AL-BA analisa projeto de apoio a vítimas de facções criminosas
Texto prevê acolhimento e proteção para moradores ameaçados por facções criminosas em todo o estado.11 Jun 2026 / 14h30

Levantamento analisou dados de 12 anos e aponta urbanização desordenada como um dos fatores para o aumento dos casos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Foto: Reprodução
Um estudo publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases revelou um aumento expressivo dos acidentes com escorpiões no Brasil. Entre 2012 e 2024, foram registrados mais de 1,7 milhão de casos e 1.230 mortes. No período, a taxa de incidência saltou de 31,8 para 142,8 casos por 100 mil habitantes, um crescimento de 349%. A pesquisa, realizada por especialistas do Instituto Butantan, da USP e do Ministério da Saúde, aponta que a expansão urbana desordenada favoreceu a proliferação dos escorpiões em redes de esgoto, terrenos com entulho e áreas sem manutenção, tornando o problema cada vez mais comum nos centros urbanos. Minas Gerais, São Paulo e Bahia aparecem entre os estados de maior risco. Juntas, as regiões Nordeste e Sudeste concentraram 87% dos casos registrados no país. Na Bahia, os pesquisadores identificaram crescimento significativo das ocorrências entre 2018 e 2024. O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), responsável pelos acidentes mais graves, está presente em grande parte do território nacional. Crianças de até 9 anos foram as principais vítimas fatais, concentrando 36,7% das mortes registradas. Já os idosos com mais de 60 anos apresentaram a maior incidência de casos. Os especialistas alertam para medidas simples de prevenção, como evitar o acúmulo de lixo, entulho, folhas secas e materiais de construção próximos às residências. Em caso de picada, a recomendação é lavar o local com água e sabão, aplicar compressa morna e procurar atendimento médico imediatamente, principalmente quando a vítima for uma criança. Nos casos mais graves, o tratamento inclui a aplicação do soro antiescorpiônico.
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