Bahia tem 27 candidatos com títulos religiosos nas eleições de 2026
Bahia tem 27 candidatos com títulos religiosos nas eleições de 2026
Dos 27 candidatos que usam títulos religiosos, 24 são ligados a igrejas evangélicas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Um levantamento revela que 27 candidatos ao Legislativo baiano nas eleições de 2026 usam títulos religiosos ou de liderança espiritual, com 24 ligados a igrejas evangélicas, predominando no cenário político estadual e federal. A maioria busca vagas na Câmara dos Deputados, distribuída entre PL, Republicanos, Avante, PT e PRD, enquanto a representação católica é mínima, com apenas um candidato federal, Robson de Irmã Dulce (PL).
- O estudo também destaca a presença de religiões de matriz africana, com Mãe Mara (Republicanos) e Mãe Bernadete de Oxóssi (PSOL/Rede) nas candidaturas. Segundo o Censo 2022 do IBGE, a Bahia permanece majoritariamente católica, mas observa-se crescimento das comunidades evangélicas e de matriz africana, refletindo a composição das candidaturas para o pleito.
Foto: Rovena Rosa | Agência Brasil
Levantamento aponta que 27 candidatos ao Legislativo baiano utilizam títulos religiosos ou de liderança espiritual no nome de urna nas eleições de 2026. Desse total, 24 são ligados a igrejas evangélicas, evidenciando a predominância desse segmento na disputa. A maior parte das candidaturas evangélicas busca vaga na Câmara dos Deputados: são 19 candidatos federais e cinco estaduais, distribuídos por diferentes partidos, entre eles PL, Republicanos, Avante, PT e PRD. Em contraste, a representação católica é reduzida. Há apenas um candidato federal com identificação religiosa explícita, Robson de Irmã Dulce (PL). A baixa participação acompanha a orientação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que proíbe padres, bispos e diáconos de disputar cargos eletivos. O levantamento também mostra espaço para religiões de matriz africana. As candidatas Mãe Mara (Republicanos), à Assembleia Legislativa, e Mãe Bernadete de Oxóssi (PSOL/Rede), à Câmara dos Deputados, representam o segmento nas eleições. Segundo o Censo 2022 do IBGE, a Bahia continua majoritariamente católica, com cerca de 57% da população, mas registra crescimento das religiões de matriz africana e avanço do segmento evangélico, cenário que também se reflete na composição das candidaturas para o pleito deste ano.
Discussão em cemitério termina em acusação de racismo contra padre
Discussão em cemitério termina em acusação de racismo contra padre
Babalorixá afirma ter sido chamado de “macaco nojento”; paróquia nega as ofensas e caso é investigado pela Polícia Civil.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução - Redes Sociais
Um padre é acusado de invadir e interromper uma cerimônia de matriz africana no Cemitério da Grande Planície, em Praia Grande (SP), durante o Dia de Finados, e proferir ofensas raciais contra o babalorixá responsável pelo ritual. A paróquia nega que o religioso tenha feito insultos e afirma que ele permaneceu em silêncio. A SSP-SP informou que as diligências seguem em andamento. Segundo o boletim de ocorrência registrado no 2º DP da cidade, o babalorixá Leandro Oliveira Rocha, 44, presidente da Primeira Comissão de Matrizes Africanas e Povos de Terreiro e Umbanda de Praia Grande, conduzia a cerimônia quando o sacerdote teria se aproximado e pedido que o local fosse desocupado. Rocha afirma que foi chamado de “macaco nojento” por volta das 15h30, quando ainda estava dentro do horário autorizado pela prefeitura — o culto estava marcado para 14h, e a missa católica, para 16h.“Ele me xingou de nojento, me chamou de macaco. Baixei o microfone e pedi que aguardasse, porque eu já estava finalizando. Fiquei sem chão, me senti humilhado e exposto”, relatou Rocha ao UOL. O boletim também registra que o padre — identificado como Thomas — teria avançado contra a esposa do babalorixá, Monique Francine Borges dos Santos, 33, tentando derrubar o celular com o qual ela filmava a situação. A ação foi gravada em vídeo.Rocha afirma ter acionado a Polícia Militar, mas foi orientado a procurar a delegacia posteriormente, já que o padre iniciaria a missa. O caso foi registrado como ultraje a culto e injúria racial. Monique também é citada como vítima, por ter sido empurrada durante a discussão. Ele relatou ainda que levou oito dias para registrar o boletim porque, após a confusão, buscou apoio da Guarda Municipal, que informou não poder intervir, e recebeu orientação da PM de que se tratava de “agressão leve”. “Fiquei muito abalado e precisei me recompor para fazer tudo com clareza”, disse.A Polícia Civil investiga o caso.
























