Governo quer elevar mistura de etanol na gasolina para 32%
Governo quer elevar mistura de etanol na gasolina para 32%
Medida será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética e pode reduzir importações de gasolina e ampliar o uso de biocombustíveis.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O governo federal está analisando uma proposta para aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina, elevando o percentual atual de 30% para até 32%. A medida, anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após reunião com o presidente Lula e representantes do setor, visa fortalecer a participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional, reduzir a dependência de gasolina importada e evitar a importação de cerca de 450 milhões de litros de combustível por ano.
- Setores ligados à bioenergia e sucroenergético apoiam a iniciativa, destacando potenciais benefícios como a redução de custos para o consumidor, diminuição das emissões de gases poluentes e estímulo a investimentos na produção agrícola e industrial. A viabilidade técnica da mudança, sem comprometer o desempenho dos veículos, já foi atestada por testes anteriores. A proposta será agora encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para avaliação e, se aprovada, representará mais um passo na estratégia brasileira de ampliação do uso de energias renováveis.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governo federal deve analisar nos próximos dias uma proposta para aumentar a quantidade de etanol anidro misturada à gasolina vendida no Brasil. A medida prevê elevar o percentual atual de 30% para até 32%, ampliando a participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional. O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representantes do setor sucroenergético e lideranças empresariais em Brasília. Segundo o governo, a proposta integra a política de fortalecimento dos combustíveis renováveis e busca reduzir a dependência de gasolina importada. A estimativa é que a mudança possa evitar a importação de cerca de 450 milhões de litros de combustível por ano. Representantes do setor afirmam que o aumento da mistura pode contribuir para reduzir os custos ao consumidor, já que o etanol tem apresentado preço inferior ao da gasolina em diversas regiões do país. Além disso, defendem que a medida ajudará a reduzir as emissões de gases poluentes e estimulará investimentos na produção agrícola e industrial. A proposta também recebeu respaldo de entidades ligadas à bioenergia, que afirmam existir capacidade produtiva para atender ao aumento da demanda por etanol. A expectativa do setor é de crescimento da produção nacional nos próximos anos, impulsionado por investimentos e pela expansão do mercado de combustíveis renováveis. Outro ponto destacado durante as discussões foi a viabilidade técnica da mudança. Segundo representantes da indústria, testes realizados anteriormente indicaram que a elevação da mistura não compromete o desempenho dos veículos atualmente em circulação. A proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), responsável por avaliar a medida. Caso seja aprovada, a nova composição poderá representar mais um passo na estratégia brasileira de ampliar o uso de energias renováveis e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
Governo prepara crédito para motoboys comprarem motos
Governo prepara crédito para motoboys comprarem motos
Programa deve oferecer até R$ 20 mil por trabalhador, com juros de 12,6% ao ano.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O governo federal está preparando uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para financiar a compra de motocicletas por entregadores de aplicativos, com limite de R$ 20 mil por trabalhador e juros de 12,6% ao ano. A medida visa facilitar o acesso ao crédito, incluindo a possibilidade de eliminar a exigência de entrada, e seguirá modelo semelhante ao adotado para motoristas de aplicativo.
- A proposta, batizada de Move Motos, integra um pacote de crédito lançado pelo governo para diferentes categorias profissionais e visa atender aos cerca de 485 mil trabalhadores de aplicativos de entrega no Brasil
Foto: Reprodução - PR
O governo federal prepara uma nova linha de crédito para financiar a compra de motocicletas por entregadores de aplicativos. A expectativa é disponibilizar cerca de R$ 4 bilhões em financiamentos, com limite de aproximadamente R$ 20 mil por trabalhador. A proposta prevê juros próximos de 12,6% ao ano e garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO). O governo também avalia medidas para facilitar o acesso ao crédito, incluindo a possibilidade de eliminar a exigência de entrada. As regras devem seguir modelo semelhante ao já adotado para motoristas de aplicativo, com a elegibilidade dos trabalhadores sendo validada pelas próprias plataformas. Batizado de Move Motos, o programa integra um pacote de crédito lançado pelo governo para diferentes categorias profissionais. Segundo o IBGE, o Brasil tinha cerca de 485 mil trabalhadores de aplicativos de entrega em 2024.
Ivana Bastos cobra investimentos da Coelba para o agronegócio no Oeste baiano
Ivana Bastos cobra investimentos da Coelba para o agronegócio no Oeste baiano
Presidente da Alba afirma que deficiência no fornecimento de energia tem afastado investimentos e defende melhorias na infraestrutura elétrica da região.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, cobrou da Neoenergia Coelba mais investimentos na infraestrutura elétrica do estado, especialmente na região Oeste, considerada uma das principais fronteiras do agronegócio brasileiro.
- Segundo Ivana Bastos, a empresa deve aplicar os recursos para solucionar os problemas enfrentados por produtores e investidores, eliminando entraves que limitam a expansão econômica e o desenvolvimento do agronegócio no Oeste da Bahia.
Foto: Vaner Casaes | Alba
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ivana Bastos (PSD), cobrou da Neoenergia Coelba mais investimentos na infraestrutura elétrica do estado, especialmente na região Oeste, considerada uma das principais fronteiras do agronegócio brasileiro. A declaração foi feita nesta segunda-feira (8), durante visita à Bahia Farm Show. Ao comentar o anúncio da distribuidora de energia de investir R$ 25 bilhões na Bahia até 2031, a deputada afirmou esperar que os recursos sejam efetivamente aplicados para solucionar os problemas enfrentados por produtores e investidores. “Eu espero que esse investimento chegue para valer, porque a gente tem um grande gargalo, uma grande dificuldade nesse estado com a Coelba. A Coelba tem dificultado investimentos; pessoas que querem investir nesse estado pensam duas vezes por causa da Coelba”, declarou. Segundo Ivana Bastos, embora a empresa tenha realizado investimentos na região, grande parte dos recursos tem sido direcionada para atender demandas já acumuladas ao longo dos anos. Para a parlamentar, a estrutura atual ainda está distante das necessidades do setor produtivo. “Está muito longe para chegar onde realmente a região precisa, mas é um bom passo, é motivo de começar, acreditar e de alegria”, acrescentou. A expectativa é que os novos investimentos contribuam para ampliar a capacidade energética e eliminar entraves que, segundo lideranças do setor, limitam a expansão econômica e o desenvolvimento do agronegócio no Oeste da Bahia.
Jerônimo critica ataques ao Pix durante evento em Ipirá
Jerônimo critica ataques ao Pix durante evento em Ipirá
Durante agenda do PGP 2026 em Ipirá, governador afirmou que medidas anunciadas pelos Estados Unidos têm motivações políticas e econômicas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou veementemente as recentes ações dos Estados Unidos contra o Brasil, associando-as à atuação de integrantes da oposição brasileira no exterior. Durante um evento do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 em Ipirá, o governador afirmou que setores da oposição estariam pressionando o país em disputas políticas e econômicas, mencionando a interlocução de parlamentares, como o senador Flávio Bolsonaro, com autoridades norte-americanas para incentivar iniciativas contrárias aos interesses nacionais.
- Rodrigues também abordou as discussões em torno do sistema de pagamentos Pix, sugerindo que as controvérsias econômicas possuem motivações que vão além da política, alcançando interesses financeiros de setores afetados por inovações tecnológicas. Em sua fala, o petista defendeu o investimento em educação como ferramenta para fortalecer a capacidade crítica da população e a participação cidadã, ressaltando a importância de uma sociedade mais informada para avaliar cenários políticos e econômicos, em meio ao acirramento das relações entre Brasil e EUA.
Foto: Divulgação
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou neste sábado (5) as recentes medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil e associou as ações à atuação de integrantes da oposição brasileira no exterior. As declarações foram feitas durante um evento do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026, realizado no município de Ipirá, na Bacia do Jacuípe. Ao comentar as discussões envolvendo possíveis sanções econômicas e questionamentos ao sistema de pagamentos Pix, o governador afirmou que setores da oposição estariam contribuindo para pressionar o país em disputas de caráter político e econômico. Sem citar diretamente medidas específicas, Jerônimo criticou a atuação de parlamentares brasileiros que mantêm interlocução com autoridades norte-americanas. Segundo ele, há grupos políticos que tentam transformar divergências ideológicas em ações que podem prejudicar o Brasil. Durante o discurso, o governador mencionou o senador Flávio Bolsonaro e afirmou que opositores estariam incentivando iniciativas contrárias aos interesses nacionais. O petista também fez referências às recentes discussões envolvendo o Pix, sistema de transferências instantâneas criado pelo Banco Central e amplamente utilizado pela população brasileira. Jerônimo argumentou que as disputas em torno de temas econômicos não possuem apenas motivação política, mas também interesses financeiros. Segundo ele, setores afetados por mudanças tecnológicas e novos modelos de transações digitais buscam preservar espaços de mercado diante da popularização de ferramentas como o Pix. O governador ainda defendeu investimentos em educação como instrumento para ampliar a capacidade crítica da população e fortalecer a participação cidadã. Em sua fala, afirmou que uma sociedade mais informada possui melhores condições de avaliar cenários políticos e econômicos. As declarações ocorreram durante mais uma etapa do Programa de Governo Participativo, iniciativa utilizada pelo grupo político para ouvir demandas regionais e discutir propostas para o futuro da Bahia. O evento reuniu lideranças políticas, representantes de movimentos sociais e moradores de diversos municípios da região. O debate sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos ganhou força nos últimos dias após manifestações de autoridades brasileiras e norte-americanas sobre temas econômicos, comerciais e financeiros, ampliando a repercussão política do assunto em diferentes esferas do país.
Brasil ameaça usar Lei da Reciprocidade contra tarifa de Trump
Brasil ameaça usar Lei da Reciprocidade contra tarifa de Trump
Governo reage à proposta dos EUA de impor sobretaxa a produtos brasileiros e classifica medida como protecionista e injusta
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O governo brasileiro afirmou nesta quarta-feira (3) que pode recorrer à Lei da Reciprocidade para responder à proposta dos EUA de aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados do Brasil. A medida foi anunciada após uma investigação que apontou falhas de 59 países, incluindo o Brasil, no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
- O governo brasileiro rejeitou as conclusões da investigação e classificou a iniciativa como uma medida protecionista unilateral. Além disso, destacou que o país já possui legislação para barrar e confiscar mercadorias produzidas sob condições irregulares.
- A diplomacia brasileira segue em busca de uma solução negociada com Washington para evitar a aplicação das tarifas e proteger a economia, os empregos e a renda dos brasileiros.
Foto: Reprodução
O governo brasileiro afirmou nesta quarta-feira (3) que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade para responder à proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados do Brasil. A medida foi anunciada após uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que apontou falhas de 59 países, incluindo o Brasil, no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o governo manifestou “profunda discordância” em relação às conclusões do órgão norte-americano e classificou a iniciativa como uma medida protecionista unilateral. “O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro”, informou o comunicado. O governo também destacou que o país é reconhecido internacionalmente pelo combate ao trabalho escravo e forçado, citando avaliações da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo a nota, a legislação brasileira já permite barrar e confiscar mercadorias produzidas sob condições irregulares. Apesar da reação firme, a diplomacia brasileira mantém a busca por uma solução negociada. Integrantes do Itamaraty defendem o diálogo com Washington para evitar a aplicação das tarifas e reduzir impactos sobre a economia, os empregos e a renda dos brasileiros. A Lei da Reciprocidade autoriza o Brasil a adotar medidas equivalentes contra países que imponham barreiras comerciais consideradas injustificadas, permitindo responder a sanções ou restrições com ações semelhantes.
Lula defende Pix e rebate críticas dos EUA
Lula defende Pix e rebate críticas dos EUA
Declaração foi feita durante agenda em Salvador após relatório americano apontar suposto favorecimento do Banco Central ao sistema de pagamentos brasileiro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o Pix em evento em Salvador, após críticas dos Estados Unidos sobre o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Lula afirmou que o Pix continuará sendo aperfeiçoado e é importante para milhões de brasileiros, e rechaçou a ideia de que o sistema teria tratamento preferencial.
- O governante também destacou que o sistema será continuado a evoluir para atender às necessidades da população, e rebateu críticas de empresas norte-americanas sobre uma suposta desvantagem competitiva do Pix em relação a outros meios de pagamento.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do Pix nesta terça-feira (2) e rebateu as críticas feitas pelos Estados Unidos ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Durante evento realizado em Salvador, o chefe do Executivo afirmou que a ferramenta continuará sendo aperfeiçoada e destacou sua importância para milhões de brasileiros. “O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, declarou o presidente. A manifestação ocorre após a divulgação de um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que apontou preocupações de empresas norte-americanas sobre um suposto tratamento preferencial concedido pelo Banco Central ao sistema brasileiro. Segundo o documento, o fato de o Banco Central criar, operar e regulamentar o Pix poderia gerar vantagens competitivas em relação a outros meios de pagamento oferecidos por empresas privadas. O relatório também cita a obrigatoriedade de adesão ao sistema por instituições financeiras com mais de 500 mil contas. Ao comentar o tema, Lula reforçou que o Pix se consolidou como uma das principais ferramentas financeiras do país e indicou que o sistema continuará evoluindo para atender às necessidades da população. Lançado pelo Banco Central em 2020, o Pix revolucionou as transações financeiras no Brasil ao permitir transferências instantâneas, gratuitas para pessoas físicas e disponíveis 24 horas por dia. Atualmente, a plataforma é utilizada por milhões de brasileiros e movimenta volumes superiores aos registrados por diversos meios tradicionais de pagamento. A discussão sobre o sistema ocorre em meio às análises do governo norte-americano sobre práticas comerciais envolvendo o Brasil. O relatório ainda poderá receber manifestações do governo brasileiro antes da definição de eventuais medidas por parte dos Estados Unidos.
Aneel mantém bandeira e conta de luz seguirá mais cara em junho
Aneel mantém bandeira e conta de luz seguirá mais cara em junho
Cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos permanece devido à redução das chuvas e ao maior uso de usinas termelétricas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de junho, o que significa que os consumidores brasileiros continuarão a pagar um acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Esta cobrança adicional, que se aplica aos usuários atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), permanece em vigor após ter sido ativada em maio, sucedendo um período de bandeira verde de janeiro a abril de 2026.
- A decisão da Aneel é motivada principalmente pelas condições climáticas, com a redução das chuvas impactando a capacidade de geração das hidrelétricas e exigindo o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custos operacionais mais elevados. O sistema de bandeiras tarifárias, instituído em 2015, serve para sinalizar os custos reais da produção de energia, com a bandeira amarela indicando um aumento nas despesas. Diante disso, especialistas recomendam que os consumidores adotem hábitos de consumo consciente para minimizar o impacto na conta de luz.
Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de junho. Com a decisão, os consumidores brasileiros continuarão pagando uma cobrança adicional nas contas de energia elétrica ao longo do próximo mês. Pela regra em vigor, será aplicado um acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A medida vale para todos os usuários atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável pelo fornecimento de energia para a maior parte do país. Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira amarela está relacionada às condições climáticas observadas neste período do ano. A redução das chuvas em diversas regiões brasileiras diminui a capacidade de geração das hidrelétricas, exigindo o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de operação mais elevado. De janeiro a abril de 2026, os consumidores foram beneficiados pela bandeira verde, que não prevê cobrança adicional na conta de luz. No entanto, em maio, a Aneel acionou a bandeira amarela diante da mudança no cenário de geração de energia. A condição permanece para junho. Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo informar aos consumidores os custos reais da produção de energia elétrica no país. O mecanismo funciona como um sinalizador que indica, mês a mês, se a geração está mais barata ou mais cara. As bandeiras são definidas com base em estudos e projeções realizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por avaliar as condições de operação do sistema energético brasileiro. A análise considera fatores como volume dos reservatórios, previsão de chuvas e necessidade de utilização de fontes alternativas de geração. Quando a bandeira é verde, não há cobrança extra. Já as bandeiras amarela e vermelha representam custos adicionais, refletindo o aumento das despesas para produzir e distribuir energia elétrica no país. A recomendação dos especialistas é que os consumidores mantenham hábitos de consumo consciente para reduzir o impacto da cobrança adicional no orçamento familiar.
Prejuízo dos Correios sobe para R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Prejuízo dos Correios sobe para R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Resultado foi impactado por provisões trabalhistas bilionárias, aumento das despesas financeiras e queda nas receitas de serviços e encomendas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com um prejuízo de R$ 3,16 bilhões, o que representa quase o dobro das perdas registradas no mesmo período do ano anterior, intensificando a crise financeira da estatal. Os números, divulgados nas demonstrações financeiras da empresa, refletem uma combinação de queda nas receitas, aumento nas despesas e um significativo reconhecimento de passivos judiciais que pressionaram o balanço.
- A receita bruta da companhia caiu 2,2% no período, somando R$ 4,04 bilhões, impactada pela retração nos segmentos de encomendas, mensagens e postagens internacionais. Apesar da redução em custos operacionais e gastos com pessoal, o balanço foi severamente afetado pelo reconhecimento de uma provisão adicional de R$ 1,06 bilhão para ações trabalhistas e pelo salto nas despesas financeiras. Em operação no vermelho desde 2022, os Correios buscam reverter o cenário através de um amplo processo de reestruturação e modernização.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo de R$ 3,16 bilhões, resultado que representa um agravamento da crise financeira enfrentada pela estatal. O valor é quase o dobro das perdas registradas no mesmo período do ano passado, quando o resultado negativo ficou em R$ 1,7 bilhão. Os números foram divulgados nas demonstrações financeiras da empresa e refletem um cenário de queda nas receitas, aumento das despesas e reconhecimento de passivos judiciais que pressionaram o balanço. Entre janeiro e março deste ano, a receita bruta com vendas e prestação de serviços somou R$ 4,04 bilhões, uma redução de 2,2% em comparação ao mesmo período de 2025. Os principais segmentos da companhia — encomendas, mensagens e postagens internacionais — registraram retração, afetando diretamente o faturamento. Apesar da redução das receitas, a empresa conseguiu diminuir parte dos custos operacionais. As despesas relacionadas aos serviços prestados caíram 7,6%, enquanto os gastos com pessoal tiveram redução de 4,1%. Segundo a estatal, o Programa de Demissão Voluntária (PDV) implementado anteriormente contribuiu para esse resultado. O principal impacto negativo veio da revisão de processos trabalhistas. Os Correios reconheceram uma provisão adicional de R$ 1,06 bilhão referente a ações judiciais, elevando o valor total reservado para contingências trabalhistas para R$ 4,66 bilhões. A medida atende a recomendações de órgãos de controle que questionavam a retirada dessa obrigação dos balanços anteriores. Outro fator que pesou nas contas foi o avanço das despesas financeiras, que saltaram de R$ 283 milhões para R$ 985 milhões na comparação anual. O resultado ocorre após a estatal registrar prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025. Desde 2022, os Correios operam no vermelho e tentam recuperar o equilíbrio financeiro por meio de um amplo processo de reestruturação. A atual gestão aposta na reorganização das contas e na modernização das operações para reverter o cenário nos próximos anos.
Petrobras anuncia corte de R$ 0,35 no litro do diesel
Petrobras anuncia corte de R$ 0,35 no litro do diesel
Desconto de 9,59% nas refinarias passa a valer nesta segunda (1º) e integra pacote federal para conter os impactos da alta do petróleo no mercado internacional.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A Petrobras reduziu em R$ 0,35 por litro o preço do diesel vendido às distribuidoras, em vigor desde a segunda-feira. A medida visa minimizar os impactos da alta internacional do petróleo, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio. Com a redução, o preço médio do diesel A passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro.
- A Petrobras anunciou a redução como parte das ações adotadas pelo governo federal. O modelo de subsídio novinho em folha busca garantir que a diminuição dos custos chegue ao consumidor final. As novas regras unificam programas anteriores e simplificam o repasse dos recursos para produtores e importadores.
Foto: Reprodução
A Petrobras anunciou neste domingo (31) uma redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras. O novo valor entra em vigor nesta segunda-feira (1º) e representa uma queda de 9,59% no combustível comercializado nas refinarias da estatal. Com o reajuste, o preço médio do diesel A passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. A medida faz parte das ações adotadas pelo governo federal para minimizar os impactos provocados pela alta internacional do petróleo, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio. Segundo o governo, a redução incorpora o novo modelo de subsídio concedido ao combustível. A iniciativa substitui benefícios anteriores e busca garantir que a diminuição dos custos chegue ao consumidor final. No sábado (30), o governo federal prorrogou até o fim do ano as medidas de contenção dos preços dos combustíveis. Entre elas estão a subvenção ao diesel e ao gás de cozinha, além da manutenção da isenção de tributos federais sobre o querosene de aviação e o biodiesel. De acordo com as novas regras, o benefício total destinado ao diesel poderá alcançar R$ 1,47 por litro. O modelo unifica programas anteriores e simplifica o repasse dos recursos para produtores e importadores. A Petrobras havia elevado o preço do diesel em março, após a disparada do petróleo no mercado internacional causada pela guerra envolvendo o Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte da commodity. Agora, com a ampliação dos subsídios e a redução anunciada pela estatal, a expectativa é de que o combustível apresente queda nos preços praticados ao longo da cadeia de distribuição, chegando gradualmente aos postos de combustíveis em todo o país.
MPBA firma acordo para frear alta de cachês no São João
MPBA firma acordo para frear alta de cachês no São João
Novo modelo definido pelo Ministério Público da Bahia estabelece critérios para contratação de artistas e busca reduzir gastos nos festejos juninos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Ministério Público da Bahia firmou um acordo com empresários de 22 artistas de destaque nacional e regional para redefinir os critérios de cobrança de cachês nos festejos juninos de 2026. A medida busca conter o aumento sucessivo dos valores pagos por prefeituras baianas nos últimos anos e economizar aproximadamente R$ 5 milhões nos contratos da banda Toque Dez.
- O acordo estabelece que os novos valores serão calculados com base na média dos cachês praticados em 2025, acrescida da correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e considera a comprovação de crescimento da notoriedade dos artistas.
Foto: Reprodução
O Ministério Público da Bahia firmou um acordo com empresários de 22 artistas de destaque nacional e regional para redefinir os critérios de cobrança de cachês nos festejos juninos de 2026. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (25) e busca conter o aumento sucessivo dos valores pagos por prefeituras baianas nos últimos anos. Segundo o MP, a nova metodologia deverá gerar impacto direto nas contas públicas. Apenas nos contratos da banda Toque Dez, a estimativa é de uma economia de aproximadamente R$ 5 milhões. A reunião ocorreu na sede do Ministério Público, em Salvador, com participação de representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público de Contas e empresários do setor artístico. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Rita Tourinho, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção à Moralidade Administrativa (Caopam). Pelo acordo, os novos valores serão calculados com base na média dos cachês praticados em 2025, acrescida da correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O modelo também considera a comprovação de crescimento da notoriedade dos artistas, como aumento do número de shows, expansão para outros estados e crescimento nas redes sociais. Entre os artistas citados nas negociações estão Solange Almeida, Maiara & Maraisa, Zé Neto & Cristiano, Pablo, Nadson Ferinha e Unha Pintada. O MP destacou que o objetivo é garantir economicidade, transparência e segurança jurídica nas contratações realizadas com recursos públicos durante os festejos de São João.
Fiesp articula pressão sobre Senado contra fim da escala 6x1
Fiesp articula pressão sobre Senado contra fim da escala 6x1
Representantes do setor devem se reunir com Davi Alcolumbre para tentar retardar a transição da jornada semanal de 44 para 40 horas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Representantes de setores produtivos do país começaram uma articulação para tentar barrar ou retardar a proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas. O objetivo é desacelerar a tramitação da proposta, que tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.Entre os principais pontos da proposta está a redução da jornada semanal de trabalho em duas etapas, com a primeira mudança começando 60 dias após a promulgação da PEC e a segunda redução sendo aplicada nos 12 meses seguintes. O texto ainda precisa ser levado ao plenário da Câmara dos Deputados, o que pode ampliar o embate entre representantes dos trabalhadores e setores empresariais.
Foto: Marcos Oliveira | Agência Senado
Representantes de diversos setores produtivos do país iniciaram uma articulação em Brasília para tentar barrar ou retardar o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. O grupo empresarial, liderado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, deve se reunir nesta terça-feira (26) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O objetivo do encontro é tentar desacelerar a tramitação da proposta que altera a jornada de trabalho no país. Desde o início das discussões, empresários vêm demonstrando preocupação com possíveis impactos econômicos e aumento de custos operacionais caso a medida seja aprovada. Nos bastidores políticos, a proposta ganhou força após acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para implantação gradual das mudanças no prazo de 14 meses. O relator da PEC que trata do fim da escala 6x1, o deputado federal baiano Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou nesta segunda-feira (25) o relatório prevendo uma transição escalonada da carga horária. Pela proposta, a redução será feita em duas etapas de duas horas cada. A primeira mudança começaria 60 dias após a promulgação da PEC. Já a segunda redução seria aplicada nos 12 meses seguintes. A expectativa em Brasília é de que o texto seja levado ao plenário da Câmara dos Deputados ainda nesta semana, ampliando o embate entre representantes dos trabalhadores e setores empresariais.
Governo libera uso do FGTS para renegociação de dívidas no Desenrola
Governo libera uso do FGTS para renegociação de dívidas no Desenrola
Nova modalidade do programa permitirá usar parte do saldo do FGTS para quitar ou reduzir dívidas em atraso; medida pode movimentar mais de R$ 8 bilhões.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O governo federal lançou o programa Novo Desenrola Brasil, que permite aos trabalhadores utilizar até 20% do saldo do FGTS para renegociar dívidas. A adesão será realizada pelas instituições financeiras após autorização do trabalhador no aplicativo do FGTS. O programa visa movimentar cerca de R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS.
- A expectativa é que os trabalhadores com renda mensal de até R$ 8.105 sejam beneficiados, incluindo dívidas como cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor. Além disso, os recursos podem ser utilizados tanto de contas ativas quanto inativas do FGTS.
Foto: Reprodução
Os trabalhadores já podem consultar no aplicativo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) o saldo disponível para renegociação de dívidas por meio do programa Novo Desenrola Brasil. A nova modalidade permitirá utilizar até 20% do saldo do fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para amortizar ou quitar débitos em atraso. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a expectativa do governo federal é movimentar cerca de R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS dentro do programa. A adesão será realizada diretamente pelas instituições financeiras, após autorização do trabalhador no aplicativo oficial do FGTS. Depois da renegociação da dívida, a Caixa Econômica Federal fará a transferência do valor diretamente para o banco responsável pelo contrato renegociado. De acordo com o governo, o prazo para formalização das operações poderá chegar a 30 dias após a consulta do saldo disponível. A modalidade valerá para trabalhadores com renda mensal de até R$ 8.105 e incluirá dívidas como cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC). Os recursos poderão ser utilizados tanto de contas ativas quanto inativas do FGTS, com prioridade para as contas inativas. O trabalhador não precisará comparecer presencialmente às agências da Caixa para concluir a operação. O governo também informou que o uso do FGTS para renegociação suspenderá temporariamente novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até a recomposição do saldo utilizado. Além da nova modalidade do Desenrola, mais de 10,5 milhões de trabalhadores receberão, em 26 de maio, valores residuais do saque-aniversário do FGTS. Segundo o governo federal, o desbloqueio adicional será de aproximadamente R$ 8,4 bilhões para trabalhadores demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025. Os depósitos serão realizados automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS.
Motta detalha proposta que prevê fim da escala 6x1 e semana de 40 horas
Motta detalha proposta que prevê fim da escala 6x1 e semana de 40 horas
Escala vai prever transição para 40 horas em 1 ano
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição que prevê a redução da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem alteração salarial. A medida deve entrar em vigor após 60 dias da promulgação e será implementada de forma gradual.
- A PEC também prevê a garantia de dois dias de descanso por semana para os trabalhadores e a criação de regulamentações específicas para diferentes categorias profissionais.
Foto: Marina Ramos | Camara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, apresentou nesta segunda-feira os detalhes da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. O texto estabelece a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem alteração salarial, além da garantia de dois dias de descanso por semana para os trabalhadores. Antes do anúncio, Motta se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para alinhar os últimos pontos da proposta, considerada prioritária pelo Palácio do Planalto. Segundo o texto apresentado, a PEC deverá entrar em vigor 60 dias após a promulgação. A transição será feita de forma gradual: ainda neste ano, a carga horária semanal cairá de 44 para 42 horas. As duas horas restantes serão reduzidas em 2027, chegando ao limite de 40 horas semanais. A proposta também prevê regulamentações específicas para diferentes categorias profissionais. No caso de trabalhadores vinculados ao Microempreendedor Individual (MEI), as regras serão definidas por meio de projeto de lei, com o objetivo de permitir maior capacidade de contratação. Outros setores também terão legislação própria para tratar das particularidades de cada atividade. O relatório final da PEC será divulgado ainda nesta tarde e deve ser votado na comissão especial da Câmara ao longo desta semana. O relator da proposta, Leo Prates, passou o fim de semana reunido com consultores legislativos para analisar mais de 100 sugestões apresentadas ao texto. Ele também discutiu o tema com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, além de Hugo Motta. Nos bastidores, aliados do governo afirmam que já existe entendimento entre Lula e Motta para que a garantia dos dois dias de folga passe a valer ainda neste ano. A medida é tratada como estratégica pelo governo federal e tem sido defendida como uma das principais pautas trabalhistas da atual gestão. Um dos principais impasses nas negociações foi a definição da regra de transição entre a jornada atual de 44 horas e o novo limite de 40 horas semanais. Parte do governo defendia aplicação imediata da mudança, enquanto outro grupo aceitava uma adaptação gradual para evitar impactos econômicos e operacionais. A proposta deverá ter um texto mais enxuto, deixando temas específicos para regulamentação posterior. Estudos do governo apontam que cerca de 50 categorias possuem legislação própria sobre jornada de trabalho, incluindo trabalhadores domésticos, comerciários, esportistas e aeronautas. Entre 10 e 12 setores são considerados mais sensíveis e demandam atenção especial durante a implementação das novas regras.
Receita Federal abre consulta ao maior lote de restituição do IR
Receita Federal abre consulta ao maior lote de restituição do IR
Pagamento será feito em 29 de maio e contempla 8,7 milhões de contribuintes; prioridade inclui quem usou Pix e declaração pré-preenchida.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A Receita Federal abre nesta sexta-feira (22) a consulta ao maior lote de restituição do Imposto de Renda da história, abrangendo 8,7 milhões de contribuintes e totalizando um volume recorde de R$ 16 bilhões. Este montante representa cerca de 40% de todas as restituições previstas para 2026, tanto em número de beneficiados quanto em valores. Os depósitos serão efetuados no próximo dia 29 de maio, diretamente nas contas bancárias informadas pelos contribuintes no ato da declaração.
- Terão prioridade no recebimento idosos, pessoas com deficiência, professores e aqueles que utilizaram ferramentas digitais, como a declaração pré-preenchida e o recebimento via Pix. A consulta pode ser realizada pelo portal oficial da Receita Federal ou pelo aplicativo. Os pagamentos subsequentes estão programados para 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto. A Receita orienta os contribuintes a aguardarem o fim do dia para confirmação do depósito, devido à variação de horários entre as instituições financeiras.
Foto: Reprodução
A Receita Federal abre nesta sexta-feira (22) a consulta ao maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Ao todo, 8,7 milhões de contribuintes serão contemplados, em um volume recorde de R$ 16 bilhões em créditos. Segundo o órgão, o lote representa cerca de 40% de todas as restituições previstas para 2026, tanto em quantidade de beneficiados quanto em valores pagos. O depósito será realizado no próximo dia 29 de maio, diretamente na conta bancária informada pelo contribuinte na declaração. Terão prioridade no recebimento idosos, pessoas com deficiência, professores e contribuintes que utilizaram ferramentas digitais, como a declaração pré-preenchida e o recebimento via Pix. A Receita informou que os créditos serão liberados ao longo do dia, conforme o processamento de cada banco. A consulta poderá ser feita pelo portal oficial da Receita Federal, na área “Meu Imposto de Renda”, ou pelo aplicativo oficial disponível para celulares e tablets. O calendário dos próximos lotes já foi definido. Os pagamentos seguintes ocorrerão em 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto. A Receita orienta os contribuintes a aguardarem até o fim do dia para confirmação do depósito, já que o horário do crédito pode variar entre as instituições financeiras. Quem não estiver neste primeiro lote ainda poderá ser incluído nas próximas liberações, conforme a análise e processamento das declarações enviadas ao Fisco.
Deputados propõem reduzir FGTS pela metade em troca do fim da escala 6x1
Deputados propõem reduzir FGTS pela metade em troca do fim da escala 6x1
Emenda apresentada na Câmara condiciona nova jornada a cortes de encargos trabalhistas e benefícios fiscais para empresas
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou força na Câmara dos Deputados após a apresentação de uma emenda que propõe reduzir pela metade o depósito do FGTS como contrapartida para a mudança na jornada. A proposta é liderada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e visa evitar aumento de custos às empresas. O projeto pretende reduzir a carga máxima de 44 para 36 horas semanais em 10 anos.nnA emenda recebeu apoio de 176 deputados e sugere o corte do depósito mensal do FGTS, isenção do INSS patronal apenas para novas contratações, benefícios fiscais e créditos tributários para micro e pequenas empresas.,
Foto: Ricardo Rimoli | Câmara dos Deputados
O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou força na Câmara dos Deputados após a apresentação de uma emenda que propõe reduzir pela metade o depósito do FGTS como contrapartida para a mudança na jornada. O texto foi protocolado no fim do prazo e passou a orientar a articulação de parlamentares da oposição e do Centrão. A proposta é liderada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), que defende medidas de compensação para evitar aumento de custos às empresas. Segundo ele, setores como comércio e serviços seriam os mais afetados pela redução da carga semanal sem ajustes fiscais. O relator do projeto na comissão especial, Reginaldo Lopes (PT-MG), vai avaliar se as mudanças serão incorporadas ao parecer final. O que propõe a emenda: A emenda recebeu apoio de 176 deputados, incluindo nomes da oposição como Nikolas Ferreira (PL-MG), Bia Kicis (PL-DF), Zé Trovão (PL-SC) e Marco Feliciano (PL-SP). O grupo afirma que a redução da jornada sem compensações pode gerar demissões e pressionar a economia. As principais medidas sugeridas são: Corte no FGTS — Depósito mensal cairia de 8% para 4% do salário. Isenção do INSS patronal — Alíquota de 20% seria zerada, mas apenas para novas contratações. Benefícios fiscais — Gastos com novos funcionários poderiam ser abatidos do IRPJ e da CSLL. Créditos tributários — Micro e pequenas empresas do Simples teriam abatimentos extras. O texto também prevê um prazo de adaptação de 10 anos para que a nova jornada passe a valer totalmente. Como é o projeto original: A proposta que deu origem ao debate reduz a carga máxima de 44 para 36 horas semanais, com transição gradual: 40 horas no primeiro ano e queda de uma hora por ano até chegar ao limite final. O texto proíbe redução salarial. Próximos passos: As negociações são conduzidas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que mantém reuniões com líderes partidários e representantes do setor produtivo. A comissão especial pretende acelerar votações e debates nos próximos dias. O projeto segue em análise na Câmara e ainda não tem data para ser votado no plenário.
Datafolha aponta pior avaliação do governo em áreas prioritárias, como segurança e corrupção
Levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país nos dias 12 e 13 de maio
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Uma pesquisa Datafolha realizada em maio apontou a segurança pública como a área de pior desempenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citada por 16% dos entrevistados. Saúde (15%), economia (13%) e combate à corrupção (13%) também figuram entre os principais pontos negativos. Curiosamente, esses temas também se destacam como prioridades para o próximo presidente, com a saúde liderando as preocupações (34%), seguida por educação (15%) e segurança pública (12%).
- O levantamento, que entrevistou 2.004 pessoas, revelou variações significativas por grupos demográficos, como a preocupação feminina com a saúde e dos jovens com a economia. Mesmo entre eleitores de Lula, a segurança pública é vista como o principal problema, enquanto apoiadores de Flávio Bolsonaro priorizam a crítica ao combate à corrupção. Em contraste, as áreas de melhor desempenho do governo foram o combate à fome e à miséria (13%), ao desemprego (10%) e a educação (10%). A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-00290/2026.
Foto: Reprodução | O Globo
A segurança pública foi apontada como a área de pior desempenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 12 e 13 de maio com 2.004 entrevistados em todo o país. O tema foi citado por 16% dos participantes. Na sequência aparecem saúde (15%), economia (13%) e combate à corrupção (13%). Esses mesmos temas figuram entre as prioridades indicadas pelos entrevistados para o próximo presidente, com destaque para saúde (34%), educação (15%), segurança pública (12%) e economia (11%). O levantamento mostra diferenças entre grupos. Entre mulheres, 19% apontaram a saúde como pior área do governo, contra 11% dos homens. Entre jovens de 16 a 24 anos, a economia foi o principal ponto negativo (21%), enquanto apenas 5% dos entrevistados com 60 anos ou mais citaram o tema. Mesmo entre eleitores que declaram voto em Lula, a segurança pública aparece como principal problema (18%). Já entre apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), o combate à corrupção lidera as críticas (17%). A pesquisa também perguntou em quais áreas o governo teve melhor desempenho. Combate à fome e à miséria (13%), combate ao desemprego (10%) e educação (10%) foram as mais citadas. O levantamento está registrado no TSE sob o código BR-00290/2026. Os dados completos da pesquisa estão disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral.
MP de Lula zera taxa das blusinhas sobre importações de até US$ 50
MP de Lula zera taxa das blusinhas sobre importações de até US$ 50
Medida provisória assinada pelo presidente elimina imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória que revoga o imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecido como “taxa das blusinhas”. A decisão, que entra em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União, anula a cobrança estabelecida em 2025 sobre produtos adquiridos em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, ressaltando o impacto da medida para o consumo popular.
- Durante o comunicado, foi enfatizado que a revogação visa reduzir impostos sobre produtos consumidos pela população de baixa renda, conforme apontado pelo ministro Bruno Moretti. A medida, no entanto, vinha gerando divisão interna no governo, com a ala política defendendo o fim da taxação, enquanto setores como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços resistiam à revogação, argumentando que a taxação ajudava a proteger a indústria nacional da concorrência estrangeira.
Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira uma medida provisória que revoga o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido popularmente como “taxa das blusinhas”. A medida entra em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto pouco antes da ida de Lula à posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques. A chamada “taxa das blusinhas” havia sido criada em 2025 por meio de lei aprovada pelo Congresso Nacional. A regra estabelecia cobrança de 20% sobre compras internacionais de pequeno valor feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. O comunicado foi feito pelos ministros Miriam Belchior, da Casa Civil, Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, e pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. Durante o anúncio, Moretti afirmou que a medida reduz impostos sobre produtos consumidos pela população de baixa renda. “O que importa mesmo, presidente, é que são produtos de consumo popular”, disse. “O senhor está retirando impostos federais do consumo popular, das pessoas mais pobres.” A ministra Miriam Belchior também comentou críticas associadas ao nome popular da medida e mencionou a primeira-dama Rosângela da Silva ao falar sobre o perfil dos consumidores que utilizam plataformas internacionais. Nos bastidores, o tema vinha provocando divisão dentro do governo. Integrantes da ala política, como Guilherme Boulos e José Guimarães, defendiam o fim da cobrança. Por outro lado, setores ligados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços resistiam à revogação e argumentavam que a taxação ajudava a proteger a indústria nacional diante da concorrência estrangeira.
Livramento, Brumado, Caetité e Vitória da Conquista têm a gasolina mais cara da Bahia
Levantamento da ANP mostra preço médio estadual de R$ 7,21 entre 3 e 9 de maio
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O preço médio da gasolina comum na Bahia foi de R$ 7,21 na semana de 3 a 9 de maio, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Houve leve redução de 0,1% em relação à semana anterior, com o maior preço médio registrado em Livramento de Nossa Senhora e o menor valor individual encontrado em Feira de Santana.
- Além disso, o diesel também registrou queda, com preço médio de R$ 7,71, e o diesel S10 caiu 1%, com média de R$ 7,83. A Bahia tem o segundo maior preço médio de diesel do país e o sexto maior preço médio da gasolina comum no ranking nacional.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O preço médio da gasolina comum na Bahia ficou em R$ 7,21 na semana de 3 a 9 de maio, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor variou entre R$ 6,64 e R$ 7,99 nos postos pesquisados. Em relação à semana anterior, houve leve redução de 0,1% no preço médio. No período anterior, o litro era vendido, em média, por R$ 7,22. Ao todo, a ANP pesquisou 224 postos em 27 municípios. Considerando a média ponderada, o preço geral no estado ficou em R$ 7,27. As informações são da Agência Sertão. De acordo com a publicação, o maior preço médio foi registrado em Livramento de Nossa Senhora, onde o litro custou R$ 7,97. Em seguida aparecem Brumado (R$ 7,94), Vitória da Conquista (R$ 7,87) e Caetité (R$ 7,69). Na outra ponta, Feira de Santana teve o menor preço médio, de R$ 6,83, com o menor valor individual encontrado no estado: R$ 6,79. Outros municípios com preços mais baixos foram Alagoinhas e Paulo Afonso (R$ 6,84), além de Salvador, onde o litro custou, em média, R$ 7,00. Em Guanambi, o preço médio foi de R$ 7,41. No ranking nacional, a Bahia aparece com o sexto maior preço médio da gasolina comum. O estado tem o combustível mais caro do Nordeste depois de Sergipe. Diesel também registrou queda - O diesel comum teve preço médio de R$ 7,71, queda de 1% em relação à semana anterior. O valor variou entre R$ 7,18 e R$ 8,89 nos 131 postos pesquisados. O diesel S10 também caiu 1%, com média de R$ 7,83. Apesar da redução, os valores seguem acima dos da gasolina comum na média estadual. A Bahia tem o segundo maior preço médio de diesel do país, atrás apenas do Acre.
Fechamento de agências do Bradesco gera filas e superlotação em Conquista
Fechamento de agências do Bradesco gera filas e superlotação em Conquista
Aglomeração se formou na manhã desta sexta-feira (8) no Centro da cidade
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Uma fila extensa se formou na Agência 270 do Bradesco em Vitória da Conquista, devido à superlotação após o fechamento de quatro unidades do banco nos últimos anos. A sobrecarga ocorre especialmente no início do mês, quando aumenta a procura por serviços bancários.
Foto: Ascom | Sindicato dos Bancários
Uma fila extensa se formou na manhã desta sexta-feira (8) em frente à Agência 270 do Bradesco, na Rua Maximiliano Fernandes, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Clientes aguardavam atendimento nos caixas eletrônicos, e a fila avançou pelas calçadas até a Praça 9 de Novembro. Segundo o Sindicato dos Bancários, a superlotação ocorre após o fechamento de quatro unidades do banco nos últimos anos. Atualmente, apenas uma agência atende o público geral na cidade; a outra é exclusiva para clientes de alta renda. A entidade afirma que a redução de postos de atendimento tem provocado sobrecarga, especialmente no início do mês, quando aumenta a procura por serviços bancários. Até a publicação desta matéria, o Bradesco não havia se manifestado sobre a situação.
Relator prevê votação sobre fim da escala 6x1 em 26 de maio
Relator prevê votação sobre fim da escala 6x1 em 26 de maio
Plano de trabalho inclui audiências em quatro estados antes da análise na comissão
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O deputado Léo Prates (Republicanos-BA) apresentou o cronograma da comissão especial que analisa a PEC que reduz a jornada de trabalho e extingue a escala 6x1. O plano prevê votação final no dia 26 de maio e posterior votação no plenário da Câmara.
- A comissão especial realizará 11 reuniões, incluindo audiências públicas em estados como Paraíba, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O objetivo das audiências é reunir informações sobre os impactos da mudança e ouvir trabalhadores e empregadores.
Foto: Reprodução | Bruno Spada
O deputado Léo Prates (Republicanos‑BA), relator da PEC que reduz a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1, apresentou nesta terça‑feira (5) o cronograma de atividades da comissão especial responsável por analisar a proposta. O plano prevê que o parecer seja votado no colegiado no dia 26 de maio. De acordo com Prates, a expectativa é que o texto siga para o plenário já no dia seguinte. O relator organizou 11 reuniões, com encontros às terças e quartas em Brasília e audiências públicas nos estados às quintas‑feiras. A primeira será realizada na Paraíba, estado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos‑PB). Depois, estão previstas agendas em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O deputado afirmou que o objetivo das audiências é reunir informações sobre impactos econômicos, sociais e jurídicos da mudança, além de ouvir trabalhadores e comparar experiências internacionais. O cronograma inclui debates sobre uso do tempo de trabalho, efeitos econômicos da redução da jornada e posições de empregadores e trabalhadores. A apresentação do relatório está marcada para 20 de maio. Também estão previstos seminários em Belo Horizonte e São Paulo. A PEC já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora tramita na comissão especial, que analisa propostas apresentadas pelos deputados Erika Hilton (PSOL‑SP) e Reginaldo Lopes (PT‑MG). Após a votação no colegiado, o texto seguirá para o plenário da Câmara.
Gasolina sofre novo aumento de 10,2% na Bahia
Gasolina sofre novo aumento de 10,2% na Bahia
Reajuste de R$ 0,39 por litro é o oitavo aumento desde o início do conflito no Oriente Médio
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A Acelen anunciou um novo reajuste no preço da gasolina na Bahia, começando a partir desta quinta-feira (30). O aumento será de R$ 0,39 por litro, cerca de 10,2%, e atinge o oitavo aumento desde o início do conflito no Oriente Médio, em fevereiro de 2023. A política de preços adotada pela empresa acompanha as oscilações do mercado internacional de petróleo e os impactos geopolíticos sobre os combustíveis.
- O novo reajuste deve afetar diretamente o consumidor baiano, com reflexos no custo do transporte e em setores da economia ligados à circulação de mercadorias e serviços. Enquanto a refinaria baiana acumula reajustes, a Petrobras não anunciou mudanças recentes no preço da gasolina em suas refinarias no mesmo período.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Acelen, empresa que opera a refinaria de Mataripe, na Bahia, anunciou um novo reajuste no preço da gasolina na Bahia a partir desta quinta-feira (30). O aumento será de R$ 0,39 por litro, cerca de 10,2%, e amplia a pressão sobre o mercado de combustíveis no estado. Este é o oitavo aumento registrado desde o início do conflito no Oriente Médio, em fevereiro deste ano. A política de preços adotada pela empresa acompanha as oscilações do mercado internacional de petróleo e os impactos geopolíticos sobre os combustíveis. O novo reajuste deve afetar diretamente o consumidor baiano, com reflexos no custo do transporte e em setores da economia ligados à circulação de mercadorias e serviços. Enquanto a refinaria baiana acumula reajustes, a Petrobras não anunciou mudanças recentes no preço da gasolina em suas refinarias no mesmo período.
Argentina libera jornada de até 12 horas; Brasil discute fim da escala 6×1
Argentina libera jornada de até 12 horas; Brasil discute fim da escala 6×1
Mudanças trabalhistas seguem caminhos opostos nos dois países
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A Argentina adotou novas regras trabalhistas em favor da produtividade, permitindo jornadas de até 12 horas por dia, enquanto o Brasil discute a redução da carga semanal com o fim da escala 6×1. As medidas geram incerteza entre empresas e empregados e podem afetar a competitividade regional.
Foto: Tânia Rêgo | Agência Brasil
A Argentina e o Brasil seguem caminhos opostos na legislação trabalhista. Enquanto os argentinos passam a permitir jornadas de até 12 horas por dia, o Brasil discute a redução da carga semanal com o fim da escala 6×1. A decisão da Justiça argentina atende a pontos centrais da reforma defendida pelo governo de Javier Milei. O limite semanal de 48 horas foi mantido, mas agora é possível concentrar períodos de descanso e ampliar a carga diária, desde que haja acordo coletivo. A medida também endurece regras para greves em setores essenciais, como saúde e educação. Para sindicatos, como a CGT, as mudanças representam perda de direitos históricos e podem afetar a saúde dos trabalhadores. A entidade anunciou que vai recorrer da decisão, que pode chegar à Suprema Corte nos próximos meses. Até lá, as novas regras já podem ser aplicadas, gerando incerteza entre empresas e empregados. No Brasil, o debate segue em sentido contrário. Uma proposta de emenda à Constituição prevê o fim da escala 6×1, que obriga seis dias de trabalho para um de descanso. Modelos como 5×2 ou 4×3 estão em discussão, alinhados a tendências globais que buscam mais qualidade de vida e produtividade. Especialistas apontam que o contraste entre as duas maiores economias do Mercosul pode impactar a competitividade regional. Enquanto na Argentina há expectativa de aumento da produtividade, no Brasil defensores da redução da jornada afirmam que mais tempo livre pode impulsionar setores como lazer, educação e consumo interno.
Varejo da Bahia deve faturar R$ 15,2 bilhões no Dia das Mães
Varejo da Bahia deve faturar R$ 15,2 bilhões no Dia das Mães
Setores básicos puxam alta, enquanto segmentos dependentes de crédito devem recuar.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
O varejo baiano deve faturar R$ 15,2 bilhões em maio, impulsionado pelo Dia das Mães, principal data do comércio no primeiro semestre. A projeção é da Fecomércio-BA. O valor representa crescimento real de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.Entre os segmentos analisados, o destaque fica para os setores de consumo básico, menos dependentes de crédito. Farmácias e perfumarias devem crescer 8%, enquanto supermercados têm previsão de alta de 4%. O grupo de “outras atividades”, que inclui joalherias, chocolates e artigos esportivos, também deve avançar, com expectativa de crescimento na casa de 8%.Por outro lado, setores mais sensíveis aos juros tendem a recuar. É o caso de móveis e decoração, com queda estimada de 9%, vestuário e calçados (-5%) e eletrodomésticos (-4%). Segundo a entidade, o cenário de juros elevados continua pressionando o consumo de bens de maior valor.Ainda assim, a expectativa é de resultado positivo no mês, sustentado pelo aumento da renda dos trabalhadores e pelo aquecimento do mercado de trabalho.
Mais de 5 mil postos são fiscalizados por alta de combustíveis
Mais de 5 mil postos são fiscalizados por alta de combustíveis
Mais de 3,5 mil notificações foram emitidas; multas podem chegar a R$ 14 milhões
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
Uma força-tarefa nacional já fiscalizou 5.358 postos de combustíveis e 322 distribuidoras em todo o país desde o dia 9 de março. A ação busca coibir aumentos abusivos de preços após o início da guerra no Oriente Médio. As operações envolvem órgãos federais e estaduais, como a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procons.Até o momento, foram emitidas mais de 3,5 mil notificações. Após análise, os casos podem resultar em multas de até R$ 14 milhões, conforme o Código de Defesa do Consumidor. A ANP também autuou 85 postos e 19 distribuidoras por irregularidades. Em 16 casos, há indícios de formação de preço abusivo por parte de distribuidoras, com multas que podem chegar a R$ 500 milhões.As fiscalizações se somam a outras medidas adotadas pelo governo federal, como a redução de impostos sobre o diesel e a criação de subsídios para conter os impactos da alta nos preços. As ações seguem em andamento em todo o país.
Receita desmente imposto sobre transferências via Pix
Receita desmente imposto sobre transferências via Pix
Órgão afirma que não existe imposto sobre o Pix e que mensagens nas redes sociais têm caráter alarmista e enganoso.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Marcello Casal jr | Agência Brasil
A Receita Federal voltou a desmentir, nesta quarta-feira (14), informações falsas que circulam nas redes sociais sobre um suposto monitoramento de transações via Pix para fins de cobrança de impostos. Em nota oficial, o órgão reforçou que não existe tributação sobre o Pix e que qualquer tipo de fiscalização com esse objetivo é proibida pela Constituição Federal. Segundo o Fisco, são completamente inverídicas as mensagens que falam em “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências”. O órgão explica que o Pix é apenas um meio de pagamento, assim como o dinheiro em espécie, o cartão de débito ou de crédito, e que sua utilização não gera, por si só, qualquer obrigação tributária.Os boatos utilizam de forma distorcida a Instrução Normativa nº 2.278, publicada em agosto do ano passado, sugerindo que a regra permitiria o rastreamento de transações individuais de cidadãos. A Receita esclarece que a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já exigidas dos bancos tradicionais, dentro das políticas de prevenção à lavagem de dinheiro e à ocultação de bens. De acordo com o órgão, não há acesso a valores específicos de transações, nem à origem, destino ou natureza dos gastos realizados pelos usuários do sistema de pagamentos instantâneos. As informações são tratadas de forma agregada e institucional, sem individualização.As notícias falsas voltaram a ganhar força nas últimas horas após a divulgação de vídeos pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), nos quais ele afirma que o governo retomaria o monitoramento do Pix. Há cerca de duas semanas, a Receita já havia publicado outro alerta rebatendo boatos semelhantes. Em nota, o Fisco afirmou que esse tipo de conteúdo tem como objetivo induzir a população ao erro, provocar insegurança financeira e comprometer a credibilidade de um dos principais meios de pagamento do país. O órgão também alertou que a disseminação dessas mensagens favorece interesses do crime organizado e de grupos que lucram com a monetização e o engajamento gerado por informações falsas nas redes sociais.
Novo salário-mínimo de R$1.621 entra em vigor em janeiro de 2026
Novo salário-mínimo de R$1.621 entra em vigor em janeiro de 2026
Reajuste de 6,8% foi publicado no Diário Oficial e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
O salário-mínimo no Brasil será de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O novo valor foi oficializado nesta quarta-feira (24), com a publicação do reajuste pelo governo federal no Diário Oficial da União (DOU). O aumento representa uma correção de 6,8% em relação ao piso atual, o equivalente a pouco mais de R$ 100. O percentual ficou acima da última estimativa de inflação divulgada pelo Banco Central para este ano, de 4,33%.O salário-mínimo corresponde à menor remuneração que pode ser paga a um trabalhador formal no país. Pela Constituição Federal, o valor deve ser suficiente para atender às necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família, como moradia, alimentação, saúde, lazer, higiene e transporte. Apesar do reajuste, estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que o valor necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.067,18, mais de quatro vezes o novo piso nacional previsto para 2026.Segundo o Dieese, cerca de 62 milhões de brasileiros têm rendimentos atrelados ao salário-mínimo. A elevação para R$ 1.621 deve injetar aproximadamente R$ 81,7 bilhões na economia brasileira.
PIB da Bahia cresce 2,2% no 3º trimestre de 2025
PIB da Bahia cresce 2,2% no 3º trimestre de 2025
Estado registra alta de 2,2% no terceiro trimestre, com avanço em todos os setores e desempenho destacado da agropecuária.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
O Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia cresceu 2,2% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Na comparação com o segundo trimestre, com ajuste sazonal, houve aumento de 0,4%. No acumulado de janeiro a setembro, o avanço chega a 2,7%. No terceiro trimestre, o PIB baiano totalizou R$ 130,76 bilhões, sendo R$ 116,5 bilhões de Valor Adicionado (VA) e R$ 14,2 bilhões de impostos. Por setor, a agropecuária gerou VA de R$ 13,1 bilhões, a indústria R$ 28,2 bilhões e os serviços R$ 75,17 bilhões.De janeiro a setembro, o PIB corrente soma R$ 407 bilhões, com R$ 362,8 bilhões em Valor Adicionado e R$ 44,2 bilhões em impostos. No período, a agropecuária acumulou R$ 48,1 bilhões, a indústria R$ 86,9 bilhões e os serviços R$ 227,8 bilhões em VA. Na comparação anual, o crescimento de 2,2% no trimestre reflete avanços de 12,4% na agropecuária, impulsionada por lavouras de cereais, algodão, culturas permanentes e pela pecuária. A indústria subiu 0,9%, com alta na transformação (+1,6%), na construção (+0,2%) e na extração mineral (+21,3%). Energia, gás e água tiveram queda de 3,6%.O setor de serviços avançou 0,9%, com resultados positivos no comércio (+2,2%), nas atividades imobiliárias (+2,4%) e em outros serviços (+1,1%). Administração pública (-0,7%) e transportes (-0,4%) registraram retração. No acumulado do ano, a agropecuária cresce 10%, a indústria 3% — com destaque para a transformação (+3,3%), construção (+2,6%) e extração (+7,3%) — e os serviços avançam 1,2%, puxados pelo comércio (+0,8%), atividades imobiliárias (+2,3%) e outros serviços (+2,3%).
Lula anuncia isenção do IR para salários até R$ 5 mil
Lula anuncia isenção do IR para salários até R$ 5 mil
Medida aprovada pelo Congresso beneficia mais de 15 milhões de contribuintes e será compensada com taxação de altas rendas.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Adriano Machado | Reuters
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em pronunciamento em rede nacional na noite deste domingo (30), que a nova política de Imposto de Renda vai injetar R$ 28 bilhões na economia em 2026 e corrigir “distorções históricas” na carga tributária. A lei, aprovada pelo Congresso nesta semana, isenta quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduz a alíquota para salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350. A regra passa a valer em janeiro de 2026. Segundo o governo, mais de 15 milhões de contribuintes serão beneficiados. Lula declarou que “o Brasil mudou nesta última semana” e afirmou que a medida representa o fim de “privilégios de uma pequena elite financeira”, substituídos, segundo ele, por “uma conquista para a maioria do povo brasileiro”.O presidente destacou o impacto econômico direto da mudança. De acordo com cálculos da Receita Federal, o alívio no imposto deve ampliar o consumo e aquecer setores como comércio, indústria, serviços e empreendedorismo. “Esse dinheiro extra nas mãos do povo brasileiro deve injetar R$ 28 bilhões na economia”, afirmou. Lula disse que a nova política tributária só foi possível após a aprovação da taxação das altas rendas. Segundo ele, a compensação não ocorrerá por meio de cortes em áreas como educação ou saúde, mas pela cobrança sobre os “super-ricos”, com ganhos superiores a R$ 1 milhão por ano.O presidente classificou o atual modelo como “inaceitável” e afirmou que ele aprofunda desigualdades. Lula citou que trabalhadores assalariados chegam a pagar 27,5% de Imposto de Renda, enquanto quem vive de rendimentos paga, em média, 2,5%. Ele criticou o acúmulo de riqueza sem tributação adequada. “Era preciso mudar, e nós estamos mudando”, disse. Lula também citou efeitos no orçamento familiar. Segundo ele, um trabalhador com salário de R$ 4.800 terá economia anual de cerca de R$ 4 mil com a isenção total. O presidente afirmou que dezembro será o último mês com desconto para quem ganha até R$ 5 mil, já que a nova tabela entra em vigor em janeiro de 2026.Ao avaliar o cenário econômico, Lula afirmou que o Brasil voltou a figurar entre as dez maiores economias do mundo. Ele mencionou queda na desigualdade, no desemprego e avanços em políticas sociais. Ainda assim, destacou que o país mantém forte concentração de renda: “O 1% mais rico acumula 63% da riqueza, enquanto a metade mais pobre detém apenas 2%”. O presidente encerrou o discurso afirmando que o governo continuará enfrentando privilégios e ampliando oportunidades. “Seguiremos firmes, combatendo os privilégios de poucos para defender os direitos de muitos”, concluiu.
Setor varejista baiano registra alta em julho e acumula crescimento no ano
Setor varejista baiano registra alta em julho e acumula crescimento no ano
Comércio varejista baiano teve alta de 0,8% em julho; redução da inadimplência e setores essenciais impulsionam desempenho, segundo o IBGE.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Marcos Oliveira | Arquivo Sudoeste Bahia
As vendas do comércio varejista na Bahia apresentaram crescimento em julho deste ano, segundo dados divulgados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação com junho, a alta foi de 0,8%. Já na comparação com julho de 2024, o avanço chegou a 2,7%. No acumulado de 2025, o setor soma expansão de 0,9%. De acordo com especialistas, o desempenho positivo do varejo reflete, em parte, uma melhora na saúde financeira das famílias baianas, que têm conseguido reduzir seus níveis de inadimplência. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) indicam que o percentual de famílias com contas em atraso no estado caiu para 23,8% em julho — uma redução em relação tanto a junho quanto ao mesmo período do ano passado. Esse cenário indica que os consumidores têm utilizado o crédito de forma mais consciente, direcionando parte dos recursos para a quitação de dívidas, o que por sua vez facilita o acesso a novas compras e reaquece o comércio. Entre os segmentos que mais contribuíram para o crescimento das vendas em julho, destacam-se: Artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria, com aumento de 13,2% em relação a julho de 2024; Combustíveis e lubrificantes, com alta de 3,8%; e Supermercados, com crescimento de 1,3%. No entanto, ao se considerar o comércio varejista ampliado — que inclui as vendas de veículos e materiais de construção —, o cenário é mais contido. Houve crescimento de 2,2% em relação a junho, mas queda de 1,4% na comparação com julho de 2024. No acumulado de 2025, o setor ampliado apresenta retração de 2,2%.
PIB baiano tem alta de 2,6% no quarto trimestre e fecha 2023 com crescimento
PIB baiano tem alta de 2,6% no quarto trimestre e fecha 2023 com crescimento
A principal contribuição para a expansão do PIB baiano em 2023 foi do setor agropecuário, o qual registrou crescimento acumulado de 5,2%
Por: redação do Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Gov/BA
- O resultado do PIB da Bahia 2023, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), mostra que a atividade econômica do estado (Produto Interno Bruto) registrou crescimento de 2,6% no quarto trimestre de 2023 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já na comparação com o terceiro trimestre de 2023, quando são eliminadas as influências sazonais – ajuste sazonal – houve alta de 1,1%. No ano de 2023 a economia baiana registrou crescimento de 1,1%. A economia baiana, no acumulado de janeiro a dezembro de 2023, registrou expansão de 1,1% em comparação com o mesmo período de 2022. A principal contribuição para a expansão do PIB baiano em 2023 foi do setor agropecuário, o qual registrou crescimento acumulado de 5,2%. O setor de serviços, que possui o maior peso na estrutura econômica do estado, também contribuiu positivamente para o resultado positivo de 2023 com expansão de 1,9%. Dentre as atividades de serviços, a maior variação foi observada em outros serviços (+6,1%), com destaque para as atividades profissionais e a atividade educação e saúde. Também ganhando participação ao longo da série, as atividades imobiliárias cresceram 2,5% no ano. Já o setor industrial apresentou queda de 1,7% no ano. O resultado negativo se deve às quedas das indústrias de transformação (-2,9%), extrativas (-8,5%) e construção civil (-0,7%); somente o segmento de geração, distribuição e consumo de energia elétrica, gás e água registrou desempenho positivo dentro desse setor (+4,7%). PIB em Valor Corrente - No 4º trimestre de 2023, o PIB baiano totalizou R$ 99,6 bilhões, sendo R$ 83,7 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 15,9 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. Com relação aos grandes setores econômicos, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 3,3 bilhões, a Indústria R$ 22,5 bilhões e os Serviços R$ 57,9 bilhões. Para o ano de 2023, os resultados acumulados mostram PIB corrente equivalente a R$ 420,3 bilhões, sendo R$ 368,4 bilhões de Valor Adicionado (VA) e R$ 51,9 bilhões de impostos. Para os setores econômicos, os valores acumulados em 2023 são: Agropecuária (R$ 32,3 bilhões), Indústria (R$ 95,3 bilhões) e Serviços (R$ 240,7 bilhões). 4º Trimestre 2023 / 4º Trimestre 2022 - Quando comparado ao mesmo trimestre de 2022, o PIB da Bahia apresentou resultado positivo de 2,6% no quarto trimestre de 2023. O Valor Adicionado apresentou variação de 2,5% enquanto os impostos cresceram 3,1%. Todos os setores registraram expansão: agropecuária, com taxa positiva de 6,6%, indústria com alta de 5,0% e serviços, com 1,3%. O crescimento do setor agropecuário foi determinado pela expansão na produção de algodão, mandioca, milho e soja; além disso, o segmento da pecuária também contribuiu positivamente para expansão do setor. A expansão de 5,0% do setor industrial foi determinada pela indústria de transformação (+5,5%), da geração, distribuição e consumo de energia elétrica, gás e água (+9,4%) e da indústria extrativa (+2,4%). Enquanto a construção civil teve uma queda de 0,2%. Apesar de não ter apresentado o mesmo desempenho dos demais setores em 2023, serviços também fechou o ano com saldo positivo (+1,3%). Enquanto as atividades outros serviços (+5,1%); comércio (+0,6%) e imobiliárias (+2,6%) cresceram de janeiro a dezembro, a administração pública – importante atividade para a economia baiana – e transportes exibiram resultados negativos com -1,9% e -2,6%, respectivamente.























