Mais de 53% dizem que Lula não merece novo mandato, diz levantamento
Levantamento aponta aumento da rejeição e queda no apoio ao presidente; Sul lidera índice contrário
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Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (30) mostra que 53,3% dos eleitores brasileiros afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não merece ser reeleito. O índice era de 52,2% em fevereiro. O percentual representa crescimento em relação ao início do ano. Em janeiro, 51% dos entrevistados rejeitavam a possibilidade de um novo mandato do presidente.Na outra ponta, caiu a proporção dos que defendem a reeleição. O índice passou de 45,3% em janeiro para 43,9% em fevereiro e chegou a 43,7% em março. Outros 3% disseram não saber ou não opinaram. Por região, o Nordeste concentra o maior apoio à reeleição, com 54,8% dos entrevistados favoráveis. Já o Sul registra o maior índice de rejeição, com 66,1% afirmando que o presidente não merece novo mandato.A rejeição também predomina nas demais regiões: 59,5% no Norte e Centro-Oeste e 53,6% no Sudeste. No Nordeste, 42,6% se posicionaram contra a reeleição. A pesquisa ouviu 2.080 eleitores entre os dias 25 e 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-00873/2026.
Lula vence Flávio Bolsonaro em simulações de 1º turno
Levantamento testou cenários com possíveis candidatos do PSD
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Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (9) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente nas simulações de primeiro turno das eleições de outubro contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e possíveis candidatos do PSD. O levantamento testou três cenários eleitorais com nomes do partido comandado por Gilberto Kassab e apontou vantagem de Lula em todas as hipóteses. A pesquisa não simulou segundo turno.No cenário com o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), Lula aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30%. Ratinho soma 10%. Romeu Zema (Novo) tem 3%, Aldo Rebelo (DC), 2%, e Renan Santos (Missão), 1%. Brancos e nulos são 7%, enquanto 8% não souberam ou não responderam. No segundo cenário, com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), Lula chega a 40%, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Leite marca 5%, Zema tem 4%, Aldo Rebelo, 3%, e Renan Santos, 1%. Brancos e nulos somam 7%, e os indecisos, 8%.Já no terceiro teste, que inclui o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula mantém 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 32%. Caiado aparece com 6%, Zema com 4%, Aldo Rebelo com 2% e Renan Santos com 1%. Brancos e nulos totalizam 7%, e 8% não responderam. Além da disputa eleitoral, a pesquisa avaliou a percepção dos eleitores sobre temas centrais. Na economia, 29% consideram Lula o mais preparado para melhorar o cenário econômico, contra 20% que apontam Flávio Bolsonaro. Ratinho Jr. aparece com 14%, Eduardo Leite com 7%, Zema com 6% e Caiado com 4%.No campo social, Lula amplia a vantagem: 44% dos entrevistados dizem que ele é o candidato com maior capacidade de melhorar a vida da população mais pobre. Flávio Bolsonaro registra 17%, seguido por Ratinho Jr., com 13%. Já na capacidade de pacificar o país, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados, com 24% das menções cada um.A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre os dias 6 e 7 de fevereiro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-06428/2026.
Entidades veem falhas em regras do TSE sobre IA eleitoral
Sugestões pedem limites a chatbots, deepfakes e impulsionamento pago
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Organizações da sociedade civil, partidos políticos e centros de pesquisa alertaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o que consideram falhas na regulamentação do uso de inteligência artificial e da atuação de influenciadores digitais nas eleições deste ano.As recomendações foram enviadas ao tribunal para subsidiar a resolução que vai disciplinar a propaganda eleitoral, o uso da internet e de ferramentas de IA. O texto final deve ser publicado até 5 de março. A Folha teve acesso a dez contribuições encaminhadas ao TSE.Segundo as entidades, o principal risco para o pleito envolve redes de influenciadores, perfis falsos ou alugados e o uso de tecnologias como chatbots e deepfakes para impulsionar propaganda política fora das regras eleitorais.Uma das maiores preocupações recai sobre um trecho incluído pelo relator da resolução, ministro Kassio Nunes Marques. O parágrafo único do artigo 3-B estabelece que críticas à administração pública feitas por pessoas físicas não configuram propaganda eleitoral antecipada negativa, mesmo quando há impulsionamento pago.Pela legislação atual, apenas partidos e candidatos podem contratar impulsionamento, exclusivamente para propaganda positiva, com gastos declarados à Justiça Eleitoral.Para o DataPrivacyBR, o dispositivo pode abrir brecha para o uso indireto de propaganda negativa paga na pré-campanha. A entidade cita como exemplos campeonatos de cortes de vídeos usados por Pablo Marçal na eleição de 2024 e ações de influenciadores contratados para atacar o Banco Central.O NetLab da UFRJ e o PT apresentaram críticas semelhantes. Já o PL defendeu o trecho, afirmando que ele fortalece a liberdade de crítica a governos e reduz o risco de censura na pré-campanha.Grande parte das contribuições também aponta ausência de regras claras para o uso de inteligência artificial generativa. A organização Artigo 19 avalia que, embora a minuta trate de deepfakes, não há regulamentação sobre informações produzidas por IA quando usadas por eleitores como fonte política.“Ocorrem relatos frequentes de conteúdos distorcidos, incorretos ou fictícios sobre candidaturas e partidos”, afirma a entidade.O NetLab e o PT defendem a proibição de chatbots recomendarem candidaturas. Segundo a pesquisadora Andressa Michelotti, da UFMG, não há hoje vedação explícita ao uso dessas ferramentas para orientar eleitores, apesar do impacto comprovado sobre percepção e comportamento.O PT também pede restrições a conteúdos que simulem material jornalístico e induzam o eleitor ao erro.A professora Laura Schertel, do IDP, propõe um sistema preventivo obrigatório para empresas de IA, com identificação e marcação de conteúdo sintético e salvaguardas contra a geração de imagens realistas de candidatos em contextos de violência, nudez ou ilegalidade.“Os danos ao processo eleitoral são, em geral, irreversíveis. Por isso, a regulação precisa ser essencialmente preventiva”, afirma Bruno Bioni, diretor do DataPrivacyBR.
Otto Alencar assume apoio a Wagner e Rui Costa em 2026
Declaração foi feita em evento com Lula em Salvador; senador cita “conspirações” internas
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O senador Otto Alencar (PSD) confirmou nesta sexta-feira (data) que apoiará as candidaturas de Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT, ao Senado Federal nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante a cerimônia de entrega de ambulâncias e equipamentos do Samu, em Salvador, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao discursar no evento, Otto afirmou que a aliança entre PSD e PT será reforçada no próximo pleito e citou nominalmente Wagner e Rui como seus candidatos ao Senado.“Essa cooperação que avança há muitos anos vai estar ainda mais sólida nas eleições de 2026, com a eleição de Jerônimo e com a eleição dos meus candidatos ao Senado Federal, Rui Costa e Jaques Wagner”, disse o senador. Sem mencionar diretamente a tentativa do senador Angelo Coronel de assumir o comando estadual do PSD, Otto afirmou estar habituado a enfrentar disputas internas e conspiratórias. Ele comparou o cenário atual ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.“Eu já sou acostumado a enfrentar conspirações e vou enfrentar qualquer conspiração que se promova contra o nosso grupo e o nosso projeto”, declarou. A fala de Otto sinaliza o alinhamento do PSD baiano ao PT na disputa majoritária de 2026 e tende a aprofundar as tensões internas no partido, especialmente em relação ao espaço de Angelo Coronel na chapa ao Senado.
Laudo diz que saúde de Bolsonaro é boa e ele pode continuar preso
Laudo da PF descarta depressão e nega risco à saúde de Bolsonaro
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Tarcísio reforça apoio a Flávio e nega disputa pelo Planalto em 2026
Governador de São Paulo afirmou que seguirá focado no estado e alinhado ao grupo político de Bolsonaro.
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Foto: Pablo Jacob | Governo do Estado de SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a reforçar publicamente sua aliança com o grupo bolsonarista ao confirmar apoio à possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A declaração foi feita nesta quinta-feira (29), após encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em Brasília. Ao falar com jornalistas, Tarcísio descartou qualquer possibilidade de disputar o Palácio do Planalto nas eleições de 2026.Segundo o governador, sua prioridade política segue concentrada na gestão do estado de São Paulo, compromisso que, afirmou, foi assumido com o eleitorado desde o início do mandato. Tarcísio disse ainda que a definição do cenário presidencial vem sendo discutida internamente há algum tempo e que não há divergência dentro do grupo político quanto ao apoio ao nome indicado por Bolsonaro.Para o governador, a unidade do campo político alinhado ao ex-presidente é essencial para a construção de um projeto nacional competitivo nas próximas eleições. A visita a Bolsonaro ocorreu em meio às articulações da direita para 2026 e reforçou a proximidade entre os dois, aliados desde a eleição de 2022. Tarcísio reiterou que seguirá fiel ao projeto político que o elegeu e à base que o sustenta.
Lula será submetido a cirurgia de catarata nesta sexta-feira
Presidente passou por exames pré-operatórios nesta quinta-feira; procedimento foi confirmado pela Presidência da República.
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Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será submetido a uma cirurgia de catarata nesta sexta-feira (30). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Presidência da República nesta quinta-feira (29). Mais cedo, o presidente passou por exames pré-operatórios como parte da preparação para o procedimento. Lula tem 80 anos, e a cirurgia é considerada comum e de baixa complexidade, especialmente em pacientes da sua faixa etária.Esta será mais uma intervenção médica no atual mandato. No fim de 2023, Lula foi submetido a uma cirurgia para tratar uma artrose. Já no fim de 2024, ele precisou ser internado às pressas após apresentar um sangramento intracraniano, o que exigiu acompanhamento médico intensivo. Até o momento, a Presidência não divulgou detalhes sobre o local do procedimento nem sobre eventuais alterações na agenda oficial do presidente em decorrência da cirurgia.
Lula lidera intenção de votos para 2026, mas empata tecnicamente em cenários de segundo turno
Pesquisa Paraná Pesquisas divulgada nesta quinta-feira mostra o presidente Lula à frente em cenários de primeiro turno, com empates técnicos contra Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas no segundo tu
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Uma pesquisa eleitoral do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta quinta-feira (29) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera os cenários testados de primeiro turno para a Presidência da República na eleição de 2026, mas enfrenta empates técnicos com potenciais adversários em disputas de segundo turno. No levantamento estimulado de primeiro turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da oposição, Lula aparece com 39,8% das intenções de voto, contra 33,1% de Flávio Bolsonaro. Outros nomes como o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), surgem com 6,5%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) pontuam 3,7% e 2,8%, respectivamente.Em um cenário alternativo com Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Lula registra 40,7%, ante 27,5% do governador paulista. Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados citam nomes sem que sejam apresentados, Lula lidera com 25,5% das menções, seguido por Flávio Bolsonaro com 12,1% e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro com 6,3%, apesar de estar inelegível.Nos cenários de segundo turno, o presidente mantém vantagem numérica em todos os confrontos simulados, mas dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Contra Flávio Bolsonaro, Lula tem 44,8% das intenções, ante 42,2% do senador. Em confronto com Tarcísio, o petista marca 43,9%, enquanto o governador paulista soma 42,5%. Já no embate com Ratinho Júnior, Lula aparece com 44,7% contra 38,9% do governador paranaense. O levantamento ouviu 2.080 eleitores em 160 municípios de todos os 26 estados e do Distrito Federal, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08254/2026.A pesquisa também mostra que 51% dos entrevistados acreditam que Lula não deveria disputar a reeleição, enquanto 45,3% defendem sua candidatura a um quarto mandato.
A hegemonia discursiva da meritocracia no marketing político
Assim, a hegemonia opera no nível da superestrutura, moldando a consciência social e internalizando a dominação, tornando-a menos dependente do uso direto da força.
Por: Yuri Almeida
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Foto: Arquivo Pessoal | Yuri Almeida
O discurso meritocrático tornou-se senso comum no imaginário popular, obscurecendo as causas estruturais das desigualdades provocadas pelo capitalismo. A eficácia desse discurso apropriado pela direita reside em sua simplicidade e na responsabilização individual pelo sucesso ou fracasso (McNamee & Miller, 2009). A teoria da hegemonia de Gramsci (1971) é fundamental para compreender esse processo. Gramsci descreve como uma classe dominante mantém seu poder não apenas através da coerção (o aparato repressivo do Estado), mas também através do consentimento das classes subordinadas. Essa dominação ideológica é construída através de instituições da sociedade civil, como escolas, igrejas, mídia e cultura popular, que disseminam os valores, normas e visões de mundo da classe dominante, fazendo com que eles pareçam naturais, universais e de senso comum. Assim, a hegemonia opera no nível da superestrutura, moldando a consciência social e internalizando a dominação, tornando-a menos dependente do uso direto da força. Para Gramsci, a superação da hegemonia burguesa requer uma longa e árdua "guerra de posição". Em vez de uma tomada de poder abrupta, como na "guerra de movimento", as classes subalternas precisam construir uma contra-hegemonia, desenvolvendo sua própria visão de mundo, seus intelectuais orgânicos (ligados às suas experiências e lutas) e suas próprias instituições culturais e políticas. Esse processo envolve a conquista gradual de espaços na sociedade civil, a formação de uma nova vontade coletiva e a criação de um bloco histórico alternativo, capaz de desafiar a ordem estabelecida e construir um novo consenso em torno de um projeto emancipatório. A luta pela hegemonia é, portanto, uma batalha cultural e ideológica tão importante quanto a luta econômica e política. Em sua obra "Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado" (1970), Louis Althusser desenvolve uma teoria da ideologia que a concebe não como um mero conjunto de ideias falsas ou uma superestrutura dependente da base econômica, mas como uma prática social material e onipresente. Para Althusser, a ideologia funciona através dos Aparelhos Ideológicos do Estado (AIEs), que incluem instituições como a família, a escola, a igreja, a mídia, o sistema jurídico e político, entre outros. Esses aparelhos, embora distintos do Aparelho Repressivo do Estado (ARE) (governo, polícia, exército, prisões), que opera primariamente pela violência, atuam principalmente pela ideologia, inculcando nos indivíduos um conjunto de crenças, valores e práticas que os sujeitam à ordem social existente e reproduzem as relações de produção capitalistas. A ideologia, para Althusser, tem como função principal a interpelação dos indivíduos em sujeitos. Esse processo ocorre quando somos "chamados" pela ideologia e reconhecemos nosso lugar dentro da ordem social. Essa interpelação é sempre uma "interpelação em sujeitos", ou seja, somos sempre interpelados como sujeitos livres e autônomos, mesmo que essa liberdade seja ilusória e nossa subjetividade seja construída pelas relações de poder. A ideologia, portanto, não é meramente uma representação falsa da realidade, mas sim o próprio modo como vivemos nossa relação imaginária com as condições reais de nossa existência. Ela é essencial para a reprodução das relações de poder, garantindo a submissão dos indivíduos à ordem estabelecida de forma aparentemente voluntária e natural. A extrema-direita construiu um bloco ideológico que, através da moral tradicionalista e do discurso religioso, legitima e naturaliza a ordem vigente. Para a esquerda, o desafio é reconstruir narrativas que desnaturalizem essas crenças, resgatando valores de solidariedade, justiça social e igualdade, mas traduzidos em linguagens acessíveis e emocionalmente mobilizadoras. Yuri Almeida é professor, estrategista político e especialista em campanhas eleitorais
Wagner critica estilo de ACM Neto e fala em política ultrapassada
Em entrevista à rádio Baiana FM, senador afirmou que ex-prefeito tenta repetir o estilo de ACM, mas sem as qualidades do avô e fora do tempo político atual.
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O senador Jaques Wagner criticou o estilo político de ACM Neto durante entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM. Segundo ele, o ex-prefeito de Salvador tenta reproduzir a forma de atuação do avô, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, mas sem o mesmo desempenho.“O estilão ele tenta ser o mesmo, mas não tem as qualidades do avô”, disse Wagner. Para o senador, ACM era “mais brilhante” e representava um período que já se encerrou na política baiana.Wagner afirmou que já fez essa avaliação diretamente a Neto e que ele poderia ter adotado uma postura mais moderna, inspirada no tio, o ex-deputado Luiz Eduardo Magalhães. “Em vez de se mirar no que era mais contemporâneo, quer se mirar no tempo antigo. O tempo antigo já passou”, afirmou.Na entrevista, o senador avaliou ainda que o modelo político ligado ao carlismo não encontra mais respaldo na sociedade. “Ninguém topa mais canga, não. Isso aí já era”, concluiu.
Com especulações, Jerônimo afirma que é o único pré-candidato ao governo da Bahia
Governador diz que candidatura está consolidada e que discussão na base é apenas sobre o Senado.
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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que não existe qualquer possibilidade de abrir mão da pré-candidatura à reeleição para dar lugar ao ministro da Casa Civil, Rui Costa. Em entrevista à Rádio Baiana FM, ele classificou os rumores como “fake news” e garantiu que a cabeça da chapa governista está definida.Segundo Jerônimo, não há debate interno no PT ou na base aliada sobre mudança na candidatura ao governo do Estado. “Eu sou o único pré-candidato. Isso nunca foi colocado em discussão”, declarou.O governador explicou que as conversas políticas no momento estão concentradas apenas na formação da chapa para o Senado. Estão no centro das negociações os nomes de Jaques Wagner (PT), Angelo Coronel (PSD) e do próprio Rui Costa.“Essas notícias de que Rui estaria se colocando como candidato ao governo são mentira. Nós estamos muito bem resolvidos. Nosso desafio é fechar a chapa do Senado”, disse.Jerônimo também afirmou que dentro do PT não houve qualquer abertura para disputa interna, já que nenhum outro nome se apresentou para concorrer ao Palácio de Ondina.Apesar da declaração, os boatos sobre uma possível troca de posições entre Jerônimo e Rui Costa voltaram a circular nos bastidores políticos nos últimos dias. Informações divulgadas pela CNN apontam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha de perto o cenário eleitoral na Bahia e avalia que Jerônimo tem condições de reagir contra ACM Neto (União Brasil), que aparece à frente nas pesquisas divulgadas até agora.O governador reforçou que o foco do grupo é manter a unidade e estruturar uma chapa competitiva. “Estamos construindo uma saída para o Senado, mas a candidatura ao governo está definida”, concluiu.
Mais de 11 milhões de baianos voltam às urnas em outubro
Estado tem 94% do eleitorado com biometria e votação ocorre em 4 de outubro; 2º turno será no dia 25.
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A Bahia vai ferver nas urnas. No dia 4 de outubro, mais de 11 milhões de baianos e baianas estarão aptos a votar e escolher presidente da República, governador, senadores, deputados federais e estaduais. Se a disputa não for definida, o segundo turno acontece no dia 25 de outubro, apenas para presidente e governo do estado. Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram o tamanho dessa mobilização: são 11.094.303 eleitores aptos ao voto em todo o território baiano.A boa notícia é que a biometria já é realidade para quase todo mundo. Do total de eleitores, 10.432.713 pessoas, o equivalente a 94,04%, já fizeram o cadastro biométrico. Apenas 661.590 eleitores, cerca de 5,96%, ainda não regularizaram a situação. Na Bahia, o voto é obrigatório para 9.606.872 eleitores entre 18 e 70 anos. Já para 1.487.431 pessoas, o voto é facultativo, incluindo jovens de 16 e 17 anos e idosos a partir de 71.Em Salvador, o cenário é parecido. A capital tem 1.926.767 eleitores aptos a votar. Desses, 1.816.638, ou 94,28%, já contam com biometria cadastrada. Outros 110.129 ainda não fizeram o procedimento. Na cidade, o voto é obrigatório para 1.737.311 eleitores e facultativo para 189.456.Com números gigantes e alta adesão à biometria, a expectativa é de uma eleição mais rápida, segura e organizada. Agora, é preparar o título de eleitor e escolher bem: o futuro do país e da Bahia passa pelas urnas.
Bruno Reis confirma ACM Neto na disputa pelo governo
Em Salvador, prefeito afirma que ex-prefeito não repetirá decisão de 2018, minimiza ruídos na oposição e diz que grupo apoiará Ronaldo Caiado à Presidência.
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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (21) que ACM Neto será candidato ao governo da Bahia nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante entrevista à imprensa na entrega de uma obra de contenção de encosta no bairro de Matatu de Brotas. Bruno descartou qualquer possibilidade de o ex-prefeito repetir a decisão de 2018, quando abriu mão da disputa pelo Palácio de Ondina. Na ocasião, o União Brasil lançou o então prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, derrotado pelo governador Rui Costa (PT), reeleito no primeiro turno.“Acho que isso confirma a preocupação que eles têm com a candidatura de ACM Neto. Se não tivessem medo de enfrentá-lo, não ficariam desejando que ele não fosse candidato. Esse desejo é dos adversários, não nosso”, afirmou Bruno.“Você nunca viu ninguém do nosso grupo cogitar que Neto pudesse deixar de ser candidato. Isso só aparece do lado de lá”, completou. O prefeito disse que as especulações sobre um possível recuo são tentativas de enfraquecer a pré-campanha. Para ele, o cenário está definido dentro do grupo político liderado por ACM Neto.Ao comentar as declarações de Marcelo Nilo (Republicanos), que admitiu lançar candidatura própria caso não seja contemplado na chapa majoritária, Bruno minimizou o impacto e afirmou que as conversas seguem em andamento. “Todas as pretensões são legítimas. As discussões estão acontecendo e as decisões serão tomadas de forma coletiva, para que todos possam ser contemplados. Ainda tem muita água para passar por debaixo dessa ponte”, disse.Bruno Reis também tratou da eleição presidencial e sinalizou uma mudança de postura em relação a 2022, quando ACM Neto adotou neutralidade na disputa entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, o grupo agora tem posição clara. “Nosso candidato a presidente é Ronaldo Caiado. Ele foi lançado aqui em Salvador. Pode haver mudanças no cenário nacional? Pode. Mas, hoje, o nosso caminho é esse”, afirmou.O prefeito defendeu ainda a união das forças de oposição em um eventual segundo turno.“Uma certeza é que nós estamos juntos contra o PT. Queremos uma alternativa para o Brasil. Quem for para o segundo turno contra o PT terá o nosso apoio”, concluiu. A fala de Bruno Reis consolida o discurso de que ACM Neto será, sem recuos, o nome da oposição para a disputa pelo Palácio de Ondina e marca o alinhamento do grupo também na corrida presidencial.
Hugo Motta condiciona apoio a Lula a “gestos” políticos
Presidente da Câmara afirma que decisão depende de contrapartidas políticas e de projetos voltados à Paraíba.
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Presidente da Câmara afirma que decisão depende de contrapartidas políticas e de projetos voltados à Paraíba.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (12) que vai aguardar “gestos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de definir se apoiará a reeleição do petista. Segundo ele, qualquer posicionamento passa pela lógica da reciprocidade política e pela construção de um projeto que contemple os interesses da Paraíba. A declaração foi dada durante evento em João Pessoa, no qual o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, aliado do parlamentar, anunciou o apoio do governo federal ao pré-carnaval da capital paraibana.“A política se constrói com reciprocidade. Precisamos entender quais serão os apoios e os gestos para decidir quem vamos apoiar. Isso deve ser feito de maneira tranquila e respeitosa com a população do nosso estado”, afirmou Motta. O deputado ressaltou que a decisão não depende apenas do presidente da República, mas também do Partido dos Trabalhadores e das articulações locais envolvendo o Republicanos.“Isso depende do presidente, do partido do presidente e também do diálogo que temos mantido no Republicanos, além da aliança com o governador João Azevêdo e com o vice-governador Lucas Ribeiro. Nosso objetivo é construir um projeto que represente de fato aquilo que a Paraíba precisa”, declarou. Sobre o veto do presidente Lula ao chamado PL da Dosimetria, que tratava da redução de penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, Motta disse encarar o tema com serenidade e lembrou que cabe agora ao Congresso analisar a decisão.“Vejo isso com tranquilidade. Foi um assunto que dividiu o país ao longo de 2025. A proposta aprovada na Câmara foi amplamente debatida e teve quase 300 votos. O presidente exerceu sua prerrogativa de vetar, e agora o Congresso também exercerá a sua ao analisar esse veto”, disse. Para a derrubada de um veto presidencial, são necessários ao menos 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado Federal.
PL confirma apoio a ACM Neto na Bahia em 2026
Presidente nacional da sigla disse acreditar em aliança com presidenciável para fortalecer oposição no estado
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O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, confirmou que a legenda vai apoiar uma possível candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, nesta semana. “Na Bahia, o Neto deve ser candidato, e acredito que, desta vez, ele terá um presidenciável ao seu lado. E contará com o apoio do PL”, afirmou Costa Neto, destacando que a aliança deve fortalecer a oposição no estado. Durante a entrevista, o dirigente também sinalizou que o PL poderá apoiar o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) em uma eventual candidatura ao governo do Ceará, caso a disputa seja confirmada.























