Bahia registra 103 feminicídios em 2025 e segue entre os piores do país
Estado teve 103 casos em 2025 e ocupa o terceiro lugar no Brasil; especialistas alertam para subnotificação e violência marcada por ódio e controle.
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A Bahia registrou 103 feminicídios em 2025. O número representa uma queda de 6% em relação ao ano anterior, mas não é motivo para comemoração. O estado ocupa o terceiro lugar no ranking nacional desse tipo de crime, atrás apenas de duas unidades da federação, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. No Brasil, foram 1.470 mulheres assassinadas por serem mulheres. Para especialistas, o cenário pode ser ainda pior. Muitos casos deixam de ser classificados como feminicídio por falhas na notificação.“Nem todo assassinato de mulher é registrado com essa conotação. Isso reflete uma cultura que ainda não reconhece totalmente esse tipo de violência”, afirma a psicóloga e professora da Ufba, Darlene Andrade.Pelo Código Penal, feminicídio é o assassinato motivado pela condição de a vítima ser mulher. É uma forma qualificada de homicídio, com pena que pode chegar a 40 anos de prisão. Na prática, a maioria dos crimes nasce dentro de casa. Maridos, companheiros e ex-companheiros aparecem como principais autores. Muitos casos acontecem após o fim do relacionamento, quando a mulher tenta seguir a própria vida.Em 2025, a Bahia registrou episódios de extrema brutalidade. Em Lauro de Freitas, a contadora Laina Santana, de 37 anos, foi morta a marretadas pelo marido, na frente das duas filhas. Em Salvador, Fabiana Correia Cardoso, de 43 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro e segue desaparecida. Em Jequié, Aluana dos Santos foi morta a facadas mesmo tendo medida protetiva contra o agressor. Para Darlene, a crueldade é parte do recado.“É uma violência que carrega ódio. A mensagem é: você não manda em si, você me pertence”, diz.Ela reforça que não se trata de doença ou descontrole emocional.“Não é patologia. É cultura. Os homens são criados numa lógica que normaliza a dominação e a violência”, afirma. Apesar dos avanços na legislação e do aumento do debate, o feminicídio continua sendo uma ferida aberta na Bahia. Os números mostram que a redução ainda é pequena diante da gravidade do problema.
Bahia e Vitória sobem no Ranking Nacional de Clubes da CBF
Palmeiras, que foi o campeão da Série A, ficou na segunda colocação, atrás apenas do líder Flamengo
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- A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, nesta sexta-feira (8) o Ranking Nacional de Clubes (RNC) válido para 2024. Com o Flamengo na liderança, Esporte Clube Bahia e Esporte Clube Vitória conseguiram melhorar suas posições. O Tricolor, que estava na 15ª colocação, vai começar a próxima temporada no 13º lugar, enquanto o Vitória, que ocupava a 29ª colocação, ganhou uma posição. O Palmeiras, que foi o campeão da Série A, ficou na segunda colocação, atrás apenas do líder Flamengo. São Paulo, Athletico-PR e Atlético-MG completam o top-5. O Ranking Nacional de Clubes (RNC) "estabelece uma classificação técnica entre 239 clubes do futebol brasileiro, com base no recente desempenho das equipes nas competições nacionais e internacionais", frisou a entidade, que usa o desempenho dos últimos cinco anos para fazer a lista. Confira o Top 10: 1) Flamengo (16.678); 2) Palmeiras (15.372); 3) São Paulo (14.828); 4) Athletico Paranaense (13.888); 5) Atlético Mineiro (13.282); 6) Corinthians (12.926); 7) Fluminense (12.672); 8) Grêmio (12.456); 9) Fortaleza (12.350); 10) América Mineiro (11.533).
Bahia é segundo no ranking de produção de banana no país
Até agosto de 2023, o Brasil já havia produzido 7,1 milhões de toneladas desta fruta no ano, sendo São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina os maiores produtores nacionais. A Bahia responde por
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- O Brasil é o quarto maior produtor mundial de banana, atrás apenas de Índia, China e Indonésia. De acordo com o último Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que, até agosto de 2023, o Brasil já havia produzido 7,1 milhões de toneladas desta fruta no ano, sendo São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina os maiores produtores nacionais. A Bahia responde por mais de 913.790 toneladas dessa produção. Essas e outras informações sobre a fruta estão no boletim especial elaborado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) para marcar o dia 22 de setembro, quando se comemora o Dia Mundial da Banana. Esta é uma das frutas mais consumidas no mundo devido tanto a sua praticidade quanto à sua disponibilidade. Além do mais, a banana possui uma alta capacidade nutricional pelo fato de ser rica em potássio, fósforo, cálcio, ferro, vitamina A, vitamina C, vitaminas B1 e B2, antioxidantes, fibras e carboidratos. O boletim da SEI destaca que, embora a banana seja um produto com grande volume de exportação, boa parte do consumo ocorre no mercado interno dos próprios países produtores, devido ao fato desta fruta ter características de um produto altamente perecível. No acumulado do ano (janeiro a agosto), na pesquisa da Cesta Básica de Salvador, realizada mensalmente pela SEI, a banana prata apresenta redução de 7,78% no preço. Esta cesta é constituída de forma balanceada em termos de proteínas, calorias, ferro, cálcio e fósforo com a finalidade de prover o sustento e o bem-estar de um trabalhador em idade adulta. Encontra-se regulamentada pela Lei nº 399 de 30 de abril de 1938 e estruturada pela SEI, sendo composta por 25 produtos, dentre os quais a banana prata, fruta cujos preços são coletados mensalmente em 62 estabelecimentos (supermercados e feiras livres) localizados em Salvador. Para os analistas do mercado, a estimativa é que o ritmo de colheita em setembro será fraco no Norte de Minas Gerais, no Vale do São Francisco (Bahia e Pernambuco), em Bom Jesus da Lapa (BA), em Linhares, no Norte do Espírito Santo e no Norte de Santa Catarina. Já na região do Vale do Ribeira em São Paulo, estima-se que o ritmo de colheita será mais moderado, ao passo que em Divinópolis, município localizado no Oeste de Minas Gerais, o ritmo de colheita tende a ser intenso. Ainda de acordo com estes analistas, a expectativa é que haja um aumento da oferta da banana prata a partir do mês de setembro por causa da elevação da temperatura, o que fará com que o ambiente se torne mais propício para o desenvolvimento da fruta, ajudando a reduzir os preços.
Bahia lidera ranking de empregadores condenados por trabalho análogo à escravidão no Nordeste
A “Lista Suja do Trabalho Escravo” é elaborada pelo MTE com registro de todos os empregadores que realizaram a prática do “trabalho escravo contemporâneo”
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- Entre 2021 e 2022, o número de trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão na Bahia aumentou em 17,14%. O estado desponta na liderança do ranking de empregadores condenados por trabalho escravo contemporâneo no Nordeste, segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre pessoas físicas e empresas, nove condenações são citadas pelo órgão federal. A “Lista Suja do Trabalho Escravo”, elaborada pelo MTE com o registro de todos os empregadores que realizaram o trabalho escravo contemporâneo, entre 2011 e 2022, também mostra a Bahia no sexto lugar da lista nacional. O estado está atrás apenas de Minas Gerais (55), Pará (14), Goiás (14), Mato Grosso do Sul (13) e São Paulo (11). No ranking da região Nordeste, depois da Bahia aparecem Piauí (8), Rio Grande do Norte (8), Maranhão (3), Ceará (2), Paraíba (1) e Pernambuco (1). Não houve registro em Alagoas e Sergipe. Durante o período do estudo, os nove empregadores condenados foram: Adilson Bona Vieira; Agropecuária Vallas Ltda.; Arlinda Pinheiro de Souza Santos; Construtora Almeida Pessoa Ltda.; Elza Duran Lourenço; Gilvandro Froes Marques Lobo; Henrique Rubim; José Ancelmo Pereira da Silva; e Marco Antonio da Silva Costa.























