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Levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 23 e 27 de abril29 Abr 2026 / 09h00

Réplicas de airsoft eram usadas para virar armas de fogo
Foto: Polícia Civil da Bahia
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), uma operação para desmontar um esquema clandestino de fabricação de armas de fogo que abastecia o crime organizado no estado. Batizada de Operação Forja Clandestina, a ação teve como foco um grupo suspeito de produzir armas artesanais destinadas a uma facção com atuação em Salvador e em cidades do interior.Até agora, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. Dois suspeitos foram presos no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. Entre eles, um homem de 35 anos apontado como responsável pelo local onde funcionava a fábrica ilegal. Uma mulher de 31 anos também foi presa no mesmo endereço. Além das prisões preventivas, os dois foram autuados em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.Durante as buscas, os policiais apreenderam uma espingarda calibre 12 de fabricação artesanal e dois tabletes de maconha, reforçando a suspeita de ligação do grupo com outras atividades criminosas. As investigações indicam que os suspeitos compravam, em grande quantidade, réplicas de armas de airsoft, peças metálicas e insumos balísticos. O material era usado na adaptação dos equipamentos para transformá-los em armas de fogo. As compras eram feitas por meio de plataformas digitais.Segundo a Polícia Civil, um dos investigados adquiriu cerca de 87 réplicas, outro aproximadamente 30, e uma terceira suspeita mais de 50 unidades, além de acessórios compatíveis com calibres de uso restrito, como o 9mm. De acordo com o diretor do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), Thomas Galdino, os envolvidos tinham conhecimento técnico para a fabricação das armas.Segundo ele, a capacidade do grupo foi confirmada pela existência de serralherias registradas em nome de dois investigados e pela apreensão de ferramentas usadas na usinagem e montagem dos sistemas de disparo. A polícia também aponta ligação direta do esquema com crimes como homicídios e roubos qualificados. A operação é coordenada pelo Deic e teve início após denúncias recebidas pela Delegacia Antissequestro (DAS), com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT). As diligências seguem em andamento para localizar um terceiro suspeito, que está foragido.
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