Aneel mantém bandeira e conta de luz seguirá mais cara em junho
Cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos permanece devido à redução das chuvas e ao maior uso de usinas termelétricas.02 Jun 2026 / 05h30

Por: Juliana Almirante
Foto: Marcello Casal Jr. | Agência Brasil
Estudo aponta para continuidade do cenário de queda nos lucros, perda do poder aquisitivo da população e desemprego
Relatório da consultoria AC Pastore aponta que o Brasil não apenas está vivendo a mais lenta retomada econômica da história como caminha para a depressão. O estudo “A Depressão Depois da Recessão” foi divulgado hoje (19) pela Folha. A consultoria AC Pastore é do ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore. No “Dicionário de Economia do Século 21”, Paulo Sandroni a define depressão como “fase do ciclo econômico em que a produção entra em declínio acentuado, gerando queda nos lucros, perda do poder aquisitivo da população e desemprego”. O relatório considera como principal critério para caracterizar o estado depressivo da economia brasileira a estagnação da renda per capita. O valor que é obtido pela divisão do Produto Interno Bruto (PIB) do país pelo número de habitantes. Como o PIB avançou apenas 1,1% em 2017 e 2018 e a população do país, por sua vez, aumenta 0,8% ao ano, o ganho de renda para cada brasileiro foi de “magnitude insignificante” no período, aponta o estudo. O mesmo vai ocorrer se o PIB de 2019 crescer de fato em torno de 1%. “Com a renda per capita mantendo-se por três anos 8% abaixo do pico prévio, só nos resta definir a situação como característica de uma depressão”, conclui o relatório.
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