Operação investiga furto e mineração ilegal em Ribeirão do Largo
Ação cumpriu mandado em fazenda e apura furto, receptação e crimes ambientais27 Abr 2026 / 05h20

Por: Vílson Nunes
Foto: Vílson Nunes | Sudoeste Bahia
Em Nota de Repúdio protocolada na última quinta-feira (26/10) na Secretaria Municipal de Saúde de Palmas de Monte Alto (BA), a professora montealtense Maria Stela Barbosa dos Santos descreve um atendimento, que ela considerou "grotesco" por parte da médica Renaide, lotada no Hospital Municipal Milton Farias Dias Laranjeira, no referido município. "Pelo presente expediente, faço chegar até vós o meu repúdio em face à Médica plantonista do Hospital Milton Farias Dias Laranjeira, Drª Renaide. Torno-lhe ciente de que pela segunda vez consecutiva necessitei dos serviços clínicos do HM, coincidentemente nos mesmos plantões e com os mesmos sintomas. Ao tempo em que buscava uma solução para o problema, necessitava de um atestado médico para apresentar em meu setor de trabalho. Como é do conhecimento de todos, sou professora, e tenho como instrumento de trabalho a voz. A princípio, a Doutora me disse que quem dá atestado é o PSF. Eu expliquei o funcionamento dos PSFs ai então ela me informou que não existe atestado médico para rouquidão. Informei-lhe que a rouquidão é decorrente de uma rinite alérgica e levei-a a perceber a necessidade que tinha justificar minha ausência no trabalho. Daí a mesma escreveu o que sugeri, declarando que a paciente se encontrava impossibilitada de exercer suas atividades laborais. Já no dia de ontem, 24 (vinte e quatro) de outubro, ao chegar ao hospital já não havia mais fichas (como se sabe a demanda está imensa), fui encaminhada para a triagem com a enfermeira, que me atendeu e levou o caso até a médica.
E a resposta foi a esperada: não existe atestado para rouquidão. Sequer foi feita uma ficha para atendimento, e após três horas de espera, retornei pra casa sem atendimento. Certo que o meu caso não se enquadra no “conceito de emergência” estabelecido pelo hospital, mas os demais setores públicos exigem de seus funcionários uma justificativa para o não comparecimento no trabalho.Sendo assim, venho perante as autoridades competentes, questionar, e ao mesmo tempo requerer providências cabíveis, com o intuito de precaver que outros casos incidam. Na possibilidade de procurar outro médico no dia seguinte, estou ciente de que é ilícito retroagir datas. E ai, a quem cabe o prejuízo? A mim, funcionária pública que não compareci ao trabalho impossibilitada de fazer uso da voz? E o constrangimento pelo qual passei, a quem recorrer? Nestes termos, repúdio a atitude grotesca da Médica, e a caracterizo como negligência irreparável", escreveu a educadora. Além do secretário municipal de saúde, Marcos Túlio Laranjeira Rocha, o documento foi encaminhado também à Câmara Municipal, nesta segunda-feira (30/10). Ao site Sudoeste Bahia, a denunciante confirmou o fato e alegou que buscará providências. “Passei por outra médica do PSF e a mesma me encaminhou para o otorrino e me pediu para afastar das atividades. Deu atestado por sete dias. Com o CID R491. A outra me disse da primeira vez que não tem CID para rouquidão. Pesquisei e esse CID trata-se dos problemas afônicos. Segundo ela, a sequência de ocorrências pode ser o caminho de doenças mais graves como o Câncer”, afirmou à educadora. O outro lado: Em contato com a reportagem, a médica citada se defendeu através de Nota, negando ter cometido qualquer negligência no atendimento a paciente e esclarecendo a sua versão para o caso. “Venho através desta, responder a Nota de Repúdio da senhora Maria Stela Barbosa dos Santos. Decorrente ao atendimento prestado a mesma no Hospital municipal Milton Farias Dias, onde na primeira consulta foi prestado o atendimento e orientado a mesma procura o PSF para acompanhamento e tratamento da sua Rinite e se necessário o encaminhamento da mesma para um profissional especializado como Otorrinolaringologista. A mesma retornou à unidade com o mesmo sintoma (rouquidão), que não caracterizava atendimento de emergência e por já tê-la orientado anteriormente que seu tratamento e acompanhamento seriam a nível ambulatorial (PSF) e não de emergência. Portanto quando a enfermeira de plantão veio me solicitar apenas o atestado da mesma a informei que eu não poderia emitir atestado sem avaliar (atender) a paciente. A enfermeira a orientou procurar o PSF e que no hospital distribuía 30 fichas ambulatoriais pela manhã e 20 fichas a tarde explicando que o Hospital estava naquele momento atendendo apenas emergência e o sintoma da mesma não caracterizava atendimento de emergência”, afirmou a profissional.
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