Flávio Dino apresenta pacote de mudanças para Justiça e cita problemas estruturais
Ministro defende mudanças estruturais, mais rigor disciplinar e revisão de regras em meio a debates internos na corte20 Abr 2026 / 15h00

Por: Juliana Rodrigues
Foto: Reprodução | Facebook
Em entrevista à Rádio Metrópole, jornalista afirmou que não acredita na prisão do ex-presidente como uma "resposta premeditada" da Operação Lava Jato
O jornalista Kennedy Alencar afirmou, hoje (22), em entrevista à Rádio Metrópole, que considera equivocada a decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, pela prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer (MDB). Para Alencar, que falou com Temer momentos antes de ele ser detido, embora haja elementos para uma condenação ao final do processo, a prisão é uma opção "mais política do que jurídica". "No caso do Temer, tem duas questões aí. Uma são as provas do processo. Elas são suficientes para a condenação do Temer? Vários advogados, promotores e procuradores disseram ontem que sim. A outra questão é: havia requisitos para prisão preventiva? Isso já fica mais complicado. Me parece uma opção mais política do que jurídica. Para você prender preventivamente alguém, é porque essa pessoa atrapalha a investigação, é uma ameaça à sociedade", disse o jornalista, acrescentando que Temer não deve ser beneficiado por ser ex-presidente, mas também não pode ser prejudicado. Alencar ainda afirmou que não acredita na prisão do emedebista como uma "resposta premeditada" da Operação Lava Jato. "Essa operação (...) é uma resposta natural do conflito que existe claramente hoje no Brasil, entre aqueles que entendem que a interpretação da Lava Jato faz da lei penal é correta e aqueles que acham que a Lava Jato comete abusos e ultrapassa limites ao interpretar a lei penal. Um setor expressivo do Supremo pensa assim", analisou.
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