A emoção na política: o papel das afetividades na disputa por corações e mentes
É preciso reconhecer que as pessoas não decidem apenas com base em fatos, mas também com base em valores, identidades e laços afetivos.21 Ago 2025 / 09h00

Por: José Roberto
Foto: Divulgação
- Vendo hoje a foto do prefeito de Guanambi com o presidente em Brasília, me lembrei da frase histórica de Prisco Viana: “Vamos nos unir aos bons!” E cá com meus botões confabulei que a representação de Guanambi foi a Brasília fazer exatamente o contrário. No pior momento da República, com o presidente acuado por denuncias de negligência e peculato, nos episódios que envolvem o seu Ministério da Saúde; com uma CPI no seu calcanhar; desgastado e repudiado no mundo inteiro, sob acusações de genocídio por não comprar há tempo as vacinas que poderiam ter salvo boa parte dos mais de 530 mil óbitos da pandemia. Bem, o presidente, que em Brasília só fala para o “gado” (nome dado aos seguidores que o chamam de Mito, que o esperam todas as manhãs no “cercadinho”- nome dado ao gradio montado em frente ao Palácio da Alvorada), hoje recebeu a delegação ilustre de Guanambi; imagino que devam ter ido levar apoio político ou uma palavra de conforto ao presidente nesse momento que seu governo agoniza. Mas não estranhem, apesar de ter negado durante a última campanha, o prefeito é bolsonarista, e como dizia o pensador Waan Oliver, “os iguais se reconhecem e se atraem”, por isso não tomem essa vergonha para si.
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