FICCO bloqueia R$ 102 milhões ligados ao PCC e ao CV na Bahia
Força integrada coordenada pela Polícia Federal cumpriu centenas de mandados e intensificou o combate ao tráfico, à lavagem de dinheiro e às lideranças criminosas.01 Jun 2026 / 05h30

Por: Juliana Rodrigues
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Novas conversas reveladas pelo The Intercept Brasil, neste domingo (21), mostram que procuradores já estavam convencidos da corrupção de Flávio Bolsonaro no caso Queiroz
O The Intercept Brasil divulgou, neste domingo (21), novas conversas, que integram a série de reportagens #VazaJato, entre procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e membros da operação Lava Jato. Os diálogos inéditos revelam que o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, sugeriu aos colegas que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, protegeria o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) nas investigações sobre o caso Queiroz para não desagradar o presidente Bolsonaro e garantir uma possível indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). As conversas, datadas de janeiro deste ano, mostram que Dallagnol estava convencido de que o senador cometeu crime de corrupção quando foi deputado estadual. O filho do presidente é investigado no Rio de Janeiro por movimentações atípicas em sua conta e na de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz. “É óbvio o q aconteceu… E agora, José?”, escreveu Dallagnol em um grupo de procuradores logo depois de compartilhar a notícia de que Fabrício Queiroz havia feito um depósito de R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Seja como for, presidente não vai afastar o filho. E se isso tudo acontecer antes de aparecer vaga no supremo?”, escreveu. “Agora, o quanto ele vai bancar a pauta Moro Anticorrupcao se o filho dele vai sentir a pauta na pele?”, questionou o procurador. Além da suposta blindagem de Moro a Flávio Bolsonaro, as novas conversas mostram que Dallagnol e outros procuradores se preocuparam com eventuais entrevistas sobre outros casos de corrupção e sobre foro privilegiado, pois os jornalistas poderiam relacionar com o caso Flávio e Queiroz. “O silêncio no caso acho que é mais eloquente”, sugeriu o procurador Roberson Pozzobon. Nenhum dos citados na nova matéria da Vaza Jato se pronunciaram, até o momento, sobre os diálogos divulgados.
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