FICCO bloqueia R$ 102 milhões ligados ao PCC e ao CV na Bahia
Força integrada coordenada pela Polícia Federal cumpriu centenas de mandados e intensificou o combate ao tráfico, à lavagem de dinheiro e às lideranças criminosas.01 Jun 2026 / 05h30

Por: Juliana Rodrigues
Foto: Reprodução
De acordo com relatório obtido pelo Jornal Nacional, valor de R$ 96 mil foi depositado de forma fracionada, o que gera suspeita de ocultação da origem do dinheiro
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) obtido pelo Jornal Nacional aponta 48 depósitos considerados suspeitos na conta do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). De acordo com o documento, cujas informações foram divulgadas ontem (18), as movimentações financeiras foram registradas entre junho e julho de 2017. Os 48 depósitos em espécie na conta do senador eleito foram feitos no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), sempre no valor de R$ 2 mil. No total, foram R$ 96 mil, depositados em cinco dias. Em 9 de junho de 2017 foram 10 depósitos no intervalo de 5 minutos, entre 11h02 e 11h07. No dia 15 de junho, mais 5 depósitos, feitos em 2 minutos, das 16h58 às 17h. Em 27 de junho outros 10 depósitos, em 3 minutos, das 12h21 às 12h24. No seguinte mais 8 depósitos, em 4 minutos, entre 10h52 e 10h56. E no dia 13 de julho, foram 15 depósitos, em 6 minutos. De acordo com a reportagem do Jornal Nacional, o relatório aponta que não é possível identificar os autores dos depósitos e afirma que o fato de terem sido feitos de forma fracionada gera suspeita de ocultação da origem do dinheiro. Flávio Bolsonaro também é citado no procedimento aberto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) contra seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, investigado por movimentações suspeitas de R$ 1,2 milhão durante um ano. Na última semana, o senador eleito pediu ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da investigação.
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