Comissão quer votar PEC do fim da escala 6x1 até 28 de maio
Relator e presidente resistem a compensações para empresas29 Abr 2026 / 08h00

Foto: Valter Campanato | Agência Brasil
A Odebrecht apontou dois nomes como operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira via caixa dois à campanha presidencial de José Serra, agora ministro no governo de Michel Temer, na eleição de 2010. Parte do dinheiro foi transferida por meio de conta na Suíça, em um acerto com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho, ex-PSDB e hoje no PSD, que fez parte da coordenação política da campanha. Já o caixa dois operado no Brasil foi negociado com o ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB), próximo de Serra. Fortes também atuou nas campanhas de Fernando Henrique Cardoso na década de 1990 e na de 2014 de Aécio Neves. Tais repasses, de acordo com reportagem do Jornal Folha de São Paulo, foram mencionados por dois executivos na delação premiada da empreiteira, nas negociações do acordo com a PGR em Brasília e com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. São eles Pedro Novis, presidente do grupo entre 2002 e 2009 e atual membro do conselho administrativo da holdingOdebrecht S.A; e o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, que atuava no relacionamento com políticos de São Paulo e na negociação de doações para campanhas. A Odebrecht promete entregar à Lava Jato comprovantes de depósitos feitos na conta no exterior e no Brasil. Os depoimentos dos funcionários terão início após a assinatura dos acordos de delação. Depois, o material será encaminhado ao relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, para homologação.
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