
Ainda segundo a reportagem, a negociação envolvendo Vorcaro teria sido conduzida diretamente por Flávio Bolsonaro, com participação do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro e do deputado federal Mario Frias, ex-secretário da Cultura do governo Bolsonaro. As conversas privadas e os documentos obtidos revelariam uma relação próxima entre o clã Bolsonaro e o banqueiro. Flávio já havia negado anteriormente qualquer vínculo político ou financeiro com Vorcaro. Em entrevista à CNN, após a divulgação de que o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, doou R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, o senador afirmou que a contribuição ocorreu “sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal, inclusive”. “Essa conta do Banco Master está longe de chegar perto da direita”, declarou o senador na ocasião. Dois dias antes, durante evento de pré-campanha em João Pessoa, na Paraíba, Flávio classificou o caso como um “grande esquema de roubalheira que está dando nojo a todo o país”. Na manhã desta quarta-feira (13), Flávio Bolsonaro foi questionado presencialmente pelo Intercept sobre o suposto financiamento do filme e respondeu: “De onde você tirou essa informação? É mentira”. Em seguida, segundo a reportagem, o senador riu e deixou o local onde concedia entrevista à imprensa, nas proximidades do Supremo Tribunal Federal, após reunião com o ministro Edson Fachin. O Intercept informou ainda que Flávio Bolsonaro foi procurado por telefone, WhatsApp e e-mail, mas não respondeu aos questionamentos até a publicação da reportagem. A defesa de Daniel Vorcaro também foi acionada, sem retorno. Eduardo Bolsonaro e Mario Frias igualmente não responderam aos contatos feitos pela publicação, que afirmou manter o espaço aberto para manifestações futuras.