Direita vai às ruas em São Paulo por anistia a Bolsonaro e contra Moraes; Tarcísio fala em 'tirania' do STF
Manifestação contou com presença do governador Tarcísio de Freitas, que classificou atuação de Moraes como tirânica e defendeu pacificação nacional
Por: Willian Silva
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Foto - Paulo Pinto / Agência Brasil
Em uma mobilização organizada por grupos de direita e representantes de movimentos religiosos, milhares de manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (7), para defender pautas como a liberdade de expressão, a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Durante o ato, também foram registrados protestos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com participantes pedindo sua prisão em alguns momentos. A manifestação ocorreu de forma pacífica, mas teve forte tom político e ideológico. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), discursou ao lado de apoiadores e classificou o evento como uma "celebração incompleta", em referência ao que chamou de ausência de liberdade de ir e vir do ex-presidente Bolsonaro. Segundo ele, o processo que envolve os acontecimentos do 8 de Janeiro estaria sendo conduzido com viés ideológico e baseado em uma delação "fragilizada e incoerente". "O que vemos é a construção de narrativas por parte da esquerda para responsabilizar Bolsonaro. Falam de democracia, mas violam seus princípios sob o pretexto de protegê-la", afirmou o governador. Tarcísio também defendeu uma anistia ampla a todos os envolvidos nos atos, com o objetivo de promover uma reconciliação nacional.Ainda em seu discurso, Freitas destacou a consolidação de uma direita "anti-sistema", liberal na economia, e sem receio de se posicionar nas ruas. Ele classificou a atuação do ministro Alexandre de Moraes como "tirania".
Eleições de 2024 vão testar bolsonarismo fora do poder, afirma diretor do Quaest
Felipe Nunes concedeu entrevista para a Rádio Metropole, de Salvador, nesta quarta-feira (20)
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Foto: Rádio Metropole
- O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirmou que as eleições municipais de 2024 serão as primeiras que devem testar a força do bolsonarismo após a derrocatada de Jair Bolsonaro (PL) da presidência da República em 2022. A análise foi feita em entrevista para a Rádio Metropole nesta quarta-feira (20). “É a primeira eleição que vai testar o bolsonarismo fora do poder. O prognóstico é que o PL cresça com o apoio de Bolsonaro nas médias e grandes cidades. O PT volta ao poder e vai usar a máquina, os recursos para melhorar o desempenho”, ressaltou o especialista. Ainda durante a entrevista, Felipe Nunes destacou que o pleito de 2024 vai influenciar as eleições gerais de 2026, que elegerão deputados, senadores e presidente. “A eleição de 2024 vai projetar o Congresso de 2026. Tão importante quanto ganhar eleição presidencial é formar maioria na Câmara dos Deputados e no Senado. A agenda legislativa brasileira está sendo dominada pelos próprios deputados e não mais pelo presidente, como era antigamente”, afirmou.























