O Dia depois da folia - O que é e o que significa a Quarta-feira de Cinzas
Data religiosa propõe reflexão, penitência e preparação para a celebração da Páscoa.
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A Quarta-feira de Cinzas marca, no Brasil, um dos momentos mais simbólicos do calendário religioso e cultural. Após dias intensos de festa e celebração do Carnaval, o país desperta em outro ritmo: mais silencioso, introspectivo, quase contemplativo. Para os cristãos, especialmente os fiéis da Igreja Católica, a data inaugura a Quaresma, período de 40 dias de preparação para a Páscoa. Nas igrejas, o gesto simples de receber as cinzas na testa carrega um significado profundo: lembrar a fragilidade humana — “do pó vieste e ao pó voltarás” — e convidar à conversão, à revisão de atitudes e à renovação da fé.No contexto brasileiro, essa transição é particularmente simbólica. O mesmo país que vibra ao som do samba, dos trios elétricos e dos desfiles das escolas de samba passa, quase que de forma abrupta, à reflexão. É como se a Quarta-feira de Cinzas fosse um ponto de equilíbrio entre a euforia coletiva e a necessidade individual de recolhimento. Mais do que um rito religioso, o dia convida à pausa. Em meio a uma sociedade marcada pela velocidade da informação e pela busca constante por estímulos, a data propõe desacelerar. É tempo de repensar prioridades, reconciliar-se consigo mesmo e com o outro, praticar a solidariedade e exercitar o silêncio interior.No Brasil plural — onde fé, cultura e tradição se entrelaçam — a Quarta-feira de Cinzas representa esse movimento cíclico entre festa e reflexão. Depois do brilho e da música, resta a consciência de que a vida também pede profundidade. É um chamado à responsabilidade espiritual e social, um lembrete de que toda celebração ganha sentido quando acompanhada de propósito. Assim, a Quarta-feira de Cinzas não é apenas o fim do Carnaval. É o início de um caminho de transformação.
Presépio expressa fé, simplicidade e esperança no Natal
Representação do nascimento de Jesus reúne símbolos religiosos e históricos e permanece como uma das principais tradições do período natalino.
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O presépio natalino é uma das representações mais tradicionais do Natal cristão e simboliza o nascimento de Jesus Cristo, ocorrido, segundo a tradição bíblica, em Belém. A montagem reúne figuras que remetem ao contexto histórico e religioso do episódio, como Maria, José, o Menino Jesus, os pastores, os anjos e os Reis Magos. A palavra “presépio” tem origem no latim praesepium, que significa manjedoura, local onde, de acordo com os relatos bíblicos, Jesus foi colocado após o nascimento. O cenário simples, geralmente composto por uma gruta ou estábulo, destaca valores associados ao Natal, como humildade, solidariedade e esperança.A tradição de montar presépios teve início no século 13, a partir de uma encenação realizada por São Francisco de Assis, na Itália. Desde então, o costume se espalhou por diferentes países e culturas, assumindo características regionais, mas preservando o significado central da celebração cristã. Além do aspecto religioso, o presépio também cumpre um papel educativo e cultural. A representação visual facilita a compreensão da narrativa bíblica e é utilizada em igrejas, residências e espaços públicos como forma de transmitir a mensagem do Natal às diferentes gerações.No contexto contemporâneo, o presépio permanece como símbolo de reflexão sobre o nascimento de Jesus e os valores associados à data, em contraste com o caráter comercial que marca parte das celebrações. A tradição segue presente em comunidades cristãs e continua a integrar o calendário cultural e religioso do período natalino.
Discussão em cemitério termina em acusação de racismo contra padre
Babalorixá afirma ter sido chamado de “macaco nojento”; paróquia nega as ofensas e caso é investigado pela Polícia Civil.
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Foto: Reprodução - Redes Sociais
Um padre é acusado de invadir e interromper uma cerimônia de matriz africana no Cemitério da Grande Planície, em Praia Grande (SP), durante o Dia de Finados, e proferir ofensas raciais contra o babalorixá responsável pelo ritual. A paróquia nega que o religioso tenha feito insultos e afirma que ele permaneceu em silêncio. A SSP-SP informou que as diligências seguem em andamento. Segundo o boletim de ocorrência registrado no 2º DP da cidade, o babalorixá Leandro Oliveira Rocha, 44, presidente da Primeira Comissão de Matrizes Africanas e Povos de Terreiro e Umbanda de Praia Grande, conduzia a cerimônia quando o sacerdote teria se aproximado e pedido que o local fosse desocupado. Rocha afirma que foi chamado de “macaco nojento” por volta das 15h30, quando ainda estava dentro do horário autorizado pela prefeitura — o culto estava marcado para 14h, e a missa católica, para 16h.“Ele me xingou de nojento, me chamou de macaco. Baixei o microfone e pedi que aguardasse, porque eu já estava finalizando. Fiquei sem chão, me senti humilhado e exposto”, relatou Rocha ao UOL. O boletim também registra que o padre — identificado como Thomas — teria avançado contra a esposa do babalorixá, Monique Francine Borges dos Santos, 33, tentando derrubar o celular com o qual ela filmava a situação. A ação foi gravada em vídeo.Rocha afirma ter acionado a Polícia Militar, mas foi orientado a procurar a delegacia posteriormente, já que o padre iniciaria a missa. O caso foi registrado como ultraje a culto e injúria racial. Monique também é citada como vítima, por ter sido empurrada durante a discussão. Ele relatou ainda que levou oito dias para registrar o boletim porque, após a confusão, buscou apoio da Guarda Municipal, que informou não poder intervir, e recebeu orientação da PM de que se tratava de “agressão leve”. “Fiquei muito abalado e precisei me recompor para fazer tudo com clareza”, disse.A Polícia Civil investiga o caso.
Devoto lança dinheiro do alto da estátua de Padre Cícero e causa alvoroço no CE
Fiéis correram e se aglomeraram aos pés da estátua após um homem lançar cédulas para cumprir uma promessa religiosa.
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Uma cena inusitada chamou atenção em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, na última quarta-feira (29). Cédulas de dinheiro foram vistas caindo e se espalhando pelo vento aos pés da estátua de Padre Cícero, um dos principais símbolos religiosos da cidade. Segundo testemunhas, um devoto lançou o dinheiro do topo do monumento em cumprimento a uma promessa feita ao santo popular. O gesto provocou um alvoroço entre os fiéis que estavam no local, que correram e se aglomeraram para tentar recolher parte das cédulas.Imagens registradas por visitantes mostram o momento em que as notas voam pelo ar enquanto pessoas se aproximam dos degraus do monumento. O episódio rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, gerando comentários e diferentes interpretações sobre o ato de fé. De acordo romeiros experientes, lançar dinheiro aos pés da estátua de Padre Cícero é uma prática comum entre devotos como forma de agradecimento por promessas alcançadas.























