Mesmo com Zé Cocá, o PT sempre venceu em Jequié
Mesmo com sua expressiva votação local, o fato é que o PT e seus aliados mantêm uma invencibilidade histórica em todos os 20 municípios da região.30 Mar 2026 / 11h00

A população não suporta mais conviver com a insegurança hídrica, com a falta de transparência e com a sensação de abandono.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Embasa volta a justificar a falta de abastecimento de água em Caetité com o mesmo argumento de sempre: quedas de tensão no fornecimento de energia elétrica. O problema, porém, está longe de ser novidade. Há anos a população convive com interrupções constantes, longos períodos sem água e explicações que se repetem como se fossem inevitáveis. A pergunta que não quer calar é simples: por que a Embasa nunca apresentou um plano B para situações que já se tornaram rotina?
É inadmissível que um município inteiro fique refém de um único sistema de captação e bombeamento, ainda mais quando alternativas já existiram e foram abandonadas. As barragens da Passagem da Pedra e Moita dos Porcos, que por décadas serviram como importantes fontes de abastecimento, foram desativadas e, mesmo quando cheias durante o período de chuvas, permanecem inutilizadas. Como explicar que estruturas públicas, mantidas com recursos da população, estejam simplesmente descartadas enquanto milhares de famílias passam dias sem água nas torneiras?
A Embasa também não pode ignorar o acúmulo de reclamações. A cada novo episódio de desabastecimento, cresce a sensação de descaso, de que a empresa opera sem transparência, sem planejamento e sem compromisso real com a população de Caetité. A alegação de que a Coelba é a responsável pelas quedas de energia não exime a Embasa de sua obrigação de garantir alternativas, reforçar sistemas, modernizar equipamentos e assegurar que o serviço essencial que presta não dependa de um único ponto de falha.
Se o problema é recorrente, a solução também deveria ser. Mas o que se vê é o contrário: anos passam, justificativas se repetem e a população continua sofrendo.
Diante desse cenário, não resta outra saída senão exigir que os órgãos fiscalizadores — especialmente o Ministério Público — sejam acionados pelo Executivo e pelo Legislativo municipal. É preciso investigar, cobrar responsabilidades e garantir que medidas concretas sejam tomadas. Caetité não pode continuar refém de promessas vazias e de uma gestão que parece incapaz de antecipar problemas que já são velhos conhecidos.
A população não suporta mais conviver com a insegurança hídrica, com a falta de transparência e com a sensação de abandono. Água é direito básico, não favor. E Caetité exige — e merece — respeito.
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