A emoção na política: o papel das afetividades na disputa por corações e mentes
É preciso reconhecer que as pessoas não decidem apenas com base em fatos, mas também com base em valores, identidades e laços afetivos.21 Ago 2025 / 09h00

Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
Foto: Reprodução | Estadão Conteúdo
- Ontem (24), o Brasil atingiu a triste marca de 250 mil mortos pela pandemia do novo coronavírus. É o maior morticínio da história brasileira. Com a triste marca, as redações dos jornais se debruçam a fazer uma série de comparativos estatísticos, já que é quase impossível contar a história individual de cada vítima, como numa matéria que aponta que a quantidade de pessoas mortas daria para lotar três estádios do tamanho do Maracanã. No entanto, são 250 mil pessoas que tiveram suas vidas e seus destinos abreviados, 250 amores de alguém, 250 mil sonhos, 250 mil pessoas que não terão a oportunidade de colocar um ponto final em suas próprias trajetórias. E de pensar que tudo poderia ter sido diferente, e que talvez centenas de milhares de vidas poderiam ter sido poupadas de um desfecho tão cruel. Capricho da democracia, talvez, todavia, mesmo o mais astuto cientista político afirma que seria muito improvável, por mais elaborada que fossem as alianças políticas, evitar que Jair Messias Bolsonaro vencesse as eleições de 2018. O Brasil tem à frente de sua República não somente um presidente que negou a gravidade da doença, mas que conspirou e conspira o tempo todo para sabotar as medidas de segurança sanitária, como o distanciamento social e o uso de máscara, aliás equipamento este que Jair raramente usa. Como se não bastasse, Messias propagandeou o uso de uma medicação, a famigerada cloroquina, sem que o fármaco tenha qualquer eficiência no tratamento da Covid-19. Mas o que é mais lamentável é saber que em agosto do ano passado, a Pfizer teria oferecido ao Brasil um contrato em condições especiais para a compra de 70 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, porém Jair, em um ato leviano e displicente, ignorou a farmacêutica. Soma-se a maior crise sanitária da história brasileira, a falta de rumo da economia brasileira que patina sob a batuta de Paulo Guedes, os milhões de brasileiros sem ter o que comer e os passos sorrateiros de um presidente que sonha todos os dias e todas as noites com um novo 64. O gigante pela própria natureza está, de fato, deitado em berço esplêndido e à deriva total.
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