
- Depois da “minuta do golpe” encontrada na casa do ex-ministro Anderson Torres, agora a Polícia Federal achou o roteiro para um golpe de Estado no celular de Mauro Cid, homem de confiança e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). O documento, revelado por uma reportagem da revista Veja, elencava uma espécie de passo a passo, em oito etapas, para que as Forças Armadas conseguissem assumir o comando do país em caso de derrota de Bolsonaro nas urnas. Uma das etapas orientava que o presidente da República anunciasse que as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seriam inconstitucionais e pedisse a intervenção. Após isso, um interventor militar assumiria a Justiça eleitoral, exatamente como constava na minuta do golpe. Esse interventor iria definir um prazo para “restabelecimento da ordem constitucional”. Ele teria ainda sob seu comando a PF e poderia suspender todos os atos normativos que ele considerasse “inconstitucionais”. As últimas etapas seriam a substituição dos ministros do TSE e a realização de novas eleições. O documento de três páginas recebeu o título “Forças Armadas” e foi encontrado dentro de um relatório de 66 laudas elaborado pela inteligência da PF. Foram encontradas também no celular do ex-ajudante de ordens trocas de mensagens em que um oficial das Forças Armadas pede que Cid tente convencer Bolsonaro a ordenar uma intervenção militar.