
A circulação do vírus da influenza começou mais cedo em 2026 e levou o Governo Federal a reforçar o alerta para a vacinação, principalmente entre grupos mais vulneráveis. Até 18 de abril, o Brasil registrou 5,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados à influenza, com 352 mortes confirmadas, segundo dados oficiais.A vacina segue como principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para públicos prioritários, como crianças, gestantes e idosos — que apresentam maior risco de desenvolver complicações. Além da imunização contra a gripe, gestantes a partir da 28ª semana também podem receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), estratégia voltada à proteção de bebês contra bronquiolite nos primeiros meses de vida.Apesar do início antecipado da circulação viral, antes do período mais crítico do inverno, a expectativa das autoridades de saúde é de que o pico de casos em 2026 seja inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Parte dos estados já apresenta sinais de desaceleração na transmissão. Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Tocantins e o Distrito Federal registraram queda ou interrupção no crescimento dos casos nas últimas semanas. Por outro lado, 17 estados ainda seguem com tendência de alta, o que mantém o cenário de atenção em nível nacional. Autoridades de saúde reforçam que a vacinação é essencial para reduzir internações e mortes, além de aliviar a pressão sobre o sistema de saúde. A recomendação é que pessoas com sintomas gripais busquem atendimento médico em caso de agravamento, especialmente diante de sinais como falta de ar.