UPB discute impactos e regulamentação dos paredões na Bahia
Superintendente da UPB, Thiancle Araújo, propõe regulamentação e critica ausência do poder público na mediação dos eventos.
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O superintendente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Thiancle Araújo, defendeu nesta segunda-feira (20) um equilíbrio entre a valorização dos paredões como manifestação cultural e o direito da população ao sossego, durante evento realizado na sede da APB, em Salvador. Em entrevista, o ex-prefeito de Castro Alves revelou que promoveu uma reunião com representantes de cidades como Santo Antônio de Jesus, Capim Grosso, Governador Mangabeira, Salvador e Itaberaba para discutir o tema. O encontro contou com participantes favoráveis e contrários aos paredões. “Há uma parcela da população que defende o direito ao silêncio e combate a poluição sonora. De outro lado, os paredões representam um movimento cultural, especialmente nas periferias, que também deseja seu espaço de expressão”, afirmou.Thiancle destacou a necessidade de criar locais apropriados para o uso dos paredões, de forma que não afetem áreas residenciais. Para ele, o poder público precisa atuar mais ativamente na mediação dos eventos, com foco na segurança e no combate à influência de organizações criminosas.“É preciso impedir que grupos criminosos patrocinem eventos ou estimulem músicas que promovam violência ou façam apologia ao crime. Também é essencial coibir o uso dos paredões em locais inadequados, que causam transtornos à vizinhança”, declarou.O dirigente da UPB também enfatizou a importância de superar preconceitos contra manifestações culturais populares.“Não é um debate simples. Envolve resistência, preconceito e desinformação. Mas acredito que o melhor caminho seja a regulamentação e o diálogo”, concluiu.
Opinião: Paredão! Uma maldita usina de barulho
"Mente em causa espúria, quem afirma que os que protestam contra os maléficos paredões, querem acabar com o Carnaval"
Por: Jorge Sá
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Foto: Will Assunção
- Os paredões promovem desarmonia, incômodo, indecência e imoralidades por onde se instalam. Atrai turistas de baixo nível que deixam um rastro de baderna e imundície, não agregando valor que justifique o tormento do nosso povo pacato. Carnaval não é sinônimo de barulho.Uma definição apequenada e grosseira. Carnaval, nas cidades que preservam sua cultura, bons costumes e a população é definido por rica musicalidade, beleza, arte, fantasia, poesia, desfiles, bailes, máscaras, tradições populares, genuína alegria. Carnaval feito com arte, não atrai baderneiros, imundície, imoralidades, barulho, tormentos. Carnaval que preza as civilizadas tradições de seu povo, atrai turistas de bom nível cultural, social, econômico. Que deixam boa renda para todas as tias dos caldos, que preservam as casas alugadas, que valorizam nossa história e costumes, que sabem se divertir de forma respeitosa com o povo que os acolhe, deixando maior rentabilidade para a cidade, levando boa lembrança, bela imagem da nossa gente, da nossa querida e histórica Rio de Contas. Mente em causa espúria, quem afirma que os que protestam contra os maléficos paredões, querem acabar com o Carnaval. Mente quem diz que sem paredão e barulho, não existe carnaval. Os que protestam contra o criminoso e ilegal barulho dos paredões são pessoas, muitas pessoas, que desejam um carnaval de bom nível para nossa querida e histórica cidade. São pessoas de visão e que, verdadeiramente, amam Rio de Contas em toda sua grandeza histórica e cultural. CARNAVAL É CULTURA, NÃO É BADERNA! CARNAVAL É MUSICALIDADE, NÃO É BARULHO! DESEJAR UM CARNAVAL TRADICIONAL, CULTURALMENTE RICO, RESPEITOSO DAS NOSSAS TRADIÇÕES É PROVA DE BOM GOSTO E AMOR POR RIO DE CONTAS! QUEM AMA, CUIDA E RESPEITA!
Uso de paredões volta a ser polêmica no Carnaval de Rio de Contas
Em 2018, a Câmara de Vereadores de Rio de Contas aprovou uma lei que regulamenta o uso de aparelhos de som, mas vem sendo descumprida, conforme relato dos moradores
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Patrick Cassiano
- O uso dos famigerados paredões, no Carnaval de Rio de Contas, voltou a ser polêmica entre os moradores e turistas que frequentam a cidade da Chapada Diamantina neste período carnavalesco. De um lado, há aqueles que defendem o uso do equipamento sonoro, do outro, uma parcela mais significativa, os que acham que o amontoado de som deveria ser abolido da festa momesca riocontense. O certo mesmo é que, em 2018, após diversas discussões entre autoridades e a população local, ficou decidido que os paredões não deveriam mais ser usados devido aos transtornos causados ao sossego público. Por isso, em agosto do referido ano, foi aprovada na Câmara Municipal de Vereadores, a Lei 251, que regulamenta o uso de sons automotivos. No entanto, segundo relato dos moradores, estaria havendo abuso no uso dos paredões, sendo que estes últimos estão sendo ligados bem acima da potência considerada aceitável, além de funcionarem por mais de 24 horas de forma ininterrupta. Em razão do fato, denúncias foram apresentadas, mas até o momento, nenhuma ação foi tomada por parte do poder público.
Após decisão de Rui, PM divulga que encerrou 23 paredões na Bahia durante fim de semana
A determinação do governador foi criticada por membros de seu próprio partido
Por: Geovana Oliveira
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Foto: Divulgação | Polícia Militar
- Polícia Militar da Bahia encerrou, no último fim de semana, 23 festas conhecidas como “paredão” em todo o estado. De acordo com a PM, nas ocorrências atendidas houve a apreensão de 21 veículos, 40 equipamentos de som, uma arma de fogo, drogas, além da prisão de cinco pessoas em flagrante, cinco conduções por desobediência e oito por desacato. Segundo a corporação, os eventos são patrocinados "por grupos criminosos que fomentam a comercialização de drogas e a perturbação pública, especialmente nos finais de semana". Na última quarta-feira (13), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou que não iria "permitir mais nenhuma festa de paredão na Bahia". A decisão, criticada por membros de seu próprio partido, aconteceu um dia após uma chacina no bairro do Uruguai, em Salvador, onde um grupo armado atacou uma festa paredão e deixou 6 mortos 18 feridos. A vereadora Maria Marighella (PT) criticou a decisão do governador. Em sua conta no Twitter, Maria Marighella escreveu que, uma vez que manifestações como o samba e o candomblé já foram proibidos, a proibição aos paredões não pode ser naturalizada. "A cultura das periferias precisam (sic) de políticas, mediações e reconhecimento", publicou a vereadora.
PM interrompe festas de paredão de som em Igaporã e apreende aparelhos sonoros
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Divulgação | Polícia Militar
- Após solicitação da Vigilância Sanitária, na noite de sábado (16), na cidade de Igaporã, a Polícia Militar (PM) interrompeu uma festa com paredão de som. Além da perturbação ao sossego alheio, no local havia diversas pessoas aglomeradas e sem máscaras. Na ação policial, foram apreendidos dois aparelhos sonoros. De acordo com a PM, o evento acontecia em via pública e sem a autorização da Prefeitura Municipal. O proprietário dos paredões desacatou os policiais e, por isso, teve de comparecer à Delegacia de Polícia Civil de Caetité.
Com centenas de pessoas, festas tipo paredão são encerradas em Jequié e RMS de Salvador
Por: Adele Robichez
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Foto: Divulgação | SSP-BA
- Ao menos duas festas “tipo paredão”, com centenas de pessoas, foram encerradas neste domingo (4), por equipes da Polícia Militar de Lauro de Freitas e em Jequié. Um carro foi apreendido e uma pessoa conduzida. Quando as equipes da 52ª CIPM chegaram na localidade de Portão, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, havia cerca de 200 pessoas aglomeradas, sem máscaras e fazendo uso bebidas alcoólicas, como conta o comandante da unidade, major Everton José Monteiro Leal. “As pessoas que estavam no local correram quando perceberam nossa presença. Na hora da fuga houve um pequeno tumulto. Um veículo com som automotivo foi apreendido e levado para o órgão de trânsito municipal”, disse o comandante, acrescentando que sempre conta com apoio da Secretaria de Trânsito e Transporte (Settop) nessas ocorrências. Já no município de Jequié, equipes do 19ºBPM chegaram até um sítio, na estrada da Barragem da Pedra, onde estava acontecendo uma festa com cerca de 100 pessoas. “O organizador do evento irregular informou que era o aniversariante. Após a realização da abordagem nos participantes, todos foram liberados, exceto o responsável pela realização, que foi conduzido para a Delegacia Territorial (DT) da cidade”, informou o comandante do batalhão, Reinaldo Souza Santos.























