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Levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 23 e 27 de abril29 Abr 2026 / 09h00

Quadrilha simulou atuação de autoridades do Rio Grande do Sul para extorquir vítima na Bahia. Golpe envolveu ameaças, vídeo chamadas e terrorismo psicológico.
Foto: Polícia Civil
Um morador da Bahia, que prefere não ter o nome revelado, foi vítima de uma quadrilha especializada em extorsão por meio de redes sociais. O grupo se passou por policiais civis e até por um suposto juiz do Rio Grande do Sul para aplicar o chamado “golpe do nude”, resultando em um prejuízo de R$ 300 mil. Conversa rápida, golpe certeiro: De acordo com a vítima, o contato começou de forma casual, por meio de mensagens em um aplicativo. Após clicar em um link que redirecionava para outro número, ele foi abordado por uma pessoa que enviou uma foto íntima. Em seguida, ele retribuiu com outra imagem. “Eu conferi os dados e as imagens. Não parecia ser um menor. Por isso, enviei a foto de volta”, relatou o homem.Ameaças e falsa autoridade: No dia seguinte, começaram as ameaças. Ele recebeu uma ligação de alguém que se apresentou como delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O suposto agente afirmou que a pessoa com quem ele trocou mensagens seria menor de idade e que ele estava sendo acusado de pedofilia.“O delegado dizia que estava com a família do adolescente e que eu poderia ser preso. Foi um verdadeiro terrorismo psicológico”, contou a vítima. Simulação convincente: Os criminosos intensificaram a pressão. Fizeram videochamadas usando banners falsos da Polícia Civil, distintivos e até citaram dados pessoais da vítima, o que aumentou a sensação de veracidade do golpe. “Um segundo delegado me ligou por vídeo com todos os elementos visuais da polícia. Eles sabiam tudo sobre mim. Isso me fez acreditar”, disse.Extorsão e danos emocionais: Diante da pressão, o homem fez transferências bancárias que somaram R$ 300 mil. Segundo ele, o impacto emocional foi grave.“É uma situação que pode levar a pessoa ao limite. A pressão é tão intensa que muita gente poderia acabar tirando a própria vida”, afirmou. Investigação em andamento: O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A orientação para casos semelhantes é evitar envio de imagens íntimas, não clicar em links suspeitos e, diante de qualquer suspeita de extorsão, procurar imediatamente as autoridades.
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