FPI encontra danos arqueológicos e ambientais na zona rural de Cocos
FPI encontra danos arqueológicos e ambientais na zona rural de Cocos
Fiscalização em propriedade rural de Cocos encontrou pichações, escavações irregulares e sinais de extração mineral próximos a cavernas com pinturas rupestres
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco na Bahia identificou graves danos arqueológicos e espeleológicos em uma propriedade rural no Povoado do Tatu, município de Cocos, no oeste baiano. A principal causa é a extração e beneficiamento de rocha calcária, que ameaça dois sítios arqueológicos registrados pelo Iphan, o abrigo e a gruta do Tatu, ambos com pinturas rupestres pré-coloniais. As equipes encontraram pichações, rochas quebradas e sinais de escavação clandestina, o que pode ter destruído vestígios importantes como cerâmica e sepultamentos indígenas.
- Além dos danos diretos, a fiscalização revelou indícios de extração mineral e possível uso de explosivos próximos às cavernas, ameaçando formações geológicas milenares. O Iphan agora buscará comparar a degradação atual com levantamentos anteriores e propor um acordo extrajudicial com os responsáveis pela propriedade. Esse acordo incluirá medidas compensatórias, pesquisas arqueológicas, conservação dos sítios e ações de educação patrimonial nas comunidades afetadas.
Foto: Divulgação | FPI
A Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco na Bahia identificou danos arqueológicos e espeleológicos em uma propriedade rural localizada no Povoado do Tatu, no município de Cocos, no oeste baiano. A vistoria ocorreu nesta segunda-feira (18) e apontou que a extração e o beneficiamento de rocha calcária representam a principal ameaça ao patrimônio histórico e ambiental da região. Na área fiscalizada estão localizados dois sítios arqueológicos registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional: o abrigo do povoado do Tatu e a gruta do povoado do Tatu, ambos com pinturas rupestres atribuídas a civilizações pré-coloniais. Durante a inspeção, as equipes encontraram pichações, rabiscos e nomes escritos nas paredes das cavernas, inclusive em áreas onde existem registros históricos. Também foram identificadas rochas quebradas e sinais de escavação clandestina dentro de uma das grutas. Segundo a arqueóloga Rimara Motta, a retirada irregular de sedimentos pode ter destruído materiais arqueológicos importantes, como fragmentos de cerâmica, pedras lascadas e possíveis vestígios de sepultamentos indígenas. Além dos danos diretos aos sítios arqueológicos, a fiscalização encontrou indícios de extração mineral nas proximidades das cavernas. De acordo com os técnicos, havia sinais de retirada de calcário e possível uso de explosivos na área, situação que ameaça formações geológicas e patrimônios ainda não catalogados. O espeleólogo Admir Brunelli destacou que as formações rochosas da região possuem milhões de anos e fazem parte da antiga formação do Mar Bambuí, responsável pela origem das cavernas existentes no local. Após a vistoria, a FPI informou que irá comparar os danos atuais com levantamentos realizados pelo Iphan em 2023 para verificar se houve ampliação da degradação ambiental e patrimonial. O Iphan pretende buscar um acordo extrajudicial com os responsáveis pela propriedade, incluindo medidas compensatórias, pesquisas arqueológicas, conservação dos sítios e ações de educação patrimonial em Cocos e no Povoado do Tatu.
FPI inicia nova etapa de fiscalização no oeste da Bahia
FPI inicia nova etapa de fiscalização no oeste da Bahia
Ação reúne órgãos estaduais e federais para combater desmatamento e fiscalizar atividades produtivas na região oeste.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- A 53ª etapa de operações da Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco (FPI) iniciou na Bahia, com o objetivo de combater desmatamento, preservar o meio ambiente e fiscalizar propriedades rurais. As equipes atuam em 11 municípios da região, utilizam técnicas de análise documental e monitoramento por satélite para identificar áreas com alertas de desmatamento.
- Participam da operação órgãos como o Ministério Público da Bahia (MPBA) e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), entre outros. A FPI é uma iniciativa criada em 2002 que atua na preservação ambiental e no combate a crimes ambientais ligados à bacia do Rio São Francisco.
Foto: Reprodução
A Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco (FPI) iniciou, nesta segunda-feira (18), a 53ª etapa de operações no oeste da Bahia. A ação mobiliza equipes em atividades de combate ao desmatamento, preservação ambiental e fiscalização de propriedades rurais em 11 municípios da região. A operação reúne 238 representantes de 41 instituições estaduais e federais. As equipes atuam com análise documental, monitoramento por imagens de satélite, alertas ambientais e fiscalizações presenciais em áreas rurais. A abertura oficial ocorreu no domingo (17), no Centro Territorial de Educação Profissional da Bacia do Rio Corrente (Cetep), em Santa Maria da Vitória. No primeiro dia de atividades, as equipes realizaram vistorias em propriedades rurais de São Félix do Coribe. Participam da operação órgãos como o Ministério Público da Bahia (MPBA), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa). Segundo a analista ministerial do MPBA, Lindiane Lima, o objetivo é identificar desmatamentos irregulares e verificar o cumprimento das exigências ambientais em imóveis rurais. Durante as fiscalizações, técnicos vistoriaram empreendimentos agrícolas voltados ao cultivo de mamão, milho, limão e tangerina. O Inema utilizou plataformas de monitoramento ambiental, como o MapBiomas, para identificação de áreas com alertas de desmatamento. A operação também inclui orientações sobre armazenamento e descarte adequado de agrotóxicos. Criada em 2002, a FPI atua de forma integrada na preservação ambiental e no combate a crimes ambientais ligados à bacia do Rio São Francisco.























