Operação investiga furto e mineração ilegal em Ribeirão do Largo
Ação cumpriu mandado em fazenda e apura furto, receptação e crimes ambientais27 Abr 2026 / 05h20

Foto: Reprodução
A Justiça Federal condenou o atual prefeito de Ibicoara, Arnaldo da Silva Pires, a devolver aos cofres públicos R$ 1.615.410,25 e a pagar uma multa civil no mesmo valor, pela prática de ato de improbidade administrativa, previsto na Lei nº 8.429/1992, cometido durante mandato anterior por ele exercido. De acordo com a decisão o gestor municipal terá a suspensão dos direitos políticos do gestor por oito anos, perda de função pública, se houver e a proibição de contratar com o poder público, receber benefícios, incentivo fiscais ou creditícios pelo prazo de cinco anos. Pesam contra o prefeito de Ibicoara, a acusação do Ministério Público Federal (MPF) pelo desvio ou aplicação irregular de verbas recebidas pela União. Foi verificadas irregularidades nos repasses dos ministérios das Cidades, Esportes, Educação e Saúde, tais como: a simulação de contratos com empresas privadas para a realização de obras, utilização e aquisição de materiais pagos pela própria prefeitura, quando a responsável pelo procedimento seria a vencedora da licitação, e montagem de concorrências para beneficiar empresas. A Controladoria Geral da União (CGU) constatou que o prefeito teria simulado o processo licitatório no qual a empresa vencedora seria responsável pela pavimentação de uma das ruas de Ibicoara, com o objetivo de desviar recursos públicos.
O agravante dessa situação é que os técnicos da CGU não comprovaram a participação da empresa SOCServiços Obras e Construções, declarada vencedora de uma licitação como realizadora da obra. Novas irregularidades foram detectadas pelos técnicos da CGU no processo de licitação para construção de dois ginásios esportivos, um em Ibicoara e outro no distrito de Cascavel, com recursos da União. Foi verificado que as duas empresas vencedoras participavam de um rodízio para concorrer às obras e, além disso, o sócio de uma das empresas derrotadas foi contratado pela prefeitura para fiscalizá-las. Em outra situação, foi constatado que o prefeito utilizou de nota fiscal falsa para justificar uma despesa de 4 mil reais, quantia recebida pelo Ministério da Educação para pagar a compra de materiais de cunho escolar. Falhas na administração municipal também foram constatadas na área de saúde. O ex-prefeito não apresentou os planos de saúde vigentes no município à época, Piso de Atenção Básica-Fixo, que visa auxiliar o município no custeio do atendimento à população em unidades de saúde, e o Piso de Atenção Básica-Variável, que estimula a organização de equipes de saúde da família, como estava previsto na legislação. Segundo a ação proposta pelo MPF, as condutas dificultam a apreciação da legalidade das despesas.
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