Pesquisa: 65% dizem que Flávio errou ao pedir dinheiro para filme sobre o pai
Pesquisa: 65% dizem que Flávio errou ao pedir dinheiro para filme sobre o pai
Levantamento da Genial/Quaest mostra que a maioria dos entrevistados desaprova pedido de financiamento para o filme "Dark Horse" e considera suspeita a relação com Daniel Vorcaro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Uma pesquisa divulgada na quarta-feira (10) revela que 65% dos brasileiros consideram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) errou ao solicitar recursos para financiar o filme 'Dark Horse', inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A pesquisa também apontou que 60% dos entrevistados consideram suspeita a relação entre Flávio e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Foto: Reprodução | CNN
A maioria dos brasileiros avalia de forma negativa a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no episódio envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. É o que aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). Segundo o levantamento, 65% dos entrevistados afirmaram que Flávio Bolsonaro errou ao solicitar recursos para financiar o filme "Dark Horse", produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 17% consideraram que o senador agiu corretamente, enquanto os demais não souberam responder ou não opinaram. A pesquisa também mediu a percepção da população sobre as conversas entre Flávio e Vorcaro. Para 60% dos entrevistados, a relação entre os dois é considerada suspeita. Já 19% disseram enxergar a situação como normal, enquanto 21% não responderam ou afirmaram não ter opinião formada. Outro dado apontado pelo levantamento mostra que 58% acreditam que o senador pode estar omitindo informações ou eventual envolvimento em irregularidades relacionadas ao caso. Em contrapartida, 27% afirmaram não acreditar na existência de qualquer ilegalidade por parte do parlamentar. Os resultados indicam que a percepção negativa sobre o episódio ultrapassa diferentes grupos políticos. A avaliação crítica aparece entre eleitores alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre independentes e também entre setores da direita que não se identificam diretamente com o bolsonarismo. A pesquisa ainda aponta que 62% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro tinha conhecimento prévio de suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro quando buscou apoio financeiro para o projeto audiovisual. Outros 26% entendem que o senador não tinha conhecimento de eventuais problemas relacionados ao empresário. O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de confiança informada pelo instituto é de 95%.
Flávio nega irregularidades em negociação para filme do pai
Flávio nega irregularidades em negociação para filme do pai
Senador confirmou relação com Daniel Vorcaro e afirmou que recursos seriam destinados a produção privada sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O senador Flávio Bolsonaro admitiu realizar contato com o banqueiro Daniel Vorcaro por quase um ano enquanto buscava apoio financeiro para produzir um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso foi revelado por The Intercept Brasil e Flávio confirmou o pedido de recursos e a relação com Vorcaro.
- Flávio negou envolvimento com a Lei Rouanet e disse não ter oferecido vantagens ao banqueiro em troca do apoio financeiro, além de defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso envolvendo o Banco Master.
Foto: Fábio Porciúncula | AFP
O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter mantido contato por quase um ano com o banqueiro Daniel Vorcaro para buscar apoio financeiro destinado à produção de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso foi revelado nesta quarta-feira (13) pelo portal The Intercept Brasil. Segundo a reportagem, o projeto previa um aporte de R$ 134 milhões para a produção cinematográfica. Em nota divulgada após a publicação da matéria, Flávio confirmou o pedido de recursos e a relação com Vorcaro, mas afirmou que se tratava de uma iniciativa privada, sem uso de dinheiro público. “Foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”, declarou o senador. Na manifestação, ele afirmou ainda que não utilizou recursos públicos, negou envolvimento com a Lei Rouanet e disse não ter oferecido vantagens ao banqueiro em troca do apoio financeiro. Flávio também rebateu suspeitas de favorecimento político. Segundo ele, não houve intermediação de negócios com o governo nem recebimento de qualquer benefício pessoal. O parlamentar ainda defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso envolvendo o Banco Master. A reportagem do Intercept divulgou um áudio atribuído ao senador, no qual ele menciona a necessidade do envio de recursos para quitar parcelas atrasadas da produção do filme. Em outro trecho, Flávio afirma que havia preocupação com o andamento do projeto diante do atraso nos pagamentos. Conforme a publicação, parte dos valores prometidos teria sido transferida entre fevereiro e maio de 2025. O material também aponta que o apoio financeiro envolveu transferências internacionais realizadas por uma empresa ligada a Vorcaro para um fundo nos Estados Unidos administrado por Paulo Calixto. As últimas mensagens trocadas entre Flávio e Vorcaro teriam ocorrido pouco antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Dias depois, o banqueiro foi preso pela Polícia Federal em investigação relacionada a supostas fraudes financeiras. Atualmente, Daniel Vorcaro está custodiado na Superintendência da PF em Brasília e negocia um possível acordo de delação premiada. O filme sobre Jair Bolsonaro estaria sendo produzido no exterior, com elenco e equipe internacionais, e tem previsão de lançamento ainda neste ano.
Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair, aponta Intercept
Documentos revelam repasses milionários ao projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro e expõem conversas entre Flávio e o dono do Banco Master
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, está envolvido em uma controvérsia após mensagens e documentos indicarem que ele teria mantido uma relação próxima com o banqueiro Daniel Vorcaro. Vorcaro foi preso em novembro de 2025 após ser suspeito de operar um esquema de fraude que teria causado um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). nnFlávio Bolsonaro negou qualquer vínculo político ou financeiro com Vorcaro, mas a reportagem do Intercept revela que o senador teria financiado a produção do filme biográfico
Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, manteve conversas diretas com o banqueiro Daniel Vorcaro dias antes da prisão do empresário, acusado de operar um esquema de fraude que teria provocado um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Mensagens e documentos obtidos pelo Intercept Brasil indicam ainda que Vorcaro teria financiado, com ao menos US$ 10,6 milhões, a produção de “Dark Horse”, filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, escreveu Flávio Bolsonaro ao banqueiro em mensagem enviada por WhatsApp em 16 de novembro de 2025. Um dia após o envio da mensagem, Vorcaro foi preso enquanto tentava deixar o país. Em 18 de novembro, o Banco Central liquidou o Banco Master. Segundo a publicação, os registros apontam que o banqueiro teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época, para financiar o longa-metragem ligado à família Bolsonaro. De acordo com os documentos obtidos pelo Intercept, pelo menos US$ 10,6 milhões, equivalentes a cerca de R$ 61 milhões, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações destinadas à produção cinematográfica. Os registros incluem cronograma de desembolso, comprovante bancário e cobranças referentes às parcelas previstas para o projeto. Não há evidências, porém, de que as demais parcelas tenham sido quitadas. Ainda segundo a reportagem, a negociação envolvendo Vorcaro teria sido conduzida diretamente por Flávio Bolsonaro, com participação do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro e do deputado federal Mario Frias, ex-secretário da Cultura do governo Bolsonaro. As conversas privadas e os documentos obtidos revelariam uma relação próxima entre o clã Bolsonaro e o banqueiro. Flávio já havia negado anteriormente qualquer vínculo político ou financeiro com Vorcaro. Em entrevista à CNN, após a divulgação de que o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, doou R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, o senador afirmou que a contribuição ocorreu “sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal, inclusive”. “Essa conta do Banco Master está longe de chegar perto da direita”, declarou o senador na ocasião. Dois dias antes, durante evento de pré-campanha em João Pessoa, na Paraíba, Flávio classificou o caso como um “grande esquema de roubalheira que está dando nojo a todo o país”. Na manhã desta quarta-feira (13), Flávio Bolsonaro foi questionado presencialmente pelo Intercept sobre o suposto financiamento do filme e respondeu: “De onde você tirou essa informação? É mentira”. Em seguida, segundo a reportagem, o senador riu e deixou o local onde concedia entrevista à imprensa, nas proximidades do Supremo Tribunal Federal, após reunião com o ministro Edson Fachin. O Intercept informou ainda que Flávio Bolsonaro foi procurado por telefone, WhatsApp e e-mail, mas não respondeu aos questionamentos até a publicação da reportagem. A defesa de Daniel Vorcaro também foi acionada, sem retorno. Eduardo Bolsonaro e Mario Frias igualmente não responderam aos contatos feitos pela publicação, que afirmou manter o espaço aberto para manifestações futuras.
Direita vai às ruas em São Paulo por anistia a Bolsonaro e contra Moraes; Tarcísio fala em 'tirania' do STF
Manifestação contou com presença do governador Tarcísio de Freitas, que classificou atuação de Moraes como tirânica e defendeu pacificação nacional
Por: Willian Silva
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto - Paulo Pinto / Agência Brasil
Em uma mobilização organizada por grupos de direita e representantes de movimentos religiosos, milhares de manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (7), para defender pautas como a liberdade de expressão, a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Durante o ato, também foram registrados protestos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com participantes pedindo sua prisão em alguns momentos. A manifestação ocorreu de forma pacífica, mas teve forte tom político e ideológico. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), discursou ao lado de apoiadores e classificou o evento como uma "celebração incompleta", em referência ao que chamou de ausência de liberdade de ir e vir do ex-presidente Bolsonaro. Segundo ele, o processo que envolve os acontecimentos do 8 de Janeiro estaria sendo conduzido com viés ideológico e baseado em uma delação "fragilizada e incoerente". "O que vemos é a construção de narrativas por parte da esquerda para responsabilizar Bolsonaro. Falam de democracia, mas violam seus princípios sob o pretexto de protegê-la", afirmou o governador. Tarcísio também defendeu uma anistia ampla a todos os envolvidos nos atos, com o objetivo de promover uma reconciliação nacional.Ainda em seu discurso, Freitas destacou a consolidação de uma direita "anti-sistema", liberal na economia, e sem receio de se posicionar nas ruas. Ele classificou a atuação do ministro Alexandre de Moraes como "tirania".
Eleições de 2024 vão testar bolsonarismo fora do poder, afirma diretor do Quaest
Eleições de 2024 vão testar bolsonarismo fora do poder, afirma diretor do Quaest
Felipe Nunes concedeu entrevista para a Rádio Metropole, de Salvador, nesta quarta-feira (20)
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Rádio Metropole
- O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirmou que as eleições municipais de 2024 serão as primeiras que devem testar a força do bolsonarismo após a derrocatada de Jair Bolsonaro (PL) da presidência da República em 2022. A análise foi feita em entrevista para a Rádio Metropole nesta quarta-feira (20). “É a primeira eleição que vai testar o bolsonarismo fora do poder. O prognóstico é que o PL cresça com o apoio de Bolsonaro nas médias e grandes cidades. O PT volta ao poder e vai usar a máquina, os recursos para melhorar o desempenho”, ressaltou o especialista. Ainda durante a entrevista, Felipe Nunes destacou que o pleito de 2024 vai influenciar as eleições gerais de 2026, que elegerão deputados, senadores e presidente. “A eleição de 2024 vai projetar o Congresso de 2026. Tão importante quanto ganhar eleição presidencial é formar maioria na Câmara dos Deputados e no Senado. A agenda legislativa brasileira está sendo dominada pelos próprios deputados e não mais pelo presidente, como era antigamente”, afirmou.























