A substituição da aeronave utilizada pela Azul na rota entre Guanambi e Salvador provocou reações negativas no município do sudoeste baiano. A mudança, que entrou em vigor nesta semana, reduziu a capacidade de passageiros por voo e foi classificada pela administração municipal como um retrocesso para a mobilidade regional. O principal crítico da decisão foi o secretário de Desenvolvimento Econômico de Guanambi, Fabrício Lopes. Segundo ele, a troca do modelo ATR 72, que transportava mais de 70 passageiros, pelo Cessna Grand Caravan, com apenas nove assentos, representa uma perda significativa para a população e para o setor produtivo da região. Em entrevista à imprensa regional, o secretário afirmou ter sido surpreendido pela operação da nova aeronave e questionou aspectos relacionados ao conforto oferecido aos passageiros. "Saímos de um modelo seguro para um tonel do Chaves que não tem nem banheiro".Para Lopes, a mudança não acompanha a demanda existente e afeta diretamente usuários que dependem do transporte aéreo para deslocamentos profissionais, comerciais e de saúde. A crítica ganhou ainda mais peso pelo alcance regional do aeroporto de Guanambi, que atende moradores de dezenas de municípios do sudoeste baiano e do norte de Minas Gerais. Segundo a gestão municipal, a redução da capacidade pode dificultar o acesso ao transporte aéreo para milhares de pessoas. Por outro lado, a Azul sustenta que a alteração faz parte de um processo de adequação operacional baseado em estudos de mercado. Em nota, a companhia informou que a mudança busca equilibrar oferta e demanda, garantindo a sustentabilidade das rotas atendidas. A empresa destacou ainda que a frequência dos voos entre Guanambi e Salvador foi ampliada. Antes operada três vezes por semana, a ligação passou a contar com voos diários. A mesma estratégia foi aplicada em outras rotas regionais da Bahia. Além disso, a companhia anunciou que, a partir de agosto, aumentará a oferta de voos entre Belo Horizonte e Vitória da Conquista, utilizando aeronaves ATR com capacidade para cerca de 70 passageiros. Enquanto a empresa defende a readequação como uma medida operacional, lideranças políticas e representantes do setor econômico de Guanambi articulam ações para tentar reverter a decisão ou buscar alternativas que garantam maior oferta de assentos para a região. Confira a resposta na íntegra: "A Azul informa que está sempre avaliando as possibilidades e necessidades de mercado. As mudanças fazem parte de um processo normal e programado de ajuste de mercado e são cuidadosamente avaliadas para garantir a sustentabilidade das rotas da Companhia, mantendo o equilíbrio entre oferta e demanda, sem comprometer a qualidade dos serviços oferecidos aos seus Clientes. Sendo assim, a partir de junho, a Companhia passou a operar as rotas Vitória da Conquista (BA)-Salvador (BA) e Guanambi (BA)-Salvador com aeronave Cessna Grand Caravan, com capacidade para até 9 Clientes. A rota Vitória da Conquista (BA)-Salvador teve sua frequência ampliada de três para quatro voos semanais. Já a rota Guanambi-Salvador passou de três voos semanais para uma operação diária. Além disso, a partir de agosto, a Azul ampliará sua oferta entre Confins (MG) e Vitória da Conquista (BA) e passará de sete voos semanais para 13 voos operados com aeronaves ATR, com capacidade de 70 assentos. A Companhia reforça que todos os Clientes impactados pelas alterações estão recebendo a assistência necessária, em conformidade com a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)", afirmou a agência.
2 Comentários
Claudio Lemes Louzada comentou em 05/06/2026 / 20:48
Sobra Verba para os Aeroportos
Sobra verba federal para desenvolver a aviação, adequar e construir os aeroportos brasileiros! A cada ano, o FNAC, Fundo Nacional de Aviação Civil, arrecada em taxas obrigatórias dos PASSAGEIROS e EMPRESAS AÉREAS até R$ 7.000.000.000,00.
Isso mesmo, R$ 7,0 bilhões de Reais para aplicação em infraestrutura aeroportuária, desapropriações, pistas de pouso etc. etc. É lei federal, essa verba só deveria ser aplicada em infraestrutura aeroportuária. Nada justifica manter o aeroporto municipal aquém das necessidades da moderna aviação do século 21 prevendo sua demanda atual e futura.
Claudio Lemes Louzada comentou em 05/06/2026 / 20:46
- A fim de, se adequar rapidamente a aeronaves maiores comerciais e executivas de alta performance e também não ficar refém de apenas uma empresa aérea ou modelo de aeronave, vários municípios estão abandonando o conceito brasileiro de aeroporto com a PISTA MÍNIMA REGIONAL de 1.600 x 30m e adequando suas Pistas para a BÁSICA de 1.800 x 45m de comprimento com alta resistência do piso, desse modo, reduzindo drasticamente as restrições operacionais. 18 municípios brasileiros estão em obras de adequação.
- Outros municípios estendem suas pistas de pouso para 2.200 x 45m, pois já identificaram que 75% da frota nas aéreas será de aeronaves jatos de 140 a 190 passageiros.
- Cacoal, Rondônia 2.100 x 45m
- Vitória da Conquista, Bahia 2.100 x 45m
- Jericoacoara, Ceará 2.200 x 45m
- Maragogi, Alagoas 2.200 x 45m em construção
- Olímpia, São Paulo 2.200 x 45m em construção
- Águas Lindas, Goiás 2.200 x 45m em construção
- Caruaru, Pernambuco 2.250 x 45m em construção
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