Um ano após morte do papa Francisco, Igreja destaca legado de reformas e diálogo
Pontífice ficou marcado por defesa dos pobres, diálogo inter-religioso e propostas de renovação na Igreja21 Abr 2026 / 07h00

Babalorixá afirma ter sido chamado de “macaco nojento”; paróquia nega as ofensas e caso é investigado pela Polícia Civil.
Foto: Reprodução - Redes Sociais
Um padre é acusado de invadir e interromper uma cerimônia de matriz africana no Cemitério da Grande Planície, em Praia Grande (SP), durante o Dia de Finados, e proferir ofensas raciais contra o babalorixá responsável pelo ritual. A paróquia nega que o religioso tenha feito insultos e afirma que ele permaneceu em silêncio. A SSP-SP informou que as diligências seguem em andamento. Segundo o boletim de ocorrência registrado no 2º DP da cidade, o babalorixá Leandro Oliveira Rocha, 44, presidente da Primeira Comissão de Matrizes Africanas e Povos de Terreiro e Umbanda de Praia Grande, conduzia a cerimônia quando o sacerdote teria se aproximado e pedido que o local fosse desocupado. Rocha afirma que foi chamado de “macaco nojento” por volta das 15h30, quando ainda estava dentro do horário autorizado pela prefeitura — o culto estava marcado para 14h, e a missa católica, para 16h.“Ele me xingou de nojento, me chamou de macaco. Baixei o microfone e pedi que aguardasse, porque eu já estava finalizando. Fiquei sem chão, me senti humilhado e exposto”, relatou Rocha ao UOL. O boletim também registra que o padre — identificado como Thomas — teria avançado contra a esposa do babalorixá, Monique Francine Borges dos Santos, 33, tentando derrubar o celular com o qual ela filmava a situação. A ação foi gravada em vídeo.Rocha afirma ter acionado a Polícia Militar, mas foi orientado a procurar a delegacia posteriormente, já que o padre iniciaria a missa. O caso foi registrado como ultraje a culto e injúria racial. Monique também é citada como vítima, por ter sido empurrada durante a discussão. Ele relatou ainda que levou oito dias para registrar o boletim porque, após a confusão, buscou apoio da Guarda Municipal, que informou não poder intervir, e recebeu orientação da PM de que se tratava de “agressão leve”. “Fiquei muito abalado e precisei me recompor para fazer tudo com clareza”, disse.A Polícia Civil investiga o caso.
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