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Suspeito atuava na Bahia e no Rio de Janeiro; esposa também foi presa durante operação integrada das forças de segurança.11 Mai 2026 / 06h04

Recomendações do Ministério Público estadual e revisões em contratos de artistas geram preocupação entre gestores e comerciantes em cidades do interior da Bahia.
Por: Willian Silva
Foto: Reprodução
Recomendações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e revisões em contratos de atrações para os festejos juninos de 2026 têm provocado preocupação entre prefeituras, comerciantes e setores ligados ao turismo e entretenimento no interior do estado. Municípios tradicionais do São João, como Livramento de Nossa Senhora e Brumado, acompanham com atenção os desdobramentos das fiscalizações e possíveis cancelamentos de apresentações artísticas. Nos últimos dias, o MP-BA recomendou a suspensão imediata e a posterior anulação do edital de credenciamento de artistas locais lançado pela Prefeitura de Livramento de Nossa Senhora. Segundo a promotoria, o modelo adotado pela gestão municipal apresentaria inconsistências em relação à Lei Federal nº 14.133/2021, especialmente por estabelecer categorias e critérios subjetivos para definição de cachês. A recomendação aumentou o clima de insegurança entre gestores municipais, principalmente em cidades que já haviam iniciado negociações com bandas de renome nacional para os festejos juninos. O temor é de que novas intervenções possam provocar cancelamentos de contratos, mudanças na programação e prejuízos financeiros para a cadeia econômica que depende diretamente do São João. Comerciantes, donos de hotéis, ambulantes e trabalhadores informais relatam preocupação com os impactos econômicos causados pela suspensão ou redução de atrações. Em muitas cidades do interior, o período junino representa uma das principais épocas de movimentação econômica do ano, impulsionando setores como hospedagem, alimentação, transporte e comércio. Além das discussões envolvendo contratações municipais, o próprio Governo da Bahia anunciou mudanças na estratégia do São João estadual em 2026, com o cancelamento da tradicional festa no Parque de Exposições, em Salvador. A gestão estadual informou que os investimentos serão redistribuídos para municípios do interior e bairros da capital. A medida reacendeu o debate sobre a distribuição de recursos públicos nos festejos e sobre o equilíbrio entre responsabilidade fiscal, legalidade das contratações e manutenção do impacto econômico gerado pelas festas juninas. Nos bastidores, prefeitos avaliam que o endurecimento das fiscalizações pode dificultar a contratação de artistas de grande porte, especialmente diante dos altos cachês cobrados por atrações nacionais. Já representantes do comércio defendem planejamento e transparência, mas alertam que cancelamentos de última hora afetam diretamente a economia local e a geração de renda temporária. Apesar das discussões, municípios baianos seguem trabalhando na organização das festas, consideradas uma das principais manifestações culturais e econômicas do estado.
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