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Levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 23 e 27 de abril29 Abr 2026 / 09h00

Superintendente da UPB, Thiancle Araújo, propõe regulamentação e critica ausência do poder público na mediação dos eventos.
O superintendente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Thiancle Araújo, defendeu nesta segunda-feira (20) um equilíbrio entre a valorização dos paredões como manifestação cultural e o direito da população ao sossego, durante evento realizado na sede da APB, em Salvador. Em entrevista, o ex-prefeito de Castro Alves revelou que promoveu uma reunião com representantes de cidades como Santo Antônio de Jesus, Capim Grosso, Governador Mangabeira, Salvador e Itaberaba para discutir o tema. O encontro contou com participantes favoráveis e contrários aos paredões. “Há uma parcela da população que defende o direito ao silêncio e combate a poluição sonora. De outro lado, os paredões representam um movimento cultural, especialmente nas periferias, que também deseja seu espaço de expressão”, afirmou.Thiancle destacou a necessidade de criar locais apropriados para o uso dos paredões, de forma que não afetem áreas residenciais. Para ele, o poder público precisa atuar mais ativamente na mediação dos eventos, com foco na segurança e no combate à influência de organizações criminosas.“É preciso impedir que grupos criminosos patrocinem eventos ou estimulem músicas que promovam violência ou façam apologia ao crime. Também é essencial coibir o uso dos paredões em locais inadequados, que causam transtornos à vizinhança”, declarou.O dirigente da UPB também enfatizou a importância de superar preconceitos contra manifestações culturais populares.“Não é um debate simples. Envolve resistência, preconceito e desinformação. Mas acredito que o melhor caminho seja a regulamentação e o diálogo”, concluiu.
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