Varejo da Bahia deve faturar R$ 15,2 bilhões no Dia das Mães
Setores básicos puxam alta, enquanto segmentos dependentes de crédito devem recuar.28 Abr 2026 / 05h42

Levantamento da FGV mostra recuo nos preços, puxado por itens básicos, enquanto chocolates e bacalhau seguem em alta
Foto: Reprodução
A cesta de produtos típicos da Páscoa deve pesar menos no bolso do brasileiro em 2026. Levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas aponta queda média de 5,73% nos preços em relação ao ano passado, marcando o segundo recuo consecutivo — em 2025, a redução foi de 6,77%.O estudo foi divulgado às vésperas do feriado e considera itens tradicionais como chocolates, pescados e produtos básicos consumidos no período.Apesar da queda geral, a inflação ao consumidor medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal registrou alta de 3,18% no acumulado entre abril de 2025 e março de 2026.Alguns produtos típicos da data apresentaram aumentos expressivos, superando a inflação geral:Bombons e chocolates: +16,71%Bacalhau: +9,9%Sardinha em conserva: +8,84%Atum: +6,4%. Por outro lado, itens básicos contribuíram para a redução da cesta:Arroz: -26,11%Ovos de galinha: -14,56%Azeite: -23,20%Já os pescados frescos tiveram leve alta de 1,74%, enquanto os vinhos subiram 0,73%.Nos últimos quatro anos, a inflação da Páscoa alternou entre altas e quedas:2026: -5,73%2025: -6,77%2024: +16,73%2023: +13,16%No acumulado desde 2022, os preços da Páscoa subiram 15,37%, abaixo da inflação geral no período (16,53%).Chocolate segue pressionadoMesmo com a queda recente no preço internacional do cacau, os chocolates continuam mais caros para o consumidor. Segundo o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, produtos industrializados têm repasses mais lentos das reduções de custos.Nos últimos quatro anos, os bombons e chocolates acumulam alta de 49,26%.Estudo citado pelo economista Valter Palmieri Junior aponta que a concentração de mercado também pressiona preços: cinco marcas, pertencentes a três empresas, concentram 83% do setor de chocolates.A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados afirma que o preço final não depende apenas do cacau, mas também de fatores como leite, açúcar, frete e variação do dólar.A entidade destaca ainda que o setor colocou cerca de 800 produtos no mercado neste ano, com 134 lançamentos.A alta recente do cacau foi influenciada por problemas climáticos, como o El Niño, que afetou plantações em países africanos como Gana e Costa do Marfim, responsáveis por cerca de 60% da produção global.O déficit de oferta fez o preço da tonelada atingir US$ 11 mil, antes de recuar para cerca de US$ 3,3 mil atualmente.A indústria projeta uma Páscoa positiva, com expectativa de 14,6 mil empregos temporários — alta de 50% em relação a 2025. Cerca de 20% dessas vagas devem se tornar permanentes.Pesquisa do Instituto Locomotiva indica que 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados à data.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Comentar notícia
Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Sudoeste Bahia. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. Nossa equipe poderá retirar, sem prévia notificação, comentários que não respeitem os critérios impostos neste aviso.