“Creio que o caminho é esse”, diz líder de caminhoneiros na Bahia sobre possibilidade de greve
Categoria quer pressionar governo Bolsonaro a reduzir o preço do diesel, cujo mais novo reajuste chegou a quase 9%
Por: Alexandre Santos
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- Uma greve nacional pode ser o único caminho diante dos sucessivos reajustes no preço do diesel, afirmou ao Metro1 Luciano Oliva, diretor do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Estado da Bahia (Sindicam-BA). O mais recente reajuste, de quase 9%, começou a vigorar nesta quarta-feira (29). "Está afetando o bolso de todo mundo, independente de que área seja. Além de caminhoneiro, por exemplo, eu sou cidadão também. Tenho o colégio do menino, o botijão de gás de mais de R$ 100. Eu acredito que o caminho é esse [o da greve]”, diz Oliva. O sindicalista confirmou à reportagem que uma eventual paralisação poderá ser decidida no dia 16 de outubro, quando ocorrerá a próxima reunião de lideranças da categoria, no Rio de Janeiro. Segundo Oliva, embora a alta nos combustíveis afete duramente os caminhoneiros, a população em geral precisa se engajar "nessa luta". “A conjuntura atual está tomando uma proporção muito grande. Nós, lideranças, estamos aguardando a manifestação da categoria. Mas é um julgo muito grande para botar somente em cima do caminhoneiro. É uma conjuntura que não vem prejudicando apenas o caminhoneiro, mas a sociedade, os pequenos empresários, frotistas”, listou. Cobrado pelo segmento a intervir contra a carestia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem transferido a culpa aos governadores, por, segundo ele, aumentarem a alíquota do ICMS sobre os produtos. Os gestores, por sua vez, divulgaram uma carta em que desmentem as acusações do presidente. Sem criticar diretamente o governo, Oliva demonstra descrença com a classe política. "Tira esses caranguejos, mas a lama continua", disse."Os grandes não estão nem aí. A sociedade é quem paga o preço alto: desemprego, fome, e os caras lá, 'charlando', comendo do bom e do melhor", lamentou. Além de representar caminhoneiros que atuam em diversas cidades do interior, dentre as quais Barreiras, a entidade dirigida por Oliva engloba ao menos 2 mil profissionais autônomos que atuam no Porto de Salvador. Ali, são responsáveis por escoar até 75% das cargas movimentadas pelo terminal.
Greve de caminhoneiros poderá acontecer no dia 1º de fevereiro
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoesta Bahia
- Conforme o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, uma nova greve de caminhoneiros poderá acontecer no dia 1º de fevereiro. De acordo com Stringasci, a ideia de paralisação tem ganhado força nos grupos de WhatsApp e poderá ser ainda maior do que a greve de 2018, no fim do governo Temer. Ainda segundo palavras do representante da categoria, o preço do diesel está entre os principais motivos da greve iminente. “Esse (diesel) é o principal ponto, porque o sócio majoritário do transporte nacional rodoviário é o combustível (50% a 60% do valor da viagem) Queremos uma mudança na política de preço dos combustíveis”, afirmou José à BP Money. Ainda não houve sinalização de uma negociação com a categoria por parte do governo Bolsonaro.























