Comissão quer votar PEC do fim da escala 6x1 até 28 de maio
Relator e presidente resistem a compensações para empresas29 Abr 2026 / 08h00

Atualmente, o jovem não pensa em nenhum cargo específico, mas sabe que quer atuar na Bahia, perpetuando o legado do avô, Luis Eduardo
Por: Adele Robichez
Foto: Reprodução | Redes Sociais
- Uma das mais influentes da história política baiana, a família Magalhães pode alcançar a sua quinta geração no poder. Tataraneto de Magalhães Neto (1897 - 1969), Luiz Eduardo Magalhães Guinle pretende, aos 22 anos, ingressar na política. Nas redes sociais, o jovem já coleciona registros com prefeitos e deputados. O seu tataravô Magalhães Neto, no topo da herança política familiar, foi médico e ocupou o Congresso como deputado federal por três legislaturas, até a supressão dos órgãos legislativos no Estado Novo. O político teve como filho Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), que imperou por 40 anos no estado, com o chamado “carlismo” na Bahia. Enquanto viveu, ACM foi governador do estado três vezes (duas durante a ditadura), presidente do Senado e prefeito de Salvador. Um ano antes da sua morte, viu a derrota do seu grupo político em uma das vitórias eleitorais mais surpreendentes do estado, quando o aliado e ex-governador Paulo Souto perdeu para o hoje senador Jaques Wagner (PT) em 2006. No entanto, a família permaneceu no poder. O avô de Guinle, Luís Eduardo Magalhães (1955-1998), foi presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal por três mandatos e presidente da Assembleia Legislativa. Luis Eduardo teve três filhos. Entre eles, a modelo e atriz Carolina Magalhães. Casada na época com o empresário Rafael Guinle, da família herdeira do Copacabana Palace Hotel, Carolina tornou-se mãe de Luiz Eduardo Guinle, em 8 de dezembro de 2000. Projeto político - Rodeado de políticos na família, Guinle diz que o interesse pela política foi um caminho “natural” para ele e que a sua decisão foi independente. "Essa vontade sempre existiu desde quando eu era criança. Eu cresci em um ambiente que se falava muito de política e o interesse foi natural. Debatia com os colegas na escola em período de eleição, buscava me aprofundar e ler bastante sobre o tema. Sempre fui apaixonado pela Bahia e pelo Brasil", declarou. Atualmente, o jovem não pensa em nenhum cargo específico, mas sabe que quer atuar na Bahia, perpetuando o legado do avô, Luis Eduardo. Questionado pelo Metro1 sobre a sua posição política, Guinle afirma defender o “liberalismo econômico e a proteção social”. Segundo ele, é necessário “um estado brasileiro menor”, com mais privatizações. Apesar da defesa do legado da família, o bisneto de ACM crava: “tenho a minha própria personalidade e propósito”. Guinle também classificou como “importantes e construtivas” as críticas relacionadas ao carlismo e à atuação política dos seus parentes. "O trabalho que construirei será coletivo, ouvirei muito, aprenderei a exercer o melhor da política, que é saber ouvir as pessoas. Tenho a minha história, e a que eu quero construir não é de rótulos, e sim de propósito", acrescentou.
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