Em delação, Mauro Cid atribui a Carlos Bolsonaro o comando do
O tenente-coronel afirmou ainda que Jair Bolsonaro utilizava o próprio celular para disseminar notícias falsas sobre o Judiciário e as urnas eletrônicasa
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- Novos trechos da delação premiada que o tenente-coronel Mauro Cid assinou com a Polícia Federal têm repercutido. Dessa vez, o conteúdo é o chamado gabinete do ódio e a disseminação de fake news. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro teria atribuído ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), um dos filhos do ex-presidente, o comando de um grupo formado por assessores do Palácio do Planalto para fazer, nas redes sociais, publicações apontadas como ataques aos adversários políticos e às instituições democráticas. A informação é do colunista Aguirre Talento, do portal Uol. Cid teria detalhado, em sua delação, todo o funcionamento do gabinete do ódio, relatando inclusive o papel dos assessores que atuavam no esquema e dos apoiadores que se organizavam nas redes sociais em uma espécie de milícia digital. O ex-ajudante de ordens também teria citado o nome do ex-presidente, afirmando que Bolsonaro estava diretamente envolvido na disseminação de notícias falsas relacionadas às urnas eletrônicas. Segundo Cid, Bolsonaro usava o próprio celular para enviar mensagens de notícias falsas, não só sobre o sistema eleitoral, mas também sobre autoridades públicas, como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF já investigava essa possibilidade, após encontrar mensagens enviadas pelo ex-presidente ao empresário Meyer Negrini, contendo ataques ao Judiciário, às urnas e às vacinas.
Confissão de Mauro Cid vai exigir da PF confisco do passaporte de Bolsonaro
Cid encontra-se detido desde o dia 3 de maio, mantendo-se em silêncio diante das autoridades da Polícia Federal e da CPMI
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- Caso a promessa do advogado do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, se cumpra, a Polícia Federal (PF) vai precisar pedir urgentemente ao Supremo Tribunal Federal a apreensão do passaporte do ex-presidente. Para evitar uma fuga para o exterior. Isso porque o novo advogado de Cid, Cezar Bitencourt, afirmou que o tenente-coronel irá confessar que o dinheiro oriundo da venda de um Rolex doado ao Brasil a mando do próprio ex-mandatário. Além disso, como um extra, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro afirmará que modificou os registros de imunização. Considere o que pode expor a respeito de suas atividades de retirada e depósito de dinheiro para Michelle, caso decida compartilhar. Cid encontra-se detido desde o dia 3 de maio, mantendo-se em silêncio diante das autoridades da Polícia Federal e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas. Ele pode estar angustiado com o sentimento de abandono proveniente de seu ex-empregador. O ponto crucial que possa tê-lo levado a romper com a lealdade inquestionável a Jair Bolsonaro pode ter sido a operação de busca e apreensão envolvendo seu pai, o general Mauro Lourena Cid, apontado como integrante do esquema de lavagem de joias, o que prejudicou sua reputação.
PF cumpre mandado de busca e apreensão na casa do pai de Mauro Cid
O objetivo é a investigação de desvio de joias e tentativa de vender ilegalmente presentes entregues por delegações estrangeiras a Bolsonaro
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- A Polícia Federal cumpre na manhã desta sexta-feira (11) mandado de busca e apreensão na casa do pai de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). Seu pai é o general da reserva Mauro César Lourena Cid. De acordo com a apuração da TV Globo e Globonews, a operação tem outros dois alvos. O objetivo dos mandados é investigar o desvio de jóias e também suposta tentativa de vender ilegalmente presentes entregues a Bolsonaro. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre Moraes. Ainda de acordo com o jornal, os mandados estão sendo cumpridos em Brasília, São Paulo e Niterói (RJ). O tenente-coronel Mauro Cid está preso desde 3 de maio em dependências do Exército brasileiro.
Mensagens pedindo intervenção militar são encontradas em celular de Mauro Cid
As últimas etapas do roteiro seriam a substituição dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a realização de novas eleições
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- Depois da “minuta do golpe” encontrada na casa do ex-ministro Anderson Torres, agora a Polícia Federal achou o roteiro para um golpe de Estado no celular de Mauro Cid, homem de confiança e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). O documento, revelado por uma reportagem da revista Veja, elencava uma espécie de passo a passo, em oito etapas, para que as Forças Armadas conseguissem assumir o comando do país em caso de derrota de Bolsonaro nas urnas. Uma das etapas orientava que o presidente da República anunciasse que as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seriam inconstitucionais e pedisse a intervenção. Após isso, um interventor militar assumiria a Justiça eleitoral, exatamente como constava na minuta do golpe. Esse interventor iria definir um prazo para “restabelecimento da ordem constitucional”. Ele teria ainda sob seu comando a PF e poderia suspender todos os atos normativos que ele considerasse “inconstitucionais”. As últimas etapas seriam a substituição dos ministros do TSE e a realização de novas eleições. O documento de três páginas recebeu o título “Forças Armadas” e foi encontrado dentro de um relatório de 66 laudas elaborado pela inteligência da PF. Foram encontradas também no celular do ex-ajudante de ordens trocas de mensagens em que um oficial das Forças Armadas pede que Cid tente convencer Bolsonaro a ordenar uma intervenção militar.
PF faz buscas na casa de Bolsonaro e prende ex-ajudante Mauro Cid
Os policiais investigam um grupo suspeito de burlar o sistema e inserir dados falsos de vacinação contra Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde
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Foto: Estadão
- Nesta quarta-feira (03), a Polícia Federal fez buscas em um endereço do ex-presidente Jair Bolsonaro e prendeu o ex-ajudante de ordens do antigo chefe do Executivo, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa. Os policiais investigam um grupo suspeito de burlar o sistema e inserir dados falsos de vacinação contra Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. Segundo a TV Globo e a GloboNews, o grupo teria forjado os certificados de vacinação do próprio Jair Bolsonaro e de sua filha, Laura Bolsonaro (12 anos); de Mauro Cid Barbosa, sua esposa e sua filha dele; e do deputado federal Guttemberg Reis de Oliveira. "Tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de Covid", disse a Polícia Federal à reportagem. A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro.























