FICCO bloqueia R$ 102 milhões ligados ao PCC e ao CV na Bahia
Força integrada coordenada pela Polícia Federal cumpriu centenas de mandados e intensificou o combate ao tráfico, à lavagem de dinheiro e às lideranças criminosas.01 Jun 2026 / 05h30

Por: Juliana Rodrigues
Foto: Reprodução
Danielle Mendonça da Costa e Raimunda Veras Magalhães, esposa e mãe de Adriano Magalhães, eram funcionárias fantasmas na Alerj
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) afirmou, no pedido de busca e apreensão que mirou o senador Flávio Bolsonaro (sem partido/RJ) e funcionários de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que a família do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega transferiu para o ex-assessor Fabrício Queiroz quase 20% (cerca de R$ 203 mil) dos salários recebidos. A informação é do jornal O Globo. Segundo o MP, familiares de Adriano, ex-oficial do Batalhão de Operações Especiais (Bope), faziam parte de um esquema de "rachadinhas" no gabinete de Flávio. O próprio miliciano também se beneficiava dos valores. A investigação aponta que Danielle Mendonça da Costa e Raimunda Veras Magalhães, respectivamente esposa e mãe de Adriano da Nóbrega, receberam um total de R$ 1,029 milhão em salários na Alerj. Danielle e Raimunda teriam repassado, "direta ou indiretamente", R$ 203.002,57 para a conta bancária de Queiroz, o equivalente a 19,7% dos salários, de acordo com o MP. Danielle esteve lotada no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj entre setembro de 2007 e novembro de 2018. Raimunda, por sua vez, ficou nomeada entre maio de 2016 e novembro de 2018. Ainda segundo o MP, há indícios de que os familiares de Adriano da Nóbrega não prestavam serviços de fato, figurando como funcionários fantasmas no gabinete.
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