Simone diz que sonha "cantar para Jesus" depois que abandonar o sertanejo
A artista disse que não pretende conciliar os dois gêneros, mas sonha poder dedicar sua voz exclusivamente ao louvor
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Foto: Reprodução
- A cantora Simone Mendes, ex-Simone & Simaria, sonha abandonar a música sertaneja e se dedicar ao gospel, isso é, ao louvor a Jesus Cristo. A revelação foi feita pela própria, em participação no "Programa da Eliana" deste domingo (21) no SBT. “Isso é um sonho, claro! De cantar para Jesus, mas quando o meu tempo na música se encerrar. Eu não gostaria de fazer as duas coisas, sabe? Eu não acho interessante fazer as duas coisas. Prefiro cada coisa no seu tempo”, disse. A artista, que é um dos principais nomes do sertanejo contemporâneo, segue carreira solo após o fim da dupla que fazia com sua irmã, Simaria, mas ainda dedicada ao gênero que a consagrou. Sobre o desejo de cantar religiosamente, ela já tinha falado no final do ano passado, ao Uol. “Eu creio que isso irá acontecer na minha vida. É um projeto do próprio Deus para minha vida. Mas, nesse momento, eu ainda estou vivendo as vontades permissivas de Deus pra minha vida, que é gravar, continuar cantando o meu trabalho”, declarou na ocasião.
Polícia Federal investiga abuso sexual e sequestro em cruzeiro com shows de sertanejos
Jovens que são dos estados de Santa Catarina e São Paulo foram contratadas por uma agência para trabalhar como modelos
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Foto: Divulgação
- A Polícia Federal investiga o Navio Cabaré, cruzeiro da empresa Promoação, por suspeita de sequestro, assédio sexual, importunação sexual e tráfico de pessoas. A embarcação contou com atrações dos sertanejos Leonardo e Bruno e Marrone.Quatro jovens, com idades entre 18 e 21 anos, teriam sido vítimas do esquema. Após chegarem ao navio, elas relataram que os funcionários do local forneciam bebidas suspeitas de conter substâncias incomuns. Além disso, as vítimas eram impedidas de se comunicar externamente e só podiam se locomover no navio sob vigilância. Uma das jovens conseguiu ter acesso a um telefone e fez contato com a família, que acionou a Polícia Federal. O navio, que saiu do Porto de Santos, foi abordado pela PF na última segunda-feira (13), em Angra dos Reis, durante uma ação que resgatou as quatro mulheres. Elas foram levadas à Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, onde foram encaminhadas ao Instituto Médico-Legal para a realização de exames de corpo de delito. O inquérito segue para apurar se houve participação de outras pessoas. De acordo com a PF, as jovens, que são dos estados de Santa Catarina e São Paulo, foram contratadas por uma agência para trabalhar como modelos. Em nota, a Promoação, responsável por organizar o evento e fretar o navio, classificou a denúncia como infundada. A empresa disse já ter apresentado sua versão à "autoridade policial local, a qual, nessa premissa, entendeu que os fatos narrados não se sustentam, afastando inclusive a prisão de qualquer envolvido". A Polícia Federal, no entanto, afirma continuar investigando o caso e que "há elementos que indicam indícios de crime".
Opinião: Por festejos juninos sem sertanejo universitário financiado com dinheiro público
"Cabe ao poder público, levando em conta o conceito de identidade cultural, fornecer subsídios para que a cultura da música nordestina, juntamente com seus costumes e tradições mantenham-se fortes"
Por: Tiago Rego | Jornalista
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Foto: Ilustrativa
- O mês de junho é, sem sombra de dúvidas, o mais nordestino de todos. E, claro, que isso se deve ao forró, música oficial dos festejos juninos. Portanto, o São João é a época do ano em que o Nordeste se afirma, mais do que nunca, enquanto potência cultura e, neste contexto, cabe ao poder público, levando em conta o conceito de identidade cultural, fornecer subsídios para que a cultura da música nordestina, juntamente com seus costumes e tradições mantenham-se fortes. No entanto, o que tem se visto nos últimos anos, é um desvirtuamento das festas de São João, dada a enorme inclusão de artistas do gênero sertanejo, principalmente o tido como “universitário”. Quero deixar claro aqui, que não se trata de um repúdio ao estilo musical que é super popular e faz parte do modo de ser do brasileiro, mas sim, da defesa da identidade cultural. Entende-se por identidade cultural, costume, rito, celebração ou experiência que é típica de um povo. E neste contexto, o forró está para o São João assim como o samba está para o carnaval carioca, e é preciso que os administradores do dinheiro público entendam este expediente. Só para explicar, que não se trata de impor barreiras ao sertanejo, na semana passada, o cantor Flávio José, um dos grandes ícones da música de Luiz Gonzaga, fez uma reclamação mais do que justificável que seu show, em Campina Grande, na Paraíba, teve mais de 30 minutos diminuído, para ampliar a apresentação de Gusttavo Lima, ou seja, um verdadeiro acinte à cultura popular, e o que é pior: a iniciativa partiu da própria Prefeitura de Campina Grande. No contexto local, em Livramento de Nossa Senhora, o prefeito Ricardinho (PSD), anunciou com muito êxtase, que a dupla João Bosco e Vinícius será uma das atrações da Festa da Rua do Areião, que apesar de ter agradado uma parcela grande dos livramentenses, já que os cantores contam com uma grande base de fãs, do ponto de vista cultural, a escolha foi mal pensada. Portanto, diante do avanço do capital empresarial, que investe cifras milionárias com divulgação e até mesmo impulsionamento em rádios e serviços de streamings, formando praticamente um cartel musical, cabe ao poder público preservar a essência do São João e seu principal ativo: o forró.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Sudoeste Bahia.
“O que rolou?”; Marrone surge irreconhecível após cirurgia no rosto e mudança ‘assusta’ web
O sertanejo agitou a web ao mostrar o resultado de um procedimento estético no rosto
Por: Rafael Belmont
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- O cantor Marrone, nesta última quarta-feira (8), usou seu Instagram para compartilhar o resultado de um procedimento cirúrgico no rosto, surpreendendo muitos internautas. Ele fez questão de agradecer toda a equipe médica que o auxiliou em meio ao ataque de pânico: “Olha só com quem eu estou, com esses médicos maravilhosos, são fantásticos, profissionais”, disse. “Eles que fizeram minha cirurgia facial. Ficou excelente, ficou lindo, maravilhoso. Agradecer vocês por tudo que vocês fizeram, em nome de Deus”, completou. Marrone fez dois procedimentos nos últimos meses: um lifting no rosto e uma rinoplastia. Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, o sertanejo revelou ter sofrido uma crise de pânico antes de operar. Estou feliz demais e quando olho para o espelho, eu digo: ‘Eu tô bonitão’. Tem apenas 30 dias, então, assim, acredito que vai ficar melhor ainda. Vai desinchar mais e a minha fisionomia será outra. Antes, eu era um galão e agora sou um galã. Eu tô me achando o Brad Pitt”, completou. Em meio à crise, o artista chegou a ter um aumento de pressão, mas logo se recuperou. Ao programa Fofocalizando, do SBT, a dupla de Bruno também revelou que se assustou ao olhar no espelho pela primeira vez: “Todos nós somos humanos. Cada um tem um jeito, um organismo. Talvez psicológico melhor que o outro. Levei um susto no pós-operatório, o que é normal. Susto apenas de se ver no espelho, fica um pouco assustador por causa da situação”.
Cantor sertanejo Maurílio, da dupla com Luiza, morre aos 28 anos
Maurílio passou mal enquanto gravava o DVD de outra dupla sertaneja e estava hospitalizado desde a madrugada do dia 15 de dezembro
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Foto: Reprodução
- O cantor Maurílio, que fazia dupla com Luiza, morreu na tarde desta quarta-feira (29), aos 28 anos, em um hospital de Goiânia. Um boletim médico divulgado hoje havia informado uma piora no estado de saúde do sertanejo, que estava internado com tromboembolismo pulmonar. Maurílio passou mal enquanto gravava o DVD de outra dupla sertaneja e estava hospitalizado desde a madrugada do dia 15 de dezembro. Luiza o socorreu, ao lado do produtor da dupla. A dupla canta o sucesso "S de Saudade", que tem participação de Zé Neto e Cristiano. Neste ano, lançaram "Modo Avião", com participação de Dennis.
Em sua curta, mas meteórica carreira, Marília Mendonça foi um exercício de contemporaneidade
Em sua curta passagem, Marília Dias Mendonça, de apenas 26 anos, recebeu a alcunha de “rainha da sofrência”, mas quem sofre agora é um país inteiro por sua precoce partida, pois o que vai doer mesmo
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- Eu me lembro da primeira vez que escutei Marília Mendonça. E, claro, o local não podia ser outro senão o boteco. De imediato, eu fui arrebatado por aquela forte e muito potente voz feminina. Assim como milhões de brasileiros, conheci a cantora sertaneja pelo mega hit “Infiel”, que bombou nas rádios e nos serviços de streaming no já longínquo ano de 2016. Até então, para mim, seria mais uma cantora dessas que aparecem em uma estação, mas somem na outra estação seguinte. Todavia, a cada música que a menina nascida na pequena cidade de Cristianópolis, no estado de Goiás, emplacava, percebia-se que Marília Mendonça tinha uma peculiaridade que a diferenciava de seus pares do chamado sertanejo universitário — a autenticidade. — É claro que a estética era a mesma de sempre — o coração partido, as traições amorosas e as consequentes dores de cotovelo —, mas, nas músicas de Mendonça, a mulher deixava de ser a agente passiva da narrativa para assumir o papel de protagonista. Nas canções, as alegorias contemporâneas estão presentes — as mensagens trocadas com os crushes pelas redes sociais, os relacionamentos líquidos, a bebida com forma de escapismo —, mas imerso a este interlúdio de obviedades, lá estava Marília ao dizer: “Se ele não te quer, supera. De mulher para mulher, supera.” Era um toque, o toque de uma compositora que fazia questão de se aproximar de seu interlocutor, o toque que uma amiga dava para outra para superar o boy. Outro paradigma quebrado por Marília diz respeito à estética física. A voz de “Troca de Calçada” não se curvou a nenhum expediente gordofóbico, nem se rendeu ao corpo fit que é tão cultuado no Brasil. E é claro que tal atitude pode ser enxergada como um ato de resistência. A resistência de uma mulher comum em um universo majoritariamente masculino, e que ainda é permeado por machismos e objetificação do corpo feminino. Por tudo isso, em sua curta passagem, Marília Dias Mendonça, de apenas 26 anos, recebeu a alcunha de “rainha da sofrência” por cantar as dores de sua geração, mas quem sofre agora é um país inteiro por sua precoce partida, pois o que vai doer mesmo é “não escutar o seu bye bye”.























