uma prática normalmente motivada pela depressão. Mesmo com tantos casos notórios, crescentes a cada ano, ainda existe uma expressiva barreira para falar sobre o problema. Segundo dados recolhidos em 2012 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos, sendo 75% destes indivíduos moradores de países de baixa e média renda. Estima-se que no mundo acontece um suicídio a cada 40 segundos. Atualmente, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos. Todos os dias, pelo menos 32 brasileiros tiram suas próprias vidas. Todos esses números poderiam ser evitados ou reduzidos consideravelmente se existissem políticas eficazes de prevenção do suicídio. Como o Setembro Amarelo começou? A campanha teve início no Brasil, em 2015, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). As primeiras atividades realizadas pelo Setembro Amarelo aconteceram na capital do país, Brasília. Entretanto, já no ano seguinte várias regiões de todo o país aderiram ao movimento e também participaram. A Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP) estimula a divulgação da causa em todo o mundo no dia 10 de setembro, data na qual é comemorado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Esta data foi criada em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de prevenir o ato do suicídio, por meio da adoção de estratégias pelos governos dos países. Neste dia, realizam-se cerca de 600 atividades em 70 países do mundo para salvar vidas. Objetivos do Setembro Amarelo - O principal objetivo da campanha Setembro Amarelo é a conscientização sobre a prevenção do suicídio, buscando alertar a população a respeito da realidade da prática no Brasil e no mundo. Para o Setembro Amarelo, a melhor forma de se evitar um suicídio é através de diálogos e discussões que abordem o problema. Suicídio é o ato de tirar a própria vida intencionalmente. Também fazem parte deste comportamento os pensamentos suicidas, planos e tentativas de morte, assim como os transtornos relacionados ao problema. Durante todo o mês de setembro, ações são realizadas a fim de sensibilizar a população e os profissionais da área para os sintomas desse problema e para a saúde mental. Assim, fazendo-os entender que isso também é uma questão de saúde pública. Infelizmente para muitos, o suicídio ainda não é visto como um problema de saúde pública, mas sim uma espécie de fraqueza de conduta ou personalidade. Como identificar alguém que precisa de ajuda e corre risco de suicídio? Pessoas sob risco de suicídio podem: apresentar comportamento retraído, dificuldades para se relacionar com família e amigos; ter casos de doenças psiquiátricas como: transtornos mentais, transtornos de humor (depressão, bipolaridade), transtornos de comportamento pelo uso de substâncias psicoativas (álcool e drogas), transtornos de personalidade, esquizofrenia e ansiedade generalizada; apresentar irritabilidade, pessimismo ou apatia; sofrer mudanças nos hábitos alimentares ou de sono; odiar-se, apresentar sentimento de culpa, sentir-se sem valor ou com vergonha por algo; ter um desejo súbito de concluir afazeres pessoais, organizar documentos, escrever um testamento; apresentar sentimentos de solidão, impotência e desesperança; escrever cartas de despedida; falar repentinamente sobre morte ou suicídio; apresentar um convívio social conturbado; ter doenças físicas crônicas, limitantes e dolorosas, doenças orgânicas incapacitantes como dores, lesões, epilepsia, câncer ou AIDS; apresentar personalidade impulsiva, agressiva ou humor instável. Quais os sintomas de depressão que levam ao suicídio? Se você está deprimido ou angustiado, sem vontade de viver, é fundamental buscar ajuda o mais rápido possível. Existem alternativas ao suicídio e buscar o auxílio adequado é o primeiro passo. Os acompanhamentos médicos e psicológicos são as maneiras mais eficazes de tratamento. As pessoas que pensam em suicídio normalmente estão tentando fugir de uma situação da vida que lhes parece insuportável, buscando o alívio por: sentirem-se envergonhadas, culpadas ou por se acharem um peso para os demais; sentirem-se vítimas; sentimentos de rejeição, perda ou solidão. O que leva a comportamentos suicidas? Detectar o potencial de comportamentos suicidas é muito importante para a prevenção. Eles são causados por situações que as pessoas encaram como devastadoras. Por exemplo: depressão ou transtorno bipolar; morte de uma pessoa querida; trauma emocional; desemprego ou problemas financeiros; algum membro da família que cometeu suicídio; histórico de negligência ou abuso na infância; não aceitação do envelhecimento; término de relacionamentos; não aceitação da orientação sexual ou identidade de gênero; dependência de drogas ou álcool. Como ajudar? Para ajudar uma pessoa com comportamentos suicidas, algumas ações são fundamentais, como: ouvir, demonstrar empatia e ficar calmo; ser afetuoso e dar o apoio necessário; levar a situação a sério e verificar o grau de risco; perguntar sobre tentativas de suicídio ou pensamentos anteriores; explorar outras saídas para além do suicídio, identificando outras formas de apoio emocional; conversar com a família e amigos imediatamente; remover os meios para o suicídio em casos de grande risco; contar a outras pessoas, conseguir ajuda; permanecer ao lado da pessoa com o transtorno; procurar entender os sentimentos da pessoa sem diminuir a importância deles; aceitar a queixa da pessoa e ter respeito por seu sofrimento; demonstrar preocupação e cuidado constante. O que não fazer: Jamais ignore a situação de uma pessoa com comportamentos e pensamentos suicidas. Não entre em choque, fique envergonhado ou demonstre pânico. Não tente dizer que tudo vai ficar bem, diminuindo a dor da pessoa, sem agir para que isso aconteça. A principal medida é não fazer com que o problema pareça uma bobagem ou algo trivial. Não dê falsas garantias nem jure segredo, procure ajuda imediatamente. Principalmente, não deixe a pessoa sozinha em momentos de crise nem a julgue por seus atos. Recursos da comunidade e fontes de apoio - Para pessoas com pensamentos suicidas, os primeiras recursos ou fontes de apoio são: família; amigos e colegas; unidades de saúde: CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), Unidades de Saúde da Família, clínicas, consultórios psicológicos, urgências psiquiátricas. profissionais de saúde: médicos, psicólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, agentes de saúde. Centros de apoio emocional: CVV (Centro de Valorização da Vida), ligue para o 188. grupos de apoio. A grande maioria das mortes por suicídios podem ser evitadas e o diálogo sobre o assunto é o melhor jeito de fazer isso. Se você ou alguém que você conhece possui pensamentos suicidas, peça ajuda.
Avaliação psicológica preventiva será implementada para policiais militares da Bahia
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Site Oficial
- A Polícia Militar (PM) da Bahia anunciou na manhã desta terça-feira (20), em seu canal no YouTube, que implantará avaliação psicológica preventiva para todos os agentes que farão cursos de formação. A medida foi anunciada três semanas após o policial Wesley Góes, lotado na 72ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Ilhéus), ter sido morto depois de ter tido um surto psicótico, em que desferiu vários tiros para cima, no Farol da Barra, em Salvador. No episódio em questão, houve tentativa de negociação por parte de um grupo especialista em gerenciamento de crise, mas Góes disparou contra os policiais, que tiveram que revidar. De acordo com o comandante-geral da PM, coronel Paulo Coutinho, se trata de uma avaliação progressiva. "Será como se fosse uma condição sine qua non para que eles frequentem com o objetivo de a gente fazer uma avaliação progressiva de nossa tropa e sempre com o objetivo de esse ano ainda a gente atingir 2.300 policiais que serão atendidos dessa forma", afirmou o coronel. Vale ressaltar que Coutinho não fez menção ao caso Wesley Góes.























